domingo, 23 de julho de 2017

Porquê? Porque ele adora



por estatuadesal
(Por Penélope, in Blog AspirinaB, 20/07/2017)
Camara_municipal_de_Loures
Viva o Populismo - In Blog 77 Colinas

Passos testa em Loures as hipóteses de um Geert Wilders português.
Em 2011, Passos apresentou-se a eleições com um discurso por muitos considerado novo e fresco: ia acabar com a preguiça, com a dependência do Estado, com a intromissão do Estado na Economia, com as gorduras do Estado, com a ditadura do ensino público e da saúde pública e demais “frescuras” que, a par com mentiras descaradas como a não necessidade de cortar salários nem pensões face a um pedido de resgate por ele desejado, apesar da situação financeira nacional bem conhecida, convenceu demasiados incautos a votarem nele. Acresceu a esta estratégia o desgaste do adversário através da campanha ad hominem mais agressiva de que há memória, aqui com a ajuda dos amigos do CDS e da Justiça. Pois bem, ganhou. Manteve depois, no governo, a linguagem acusatória da preguiça (esquecendo e fazendo demasiada gente esquecer que ele próprio é um exemplo de chupismo que o deveria manter tímido, no mínimo, no desafio aos portugueses para que se desenvencilhassem, trabalhando mais, de preferência indo embora). Enfim. Quanto ao Estado na economia, viram-se e veem-se cada vez mais os extraordinários benefícios para os clientes das vendas que fez das maiores empresas e o parco contributo dessas vendas para a resolução dos problemas financeiros do país. As gorduras foram afinal um colossal aumento de impostos. Além disso, por alegadamente não querer saber dos bancos (sendo ele o Estado), nem dos privados nem do público, passou várias pesadas facturas aos portugueses cujo interesse dizia defender.

Semanada



por estatuadesal
(In Blog O Jumento, 23/07/2017)
sardinha

A semana termina da melhor forma para Passos Coelho, depois de não se terem concretizado os aparentemente desejados suicídios em massa de Pedrógão Grande, eis que é encontrada mais uma vítima, ainda que apenas estatística. Pela forma como o PSD reagiu até se fica com a impressão de que se procuram o maior número possível de vítimas, como se a vida dos portugueses que faleceram fosse convertível em votos em Passos Coelho. O líder do PSD chegou a anunciar a vinda do diabo, afinal foram os cavaleiros do apocalipse que apareceram sob a forma de dirigentes do PSD. Como é costume a Catarina Martins também não resistiu a servir-nos com as suas postinhas de pescada.
Compreende-se o desespero da direita, há que aderir ao luto das vítimas dos incêndios para que os portugueses não discutam temas que a incomodam, como os bons resultados económicos ou as várias investigações por suspeitas de corrupção que envolvem figuras autárquicas do PSD.
Os portugueses podem ir mais uma vez para suas férias descansados, não voltarão a ter de ouvir as comunicações dramáticas de Cavaco, nem correm o risco de se cruzar com o seu jipe a abarrotar de processos, não serão surpreendidos com a resolução de mais um banco enquanto o primeiro-ministro anda com os burrinhos na areia, os funcionários públicos e os pensionistas voltam a ter o subsídio de férias.
A normalidade tem o seu preço e se não fosse o oportunismo dos andam em busca de vítimas esta semana quase não teria nada para encher jornais e televisões, a única notícia foi a escassez de sardinha na nossa costa, com os cientistas a alertar para a necessidade de suspender a sua captura. Mas o país pode estar descansado porque só comerá sardinha fresca, Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, assegurou que há sardinha quanto baste, nem que seja a comprada em Vigo ou em Isla Cristina e depois é vendida como sendo de Matosinhos ou de Olhão.

Tem a certeza que quer falar sobre ligeireza e irresponsabilidade, deputada Cristas?


A ex-ministra que aprovou o projecto de resolução do BES sem saber muito bem do que se tratava, assinando de cruz com a própria admitiu, veio por estes dias acusar o primeiro-ministro de ligeireza e irresponsabilidade no que toca aos temas da Segurança e da Educação. Sobre o primeiro, com o foco de Assunção Cristas a apontar para o impasse nas secretas e para a ameaça terrorista, desconheço a existência de motivos para alarme. Aliás, a falta de notícias sobre o tema leva-me a crer que, das duas uma: ou os serviços de segurança têm sido extremamente eficazes a antecipar e desmontar potenciais ameaças, ou serão os terroristas que não têm grande interesse em gastar os seus parcos recursos no Rectângulo. A ausência de chefia nas secretas, por si só, não me parece motivo de grande preocupação. Com certeza que as suas funções estão asseguradas, ainda que de forma interina.

DIMENSÃO OCULTA – Pergunta aos Partidos concorrentes às Eleições Autárquicas

Foto para o Blogue (tratada)


Acabei, agora mesmo, de ler um artigo de opinião publicado na última edição do Jornal de Cortegaça, cujo autor é o Ex- Presidente da Assembleia Municipal Ovar de 2005 a 2013, no qual alerta para o risco de as eleições autárquicas, a ocorrerem no próximo dia 1 de Outubro, poderem conter uma dimensão oculta.
As Campanhas Eleitorais devem servir para o esclarecimento dos munícipes e não conterem qualquer tabu.
Os índices de transparência da Câmara Municipal de Ovar estão num patamar extremamente baixo que poderão ser fruto dessa dimensão oculta, prejudicando a própria campanha dado os partidos não terem acesso, em igualdade de circunstâncias, a certos dados o que irá prejudicar as respetivas campanhas e a verdade eleitoral.
Assim, este Blogue lança a todos os partidos concorrentes a seguinte pergunta:

O que vão fazer os partidos para contrariar a dimensão oculta que ameaça a campanha?

Todas as respostas recebidas serão publicadas aqui, até às 14 horas de 25/07.

Leiam o artigo deste antigo autarca e que foi um dos responsáveis pela vitória do PS nas Eleições Autárquicas de 1993 e hoje afastado da actual inconsequente liderança do PS-Ovar, no Link abaixo:


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Ovar, 23 de julho de 2017
Álvaro Teixeira

sábado, 22 de julho de 2017

Que se passa neste País?

Será que a imprensa, os paineleiros das TV’s, os apresentadores dos telejornais, o atual PSD querem mandar os portugueses para hospitais psiquiátricos ou para algum Gulag?
Será que o nosso PR, o Governo, os Órgãos Judiciais, as Entidades Reguladoras, os Provedores dos Leitores e do Cidadão e o Povo Português não têm forma de pôr cobro a isto?
Fico sem palavras. Isto ultrapassa o inconcebível.
Está na hora de nos revoltarmos contra este estado de coisas.

Capa do Expresso

Ovar, 22 de Julho de 2017
Álvaro Teixeira