quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ovar (Eleições Autárquicas) - O caso dos convites

 
O CDS-PP de Ovar acaba de denunciar que várias colectividades do concelho têm vindo a receber convites, endereçados por via e-mail ou suporte de papel, para que os seus representantes possam comparecer à cerimónia de recandidatura de Salvador Malheiro (esta realizar-se-à no dia 17 de Junho) a um segundo mandato na autarquia vareira. Os centristas falam mesmo em desrespeito pelos estatutos apartidários dessas associações e de um presumível "condicionamento de voto" nas próximas autárquicas.
Relembre-se que as associações foram, neste ano de 2017, alvo de um reforço recorde de investimento que terá superado mesmo o montante total de dois milhões de euros.
Neste capítulo, o CDS tem sido, uma vez mais, a força política mais preocupada com as questões de ética e transparência, voltando a colocar o dedo na ferida. No nosso entender, é este tipo de oposição que faz falta em Ovar, onde a perspicácia e o rigor devem estar bem presentes. Porque é necessário colocar alguns travões a certos tipos de procedimentos que não credibilizam a política, a qual deveria ser uma arte para fins públicos.
Efectivamente, as críticas agora levantadas pelos centristas fazem todo o sentido, porque na vida política deve haver limites. É que isto sem ética não tem grande utilidade para as comunidades.
Já não faltava a história rocambolesca dos votos das anteriores eleições distritais do PSD Aveiro ocorridas em inícios de 2016, como agora temos mais certos comportamentos eleitoralistas que não respeitam o bom senso e o cavalheirismo que deveriam nortear o saber-estar na política.
As instituições podem ter dirigentes que, a título individual ou pessoal, exercem o direito de conceder o seu apoio a qualquer lista, mas quando falamos de "personalidades colectivas" (associações), regidas por prerrogativas de isenção política, o respeito deve imperar, de forma a ser evitado qualquer aproveitamento político.
É claro que este não é um caso de gravíssima dimensão, mas é mais um indício de que na política não há santos, mas sim muito tacticismo, por vezes, até incompreensível, já que quem encetou importantes obras no concelho (em abono da verdade, teve os seus méritos, pelo que é claramente favorito à reeleição), escusava de ver a sua equipa a recorrer a estes métodos menos saudáveis.

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Imagem nº 1 - O caso dos convites está a aquecer o debate político a nível local. O CDS-PP Ovar acusa o PSD de Salvador Malheiro de andar a convidar as colectividades para a cerimónia de recandidatura do edil.

Fonte: O cusco de Esmoriz