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Uma vaga de calor no Japão já matou pelo menos 44 pessoas desde 9 de julho, mas poderão existir centenas de mortes não registadas.

Com as temperaturas a ultrapassarem frequentemente os 35º C, a população opta por se proteger do Sol com chapéus-de-chuva
Yuichi Yamazaki/Getty Images
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Depois das chuvas torrenciais, o Japão enfrenta agora uma vaga de calor que já terá matado mais de 44 pessoas desde dia 9 de julho — só este sábado terão morrido pelo menos 11 —, noticiou a CNN. Dez mil pessoas foram hospitalizadas devido à vaga de calor no mesmo período, noticiouThe Japan Times.
No domingo, às 7h30, Tóquio já tinha os termómetros nos 32 graus Celsius e a maior parte do país estava em alerta para as altas temperaturas, noticiou a Kyodo News. Na segunda-feira, Kumagaya, perto de Tóquio, bateu os máximos de temperatura alguma vez registados no país e chegou aos 41,1º C. Já na quarta-feira, a cidade de Tajimi tinha batido o recorde quando atingiu os 40,7º C, referiu o site AccuWeather. Por sua vez, a cidade de Kyoto teve, durante sete dias seguidos, temperaturas acima dos 38º C, algo que nunca tinha acontecido desde que há registo (no início do século XIX).
“A AccuWeather estima que o número de mortos no Japão devido à vaga de calor já esteja nas centenas apesar de os números oficiais só falarem de pouco mais de duas dezenas e prevemos que os números subam até aos milhares antes que a vaga de calor termine”, disse Joel N. Myers, presidente e fundador da AccuWeather, uma empresa que fornece serviços de previsão meteorológica para todo o mundo desde 1962. Para o Joel Myers, o número de mortos por causa da vaga de calor poderá nunca chegar a ser conhecido, por um lado, nem sempre as mortes associadas ao calor são reportadas como tal, por outro, o calor pode fazer acelerar o desenvolvimento de doenças graves que só provocam a morte semanas depois.
O Japão começou o mês de julho com mais de 200 mortos e centenas de feridos devido chuvas torrenciais, inundações e aluimentos de terra no oeste do país. O tempo mais seco que se seguiu poderia ajudar os milhares de agentes no terreno, mas as elevadas temperaturas põe em risco não só as equipas de salvamento, como as pessoas que continuam desalojadas devido ao resultado da tempestade — cerca de 4.500 a viver em abrigos. Sem falar que nos locais afetados pelas cheias ainda há escassez de água potável e corre-se o risco de disseminação de doenças.
Vera Novais
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