24/7/2018, 21:48265
Os autores da limpeza ilegal de um terreno em Cacela Velha, no Parque Natural da Ria Formosa, estão sujeitos a uma coima que pode ascender aos cinco milhões de euros.

Autor
Agência Lusa
Mais sobre
Os autores da limpeza ilegal de um terreno em Cacela Velha, no Parque Natural da Ria Formosa, estão sujeitos a uma coima que pode ascender aos cinco milhões de euros, informou esta terça-feira o Ministério do Ambiente. Em comunicado, o Ministério adianta que, através do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), deu início a um “procedimento sancionatório” contra os autores da intervenção, realizada no início do mês e que consistiu na remoção de árvores, arbustos e outra vegetação, ao longo de uma faixa de quase 30 hectares.
Face à gravidade da situação, denunciada por uma associação local na noite de 4 de julho, o Ministério do Ambiente “exigirá ainda aos autores a tomada de medidas tendentes ao restabelecimento das condições inicialmente existentes no local”, situado no concelho de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro.
Segundo o Ministério, a intervenção no terreno “provocou danos ambientais relevantes, extensíveis às zonas envolventes, aumentando o processo erosivo nas arribas e nas linhas de água e criando instabilidade e destruição de sistemas naturais”, além de ter afetado “substancial e negativamente” as espécies vegetais e fauna.
No dia seguinte à denúncia, a 5 de julho, uma equipa do ICNF deslocou-se ao local e constatou estarem ainda em curso trabalhos de corte e arranque de arvoredo (oliveiras bravas), de arbustos (aroeiras) e de outra vegetação, com recurso a uma máquina giratória, tendo os trabalhos sido “de imediato suspensos”.
De acordo com o Ministério do Ambiente, está em causa uma intervenção em 28,6 hectares, em pleno Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), em área da Rede Natura 2000 (mais precisamente, a Zona de Proteção Especial da Ria Formosa) e de Reserva Ecológica Nacional (REN), que afetou ainda o domínio público hídrico.
Na semana passada, um grupo de oito associações culturais, de defesa do património e ambientalistas criticaram a falta de resposta das autoridades perante a situação, exigindo saber quem ordenou a “ação desastrosa”, se foi autorizada e, caso não tenha sido, como pôde tomar aquelas proporções.
Sem comentários:
Enviar um comentário