Dica (791)
Posted: 31 Jul 2018 01:13 PM PDT
Neoliberalism, You Can Be Your Own Tyrannical Boss (Meagan Day)
«A new study by Thomas Curran and Andrew Hill in the journal Psychological Bulletin finds perfectionism is on the rise. The authors, both psychologists, conclude that “recent generations of young people perceive that others are more demanding of them, are more demanding of others, and are more demanding of themselves.”»
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Entradas de Macron e saídas de sendeiro
Posted: 31 Jul 2018 11:14 AM PDT
Francisco Louçã, Expresso diário, 31.07.2018:
«Na sexta-feira passada, Costa e Macron aproveitaram uma rotineira cimeira sobre ligações energéticas, em Lisboa, para receberem na Gulbenkian um “Encontro com cidadãos”. Durante hora e meia, os dois governantes responderam a perguntas sobre a Europa, como já antes tinha sido feito por Costa e Merkel, na sua recente visita ao Porto. Tudo cordial, não se regista nenhuma vaga de fundo, conversamos e vamos à nossa vida.
Pode no entanto quem lê este jornal ser apanhado de surpresa, pois esta reunião representa mais do que o seu modesto título indica. É um “encontro”, pela certa, com “cidadãos”, também é evidente. Mas é mais do que isso, é a ressurreição de uma ideia que Macron incluiu com alguma ingenuidade mas muito europeísmo no seu programa eleitoral. Pois ele prometia, o que só um candidato francês se lembraria, que de maio a outubro de 2018 se realizariam “Convenções Democráticas” em todos os países para preparar as eleições europeias, ouvir o povo e, a palavra é dele, iniciar a “reconstrução” da União. O menu era entusiasmante, consultas abertas na internet, debates locais, convenções nacionais, tudo em linha.
Se já tropeçou na vontade napoleónica de definir em eleições francesas o que devem fazer os restantes países europeus, não se preocupe, é mesmo assim. La France c’est la France. O problema é que o patusco da iniciativa não comoveu as chancelarias, que têm mais com que se entreter e trataram o assunto como uma bizarria do homem que se faz apodar de Júpiter. Entretanto, para satisfazerem o presidente francês deram-lhe esta terminação, de convenções nacionais passou-se a encontros com cidadãos, menos refundadores, mas a pose é tudo. Curiosamente, não consta que os euroentusiastas de sempre se tenham manifestado com particular fulgor na Gulbenkian. Temo que estejam à coca das prometidas convenções para dizerem das suas e que vamos ter que esperar.»
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Posted: 31 Jul 2018 07:22 AM PDT
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Posted: 31 Jul 2018 03:14 AM PDT
«O direito à greve está consagrado na lei laboral. Fazer greve é, cada vez mais, um ato de coragem. Como o prova, sem qualquer subterfúgio, o mail enviado pela Ryanair aos funcionários que paralisaram nos últimos dias 25 e 26 de julho. Além de perderem os prémios de produtividade relativos a esse mês, a empresa deixa claro que eventuais promoções na carreira desses trabalhadores estão postas de parte. Essas benesses não são, obviamente, para quem se atreve a fazer greve.
Nada que outras empresas não pratiquem, apenas se escusam a avisar de forma tão transparente os trabalhadores. Este é apenas um episódio que vem mostrar, de forma inequívoca, quão débil é a situação de quem trabalha, precário ou não. Afinal, hoje em dia, bem vistas a coisas, somos todos precários, "redundantes".
Havia dúvidas? Se as havia, o inquérito do Instituto Nacional de Estatística, divulgado na segunda-feira pelo JN, dissipa-as. Os patrões - quase metade dos inquiridos, mais precisamente 47 por cento - consideram que despedir trabalhadores continua a ser fácil. Os obstáculos aos despedimentos, afirmam, são muito reduzidos, ou até inexistentes.
Michael O’Leary, da Ryanair, sabe o que faz quando envia um mail aos grevistas a alertá-los do risco de não serem promovidos ou verem rejeitados pedidos de transferência. Se quiser, ele sabe, com grande facilidade substitui os grevistas por outros, de preferência mais dóceis.
A troika já não anda por Portugal e, aparentemente, no poder há um Governo de Esquerda. Todavia, pouco ou nada mudou na legislação do trabalho, o setor que levou o mais rude golpe no período de crise que vivemos. Bem pode António Costa, primeiro-ministro, vangloriar-se da taxa de desemprego ter descido. É verdade, não à custa da melhoria da vida das pessoas. Estamos num tempo em que o importante é ter emprego, já não importa que emprego e em que condições. Salazar, o poderoso presidente do Conselho, no Estado Novo, considerava a greve "um crime". Ainda não recuamos tanto, mas é preciso ficar atento.»




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