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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Entre as brumas da memória


Argentina, aborto e apostasia

Posted: 12 Aug 2018 01:00 PM PDT

Miles de argentinos hacen largas filas para renunciar a la Iglesia católica.

«La Coalición Argentina por un Estado Laico (CAEL) convocó esta apostasía colectiva mientras el Senado de ese país votaba la legalización del aborto.

Hombres y mujeres que se manifestaban a favor de esa iniciativa hicieron una larga fila y llenaron formularios para renunciar a la Iglesia católica.

La Coalición Argentina por un Estado Laico (CAEL) convocó esa apostasía colectiva para quienes fueron bautizados y ya no se sienten representados por esa institución.»

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Dia Mundial do Elefante

Posted: 12 Aug 2018 09:00 AM PDT

Aqui ficam estes do Pinnawela Elephant Orphanage (Sri Lanka), fundado em 1975 com sete elefantes órfãos. São agora muitos, de todas as idades e tamanhos, e os primeiros já são avós.

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Grupos fascistas em Portugal? Obviamente

Posted: 12 Aug 2018 06:27 AM PDT

"Fascistas do terceiro milénio" estão em Portugal. Russos e italianos apoiam.

«Nos últimos três anos, cinco novas organizações surgiram ou ressurgiram nos radares das autoridades: Misanthropic Division - Portugal; Portugueses Primeiro; Trebaruna (esta replicada noutra, a Lisboa Nossa); Escudo Identitário e o Movimento Social Nacionalista. O "que mais preocupa é que existe um novo perfil nos seus militantes, com potencial para atrair mais gente, principalmente jovens nas escolas secundárias e universidades, através das redes sociais. Já não são os boneheads (cabeças-ocas) dos skinheads, estamos perante jovens universitários, licenciados com capacidade de retórica capaz de grande influência em determinados contextos socioeconómicos", explica uma outra fonte policial. (…) .

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Ponto em comum entre as três formas de afirmação: "são alimentados pela mesma raiva anti-establishment que está a beneficiar os partidos populistas em toda a Europa. Também se aproveitam da preocupação pública da ameaça jihadista, da crise migratória e do aparente falhanço das políticas multiculturais. Estão envolvidos num hiperconservadorismo social e num etnonacionalismo identitário/supremacia branca. Têm em comum ideias e símbolos fascistas, nazis e antissemitas, assim como o desdém pela democracia". Em Portugal, confirma, "há vontade de expansão".»

Matam crianças para impedir homens iemenitas?

Posted: 12 Aug 2018 03:16 AM PDT

«O nosso mundo perdeu a vergonha, se é que alguma vez a teve. Só o preocupa o que o pode sossegar. E só o desassossega as grandes notícias que absorve.

Na verdade, deixar que nos digam o que está certo ou errado é desde logo um modo de nos formatar no que se refere aos grandes acontecimentos que marcam a vida das pessoas e das comunidades. Seguindo o trilho, evita que tenhamos de pensar. Pensar é trabalhoso. Olhar é mais fácil.

É a essa luz que de vez em quando somos abanados por notícias que vão directamente para as paredes mais sensíveis das nossas almas.

As notícias frenéticas e brutais do envenenamento de um espião russo que passou a trabalhar para o Reino Unido, trocando de patrão, colocaram o mundo ocidental a expulsar, em catadupa, diplomatas russos, não sendo ainda hoje claro quem foi o autor do envenenamento. Em represália, Putin procedeu do mesmo modo.

Esta semana, um autocarro cheio de crianças iemenitas foi atacado no Norte do Iémen por aviões sauditas causando a morte e ferimentos a mais de 70. Tais mortes não mereceram sequer reparos por parte dos governantes que expulsaram os diplomatas russos. Até os media, em geral, se mantiveram indiferentes.

Os assassinos das crianças justificaram o ataque para prevenir que elas pudessem vir a ser usadas como escudos... Isto é, os sauditas invadem o Iémen para matar crianças porque temem o futuro e sabem que ocupam terra que não é sua.

Trump, desmiolado, preocupado em mandar no mundo a partir de um exército espacial, como nos filmes, apoia fervorosamente a Arábia Saudita. Tem uma paixão desmedida pelo príncipe herdeiro saudita e por Netanyahu; une-os o seu ódio aos palestinianos e iranianos. São homens que prezam armas e a morte.

Choca que os mortos que lutam pelos seus direitos nacionais sejam danos colaterais acidentais dos amigos ocidentais. Por quanto tempo os mais poderosos vão poder continuar a fazer deste mundo arenas de horror?

As crianças mortas pelos mísseis sauditas vendidos pelos EUA constituem uma marca indelével da ferocidade do regime absolutista de Salman. Estas mortes são crimes contra todos os seres humanos justos e passiveis de humanismo. Violam o direito internacional de modo grosseiro e violento.

Bem andou António Guterres em ordenar na ONU um inquérito, embora se saiba que quando chegarem as conclusões as emoções andem por outras bandas.

Por cá, como não houve mortes no incêndio de Monchique, andam a descobrir as falhas do Governo, servindo em doses cavalares reportagens pornográficas das desgraças dos desgraçados.

De tantos mundos é feito o mundo em que vivemos. Se as crianças iemenitas assassinadas a sangue frio por mísseis sauditas fossem ocidentais, já aviões destes países estavam a disparar mísseis para vingar as criancinhas, como gosta de alegar Trump para justificar os bombardeamentos da Síria. As da Síria alegadamente vítimas de bombardeamentos sírios fazem o mundo chorar; as do Iémen não devem ser humanas. Os mortos humanos não são iguais. Há os que não contam; eram empecilhos, podiam vir a ser terroristas.»

Domingos Lopes

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