Papa: pedidos de perdão piedosos
Posted: 26 Aug 2018 12:34 PM PDT
Papa pede perdão às vítimas de abusos sexuais na Irlanda.
O papa pede perdão, há já quem queira mesmo a sua demissão acusando-o de ter conhecimento dos factos há cinco anos, etc., etc. E depois? Outro papa virá, e mais outro e mais outro.
Eu sei que se está a falar de pedofilia, mas será que não se entende que as crianças são as vítimas mais fáceis enquanto existir o absurdo celibatário obrigatório para os padres?
Para quando um «levantamento» mundial contra estas aberrações? As crianças abusadas não são propriedade da Igreja!
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Posted: 26 Aug 2018 09:02 AM PDT
Skim reading is the new normal. The effect on society is profound.
«When the reading brain skims texts, we don’t have time to grasp complexity, to understand another’s feelings or to perceive beauty. We need a new literacy for the digital age.(...)
We need to cultivate a new kind of brain: a “bi-literate” reading brain capable of the deepest forms of thought in either digital or traditional mediums. A great deal hangs on it: the ability of citizens in a vibrant democracy to try on other perspectives and discern truth; the capacity of our children and grandchildren to appreciate and create beauty; and the ability in ourselves to go beyond our present glut of information to reach the knowledge and wisdom necessary to sustain a good society.
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Posted: 26 Aug 2018 03:19 AM PDT
«A verdade é que toda a gente mente. Nos inquéritos, em entrevistas e nas restantes formas de expressar opinião sobre os mais diversos assuntos. Mentimos aos amigos, aos namorados, aos médicos, aos sondageiros e a nós próprios. Mas se, até recentemente, mentíamos correndo poucos riscos de sermos apanhados, agora, com a utilização que damos aos motores de buscas, somos facilmente apanhados pela verdade. E esta é, em muitos aspetos, bem diferente do que imaginamos ou desejamos. É esta a asserção de partida do estimulante livro do analista de dados Seth Stephens-Davidowitz, “Everybody Lies”. A chave do livro está, aliás, no subtítulo: “O que a internet nos pode dizer sobre quem na realidade somos”.
Se, até recentemente, o conhecimento sobre os nossos comportamentos sociais, políticos ou a nossa psique assentava em estudos qualitativos com pequenas amostras e métodos indiciários ou análises quantitativas, mas cuja validade dependia sempre da forma como quem era inquirido respondia, com a big data vivemos uma verdadeira revolução coperniciana. O Google, por exemplo, foi criado para facilitar o acesso à informação, mas transformou-se num repositório infindável de conhecimento sobre quem de facto somos. Isto porque revelamos nas nossas buscas aspetos que não contamos de forma franca a mais ninguém.
Explorando as buscas no Google, mas, também, em motores de busca de pornografia, assim como o que é revelado nos perfis nas redes sociais, a título de exemplo, Stephens-Davidowitz confirma preconceitos e desafia mitos arreigados sobre posicionamentos políticos (os estudos de opinião davam a vitória a Hillary, mas bastaria ter atentado nas buscas com pressupostos racistas para antecipar a vitória de Trump nas circunscrições decisivas); sobre preferências clubísticas (um preditor de quem apoiamos em adulto é a equipa que venceu no ano em que completámos oito anos); ou sobre sexualidade (os fãs de Judy Garland no Facebook têm forte inclinação por sites gay e as mulheres são particularmente propensas a vídeos com sexo violento).
O propósito de Stephens-Davidowitz é suportar com evidência apelativa e contraintuitiva que a big data abre uma porta radicalmente nova para o conhecimento de quem somos, revelando uma sociedade diferente da propalada nos media e por académicos. Mas se este admirável mundo novo do conhecimento deve ser encarado com ceticismo (a forma como os algoritmos, ao restringirem as nossas escolhas e margens de liberdade, são, de facto, armas de destruição em massa), acaba, também, por demonstrar que as grandes hipóteses aventadas pelos mais marcantes pensadores sociais, sobre as determinantes materiais dos nossos comportamentos (Marx), o poder, a sexualidade e a infância (Foucault e Freud) ou a ação social (Weber e Durkheim) revelam-se bastante robustas, mesmo perante novas e insondáveis revelações.»
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Posted: 25 Aug 2018 02:30 PM PDT



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