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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Entre as brumas da memória


Irresistível

Posted: 29 Aug 2018 01:50 PM PDT

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O papa no seu labirinto

Posted: 29 Aug 2018 10:57 AM PDT

El papa Francisco, ante el abismo.

«Es curioso que la jerarquía conservadora solo haya pedido la renuncia de dos Papas de la era moderna. Lo hicieron los cardenales de la curia con Juan XXIII cuando anunció el Concilio Vaticano II. Quisieron deponerle por loco. Él acabó ganándoles la batalla. Hoy se intenta deponer a Francisco, justamente el más parecido al anciano Roncalli, considerado entonces más como un párroco que como Papa. Le faltaba la pompa hierática de su antecesor, el papa Pacelli.

Necesitará hacerlo con hechos. Ya no le bastarán las condenas verbales. Necesita entender para ello que la fuerza conservadora de la vieja curia puede ser más poderosa que su voluntad de remover los cimientos de la Iglesia. Tiene para ello que empezar a quebrar las piernas a esas estructuras con reformas concretas, empezando por la abolición del celibato obligatorio, la apertura a la mujer al poder de la Iglesia, así como a los laicos. Y hasta de deshacerse del viejo esquema rancio de la curia.»

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A China pula e avança

Posted: 29 Aug 2018 06:55 AM PDT

Nova Área de Binhai com forte aposta no setor cultural.

A China também é isto. Em Pequim ou Xangai? Não: perto de Tientsin, no Nordeste do país.

« Compreendida numa área de 120.000 m², com 312.000 m² de construção, o centro contempla um museu, uma biblioteca, um centro de artes performativas, um centro de atividades recreativas e um “corredor cultural”, entre outros.

O Centro de Artes Performativas, ocupando uma área de 24.829 m² inclui a impressionante quantidade de 1200 salas de ópera e 400 teatros experimentais “para responder às necessidades de performances culturais levadas a cabo na Nova Área de Binhai de Tianjin”.»

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O mundo ideal

Posted: 29 Aug 2018 02:59 AM PDT

«Karl Marx não tinha muita paciência para os socialistas utópicos que o rodeavam. Muitas vezes enxotava-os, porque as suas crenças o arrepiavam. Um desses utópicos acreditava que, num mundo ideal, o mar se transformaria em limonada. Marx, muito provavelmente, preferiria que ele se transformasse na casta Riesling, a sua preferida em matéria de vinhos. Mas, divergências ideológicas à parte (preferir limonada ou vinho pode ser o motivo para um divergência insanável num qualquer Comité Central), porque uma opção pode ser mais pura do que a outra, há muito que se discute como é possível criar na Terra o mundo ideal. Os políticos tentam-no, com os impostos de quem tem de os pagar em nome da democracia, dos serviços básicos do Estado e das reformas. E aí entramos noutro mundo de ruptura: o sonhador crê que a consciência e a ideologia determinam a política, quando o que na realidade decide a política são as necessidades, os mercados e o dinheiro que se tem. Pelo menos nos nossos dias. Os homens vivem com os pés na terra e não viajam apenas no mundo dos sonhos.

Mas isso não quer dizer que quem acredita num mundo ideal, ou próximo dele, deva ser atropelado pelo puro pragmatismo. Veja-se o que sucedeu há um par de dias. Luís Meira, presidente do INEM, veio dizer que era preciso arrancar a ferros ao Estado cada cêntimo. Até para comprar ambulâncias. Bem-disposta, Rosa Matos, secretária de Estado da Saúde, respondeu candidamente que faltarão sempre meios, porque não vivemos num mundo ideal. Pois não. Mas uma coisa é não vivermos nesse Olimpo e outra é sobrevivermos na miséria dita franciscana. Neste país tem de se pedinchar ambulâncias, comboios novos, alas pediátricas para hospitais e outras coisas que se julgavam básicas. E que não faziam parte desse inacessível mundo ideal. Até porque, até prova em contrário, julgávamos estar na Europa e não no Terceiro Mundo. Muitas vezes não faltam meios, ao contrário do que prega Rosa Matos. Pelos vistos, como se prova na outorga de donativos para Pedrógão, eles são é mal distribuídos.»

Fernando Sobral

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