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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

17,6%

Fonte: Aventar

10/09/2018 by João Mendes

Foi o resultado dos Democratas da Suécia, nas Legislativas deste Domingo. Apesar da ironia presente na nomenclatura, trata-se de um partido de extrema-direita, alinhado com os seus congéneres da nova vaga fascista que ameaça a Europa. Uma vaga que já governa Itália, Hungria, Áustria e Polónia, com as melhorias que lhe são conhecidas no sistema democrático, e que espreita em França, na Alemanha e na Holanda, para não falar da malta do Brexit, que se deixou levar pelos Nigel Farages desta vida.

A extrema-direita anda por aí, armada e preparada, e as raízes de outros tempos, hoje reforçadas por uma crise interminável e pelo farol laranja que emana merda do outro lado do Atlântico, começam a ganhar muito terreno no Velho Continente, o último bastião do mais aproximado que temos a uma democracia minimamente decente. E não estão sozinhos. A banca gosta destes novos fascistas, a indústria do armamento faz contas a potenciais aumentos de vendas, as organizações racistas e xenófobas rejubilam e os nazis americanos até enviaram para cá o Bannon, para dar um empurrãozinho ao movimento.

Já Putin, que ainda no outro dia esteve no casamento de uma ministra fascista do governo austríaco, onde dançou com a noiva, perante a admiração e os aplausos de vários “lideres do mundo livre”, deve passar a vida em grandes festas, a rebentar aqueles tubos de confettis e a beber Armand de Brignac da garrafa. Ou de um umbigo qualquer. A vida corre-lhe de feição e até um reality show já tem. Em Moscow. Kremlin. Putin., podemos ver o dia a dia do imperador da Federação Russa e arredores, função que agora acumula com a de regente das províncias dos Estados Unidos da América, sempre másculo e brilhante. O Grande Irmão orwelliano em todo o seu esplendor.

Alegro-me com o resultado das eleições suecas. Como me alegrei com os resultados em França, na Alemanha ou na Holanda, apesar dos vencedores. Porque nenhuma ameaça, no futuro próximo, é maior do que ascensão do ódio e da violência. E eles andam aí, armados, preparados e a subir a escada do poder, com o precioso auxílio da corrupção, do terrorismo virtual, de Vladimir Putin e dos fascistas americanos que tomaram oficialmente conta do Partido Repúblico. Corremos o risco de acordar tarde demais. Outra vez.

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