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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A Ciência e Cultura em chamas no Brasil

Novo artigo em Aventar


por Sotero

O mundo ficou perplexo diante da destruição de milhões de peças com o incêndio do Museu Nacional , no Rio de Janeiro, Brasil, na noite deste domingo, 02 de setembro, e que abrigava 200 anos de história, arte e ciência.

O museu era vinculado a Universidade Federal do Rio de Janeiro e tinha 20 milhões de peças. Apenas 1% estava exposta. O acervo  foi formado em mais de dois séculos de coletas, escavações, permutas, aquisições e doações. Coleções inteiras de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica, arqueologia e etnologia e anos de pesquisa de vários pesquisadores pelo mundo transformados em cinza.

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Teto e piso do museu completamente destruídos. Foto. Reprodução TV Globo.

O incêndio foi materialização de um plano conscientemente e orquestrado, do sucateamento, desvalorização e esquecimento da pesquisa, da educação, da história do Brasil, executado por protagonistas do Golpe recente.

A manutenção do prédio bicentenário custava menos que um  salário anual de um ministro do STF (que inclusive recebeu aumento recentemente) ou o valor de voos fretados por deputados dentro do próprio Rio de Janeiro.

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Fachada do Museu Nacional (arquivo)

No cenário nacional brasileiro o acervo do  museu virou pó também em consequência da política golpista de congelamento de gastos. A infame  PEC 241, que estabeleceu o teto de investimentos e  resultou no congelamento e redução de recursos para a saúde, educação, ciência e cultura.

Este é o Brasil atualmente; sem passado, sem memória, e sem futuro. Totalmente em chamas.

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