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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Ainda não é desta que Pedro Mota Soares vai plantar macieiras

16/10/2019 by João Mendes

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Fotografia: Manuel Almeida/Lusa

Pedro Mota Soares nasceu em 1974. Dedica-se à actividade política desde os 25 anos, da qual se desvinculou no passado mês de Julho. Não sei se praticou a advocacia, sua área de formação, mas suponho que não o terá feito, excepto até aos 25 anos e no período de 2002-2005, durante o qual exerceu a função de Secretário-Geral do CDS-PP.

Durante a sua carreira política, foram várias as áreas da governação nas quais esteve envolvido, enquanto deputado e ministro, mas não consta que tenha estado ligado à área da tecnologia e das telecomunicações. Contudo, foi o escolhido para liderar a Associação dos Operadores de Comunicações Electrónicas (Apritel), que inclui todos os players (acho que é este o termo) do sector, como a MEO, a NOS e a Vodafone.

Nestas coisas que envolvem políticos profissionais a largar a política, para três meses depois se encontrarem na liderança de uma qualquer entidade relevante, ou no conselho de administração de uma das Galps desta vida, a escolha explica-se, essencialmente, pelo mérito que a pessoa em causa tem. Comprovadamente. Se fosse de esquerda, em princípio era um boy, ou estava lá para controlar qualquer coisa. Sendo de direita, apenas a elevadíssima competência poderá justificar a escolha de tão idóneo indivíduo, certamente um grande conhecedor da realidade do sector. Parece é que ainda não é desta que vai plantar macieiras.

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