12/10/2019 by João Mendes

Quando se questionarem sobre quem foi o Dr. Frankenstein de André Ventura, façam um pequeno exercício mental e recuem até à campanha para as Autárquicas de 2017.
Vão ver os elogios que Passos Coelho e respectivos generais lhe fizeram. Os mesmos generais que agora se posicionam para depor Rui Rio e tomar o PSD de assalto.
Vão ler o contorcionismo daqueles que agora o renegam, quando há dois anos o defendiam com unhas e dentes e lhe elogiavam a coragem de ser xenófobo.
Apreciem a rapidez com que o CDS, que sempre albergou fascistas no seu seio, se afastou imediatamente do candidato.
E não se esqueçam de ver o discurso de Ventura, o anti-sistema, que jurava fidelidade, amor e entrega absoluta ao PSD, um dos dois partidos que dominam o sistema.
E sim, o fascismo já lá estava quando Passos e o passismo lhe proporcionaram o palco que abriu caminho para a chegada de André Ventura ao Parlamento. Não vale a pena tentar disfarçar.
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