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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A destruição premeditada do Serviço Nacional de Saúde

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por Bruno Santos

O Ministério da Saúde disponibiliza, através do seu sítio na internet e de uma aplicação específica para telemóveis, o MySNS Tempos, os tempos médios de espera nas urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde de todo o país. A ideia é excelente, pois coloca a tecnologia ao serviço dos cidadãos que, no caso dos que precisam de recorrer às urgências dos hospitais, se encontram numa situação particularmente frágil.

A imagem que se segue é um printscreen da aplicação MySNS Tempos, feito no dia de ontem, pelas 21h02, retratando a situação da Urgência Polivalente do Centro Hospitalar de Gaia. Conforme se pode verificar, às 21h00 havia 66 pessoas na urgência do Hospital de Gaia identificadas pela Triagem de Manchester com a cor verde - Menos Urgente - e que, segundo o Ministério da Saúde, tinham à sua frente 39 minutos de espera até serem atendidas por um médico. Havia 70 pessoas identificadas com a cor amarela - Urgente - que iriam esperar 2h30m e, finalmente, 4 pessoas identificadas pela cor de laranja - Muito Urgente - que esperariam, segundo o Ministério da Saúde, 22 minutos até serem observadas.

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a licença aquicola

por rui a.

aquário

Durante muitos anos o regime democrático português sorriu, com ironia mais do que justificada, da velha licença de utilização de isqueiro que o Estado Novo pusera em vigor em Novembro de 1937, pelo Decreto-lei nº 28219. A coisa tinha o seu ridículo, sobretudo quando vista com mais de quarenta anos sobre a data daquele diploma, ainda que se pudesse arguir, em defesa do mesmo, que a generalização do hábito de fumar era, nessa época, muito recente e que a proliferação de meios incendiários, que usavam produtos petrolíferos para a combustão, nas mãos de milhares de fumadores, poderia envolver riscos ainda desconhecidos. Quem usasse isqueiro para fumar ficava, assim, sob a tutela do estado, não fosse dedicar-se a actividades subversivas, e isso teria necessariamente um custo...

Ora, por mais que puxemos pela cabeça não conseguimos atingir as razões substantivas que levaram o governo português em funções a aprovar a recente taxa anual de 50,00 € para «autorização da detenção de espécies aquicolas em cativeiro para fins ornamentais», que foi publicada no último dia 28 de Dezembro, no Diário da República, Iª Série - nº 248. Serve esta taxa, entretanto já popularizada pela «taxa aquário» para quê? Que custo social tem um dono de um aquário de pagar ao estado? O facto das águas donde essas espécies vêm - na maioria tropicais - ficarem sem os bichanos? Mas o que tem o estado português a ver com isso? A necessidade de pagar um custo pelo benefício de se contemplarem as maravilhas da natureza aquicola «detidas» em cativeiro privado? Ninguém sabe, ao certo. Todavia, se quisermos taxar usos menos apropriados por parte dos seus responsáveis e beneficiários, poderemos considerar as seguintes possibilidades, que deixamos ao superior critério governamental:

1ª Taxa do preservativo marginal, a incidir sobre cada unidade desse produto consumida a mais na mesma relação sexual. É sabido que o látex e o petróleo poluem o ambiente, e que um cidadão consciente das suas obrigações sociais não deverá usar mais do que o necessário para satisfazer os seus instintos primitivos, isto é, uma única unidade por relação. As demais serão desnecessárias e devem ser taxadas.

2ª Taxa da flatulência agressiva, a aplicar sobre os gases emitidos pelos organismos não sociais, mas humanos, desde que o mesmo ocorra fora dos recintos apropriados, isto é, dos wc. É escusado explicar a necessidade ambiental imperiosa para esta importante contribuição social.

3ª Taxa do odor corporal intenso, que será cobrada a quem, por não tomar banho diário ou por usar produtos de higiene corporal comprados no LIDL, produza odores corporais inapropriados e, com isso, perturbe colegas de trabalho, passageiros de transportes públicos ou de elevador.

4ª Taxa do comentário idiota, para castigar e, de preferência, evitar comentários cretinos ditos em público, tais como «afinal havia outra via» ou «acabou-se a austeridade».

Trump garante que o seu "botão nuclear" é "maior" que o de Kim

COREIA DO NORTE

O Presidente dos EUA não resistiu á provocação do líder norte-coreano e resolveu subir a parada num tweet que alguns consideraram perigoso.

Sofia LorenaSOFIA LORENA
3 de Janeiro de 2018, 13:26

Não é inédito que Donald Trump e Kim Jong-il troquem epítetos menos agradáveis – o primeiro escreveu sobre o segundo que “o doido será testado como nunca antes”; Kim respondeu prometendo “amansar de certeza e definitivamente o senil e mentalmente perturbado” líder dos EUA.
Aparentemente, o Presidente norte-americano tem gostado da experiência e pretende continuar a dirigir-se ao líder da Coreia do Norte num tom jocoso, mesmo se o tema for o arsenal nuclear dos Estados Unidos ou de Pyongyang, que em Setembro realizou o seu sexto ensaio atómico, o mais poderoso de todos os que o antecederam.

Coreia do Norte reabre linha de comunicação com o Sul
Coreia do Norte reabre linha de comunicação com o Sul

No discurso de Ano Novo, enquanto lançava uma tentativa de aproximação a Seul, Kim decidiu provocar Trump, gabando-se de já ser líder de uma “potência nuclear completa” (algo que não é possível confirmar). “Toda a área continental dos Estados Unidos está ao alcance das nossas armas nucleares e o botão nuclear está sempre na secretária. Isto é a realidade, não é uma ameaça”, afirmou. Descrevendo o seu regime como “uma potência nacional responsável e que ama a paz”, esclareceu que “estas armas só serão usadas se a nossa segurança for ameaçada”.
Depois de um inócuo “veremos, veremos”, o primeiro comentário de Trump, obtidos pelos jornalistas à margem da festa de Ano Novo organizada na sua residência de Mar-a-Lago, na Florida, o chefe de Estado americano recorreu ao seu modo de comunicação preferido para dar uma resposta mais completa a Kim.
“No líder da Coreia do Norte acaba de afirmar que ‘o Botão Nuclear está na secretária dele em permanência’. Poderá alguém do seu esgotado e esfomeado regime informá-lo que eu também tenho um Botão Nuclear, mas é muito maior & mais poderoso do que o dele, e o meu Botão funciona!”, escreveu Trump quando ainda era terça-feira nos EUA.
"O meu botão é maior do que o teu"


Donald J. Trump


North Korean Leader Kim Jong Un just stated that the “Nuclear Button is on his desk at all times.” Will someone from his depleted and food starved regime please inform him that I too have a Nuclear Button, but it is a much bigger & more powerful one than his, and my Button works!
12:49 AM - Jan 3, 2018Este foi um de uma série de tweets publicados pelo Presidente quase em simultâneo, incluindo um onde anuncia que vai atribuir “OS PRÉMIOS PARA OS MEDIA MAIS DESONESTOS & CORRUPTOS DO ANO”.
O mundo já se habitou a consultar a página de Twitter de Trump quando acorda, mas isso não significa já estar pronto para tudo. O post sobre o tamanho dos botões nucleares (na verdade, o processo para lançar um ataque nuclear não envolve carregar em botões, mas sim uma troca de códigos impressos num cartão) motivou muitas críticas e alguns questionam-se como é possível manter uma diplomacia funcional com este tipo de comentários.
“Parece-me que o Presidente olha para isto como um sinal de força”, diz à CNN Jim Himes, democrata da Câmara dos Representantes que integra o Comité de Serviços Secretos. “Mas, como qualquer pessoa que já tenha estado num recreio da primeira classe pode reconhecer, normalmente é a pessoa que grita mais alto que acaba por se demonstrar a mais fraca no recreio”. Um antigo conselheiro da ex-secretária de Estado de George W. Bush, Condoleezza Rice, Eliot Cohen, descreveu este tweet como “infantil mas mortalmente sério” na sua gravidade.

O desafio não é predizer o futuro, mas gerir a mudança

Xavier Rodríguez-Martín, Empresário

00:05

Perante a volatilidade e a intensidade destas mudanças, o desafio será dotar-nos de doses reforçadas de pragmatismo para gerir um presente desafiante sem pensar demasiado no futuro.

Chega essa altura do ano em que, apesar dos tradicionais insucessos, transformamo-nos em meteorólogos sociais e adentramo-nos na selva do futuro armados em sherpas informativos.

Embora encaremos 2018 com as contradições habituais e com incertezas muito superiores às habituais, é possível antecipar alguns assuntos que, muito provavelmente, irão condicionar a nossa agenda.

No âmbito geopolítico, os Estados Unidos insistirão em exportar instabilidade para o resto do mundo; Portugal continuará a surfar as ondas com boas estórias e a Catalunha cronificará as suas disputas tabernárias.

No âmbito tecnológico, as grandes multinacionais consolidarão o domínio do seu modelo do capitalismo cognitivo através da aceleração da inteligência artificial, alavancada num manancial crescente de dados para o qual todos contribuímos gratuitamente, o que nos levará a enfrentar novos dilemas éticos para os quais não estamos ainda preparados.

Perante a volatilidade e a intensidade destas mudanças, o desafio será dotar-nos de doses reforçadas de pragmatismo para gerir um presente desafiante sem pensar demasiado no futuro. E reforçar também a nossa dimensão humanista porque é nessas incertezas e complexidades que os valores e a filosofia conseguirão orientar-nos melhor.

12 opiniões para reinventar Portugal

O Presidente apelou à renovação de Portugal

  |  GONÇALO DELGADO/GLOBALIMAGENS

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa usou uma expressão que fica no ouvido. Como escutaram uma dúzia de portugueses esse apelo à (re)inventividade?

A reação da sociedade civil é mais favorável ao discurso de Ano Novo do Presidente da República do que critica. Feitas as contas, em doze opiniões de vários setores apenas três diminuem a importância de ser preciso reinventar Portugal. A razão é simples, os 900 anos de História e a integração na União Europeia, que reduz a margem de manobra nacional. No entanto, a questão da insegurança vivida pelos incêndios e a falha do Estado está sempre presente. E não faltam propostas para avançar nessa reinvenção, muitas vezes além das áreas em que trabalham.

António Bagão Félix

Economista

Estamos na Europa...

A expressão do Presidente é muito interessante do ponto de vista político-literário, mas tenho dificuldade em entendê-la porque um país com 900 anos não precisa de se reinventar antes de se fortalecer. Tento compreender a ideia, no entanto considero que precisa de ser desenvolvida. Reinventar em que aspeto? Do sistema político, do económico, do social... Estamos na Europa. É decerto uma frase para ser um bom título de jornal, contudo o que o país precisa é de uma administração pública robustecida e qualificada, que não precise de constante outsourcing. Ou seja, respeitável e que se faça respeitar pela sua autoridade em vez de se ter desqualificado do ponto de vista técnico e capturada por lógicas excessivamente partidárias. Essa, sim, seria a grande reinvenção porque precisamos de um Estado que faça o que é importante.

António Pedro-Vasconcelos

Cineasta

Uma frase à Pessoa

Sendo uma frase literária com algum impacto e que poderia ter sido dita há muitos anos tanto por Fernando Pessoa como por Almada Negreiros e que em si não quer dizer grande coisa. Por outro lado, a frase podia aplicar-se à Europa - que precisa de ser reinventada - e, diria mesmo, ao mundo inteiro. Há uma consciência clara de que o mundo está desnorteado e é necessário reinventar, porque muito daquilo em que assenta a nossa civilização deve ser reciclado. O que o Presidente referiu é coisa fácil de dizer, o que não significa que a resposta seja de conformismo pois há muita coisa mal. É uma frase retórica, apesar de quando nos lembramos dos fogos não devemos aceitar anos de incúria que propiciaram a tragédia. O que é preciso é recuperar e não é pouco, mas só acontecerá com inteligência e coragem. Precisamos de um Estado mais competente para suscitar uma melhor sociedade.

Eduardo Lourenço

filósofo

Visão messiânica

Concordo que se possa falar de reinventar para todos os países que têm uma história e uma evolução perpétua em que estamos sempre nessa aposta connosco próprios. Neste momento, vivemos sob uma perspetiva mais otimista do que nos é habitual, afinal somos um povo muito pessimista desde há séculos, com uma visão quase messiânica que nos pode até ter salvado de muita coisa. No entanto, estamos mais otimistas do que muitos países, ainda mais com um Presidente que tem a perspetiva que os portugueses precisam e gostam. O pior é o serviço prestado à maioria dos cidadãos pelo Estado.

Guilherme Figueiredo

Bastonário da Ordem Advogados

Identificar o conceito

O Presidente tem razão e a reinvenção é sempre necessária, bem como colocar várias matérias sobre a mesa para que se as possa melhorar. Acho que deve prestar muita atenção ao que referiu sobre o ordenamento do território, mas é fundamental reinventar o Estado de direito democrático social para que a sustentabilidade económica do país não seja afetada enquanto se melhora a situação das famílias. Também se deve equacionar a área da justiça, principalmente colocar várias questões em crise: discutir a jurisdição autónoma administrativa e fiscal; a existência de dois supremos tribunais, bem como de dois conselhos da magistratura; avaliar a justiça de proximidade; a existência de tribunal, centro de saúde e CTT a nível local; uma ação política na Assembleia da República mais ligada ao cidadão e à cidadania e uma atuação legislativa menos engajada, além das questões da ética de serviço face aos interesses políticos. O Presidente tem razão, mas teremos de identificar esse conceito de reinvenção.

Manuel Aires Mateus

arquiteto

Exemplo de inclusão

Acho que sim, que Portugal deve reinventar-se até porque tem de ser um exemplo de inclusão e de igualdade. Esse é o nosso único caminho. Considero que o setor social precisa de muito empenho porque é o que está pior. No entanto, este é também um desígnio para a Europa e Portugal tem de ser um exemplo dessa ideia de Europa. A nossa única possibilidade é através de uma ideia de superioridade social pensada.

Manuel Alegre

Poeta

Fetichismo das palavras

Um país tão antigo como o nosso não precisa de ser reinventado. Há um certo fetichismo das palavras e como o Presidente disse isso, agora toda a gente fala de reinvenção. Sendo um dos países mais antigos da Europa, o que necessita é ser amado e respeitado, não ser reinventado. Existem várias áreas em que é preciso mudar a situação e uma delas é a do Serviço Nacional de Saúde, que precisa de uma nova lei que refunde o sistema em vez de o reinventar.

Maria João Valente Rosa

Demógrafa

É um óbvio

Diria que sim, que é um óbvio. Portugal de precisa de se reinventar, ou antes inventar-se porque há vários aspetos com que o país convive muito mal e causam grande angústia às pessoas. Fora das áreas mais referidas no discurso, há uma que destaco na sociedade porque está a marcar o nosso presente e ainda o fará muito mais no futuro: o envelhecimento demográfico. É uma tendência porque seremos uma sociedade mais envelhecida e diz-se que é preciso travar esse processo e nos adaptarmos. No entanto, o necessário é inventar uma nova forma de lidar com esta tendência demográfica. Como Einstein dizia: os problemas que enfrentamos hoje nunca podiam ser resolvidos com o mesmo pensamento de quando surgiram.

Maria Filomena Mónica

Socióloga

Defeitos ancestrais

Precisar, precisa; que seja possível, não. Temos defeitos ancestrais como a pobreza endémica, empresários dependentes do Estado, Estado omnipotente, fatalidade em relação às desgraças, até a falta de pontualidade. No que me diz respeito, as universidades tentaram reformar-se após o 25 de Abril e voltou tudo ao mesmo, pois são galinheiros sem qualidade onde se metem os filhos, netos e até os bisneto no futuro. O que me custa mais é a sensação de que pagamos impostos para um Estado que não dá segurança ou o que diz respeito à vida dos portugueses. Nunca mais deverá ser possível morrerem 111 pessoas como nos fogos do verão. Fez muito bem em ser operado num hospital público.

Maria Manuela Mota

Cientista

Pensar a 20 ou 30 anos

Portugal precisa sempre de se reinventar, como todas as nações. Devemos pensar de forma global no que queremos para o país daqui a 20 ou 30 anos e estar sempre a fazer esse exercício. O discurso do Presidente foi nesse sentido, sem esquecer de como o país falhou de forma incrível na questão da segurança das pessoas no caso dos fogos. Na área da ciência também se deve reinventar de modo a que, ultrapassando o limite temporal da legislação, se pense como vamos atingir os objetivos e com que modelo de país e de sociedade o queremos fazer.

Margarida Marinho

Atriz

Um príncipe do povo

É preciso em absoluto que o país se reinvente e uma das mudanças que foi muito importante em 2017 tratou-se da própria comunicação presidencial. O Presidente, em si mesmo, foi demonstrativo do que é possível fazer para quebrar a barreira da comunicação entre as estruturas políticas e o povo. Tem demolido muitos muros e o que fez nesta área transforma-o num príncipe do povo - à semelhança da Diana de Gales -, que nos transporta para a realidade concreta. São muitas as áreas que necessitam de mudar, mas destaco a do ordenamento do território. Não foi por acaso o que se viu acontecer com os incêndios. Precaver leva muito tempo e é preciso mudar a mentalidade e trabalhar a longo prazo.

Miguel Guimarães

Bastonário da Ordem dos Médicos

Refazer e reformar

Concordo com a mensagem no sentido em que reinventar é fazer certas reformas. O discurso elogia muitas das medidas em que o Governo parece ter sido bem sucedido ao nível da economia e das finanças, mas falta referir várias áreas importantes para a sociedade, nas quais é necessário mais investimento: saúde e segurança, por exemplo. Reinventar será antes de mais refazer e reformar e a palavra usada pelo Presidente pode levar as pessoas a pensar em algo mais complexo do que a necessidade de certas reformas essenciais. De lembrar que o país está a duas velocidades, essa da economia e das finanças que está a correr bem aparentemente, e outras, como a da segurança com dificuldades, e onde falta investimento e existem as mesmas dificuldades que na área da saúde. Quanto à questão dos fogos, que vai marcar o país por décadas, ainda falta saber responsabilidades, como é o caso das do INEM.

Raquel Varela

Historiadora

ânimo para trabalhar

Acho que Portugal precisa de ser reinventado e em muitos setores. Dou um exemplo, o do trabalho. É o que move a sociedade e não estão resolvidas as suas questões fundamentais, pois passamos a vida em autossatisfação enganada. Dou como exemplo, claro que bastante diferente, a estagnação da União Soviética. Que não se devia ao pleno emprego e à segurança no trabalho mas pela ausência de liberdade. Que é a realidade em curso nos locais de trabalho portugueses, impedindo muitos de arriscar e levar à desmotivação. Não podemos ter um país que todos os dias acorda de manhã com a informação sobre as bolsas quando o número de acionistas em Portugal é reduzidíssimo e não se discute se as pessoas estão animadas para trabalhar.