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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Entre as brumas da memória


Robôs de todo o mundo, uni-vos?

Posted: 07 May 2018 12:31 PM PDT

AI will spell the end of capitalismo.

Um texto a ler muito atentamente. O que virá a acontecer é questão para um milhão de dólares, mas quanto a saber que aquilo que a China quer é isto não há nenhuma dúvida.

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07.05.1974 – A absolvição das três Marias

Posted: 07 May 2018 09:24 AM PDT

Não tivessem os capitães acabado com a ditadura duas semanas antes e Maria Velho da Costa, Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta teriam vivido um desfecho bem diferente do julgamento que decorria no Tribunal da Boa-Hora, em que eram rés, e que terminou em 7 de Maio de 1974 com a absolvição das três.

Continuar a ler AQUI.

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Marcelo: ele é que é o Presidente da Junta

Posted: 07 May 2018 06:00 AM PDT


Tanto faz, não é, é igual ao litro, desde que ele fique bem na selfie?

P - Para o Presidente, tanto faz que o próximo OE seja viabilizado de uma maneira ou de outra?

R - A posição do Presidente é que é fundamental para o país que haja orçamento aprovado, de modo a entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2019.

Público de 07.05.2018
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07.05.1925 - Luiz Pacheco

Posted: 07 May 2018 03:28 AM PDT

Faria hoje 93 anos e, se ainda por cá andasse, o Luiz Pacheco seria certamente tão irreverente como sempre foi – o que daria muito jeito.

Para compreender melhor a sua pessoa e a sua obra, a leitura de Puta que os pariu! – A biografia de Luiz Pacheco, de João Pedro George, é absolutamente obrigatória.

Texto de uma intervenção pública de Luiz Pacheco:

O QUE É O NEO-ABJECCIONISMO

Chamo-me Luiz José Machado Gomes Guerreiro Pacheco, ou só Luiz Pacheco, se preferem. Tenho trinta e sete anos, casado, lisboeta, português. Estou na cama de uma camarata, a seis paus a dormida. É asseado, mas não recebo visitas. Também não me apetece fazer visitas. A Ninguém. Estou bastante só. Perdi muito. Perdi quase tudo.

Perdi mãe e perdi pai, que estão no cemitério de Bucelas. Perdi três filhos – a Maria Luísa, o João Miguel, o Fernando António –, que estão vivos, mas me desprezam (e eu dou-lhes razão). Perdi amigos. Perdi o Lisboa; a mulher, a Amada, nunca mais a vi. Perdi os meus livros todos! Perdi muito tempo, já. Se querem saber mais, perdi o gosto da virilidade; se querem saber tudo, perdi a honra. Roubei. Sou o que se chama, na mais profunda baixeza da palavra, um desgraçado. Sou, e sei que sou.

Mas, alto lá! sou um tipo livre, intensamente livre, livre até ser libertino (que é uma forma real e corporal de liberdade), livre até à abjecção, que é o resultado de querer ser livre em português.

Até aos trinta e sete anos, até há bem pouco tempo ainda, portanto, julguei que podia, era possível, ser livre e salvar-me sozinho, no meio de gente que perdeu a força de ser (livre e sozinha), e já não quer (ou mui pouca quer) salvar-se de maneira nenhuma. Julgava isto, creiam, e joguei-me todo e joguei tudo nisto. Enganava-me. Estou arrependido. Fui duro, fui cruel, fui audaz, fui desumano. Fui pior, porque fui (muitas vezes) injusto e nem sei bem ao certo quando o fui. Fui, o que vulgarmente se chama, um tipo bera, um sacana. Não peço que me perdoem. Não quero que me perdoem nada. Aconteceu assim.

Eu para mim já não quero nada, não desejo nada. Tenho tido quase tudo que tenho querido, lutei por isso (talvez o merecesse). Agora, já não quero nada, nada. Já tudo, tanto me faz; tanto faz.

Agora, oiçam: tenho dois filhos pequenos, o Luis José, que é o meu nome, e a Adelina Maria, que era o nome de minha Mãe. O mais velho tem 4, a pequenita dois, feitos em Fevereiro, a 8. Durmo com uma rapariga de 15 anos, grávida de sete meses, e sei que ela passa fome. É natural que alguns de vocês tenham filhos. Que haja, talvez, talvez por certo, mães e pais nesta sala. Não sei se já ouviram os vossos filhos dizerem, a sério, que estão com fome. É natural que não. Mas eu digo-lhes: é essa uma música horrível, uma música que nos entra pelos ouvidos e me endoidece. Crianças que pedem pão (pão sem literatura, ó senhores!) pão, pãozinho, pão seco ou duro, mas pão, senhores do surrealismo, e do abjeccionismo, e do neo-realismo e mesmo do abstraccionismo! Este mês de Março que vai acabar ou já acabou, pela primeira vez, eu ouvi os meus filhos com fome. E pela primeira vez, não tive que lhes dar. Perdi a cabeça, para lhes dar pão (ainda esta semana). Já não tenho que vender, empenhei dois cobertores, e um nem era meu. Tenho uma máquina de escrever, que é a minha charrua, e não a posso empenhar porque não a paguei; e tenho uma samarra, que no prego não aceitam porque agora vai haver calor e a traça também vai ao prego… Já não tenho mais nada. Tenho pedido trabalho a amigos e a inimigos. Humilhei-me, fiz sorrisos. Senti na face, expelido com boas palavras e sorrisos, o bafo da esperança, da venenosa esperança; promessas; risinhos pelas costas. Pedi trabalho aos meus amigos: Luís Amaro, da Portugália Editora; Rogério Fernandes, de Livros do Brasil; Artur Ramos; Eduardo Salgueiro, da Inquérito; dr. Magalhães, da Ulisseia; e Bruno da Ponte, da Minotauro, aqui presente, decerto. Alguns têm-me ajudado; mas tão devagarinho! tão poucochinho!

Sim, porque eu não faço (já agora, na minha idade!) todos os trabalhos que vocês querem! Só faço, já agora, coisas que sei e gosto: escrever umas larachas; traduzir o melhor que posso; mexer em livros, a vendê-los ou a fazê-los.

Nem quero vê-los a vocês, todos os dias! Ah! Não! Era o que me faltava! Vocês têm uma caras! Meu Deus, que caras que nós temos! Conhecem a minha? Vão vê-la ali ao canto, na folha rasgada do meu passaporte (sim, porque viagens ao estrangeiro (uma…) também já por cá passaram…) Viram? É horrível!… A mim, mete-me medo! Mas é uma cara de gente. E isso não é fácil.

Dizia eu: eu quero trabalhar na minha máquina, sozinho, ou rodeado da minha Tribo: os miúdos, uma mulher-criança, grávida. E, às tardes, ir passear pela Avenida Luísa Todi ou na ribeira do Sado. Acho que nem era pedir muito. E para mim, é tudo.

Já pedi trabalho a tanta gente, que já não me custa (envergonha) pedir esmola. Confesso-lhes: até já o fiz, estendi a mão à caridade pública, recebi tostões de mãos desconhecidas, de gente talvez pobre. E tenho pedido emprestado, com a convicção feita que não o poderei pagar. É assim.

Eu para o Luiz Pacheco, repito, não quero nada, não desejo nada, não preciso de nada; mas para os bambinos! E para o bebé que vai nascer! Roupas; leite; pão; um brinquedo velho… Dêem-me trabalho! Ou: dêem-me mais trabalho.

E para findar esta Comunicação, remato já depressa:

Peço uma esmola.

580 Euros

por estatuadesal

(In Blog O Jumento, 07/05/2018)

580

Não sei quanto ganha o Marques Mendes a fazer de garganta funda na SIC, nunca me dei ao trabalho de saber quanto ganhará a deputada Ana Gomes no Parlamento Europeu, não imagino quanto cobra o jurisconsulto Moreira pelos seus pareceres e opiniões, não quero saber quanto aufere o juiz Carlos Alexandre que dispensa promoções, não faço ideia de quanto ganhava a companheira de Marcelo quando era administradora no BES.

Sei que Sócrates tinha um apartamento de luxo no centro de Lisboa e foi estudar para Paris com o dinheiro da mamã rica, que os almoços de peixe grelhado no Gigi custam um dinheirão, que as festas palacianas da capital custam fortunas, sei que há uma imensa burguesia política que vive luxuosamente na capital.

Mas, voltemos aos 580 Euros, talvez muitos estejam esquecidos, mas esta quantia é um salário mínimo bruto. Agora tirem as deslocações, porque os pobres não vivem propriamente nos centros das cidades, as refeições e outros custos associados ao trabalho, como os trapinhos e outras pequenas coisas, multipliquem por dois e façam as contas a quanto ganha um casal de portugueses que auferem do salário mínimo.

Imaginem que este casal comete a loucura de ter dois filhos, descontem as despesas do infantário, das roupas, dos brinquedos, dos medicamentos, da renda de casa, da luz, da água, do gás, façam bem todas estas continhas e vejam quanto sobra. Pois é, o melhor é que a assistente social não saiba de nada, senão as crianças ainda vão parar à família de algum bispo da IURD, com o competente relatório da Santa Casa e o consentimento de uma magistrada que se preocupa muito com as criancinhas.

Não vou discutir quem pagou os sapatos Prada do José Sócrates, quanto é que Marques Mendes ganha por contar segredos e recados, quanto é que os vistos gold e muitas outras coisas rendem em gorjetas a toda esta burguesia ostensiva da capital. O que me irrita é que toda esta gente mete um ar muito sério na hora de discutir o ordenado mínimo e invariavelmente chega à brilhante conclusão de que é preciso cuidado para defender a competitividade nacional.

Quando devia ser toda essa gente a trabalhar e a esforçar-se para acabar com a miséria de muitos portugueses são estes a serem obrigados a viver com ordenados de 580 Euros não vá a perda da competitividade dar cabo do caldinho. Quando ouvimos falar dos milhões do Carlos Silva, das off shores do Pinho, dos esquemas dos vistos, da imensidão de notícias sobre dinheiro é impossível conter alguma revolta e, ou isto muda, ou um dia vai mesmo acabar mal.

MDM defende que restos mortais de Afonso Dhlakama devem ir para cripta dos Heróis de Moçambique

7/5/2018, 13:07

Movimento Democrático de Moçambique defende que os restos mortais de Afonso Dhlakama devem ser "depositados na cripta", na capital moçambicana, onde jazem Eduardo Mondlane e Samora Machel.

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
  • O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, defendeu esta segunda-feira que os restos mortais de Afonso Dhlakama deviam ser depositados na Praça dos Heróis Nacionais, em Maputo.

“Para mim era importante que os restos mortais fossem depositados na cripta”, na capital moçambicana, onde jazem o independentista Eduardo Mondlane e o primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, entre outras figuras. a uma linhagem política, a um grupo, a um clã, é preciso mostrar que os moçambicanos querem se reconciliar a si mesmos, abrindo essa janela”, com a entrada do líder da oposição à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) — no poder desde a independência em 1975.

“Poderia ser muito bom para fortalecer a unidade nacional que tanto andamos a apregoar”, sublinhou. Sem o fazer, “o Governo [da Frelimo] perdeu uma grande oportunidade” de se reconciliar “consigo mesmo” e “de criar condições para que o Estado se reconciliasse com os cidadãos”.

“Ele devia estar depositado na Praça dos Heróis e, naturalmente, devíamos ter uma cerimónia mais de Estado que outra coisa”, concluiu Daviz Simango, que é também presidente do município da Beira, para onde estão marcadas as cerimónias fúnebres públicas do presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), na quarta-feira.

Uma comitiva governamental juntou-se esta segunda-feira à família de Dhlakama na cidade para definir se as cerimónias vão decorrer no estádio do Ferroviário da Beira, tal como anunciado pela Renamo e familiares no sábado, ou no largo da estação de caminhos de ferro.

Na quinta-feira, o corpo do ex-guerrilheiro e líder da oposição em Moçambique vai ser sepultado pela família às 14h na sua terra natal, Mangunde, 300 quilómetros a sudoeste da Beira, na província de Sofala. Dhlakama morreu na quinta-feira na Serra da Gorongosa devido a complicações de saúde.

Isabel dos Santos deixa presidência da Cruz Vermelha de Angola

27/4/2018, 14:40

A empresária Isabel dos Santos, a mulher mais rica de África, anunciou a sua "indisponibilidade" para continuar a exercer o cargo de presidente da Cruz Vermelha de Angola, que já ocupava há 12 anos.

MANUEL ARAÚJO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
    A empresária Isabel dos Santos, considerada a mulher mais rica de África, anunciou a sua “indisponibilidade” para continuar a exercer o cargo de presidente da Cruz Vermelha de Angola, que já ocupava há 12 anos.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresária refere que a decisão já foi transmitida ao conselho executivo nacional, tendo Isabel dos Santos indicado Elias Piedoso Chimuco, atual vice-presidente, para ocupar o cargo de presidente Interino, “para assegurar o normal funcionamento” da instituição. Na hora da saída, através da carta enviada conselho executivo nacional, Isabel dos Santos dirigiu-se igualmente aos trabalhadores e voluntários da Cruz Vermelha de Angola, agradecendo o “empenho e dedicação”.

A saída de Isabel dos Santos da liderança da Cruz Vermelha de Angola acontece de vários meses de polémicas divulgadas por alguma imprensa angolana sobre a gestão da instituição, cuja veracidade foi sempre negada pela empresária.

Foi igualmente denunciado os 11 meses de salários em atraso na instituição, abrangendo 115 trabalhadores, e alegada tentativa de destituição de Isabel dos Santos, por parte dos funcionários, do cargo de presidente da Cruz Vermelha de Angola.

Marcelo admite eleições antecipadas se OE não for aprovado

Marcelo admite eleições antecipadas se OE não for aprovado

7/5/2018, 8:03

Elogia resultados de Centeno, pede bom-senso para negociações do próximo Orçamento e não admite que não seja aprovado. Se não for, haverá eleições mais cedo. Sobre a justiça, quer rapidez e renovação.

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor

Atuar na prevenção da corrupção e renovar o sistema judicial. Marcelo Rebelo de Sousa não quer falar de “casos” específicos mas, com os casos Sócrates e Manuel Pinho na mira, admite que é preciso fazer mais para combater o “desfasamento” cada vez maior entre o tempo mediático — e político –, e o tempo judicial. Em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, o Presidente da República apela aos partidos para alterarem a legislação anti-corrupção, aproveitando o pacto da Justiça, mas não só. Sobre a governação, elogia “resultados” de Mário Centeno” mas pede “bom-senso” para as negociações do Orçamento do Estado para 2019, o último da legislatura. Marcelo quer, sobretudo, que o Orçamento seja aprovado, nem que para isso o PSD tenha de dar a mão. E avisa: se não for aprovado, haverá eleições mais cedo.

“Já sabíamos que a negociação do Orçamento do Estado para 2019 ia ser mais complexa do que a do ano anterior. A minha prevenção sobre eleitoralismos também tinha a ver com isso. É que é inevitável estar presente na cabeça de quem vai votar que é o Orçamento do ano eleitoral. Continuo a considerar fundamental que o OE seja aprovado. E é tão fundamental para mim que uma não aprovação do OE me levaria a pensar duas vezes relativamente ao que considero essencial para o país, que é que a legislatura seja cumprida até ao fim”, disse na entrevista, admitindo que, nesse caso, convocaria eleições legislativas para ainda antes das europeias (que são em maio do ano que vem).

Pedindo “bom-senso” aos partidos para as negociações do Orçamento do Estado, Marcelo evita responder à pergunta sobre se admitia ver o PSD a viabilizar o Orçamento do Governo para evitar uma crise política caso a esquerda roesse a corda, mas não nega esse cenário. “Falei em bom-senso, não falei em consenso. Portanto, bom-senso pode exprimir-se de várias maneiras”, começa por responder, remetendo depois para o próprio líder do PSD a resposta sobre o que deve o PSD fazer caso a esquerda e o Governo não se entendam.

Admitindo que os “resultados” de Mário Centeno são hoje “reconhecidos”, Marcelo diz que continua preocupado com o setor da Saúde porque “a grande questão no SNS é o médio e longo prazo”. Para isso, pede “convergências expressas”. “É preciso que [convergências] sejam expressas, porque provavelmente para se planear o médio e longo prazo é preciso ir além do que se foi até agora. Mas se me pergunta: se for possível, dentro de uma preocupação com a linha de orientação do OE, encontrar maneira de no curto prazo ir resolvendo problemas mais urgentes, tanto melhor”, diz.

Sobre Justiça, e com os casos de José Sócrates e do ex-ministra Manuel Pinho na mira, o Presidente da República pede “renovação” do sistema judicial e “rapidez”. “Há a sensação de um desfasamento enorme entre o tempo mediático – ou político – e o tempo judicial”, diz, defendendo que a única maneira de combater esse desfasamento é “renovando” o sistema judicial para salvar o Estado de direito.

Ora bom, num Estado de Direito democrático nós temos de ir renovando o sistema judicial, em todas as suas componentes, por forma a que não haja um risco do alongamento do tempo judicial, que será sempre mais longo. Fazer justiça será sempre [um processo] mais longo do que é o início de um procedimento. E mais longo em muitos casos do que os ciclos políticos – cada vez mais curtos. Mas não pode ser tão longo assim que de repente nós entremos numa situação que já é crítica para o Estado de Direito democrático”, diz.

A questão do tempo judicial preocupa o Presidente. “Passa um ano, passam dois anos, passam três, passam quatro, passam cinco anos. Isto pode ter depois consequências. Uma primeira que é uma crítica em relação ao sistema judicial, achando que uma justiça que é muito lenta acaba por ser menos justa – porque chega tarde demais”, diz, sublinhando que esta lentidão é “grave num Estado de direito democrático”, porque faz com que o tempo político e mediático se sobreponha sempre aos tempos da justiça.

Questionado sobre se os políticos devem esperar pela resolução de casos como o de José Sócrates para só depois legislar, Marcelo remete para o desafio do pacto da Justiça que lançou aos parceiros da Justiça, pedindo aos partidos que legislem sobre isso, e até que vão mais longe.

Sobre a legalização da eutanásia, que vai ser debatida no Parlamento no final deste mês, Marcelo Rebelo de Sousa anuncia que, se for aprovado, não vetará. “Se tiver dúvidas de constitucionalidade suscitarei fiscalização preventiva, se não tiver, nem de constitucionalidade nem de natureza política, promulgarei”, diz na mesma entrevista.