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terça-feira, 8 de maio de 2018

Quem manda na sombra

Opinião

Mariana Mortágua

Hoje às 00:04

É uma pedra no sapato do Banco de Portugal. A empresa de investimentos BlackRock faz parte de um consórcio da mais alta finança mundial que ameaça boicotar o país por conta da transferência de 2000 milhões de euros de dívida que vinha do antigo BES e que passou do Novo Banco para o "banco mau". Mas, como relata o jornalista Paulo Pena em dois artigos recentes no "Público", esta não é a única ligação do BlackRock ao banco de Ricardo Salgado e à economia portuguesa.

A BlackRock comprou quase 5% do BES apenas seis meses antes da sua resolução. Essas ações foram depois misteriosamente vendidas quando já não tinham qualquer valor. Porquê e a quem? Ninguém sabe, nem mesmo o Governo da altura ou os supervisores.

Para além do BES, a BlackRock é ainda acionista de 14 outras empresas, da EDP ao BCP, passando pela Jerónimo Martins, detendo quase 2000 milhões de euros de ações de empresas cotadas em Portugal.

O facto de pouca gente conhecer a BlackRock por cá, ou saber precisamente o que faz, ajuda a perceber porque lhe chamam o gigante da Banca-sombra. Não é um banco, nem está obrigado às regras de regulação e supervisão do sistema bancário. Mas gere, sozinho, 5,2 milhões de milhões de euros, ou seja, 26 vezes o PIB português. Seja por sua conta ou por conta da gestão de dinheiro de clientes, a BlackRock detém participações em 17 mil das maiores empresas mundiais. De acordo com esta investigação, as três maiores empresas de gestão de ativos - grupo que a BlackRock integra -, detém a maioria das ações de nada menos que 88% das 500 maiores empresas americanas, cotadas no índice S&P500.

O que está em causa, portanto, é a concentração da propriedade dos mais importantes setores da economia mundial, da farmacêutica à energia, nas mãos de meia dúzia de empresas que não são bancos, nem gigantes industriais multinacionais, são sombra. A globalização financeira, feita em nome da livre concorrência e comércio, é responsável pela criação de um oligopólio à escala mundial que escapa às regras de regulação bancária e a qualquer limite à concentração económica.

Não há portas fechadas para quem controla, sozinho, riqueza equivalente ao dobro do produto do Reino Unido. O artigo de Paulo Pena descreve as várias reuniões do principal administrador da BlackRock com chefes de Governo e reguladores e os milhões gastos em lóbi na União Europeia. Refere ainda a coincidência espantosa em que o vice-presidente da Comissão Europeia anuncia um gigantesco plano privado de pensões a nível europeu apenas seis meses depois da BlackRock o ter pedido publicamente.

A pedra no sapato do Banco de Portugal é, afinal, uma gigantesca potência da sombra. Um poder nascido de um sistema que, apesar de todas as promessas e mentiras, foi criado para ser obscuro. Nem poderia ser de outra forma, uma vez que foi desenhado à imagem e ao serviço desta e de outras BlackRocks. A curta viagem de Durão Barroso da presidência da Comissão Europeia para a da Goldman Sachs não nos deixa esquecer isso.

DEPUTADA DO BE

Fernanda Câncio e a tragédia de Sócrates: ou quando uma mulher usa a sua condição de jornalista para ajustar contas com o ex-namorado

por estatuadesal

É certo que Sócrates congrega ódios e paixões pelo que não me custa a imaginar que uma mulher como Fernanda Câncio, toda ela igualmente temperamental, depois da rotura amorosa, possa ter passado da paixão ao ódio. Mas, lembrava-a eu, nessa altura, há sempre mais vida para além da morte de um relacionamento e que o melhor é seguir com a bola para a frente. Ressentimentos e desejos de vingança nunca foram bons conselheiros.

Continuar a ler aqui: Um jeito manso: Fernanda Câncio e a tragédia de Sócrates: ou quando uma mulher usa a sua condição de jornalista para ajustar contas com o ex-namorado

A expectativa mundial quanto a decisão dos EUA sobre o acordo nuclear

Desde sua posse, o presidente norte-americano não esconde sua aversão – mesmo que injustificada em termos de interesses pela paz global – ao pacto assinado multilateramente por diversos países (entre eles a França e a China, ambos países que tentam lutar pela sobrevivência do acordo).

  • 8 Maio, 2018
  • Apesar de ter o prazo até o dia 12 de maio, Donald Trump escreveu em seu Twitter (como de costume) que divulgará sua decisão quanto ao acordo nuclear com o Irã nessa terça-feira (8). Está acontecendo uma mobilização diplomática mundial, mesmo entre países com imensas diferenças políticas (como França e China), para tentar salvar o acordo nuclear multilateral assinado com o Irã, que Donald Trump, junto com Israel, tenta desmoralizar o acordo.

Hassan Rouhani, presidente iraniano, afirmou que pode continuar no pacto mesmo com a saída dos EUA.

O que o Irã quer é que nossos interesses continuem a ser garantidos pelos outros signatários. Nesse caso, livrar-nos da presença nociva dos Estados Unidos não nos incomoda”.

O presidente iraniano discursou pela televisão pública, contestando a ameaça de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do acordo. “Se os Estados Unidos deixarem o acordo nuclear, vocês logo verão que eles vão se arrepender como nunca antes na história”, declarou. Ele ainda mencionou a aliança dos EUA com Israel, que também tem procurado acusar o Irã de descuprir o acordo, sem apresentar provas.

Na semana passada, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, acusou o Irã (por meio de uma apresentação de Power Point em ótimo tempo, uma vez que na semana seguinte Trump deveria apresentar sua decisão final sobre o assunto) de manter escondido o desenvolvimento de seu programa nuclear, suspeita que não convenceu nenhum outro país além dos Estados Unidos.

Sabe-se que Israel exerce forte pressão no Congresso norte-americano por meio do lobby. O país, que antes era a única potência do Oriente Médio, não gosta da ideia de ter que dividir esse reconhecimento com o Irã, que aumenta cada vez mais a sua influência na região. Em uma vistoria realizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e publicada no dia 5 de março, contendo dez relatórios, foi comprovado que o Irã cumpriu integralmente seus compromissos listados no acordo, conhecido como Plano Abrangente de Ação Conjunta (PAAC).

Com o pacto, Teerã se comprometeu a limitar seu programa atômico e a usá-lo apenas para fins pacíficos, em troca da redução das sanções internacionais; aceitou também submeter suas atividades nucleares a inspeções regulares.

Por Alessandra Monterastelli | Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV  / Tornado

Depois do vexame internacional, Boff é autorizado a visitar Lula

Diante da flagrante violação aos direitos e garantias individuais, denunciada por diversas lideranças políticas, nacionais e internacionais, a 12ª Vara da Justiça do Paraná autorizou o teólogo e escritor Leonardo Boff a vistar o amigo e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (7).

Leonardo foi barrado no mesmo dia em que o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel esteve na sede da PF para vistoria a prisão onde Lula se encontra. Uma comitiva de deputados federais também foi barrada pela juíza, apesar da lei dar garantia aos parlamentares para vistoriar o local mesmo sem autorização judicial.

Ao sair, Boff conversou com os jornalistas e os manifestantes acampados em vigília. Disse que Lula está forte, mas que “vive numa solitária”.

Ele tem dois sentimos que mexem muito com ele. O primeiro é a quantidadade de mentiras que o juiz Moro divulga diarimanete. O segundo ponto é que ele é candidatíssimo e só renuncia quando o Moro apresentar uma única prova contra ele”

Leonardo Boff

O frei disse ainda que o ex-presidente reafirmou a sua disposição de lutar. “O sentido da minha vida é luta, disse Lula”, contou.

A autorização da entrada de Boff foi acertada pela defesa de Lula, que enfatizou que o ex-presidente poderia receber a visita do teólogo como uma “assistência religiosa”.

Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV  / Tornado

RTP - O Essencial

O Essencial

8 Maio, 2018

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Carlos Santos Neves
Coordenador Multimédia
Carlos Santos Neves

Bem-vindo

Este é o primeiro de três dias de greve nacional dos médicos. É também dia de recolher reações à demissão do comandante nacional da Proteção Civil. Lá fora, o foco vai do Médio Oriente, onde o Hezbollah, secundado pelo Irão, está a celebrar uma “enorme vitória” nas legislativas libanesas, à Casa Branca de Donald Trump. Espera-se que o Presidente dos Estados Unidos revele hoje o que vai fazer ao acordo nuclear de 2015.


Médicos no primeiro de três dias de greve

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Convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos e pela Federação Nacional dos Médicos, a paralisação começou às 0h00 desta terça-feira. Trata-se, segundo as estruturas sindicais, de defender um Serviço Nacional de Saúde à beira da rutura. “Fizemos todos os possíveis para que esta greve não ocorresse. Os doentes que não vou ver estes três dias no meu Centro de Saúde sabem que vou ter de os ver nos próximos 15 dias ou três semanas”, afirmou à RTP Jorge Roque da Cunha, do SIM. Já o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, refere-se ao protesto como um processo de afirmação de vontades e expectativas, que a tutela respeita.


Os ecos da demissão do comandante da Proteção Civil

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Em rota de colisão com a estratégia do Governo, ao cabo de cinco meses em funções, António Paixão demitiu-se do cargo de comandante nacional da Proteção Civil. Para a substituição foi nomeado o coronel do exército José Manuel Duarte da Costa. A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil admite que o atual contexto, com o verão à porta, não é o melhor. Mas entende também que “seria pior” enfrentar a época de incêndios “numa situação que não era a mais confortável”.


Hezbollah festeja vitória eleitoral. O Irão também

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“A participação nas eleições legislativas libanesas deste domingo fixou-se nos 49,2 por cento, abaixo dos 54 por cento das últimas eleições legislativas, há nove anos. E os resultados comprovam o avanço significativo do movimento xiita Hezbollah, apesar de o seu número específico de deputados – cerca de 13 – ter permanecido virtualmente igual”, começa por escrever a Graça Andrade Ramos. Quando só faltava apurar a votação no distrito de Akkar, a aliança encabeçada pelo Partido de Deus garantia 65 assentos, quase metade de um Parlamento de 128 lugares. Sayyed Hassan Nasrallah, o líder da força mais votada, considerou o resultado “uma enorme vitória política, parlamentar e moral pela escolha da resistência”. Em Teerão, Ali Akbar Velayati, conselheiro do Presidente, saudou “esta grande vitória que acompanha outras da nação libanesa contra Israel”.


Trump e o acordo com o Irão. Dia D de "decisão"

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Donald Trump antecipou para esta terça-feira o anúncio da sua decisão quanto ao acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano. O Presidente norte-americano tinha dado aos aliados ocidentais até 12 de maio para persuadirem a República Islâmica a aceitar salvaguardas no documento, que a Casa Branca considera essenciais. Como habitualmente, foi ao Twitter que o sucessor de Barack Obama recorreu para falar ao mundo. A comunicação oficial está marcada para as 14h00 em Washington, final da tarde em Lisboa.


Mourinho paga 800 mil euros ao fisco espanhol

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De acordo com a imprensa espanhola desta terça-feira, o atual técnico do Manchester United, que é acusado de não ter declarado a verba recebida pelos direitos de imagem relativa aos anos de 2011 e 2012, quando treinava o Real Madrid, estará prestes a chegar a acordo com o fisco de Espanha. Admitida a falta, José Mourinho terá de pagar uma multa de 800 mil euros. Livra-se assim de uma possível pena de prisão de 12 meses.


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