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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sporting. Agressores indiciados por terrorismo, Bruno de Carvalho sob pressão política e seis jogos da I Liga investigados - como aconteceu

Suspeitas de corrupção no Sporting fazem quatro detidos. Além de andebol, há jogos de futebol. 23 detidos indiciados por terrorismo. Jogadores ainda ponderam futuro. Direção pede AG extraordinária.

Global Imagens

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO HOJE


  • Hoje1:33Bruno Roseiro

    O dia em resumo, parte V

    À noite, José Maria Ricciardi esteve na SIC Notícias e Rogério Alves foi à RTP 3. Ponto comum (que se alargou a outros antigos apoiantes de Bruno de Carvalho, tendo como exemplo paradigmático Daniel Sampaio): ambos consideraram que o atual elenco diretivo deve demitir-se.

    Voltamos esta quinta-feira à companhia dos nossos leitores para acompanhar a atualidade do Sporting e o momento conturbado que o clube vive. Até lá, boa noite!

  • Hoje1:29Bruno Roseiro

    O dia em resumo, parte IV

    À tarde/noite, a notícia era a reunião da Mesa da Assembleia Geral liderada por Jaime Marta Soares mas o Conselho Diretivo, que também se encontrou esta quarta-feira, acabou por “antecipar-se”: depois de ter explicado à CMVM que nenhum atleta manifestou vontade de rescindir contrato, a Direção emitiu um comunicado onde voltou a repudiar por completo os atos na Academia, salientou que já tinha apresentado queixa dos atos, mostrou total solidariedade com os dois elementos ligados ao clube que foram detidos esta quarta-feira (André Geraldes e Ricardo Gonçalves) e anunciou que pediu uma Assembleia Geral Extraordinária para auscultar os sócios e esclarecer qualquer situação; mais tarde, a Mesa da Assembleia Geral voltou a referir que foi pedida uma reunião com carácter de urgência entre todos os órgãos sociais para segunda-feira. Trocado por miúdos, Bruno de Carvalho e o restante elenco diretivo não considera demitir-se, ao contrário do Conselho Fiscal e Disciplinar e da Mesa da AG que podem apresentar a sua demissão após a final da Taça de Portugal

  • Hoje1:20Bruno Roseiro

    O dia em resumo, parte III

    À tarde, e em diferentes grupos, começaram a chegar ao Tribunal do Barreiro os 23 detidos no âmbito da invasão à Academia do Sporting. Os mesmos serão de novo apresentado amanhã ao juiz. Os agressores foram indiciados por crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo

  • Hoje1:17Bruno Roseiro

    O dia em resumo, parte II

    Os jogadores encontraram-se com o Sindicato de Jogadores numa unidade hoteleira em Lisboa. Confirma-se que a equipa estará presente na final da Taça de Portugal no Jamor, mesmo admitindo não estar nas melhores condições depois de tudo o que aconteceu na Academia, mas foram abordados mais cenários e, segundo soube o Observador, continua em cima da mesa o cenário de um pedido de rescisão unilateral de todo o grupo na segunda-feira, após o jogo. O que pode mudar? A garantia de que vão existir mudanças no clube, nomeadamente pela relação inexistente com os responsáveis, entre os quais Bruno de Carvalho

  • Hoje1:11Bruno Roseiro

    O dia em resumo, parte I

    O dia do Sporting voltou a ser particularmente agitado, como seria de esperar. E tudo começou com a notícia que estavam a ser realizadas buscas em Alvalade e também em alguns domicílios. Em resumo: houve quatro detenções ainda a propósito do alegado caso de corrupção envolvendo o Campeonato Nacional de Andebol da última temporada (Paulo Silva, João Gonçalves, Gonçalo Rodrigues e André Geraldes) e existirão pelo menos seis jogos de futebol sob suspeita, por alegado suborno a jogadores da equipa adversária. Ainda assim, existem diferenças nos casos

O Futuro de Israel está na Guerra

por estatuadesal

(Dieter Dellinger, 17/05/2018)

israel

Israel comemorou 70 anos de existência cheios de guerras e contínuos combates e desavenças com os vizinhos e a população autóctone da região, os palestinianos.

Feitas as contas, o dinheiro gasto em guerras e armamentos dava para fazer de cada palestiniano e israelita um multimilionário apesar do imenso crescimento das referidas populações.

Contudo, nunca se resolveu um problema com contornos bélicos, substituindo a guerra pelo dinheiro. Só houve em parte isso com a Paz entre o Egipto e Israel que foi formada a troco de um pagamento pelos EUA a cada uma das partes de 1,8 milhões de dólares por ano mais uns tantos para a Jordânia, mas em material de guerra, pelo que reforçou a forças israelitas, tornando mais difícil uma paz total. Nesse acordo de Paz, os israelitas retiraram da desértica Península do Sinai que é território do Egipto.

Israel tem uma estratégia própria que julga estar próximo de conseguir que é acrescentar aos seus 22.072 km2 os 5.656 km2 da Palestina (Cisjordânia), já ocupada por mais de 4 mil edifícios tornados por lei do Knesset terreno israelita e designados por colonatos. Este território da Cisjordânia forma uma bolha no centro de Israel e a sua ocupação faz-me recordar a justificação de Hitler quando ocupou a Checo Eslováquia que formava também uma espécie de bolha para dentro da Alemanha e quando invadiu a Polónia para ligar a Prússia Oriental ao território alemão separado pelo corredor de Danzig.

Os israelitas dizem que a Palestina nunca existiu como nação, tendo feito parte dos Impérios Romano, Bizantino, território dos cruzados e Império Otomano para ser colónia britânica entre 1918 e 1948. Claro que pode dizer-se quase o mesmo de Israel que nos tempos do Império romano deixou de ser nação ou antes uma federação das 13 tribos bíblicas. Além disso, afirmam que os palestinianos podem emigrar para o imenso território árabe, cuja etnia, língua e religião partilham e onde já vivem mais de cinco milhões de palestinianos numa diáspora pelo Mundo Árabe e Alemanha.

Ficaram pois frente a frente 8,2 milhões de israelitas, entre os quais estarão ainda cerca de um milhão de palestinianos ou israelitas árabes como são designados oficialmente.

Na Cisjordânia estarão 4,5 a 5 milhões de habitantes que vivem em condições deploráveis sem uma economia própria e subsidiados de fora pela Europa e Mundo Árabe.

No pequeno território de Gaza com 365 km2 (4,5 vezes a área da cidade de Lisboa). Vivem 1,9 milhões de palestinianos também impedidos de terem recursos próprios e demasiado apertados. Contudo, Gaza não é uma cidade destruída pelos bombardeamentos, mas sim bem organizada e quando bombardeada, os habitantes reconstroem imediatamente os seus sólidos edifícios com fortes paredes de cimento. Contudo, é o equivalente do Gueto de Varsóvia e ninguém duvida que em caso de guerra, os israelitas gostariam de fazer aí o mesmo que os nazis fizeram ao referido Gueto.

No fundo são 7 milhões de pessoas de religião judaica frente a uns 6 milhões que adoram Alá. Ambas com a teimosia da terra, mesmo relativamente inóspita, acossadas de fora para resistirem uns aos outros. Os israelitas judeus recebem um grande apoio financeiro das suas comunidades espalhadas pelo Mundo e, principalmente, dos EUA, enquanto outras nações apoiam financeiramente os palestinianos a título de ajuda humanitária.

Para os israelitas só há uma solução definitiva, a expulsão de todos os palestinianos da Cisjordânia e da faixa de Gaza. Para estes últimos, a solução é inversa, a expulsão dos judeus do território que consideram a sua pátria ancestral.

Em termos económicos há uma diferença colossal entre o PIB/capita dos israelitas que é de 33.351 dólares em paridade de poder de compra e o dos palestinianos que ronda os 2.900 dólares nas mesmas condições.

Os palestinianos não possuem armamento pesado, mas nas guerras foram sempre apoiados pelos irmãos árabes e muçulmanos do Irão.

Pensava-se que a guerra civil na Síria fortaleceu Israel por ver destruída uma nação que reivindica os montes Golã ocupados por Israel por razões de tática militar, já que permitiam o bombardeamento de toda a parte norte e mais fértil de Israel. Mas, parece que sucede o contrário porque pode estar a provocar a chegada de um grande exército iraniano aliado a Assad e desencadear a guerra que também pode ser aquilo que os israelitas mais desejam porque na confusão ocupariam completamente a pequena Cisjordânia com uma área equivalente á do Algarve.

Enfim, não parece haver outra solução que não seja a guerra. As pessoas de confissão judaica esperaram cerca de dois mil anos para regressarem à sua “terra prometida” por Deus e não querem sair, tendo já ultrapassado o período de 60 anos da ocupação cristã dos cruzados.

Alcochete

por estatuadesal

(Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias, 16/05/2018)

ferreira_fernandes

Quando as estações televisivas fazem longos diretos com os borra-botas em coluna fascista atravessando a cidade à ida e vinda de um jogo de futebol. Quando se mandam polícias pastorear borra-botas pela cidade. Quando os líderes dos clubes são boquirrotos.

Quando as capas de jornais desportivos privilegiam as palavras dos boquirrotos em vez do rasgo corrido de Gelson. Quando colunistas de jornais aceitam mostrar-se indigentes, já que o assunto é, julgam eles, só de camisola e emblema. Quando essa arte e ciência que encanta miúdos e velhos é comentada em prime time por tipos talvez de meia-idade e certamente com um terço de inteligência. Quando, com muito share, insultos recíprocos são trocados por gente paga, cara e cara separadas por um palmo mas nunca havendo um gesto honrado que desagrave os desaforos lançados nos perdigotos. Quando as assembleias gerais presididas por bombeiros incendiários têm mais destaque do que o ato luminoso do Perdigão, do Desportivo de Chaves, a cuidar de uma bola. Quando os talentosos Paulinho, do Braga, e o Rafa, do Portimonense, são menos conhecidos do que o Pedro Guerra e o Francisco J. Marques, cujas conversetas têm o dom de tornar a alma dos adeptos mais pequena. Quando se vandaliza em grupo uma estação de serviço e já nem se noticia porque o autocarro dos gatunos e brutos vai a caminho de um estádio... Então, quando tantos miseráveis quandos se acumulam, arriscamo-nos a ver um admirável, forte e grande Bas Dost ferido e com uma lágrima por nós todos.

UMA CHATICE, A HIPOCRISIA

por estatuadesal

(In Blog O Jumento, 17/05/2018)

prolongamento

Aconteceu com o Sporting, mas poderia ter acontecido com qualquer clube, com qualquer instituição, o país ignora a hipocrisia, faz de conta que não vê, ignora os jornalistas que se converteram em pequenos Goebbels ao serviço de clubes, não repararam no espalhar do ódio. Agora assistimos a uma verdadeira vaga de hipocrisia.

Ninguém reparou nos posts no Facebook ou em newsletters a espumar de ódio? Ninguém reparou nos jornalistas que se converteram em assessores de imprensa para com a sua escrita serem mais eficazes nos incentivos ao ódio e para ajudarem dirigentes desportivos a melhor estimular o conflito junto dos seus adeptos.

Ninguém reparou no excessivo envolvimento dos partidos com os clubes de futebol talvez por já estarem esquecidos de quando Pedro Santana Lopes organizou um jantar de presidentes de clubes de futebol para apoiarem Durão Barroso na sua candidatura a primeiro-ministro. Já não bastam os jantares na Assembleia da República, onde os presidentes dos grandes clubes são tratados com as honras devidas a um Presidente da República. Há partidos mais implantados nos clubes do que no país e há mesmo um deputado do CDS que vai para a CMTV fazer de voz do nodo, referindo-se ao presidente de um clube desportivo como o “meu Presidente”.

Ninguém reparou que treinadores como Jorge Jesus com um estádio de Alvalade cheio em vez de levar os jogadores para o centro do terreno de onde se podem dirigira aos adeptos que estão em todas as bancadas, levam-nos quase de empurrão para junto das claques, fazer vénias aos mesmos que agora fizeram o que fizeram.

Ninguém reparou que a estratégia de um presidente de um clube em vez de ser ganhar o campeonato passou a ser a destruição do clube rival, com muitos dos seus adeptos mais esperançados em que o rival desça de divisão do que em ganhar os jogos. Não só ninguém reparou como parece que este ódio foi o cimento que uniu muita gente.

Quando elogiavam os dotes negociais de um presidente que discutia preços e condições até ao último minuto do prazo das transferências, não repararam que esta forma de negociar tinha como consequência transformar os jogadores em escravos do clube, retirando-lhes a esperança. Quando Carrilho saiu ninguém reparou de quem era a culpa, os que assobiaram Carrillo apoiam agora Rui Patrício, William de Carvalho ou o próprio Jorge Jesus no seu desejo de saírem facilmente para melhor negociarem o seu futuro.

Aquilo que aconteceu foi uma desgraça, mas uma desgraça bem mais pequena do que a que poderia ter acontecido se em vez de um par de tabefes encomendados e descontrolados, fosse um confronto aberto numa final da Taça. Há muito que a violência germina apoiada por especialistas e jornalistas contratados para promover o ódio e todos faziam de conta que não viam.

Alta-ajuda

Novo artigo em BLASFÉMIAS


por Sérgio Barreto Costa

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O desporto entrou numa espiral de violência e António Costa já se encontra a tratar do problema. Não do problema da violência, claro, mas do problema de ainda não ter conseguido arranjar bons empregos para todos os amigos do Partido Socialista. A generalidade dos gurus do pensamento positivo e da auto-ajuda destaca a importância de conseguirmos transformar os acontecimentos negativos em oportunidades, mas nunca ninguém conseguiu aplicar tão bem essa panaceia como o nosso primeiro-ministro. E é por isso que vamos poder contar, a breve prazo, com uma Alta Autoridade contra a Violência.

A ideia parece-me positiva, principalmente por se tratar de uma Alta Autoridade. Toda a gente sabe que os pequenotes têm dificuldades acrescidas quando se trata de pancadaria, pelo que uma Baixa Autoridade contra a Violência seria sempre de evitar. Por outro lado, no que se refere a empregos públicos bem remunerados, é também uma boa aposta. Não é impossível que, a médio prazo, os próprios elementos da Alta Autoridade contra a Violência se envolvam em zaragatas internas, e isso permitirá, desde logo, a criação de uma Alta Autoridade contra a Violência na Alta Autoridade contra a Violência.