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quarta-feira, 30 de maio de 2018

A lição de Saramago sobre a eutanásia

por estatuadesal

(Francisco Louçã, in Expresso Diário, 29/05/2018)

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José Saramago, entrevistado em televisão por Ana Sousa Dias como só ela sabia fazer, contava a história de um velho camponês que, à beira da morte, pediu aos familiares que o ajudassem a antecipar o fim porque não suportava mais o sofrimento irremediável.

Ele sabia o que queria e eles, os familiares, ajudaram-no por amizade, explicava Saramago, porque respeitaram a sua decisão, mesmo se a choravam. Acrescenta Saramago: é isso que explica a escolha de Ramon Sampedro, o marinheiro tetraplégico que, em Espanha, lutou pelo direito a terminar a sua vida. As suas “Cartas do Inferno” mostravam como, não se podendo mover, achava que estava condenado a uma sobrevivência degradante e por isso pedia ajuda para morrer. Mais Saramago: “Ninguém tem o direito de dizer a uma pessoa, você vai ficar aí, ligado a esses tubos e, por isso, devemos aceitar-lhe a morte se é isso que a pessoa quer”. “Não matamos”, continua, mas respeitamos quem nos diz “por favor ajudem-me”.

Saramago fala de bondade e de um direito que entende irrecusável. Percebo que a sua visão não seja aceite pelo Cardeal, por Cavaco Silva, por Assunção Cristas, por Jerónimo de Sousa, uns porque acreditam que a vida é um dom divino e outros porque pensam que a medicina vai a caminho de garantir a perpetuidade. São consciências e portanto respeitáveis. Ninguém deve questionar os seus motivos. Mas é bastante esta razão íntima que os leva a recusarem o pedido de alguém que não quer prolongar uma vida condenada e em sofrimento? Não deveria ela valer para si mesmos e não ser imposta a outros?

Saramago respondia que cada pessoa sabe de si e esse é o princípio único da liberdade. A lição de Saramago é esta: respeita a liberdade das outras pessoas.

Tudo o resto, o ajuste de contas dentro do PSD contra Rui Rio e Balsemão, as homilias inflamadas em igrejas, as manifestações do PNR, a política que promete a vida eterna, isso não vale nada. Nada disso vale hoje, não existirá amanhã. Mas a lição de Saramago ficará sempre.

Já alguém deu os parabéns ao Observador, pela grande vitória parlamentar de ontem?

Novo artigo em Aventar


por João Mendes

via Uma Página Numa Rede Social

Quando o empenho é notório e dá frutos, o reconhecimento é merecido. O Observador foi uma das plataformas políticas que, a par do CDS e de algumas estruturas paralelas à Igreja Católica, mais se bateu pelo chumbo das quatro propostas que ontem foram rejeitadas pela geringonça alternativa que se formou no Parlamento para o efeito. Está de parabéns!

Amanhã há mais

por vitorcunha

A eutanásia passou. Quer dizer, chumbou, mas é temporário, há-de passar.

Estou noutra agora. Não sei se vai ser a redução da idade do consentimento sexual, o regresso da pena de morte, a abolição compulsiva do pénis, a campanha “adopte um refugiado”, a adopção de crianças por casais de pedófilos ou a ilegalidade de bebés com sexo, mas, com a eutanásia ganha, vem aí outra, ah pois vem. E outra. E outra. E outra. E o Papa Francisco apoiará, as crianças das escolas cantarão novos hinos e o Rui Rio voltará para Santa Helena a pensar no que correu mal (não pergunta, se perguntasse qualquer um lhe diria) enquanto a Assunção Cristas lá conseguirá mais um ponto percentual, sabe-se lá porquê, enquanto o resto da Direita continua à espera do D. Sebastião. Às tantas, a figura messiânica já andou por aí, mas não me parece que, sendo o caso, o conseguissem identificar. Já é assim há 2000 anos, mesmo que aqui seja só há 900, e é assim que tem que ser, porque é o que é, e o que é tem muita força.

Entre as brumas da memória


Eutanásia – A grande intervenção da tarde de hoje

Posted: 29 May 2018 02:02 PM PDT

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Eutanásia – O progresso civilizacional vencerá

Posted: 29 May 2018 11:24 AM PDT

Passarão menos anos do que aqueles que foram necessários para a aprovação da IVG para que uma próxima batalha neste domínio seja vitoriosa – garantidamente. O conservadorismo não passará.

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Debate sobre a eutanásia na AR

Posted: 29 May 2018 09:33 AM PDT

… ainda a decorrer neste momento: orgulho e vergonha alheia também.

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29.05.2018, 14:08

Posted: 29 May 2018 06:08 AM PDT

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Enganar ou liderar a esquerda

Posted: 29 May 2018 02:58 AM PDT

Daniel Oliveira no Expresso diário de 28.05.2018:

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Morte assistida: está na hora!

Posted: 28 May 2018 02:30 PM PDT

Um texto importante de Bruno Maia, Médico, Coordenação do Movimento Cívico pelo Direito a Morrer com Dignidade:

«Esperemos que pelo menos os deputados sejam capazes de perceber o fundamental da questão: não estão a decidir sobre como devem morrer os cidadãos, estão a decidir sobre a liberdade para podermos escolher o nosso fim de vida com dignidade, independentemente do que significa dignidade para cada um de nós. Estão a decidir em que tipo de sociedade queremos todos viver: num país plural que convive saudavelmente com a diferença ou num país fechado numa visão exclusiva da vida que impões regras clericais a todos, inclusive os que não se reveem nelas.»

terça-feira, 29 de maio de 2018

Um truque que pode salvar a vida de quem está tendo um derrame

por Bau das ideias

Uma agulha pode salvar a vida de um paciente que está tendo um acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame.

Isso é o que garante uma técnica herdada da milenar medicina chinesa.

Tem muito artigo por aí na internet dizendo que esta técnica não funciona, que é um absurdo, uma mentira.

No entanto, esses artigos foram escritos por pessoas sem nenhum conhecimento sobre medicina chinesa.

A sangria periférica é um dos mais antigos procedimentos de um dos ramos da medicina chinesa - a acupuntura.

Para um ocidental não iniciado, esta terapia pode parecer estranha e sem fundamento.

Mas o agulhamento em pontos periféricos do corpo (como os dedos) é explicado como um método de se ajustar o fluxo sanguino  nos vasos.

Os estudiosos da medicina chinesa acreditam que algumas gotas de sangue saindo de um ou mais pontos periféricos têm efeitos significativos.

Enfim, antes de criticar, leia, estude, e não se baseie na medicina ocidental.

Esta técnica pertence a outra medicina, muito mais antiga e com mais de 5 mil anos.

Além do mais, não é para substituir o auxílio médico.

É para usar enquanto esse auxílio não chega.

E que mal fará um simples furo de agulha nos dedos?

Quando alguém está sofrendo um acidente vascular cerebral, são necessários primeiros socorros de emergência.

Deve-se procurar um médico imediatamente.

Enquanto o auxílio não chega, estas dicas herdadadas da antiga medicina chinesa podem ajudar:

1. Segure a agulha no fogo para esterilizá-la e usá-la para picar a ponta de todos os 10 dedos.

  • Não há necessidade de perfurar um ponto específico (como na acupuntura); deve-se fazer apenas um furinho a poucos milímetros da unha.

2. Realize os furos de modo que o sangue saia.

3. Se o sangue não começar a sair, aperta a área para que ele possa fluir.

4. Quando todos os 10 dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e você vai ver que a vítima pouco a pouco melhorará.

5. Se a boca da vítima estiver deformada ou torcida, massageie as orelhas dela até que fiquem vermelhas, para que o sangue possa chegar a elas.

6. Em seguida, fure a parte mais macia das orelhas com a agulha, até cair duas gotas de sangue de cada uma.

Poucos minutos depois, a boca não estará mais deformada.

7. Mesmo a vítima retornando ao normal, leve-a para ser atendida e examinada em uma emergência.

Esta técnica, apesar de tão simplória, é muito séria, pois vem de uma medicina com mais de 5 mil anos de existência.

Mas, repetimos, é para ser usada em casos de suspeita de derrame apenas enquanto o atendimento médico não chega.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

[in:curapelanatureza.com]