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sábado, 2 de junho de 2018

Corbyn pressionado para pedir novo referendo ao Brexit

2/6/2018, 12:43

O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, está a ser pressionado no interior do próprio partido para levar a votos o acordo que baliza a saída do Reino Unido da União Europeia.

Dan Kitwood/Getty Images

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Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, está a ser pressionado por uma ala do próprio partido para apoiar um novo referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia, depois de um grupo de 18 deputados ter publicado uma carta aberta onde exige uma consulta popular ao acordo negociado para o Brexit.

A informação é avançada pelo The Independent, que dá eco às palavras dos 18 parlamentares do Labour, todos eles eleitos por Londres — a base onde reside o poder de Corbyn, como recorda o mesmo jornal. Na carta, os deputados não podiam ser mais claros: “Quando a primeira-ministra apresentar o seu acordo para o Brexit, vamos saber finalmente o que representa este acordo. E teremos de decidir se o queremos aceitar ou não”, escrevem.

“Não pode estar correto que apenas 650 deputados decidam se aceitam o acordo, sem dizer nada aos londrinos e às pessoas de todo o país. Achamos essencial que haja uma votação do povo sobre o acordo final do Brexit”, notam.

Uma posição de rutura que vem a somar-se a manifestações idênticas de outros deputados trabalhistas. Até ao momento, Corbyn tem resistido em juntar-se aos que exigem uma nova consulta popular aos termos do acordo para o Brexit, dizendo que os britânicos deviam “respeitar” o resultado do referendo de junho de 2016. As pressões à esquerda, no entanto, são cada vez mais evidentes, com o líder do Labour a ficar cada vez mais isolado. Espera-se que Theresa May apresente o acordo final para o Brexit ainda este ano.

Puidgemont afirma que novo Governo da Catalunha está “em boas mãos”

2/6/2018, 14:46

Puigdemont aplaudiu o respeito do novo Governo pelas "ideologias, línguas, culturas e crenças" e que este se comprometa a ser "fiel ao mandato popular" que é a "base da democracia".

MARTA PEREZ/EPA

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  • Agência Lusa
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O ex-presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, afirmou hoje, após a tomada de posse do novo Governo catalão, que está “em boas mãos”, celebrando que o executivo se comprometa com o “mandato popular” que é “base da democracia”.

Numa mensagem publicada na sua conta de Twitter, Puigdemont celebra a tomada de posse do Governo de Quim Torra, 218 dias depois de ter terminado o seu devido à aplicação do artigo 155 da Constituição como resposta à declaração unilateral de independência.

“O caminho continua, e em boas mãos. Um Governo de mulheres e homens comprometidos com a liberdade: a do país, que quer dizer necessariamente a das pessoas que o conformam”, escreveu o líder da coligação Junts per Catalunya.

Puigdemont aplaudiu o respeito do novo Governo pelas “ideologias, línguas, culturas e crenças” e que este se comprometa a ser “fiel ao mandato popular” que é a “base da democracia”.

O primeiro vice-preidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, apelou hoje, em Barcelona a “mais diálogo” entre o Governo pesanhol e a Generalitat (governo da Catalunha) para resolver o conflito catalão.

O representante europeu, que participava na sessã de encerramento das jornadas do Círculo de Economía de Sitges, mostrou-se convito de que os políticos espanhóis são “suficientemente capazes” de resolver esta questão através da negociação e do diálogo.

Jorge Costa: “Manuel Pinho deve importantes explicações, mas não é o único”

Gustavo Sampaio

15:30

O deputado bloquista Jorge Costa quer inquirir outros responsáveis políticos e empresariais, como José Sócrates e Ricardo Salgado, pelas rendas excessivas do setor elétrico. “O Grupo Espírito Santo não é um ex-acionista qualquer da EDP”, sublinha.

O Bloco de Esquerda (BE) quer inquirir José Sócrates, antigo primeiro-ministro, e Ricardo Salgado, ex-presidente do GES, no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Eletricidade, a qual vai analisar os contratos inerentes aos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), a par de outras formas de “rendas excessivas”.

Nesse sentido, o BE já entregou na Assembleia da República uma lista de entidades a ouvir, documentos a consultar e nomes a convocar. Além de Sócrates e Salgado, os bloquistas pretendem chamar todos os ex-primeiros-ministros desde o Governo de José Manuel Durão Barroso (2002-2004).

António Costa combinou encontro para breve com Pedro Sánchez

O primeiro-ministro, António Costa, falou hoje de manhã por telefone com o novo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, e ambos combinaram um encontro para breve, disse hoje à Lusa fonte do gabinete do governante português.

António Costa combinou encontro para breve com Pedro Sánchez

Paulo Cunha/Lusa

Lusa

02 de junho de 2018 às 14:16

Segundo a mesma fonte, o encontro entre os dois líderes socialistas deverá acontecer depois da formação do Governo de Madrid e do regresso de António Costa da deslocação que tem este mês aos Açores e aos Estados Unidos.

Já na sexta-feira, António Costa felicitou Pedro Sánchez pela sua indigitação como presidente do Governo, após a aprovação de uma moção de censura ao executivo de Mariano Rajoy, dizendo esperar que com o novo Governo espanhol as relações entre Portugal e Espanha "continuem a melhorar", no seguimento dos projetos que os dois países têm em curso.

"Quero desejar ao novo presidente do Governo, Pedro Sánchez, as maiores felicidades e que, com o seu Governo, as relações entre Portugal e Espanha continuem a melhorar e na senda que temos vindo a desenvolver".

Em declarações aos jornalistas, em Loulé, António Costa sublinhou a importância da continuidade dos projetos que unem os dois países "quer do ponto vista bilateral, quer no âmbito da União Europeia, em particular, o projeto das interconexões energéticas que são absolutamente fundamentais".

O primeiro-ministro aproveitou ainda a ocasião para "enviar um abraço de muita amizade" a Mariano Rajoy, referindo que "foi um gosto trabalhar com ele novamente", depois de já o ter feito há uns anos, quando ambos eram ministros.

O parlamento espanhol aprovou na sexta-feira uma moção de censura que afastou o executivo de direita liderado por Mariano Rajoy e ao mesmo tempo elegeu o novo presidente do Governo, Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que promoveu essa proposta.

Pedro Sánchez prestou hoje juramento como chefe do executivo espanhol e tem agora de apresentar a composição do seu executivo, o que deverá acontecer nos próximos dias.

António Costa desloca-se aos Açores e aos Estados Unidos entre 09 e 12 de junho para as comemorações do Dia de Portugal.

Jardim Gonçalves vai continuar a receber pensão de 167 mil euros por mês

O Tribunal de Sintra decidiu a favor do ex-presidente do BCP, sendo que o banco vai recorrer para o Tribunal da Relação.

Jardim Gonçalves vai continuar a receber pensão de 167 mil euros por mês

Miguel Baltazar/Negócios

     Negócios jng@negocios.pt

02 de junho de 2018 às 11:40

Jorge Jardim Gonçalves ganhou uma acção em tribunal contra o Banco Comercial Português, que lhe garante continuar a receber uma pensão de 167 mil euros por mês.

A notícia é avançada pelo Expresso, que dá conta que a decisão tomada pelo Tribunal de Sintra no início de Maio confirmou ao ex-presidente do BCP a pensão milionária e o pagamento de várias despesas, como segurança, carro e motorista.

Jardim Gonçalves recebe 167 mil euros por mês desde 2005 e, de acordo com o jornal, deverá ainda ser compensado por gastos não pagos desde 2010. A excepção é um avião privado.

"As regalias que tinha e a pensão que recebo foram aprovadas pelos órgãos competentes e diziam respeito a todos os ex-administradores do banco", disse Jardim Gonçalves ao Expresso.

A acção judicial destinada a cortar a reforma de Jardim Gonçalves teve início em 2010. Em Maio de 2012, o Tribunal de Sintra considerou que não tinha competência para julgar este caso, posição confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa em Fevereiro de 2013. O processo foi remetido para o Tribunal do Comércio, mas acabou por regressar ao Tribunal de Sintra, que agora tomou a decisão que será alvo e recurso por parte o BCP.

Como nestes sete anos os tribunais não decidiram, Jardim Gonçalves continua a receber uma reforma de quase 170 mil euros brutos por mês, sendo que quase um terço do valor (60 mil euros) é pago pelo fundo de pensões do banco, enquanto o restante corresponde a uma apólice de seguro, convertida num contrato de rendas vitalícias.

Jardim Gonçalves só paga contribuição extraordinária de solidariedade (CES) sobre um terço dos cerca de 170 mil euros de reforma mensal.

Jardim Gonçalves foi o único antigo administrador do BCP que, em 2010, recusou a proposta da equipa então liderada por Carlos Santos Ferreira para ajustar as pensões aos limites previstos no Código das Sociedades Comerciais. Os restantes ex-gestores, como Filipe Pinhal e Christopher de Beck, chegaram a um acordo com o banco para alinhar as suas reformas aos salários dos administradores em funções.

Este entendimento foi a principal razão para a instituição ter conseguido poupanças com reformas de 44,2 milhões de euros em 2011. Como o BCP explicou no relatório e contas desse ano, aquela poupança resultou da "anulação de provisões relacionadas com o fundo de pensões de ex-membros do conselho de administração executivo efectuada no primeiro trimestre, e de colaboradores relacionadas com o plano complementar".