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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Entre as brumas da memória


Votos de pesar por Frank Carlucci

Posted: 06 Jun 2018 01:11 PM PDT

Foram aprovados estes três votos. Registe-se que partidos votaram o quê.


Os textos dos votos podem ser lidos a partir DAQUI.
Nesta notícia, mais informação.
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Espanha: não há leis para quotas por género?

Posted: 06 Jun 2018 09:29 AM PDT

Sánchez apresenta esta tarde ao rei governo com mais mulheres do que homens.

11 mulheres e 4 homens???.

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Alô, Lola

Posted: 06 Jun 2018 07:16 AM PDT

Esqueça a robot Sophia, vem aí a Lola!
Que bela escolha de nome! Os humoristas exultarão.
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06.06.1968 – Maurice Béjart em Lisboa: concerto e expulsão

Posted: 06 Jun 2018 03:13 AM PDT

Foi exactamente há 50 anos, mas está tão presente na minha memória como se tivesse sido há 24 horas.

«Em 6 de Junho morreu Robert Kennedy, vítima de um atentado que tivera lugar dois dias antes. Nessa mesma noite, em Lisboa, Maurice Béjart apresentou o seu «Ballet du XXe. Siècle», no Coliseu dos Recreios absolutamente repleto. Assistimos a um magnífico «Romeu e Julieta». Durante a última cena, ouviu-se gritar, repetidamente, "Façam amor, não façam guerra!". Simultaneamente e em várias línguas, eram lidas notícias sobre lutas, revoltas e injustiças. Foi arrepiante a emoção vivida na sala que se levantou em aplauso prolongado. Béjart veio então ao palco para afirmar que Robert Kennedy fora “vítima de violência e de fascismo” e para pedir um minuto de silêncio “contra todas as formas de violência e de ditadura”. Com a maior parte dos espectadores de pé, renovaram-se os aplausos, com mais força e com mais entusiasmo.

Informado do sucedido, Salazar proibiu os espectáculos seguintes e ordenou que Béjart saísse imediatamente de Portugal. Franco Nogueira cita uma nota distribuída à imprensa pelo Secretariado Nacional de Informação:

“Foram dirigidas à juventude exortações derrotistas e tomadas atitudes de especulação política inteiramente estranhas ao próprio espectáculo. Perante a luta que teremos que manter em defesa da integridade nacional, não pode consentir-se que uma companhia estrangeira aproveite, abusivamente, um palco português para contrariar objectivos nacionais.”

Béjart nunca se referiu a Portugal. Mas Salazar era bom entendedor e bastava-lhe menos de meia palavra para perceber – como nós – que Béjart quisera deixar um sinal de solidariedade aos antifascistas portugueses.

Momentos raros como este funcionavam para nós como bálsamo e como estímulo. Ajudavam-nos a não desanimar.» (*)

(*) Joana Lopes, Entre as Brumas da Memória. Os católicos portugueses e a ditadura, Âmbar, 2007, pp. 118-119.

Alguns minutos de «Romeu e Julieta»:

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Duas parece coincidência, três parece intenção

por estatuadesal

(Francisco Louçã, in Expresso Diário, 05/06/2018)

LOUCA3

(O PS vai por mau caminho. É só provocações ao PCP e ao BE, e muitas omissões e meias verdades no relacionamento. Quer alijar do barco os parceiros de esquerda e "empurrá-los" para um chumbo do orçamento de 2019, o que dará, segundo anunciou já Marcelo, lugar a eleições antecipadas. Julga que, assim, terá os votos da direita mais pragmática, tentando atingir a maioria absoluta. Talvez tenha esses votos, sim. Mas perderá a função pública, e os trabalhadores, sobretudo os urbanos.

António Costa anda a trocar os pés pelas mãos, como se viu no último debate na Assembleia da República, onde teve o pior desempenho desde que é Primeiro-Ministro. Dizer que os professores não tem razão porque "não há dinheiro" é assinar a sentença de morte da Geringonça. Passos Coelho não teria resposta diferente nos tempos da troika.

Comentário da Estátua, 06/06/2018)


Se me pergunta se o Governo está a provocar crises e crispações, a resposta é sim. Está, sabe o que faz e é mesmo isso que quer. É uma estratégia e está a ser seguida meticulosamente.

Começou no congresso do PS, que foi o que foi: a festa de um partido que sonha com a maioria absoluta, um príncipe a promover o recentramento político com o ousado elogio da saudosa terceira via e o líder a prometer um programa para o regresso dos jovens emigrados, tudo inaugurado com um bandeirante espetáculo a La Feria e servido com especulações sobre as linhagens da sucessão longínqua. Acha pouco? O congresso gostou.

Nuno Melo, com a indiscreta elegância de um pterodáctilo, foi lá apedrejar o que chamou de Disneylândia. Não percebeu o que se passou, não descortinou como o PS ocupa o centro e vence em todos os critérios que a direita definiu para si própria, a começar pelo défice, que era o santo dos santos. Assim, se alguma coisa sai do congresso, é confiança. Tanta confiança que o congresso ignorou o irritante, como agora se diz, de o Governo depender de acordos com outros partidos. Mas houve algo mais que mudou depois de um congresso cuja novidade foi mesmo não olhar para trás nem para o lado.

O Governo quer um verão e um outono em conflito social, porque acha que essa é uma estratégia que rende votos. Esta escolha merece atenção. Agora é que começou a campanha eleitoral de 2019 e foi o Conselho de Ministros quem deu o tiro de partida – e com muita pólvora

Primeiro, num ápice o Governo arrumou a negociação com as entidades patronais (e a UGT, o hábito faz o monge) sobre o Código do Trabalho. Os negociadores ficaram contentes e Saraiva mais do que todos: sabe que as medidas para limitar o trabalho temporário são contornáveis e que a taxa sobre a rotatividade é letra morta, e sabe que a extensão do período experimental cria uma nova forma de contrato sem contrato, ou que a votação de banco de horas em pequenas empresas é para ser ganha pelo patrão. Sabe também o sinal político que é dado. Se o Código Laboral era um dossiê tão essencial para a esquerda e o Governo negociou diligentemente com o patronato, mas esqueceu-se de sequer informar em tempo útil os seus parceiros de alguns dos detalhes das suas propostas, e não dos menos importantes, o recado fica dado.

Segundo, estando o Governo a acompanhar o trabalho de António Arnaut e João Semedo para uma nova Lei de Bases da Saúde, resolveu opor-lhes uma comissão, chefiada por Maria de Belém, com um mandato prolongado e resultados previsíveis. Se o Governo recusou encurtar esse tempo, foi porque preferiu tornar inviável um trabalho de preparação de um projeto de Lei que represente uma convergência maioritária na defesa consistente do SNS. Aliás, Mariana Vieira da Silva deu o assunto por encerrado numa entrevista recente. Vão duas.

Terceiro, temos a reunião de ontem do Ministério da Educação com os sindicatos dos professores. Percebo que o Governo negoceie a partir da sua proposta de que, do tempo de congelamento, só contem para a progressão das carreiras os seus dois anos, nove meses e dezoito dias em vez dos nove anos, quatro meses e dois dias que ficaram devidos. O Ministério das Finanças é quem mais ordena. Mas é inusitado e revelador que, não tendo os sindicatos aceitado o ultimato, o Governo declare punir os professores com a eternização (ilegal) da não contagem do tempo de serviço para as carreiras. A não ser um arroubo do ministro, esta resposta agressiva só poderia estar definida pelo Governo antes da reunião. Se assim for, é simplesmente uma provocação.

Duas seriam dificilmente coincidência. Três é intenção. Em tão pouco tempo depois do congresso, o Governo fechou a porta a medidas de reposição da contratação coletiva, adiou a discussão da saúde e exigiu aos sindicatos das professoras e professores que façam greve (e ainda acrescentou a autorização para um furo de petróleo em Aljezur sem estudo de impacto ambiental).

O Governo quer um verão e um outono em conflito social, porque acha que essa é uma estratégia que rende votos. Esta escolha merece atenção. Agora é que começou a campanha eleitoral de 2019 e foi o Conselho de Ministros quem deu o tiro de partida – e com muita pólvora.

O que é feito da Yupido?

por estatuadesal

(Marco Capitão Ferreira, in Expresso Diário, 06/06/2018)

capitaoferreira

(Agora, em Portugal, há uma comunicação social ejaculatória. Depois do repuxo, murcha logo e não se ouve falar mais no assunto. Tenho mais uns "cromos" para troca:

1) Qual o resultado da auditoria que Marcelo terá mandado fazer quando chegou à Presidência da República?

2) Qual o resultado da auditoria no Ministério das Finanças aos computadores que não tinham registado a fuga de 10000 milhões de euros para offshores?

3) Qual o resultado da Comissão Europeia ter exigido de volta os milhares de euros de financiamento que fez à Tecnoforma devido às irregulariddes detectadas na empresa de Passos Coelho e comandita? Já pagámos? Vamos pagar? Está contemplada a verba no orçamento de Estado?

Comentário da Estátua, 06/06/2018)


Em setembro do ano passado, e durante uns dois dias, o País descobriu, subitamente, que a empresa portuguesa com maior capital social em Portugal se chamava Yupido, S.A, com uns robustos 28.768.199.972 euros, ou mais de 15% do PIB.

A informação despontou no Twitter e os jornalistas mais atentos pegaram nela. Lá se descobriu qualquer coisa. Aquele valor decorria da valorização de dois ativos tecnológicos, devidamente validados por um ROC. Dessa validação resultava que estava em causa “uma plataforma “de armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media” diferenciada “pelos algoritmos que a constituem”. Seja lá o que isso quer dizer.

A empresa tinha uma sede virtual, num escritório sem extensão telefónica. Não tinha clientes, não se lhe conheciam trabalhadores – embora tenha tido estagiários, que devem ter aprendido imenso - e nenhum parceiro comercial relevante. O montante de vendas era 0. Coisas assim. Tudo normal. Ou não.

Seguiu-se o habitual circo mediático, que como de costume foi muito intenso – não em profundidade, mas em número de notícias, isto porque a maioria dos órgãos de comunicação social se limitou a citarem outras noticias, numa cascata de inutilidade - e pouco durou. Incluiu, de forma algo deprimente, jornalistas a baterem a portas no pacato bairro de Telheiras.

De seguida, outro clássico, toda uma litania das entidades públicas a reboque de perguntas de jornalistas.

Segundo a imprensa da época, do Ministério Público à Polícia Judiciária, e da CMVM à Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, isto é, tudo quanto era entidade supostamente responsável tinha aberto um inquérito, averiguação ou coisa que o valha. Até a Autoridade Tributária veio dizer, com a habitual gravitas, que não comentava a situação de contribuintes em particular.

Com isto tudo, está visto que já sabemos, entretanto, tudo sobre o que se passou. Não. Sabemos o mesmo. Que é quase nada. Nenhum jornalista voltou ao assunto depois do entusiasmo inicial, nenhuma entidade pública deu conta das conclusões a que se chegou. Nada. Zero.

E a Yupido aqui é só um exemplo. Estamos consumidos por um ciclo de informação de baixo valor acrescentado, que aparece e desaparece ao sabor de um ciclo mediático cada vez mais curto. Uma Economia não funciona bem assim.

No meio disto tudo, passou o tempo de uma gestação, da Yupido nunca mais ninguém ouviu falar e mais uma vez ficamos sem informação detalhada. Nós e o pobre especulador que foi a correr registar o domínio yupido.pt, convencido que estava a fazer o negócio de uma vida, e que o tem para venda até hoje. Os meus sentimentos.

Será que tens mesmo os tomates no sítio, Argentina?

Novo artigo em Aventar


por João Mendes

A selecção argentina cancelou o jogo amigável com a sua congénere israelita, devido a alegadas pressões da parte de movimentos organizados que contestam a ocupação violentada Palestina por forças israelitas. Parece-me uma excelente iniciativa, na medida em que sou da opinião que todos os regimes opressores deste planeta devem ser punidos, sancionados e isolados. Posto isto, aguarda-se, a qualquer momento, o anúncio oficial do boicote da selecção das Pampas ao Campeonato do Mundo, que este ano se realiza na Federação Russa. A ver vamos, de que material são feitos estes argentinos.

Nova direção do PSD retira setas do símbolo do partido

Revista de Imprensa JE

10:03

A alteração, que terá passado despercebida à maioria dos militantes do PSD, está a ser alvo de críticas da militante histórica Virgínia Estorninho, que afirma que estão a apagar a identidade do partido.

A nova direção do Partido Social Democrata (PSD) remodelou o logótipo do partido, retirando as três setas que acompanham as letras que o identificam. A alteração, que terá passado despercebida à maioria dos militantes do PSD, está a ser alvo de críticas da militante histórica Virgínia Estorninho, que afirma que estão a apagar a identidade do partido, noticia o jornal “Público”.

Virgínia Estorninho explica que as setas simbolizavam “os três fatores do movimento: o poder político e intelectual, a força económica e social, e a força física. O seu paralelismo exprimia o pensamento da frente unida: tudo devia ser mobilizado contra o inimigo comum – o nazismo”. Desenhadas em sobreposição, as setas foram usadas, no início, para “anularem a cruz suástica, símbolo do regime nazi”.

A militante histórica considera um absurdo a alteração do símbolo e garante que se as setas não forem repostas, organiza uma manifestação à porta da sede do PSD. “Tiraram-nos as setas e enfiaram-nos num quadrado laranja. Não admito isso”, afirma. Anteriormente, o voto de protesto da militante fez com que Durão Barroso também recuasse quando tentou fundir as três setas numa só.

Questionado pelo jornal “Público”, o secretário-geral do PSD, José Silvano, indica que a alteração foi feita antes de assumir o cargo, mas admite que o símbolo original do partido pode vir a ser colocado no site. “As setas estão em quase todos os documentos oficiais. O site foi criado com um novo desenho. Vamos ver se acrescentamos o símbolo”, garante José Silvano.