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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Marcelo Rebelo de Sousa, o Rato Mickey da Feira do Livro

Novo artigo em Aventar

por João Mendes

Fotografia via SOL

Na Disneyland, as crianças fazem fila para tirar fotografias com o Rato Mickey. Na Feira do Livro, onde escritores a sério são votados ao abandono ou confundidos com os Gustavos Santos e as Margaridas Rebelo Pinto desta vida, fazem-se filas para tirar fotos com Marcelo. O Rato Mickey que se cuide, da próxima vez que Marcelo estiver em Paris.

Casal do ano

Novo artigo em Aventar


por João Mendes

Os pombinhos do momento são Donald Trump, supremo líder dos EUA, e o talentoso Kim Jong-un, o grande patriota norte-coreano.

Ai é isto o liberalismo? Então passo.

Novo artigo em BLASFÉMIAS


por vitorcunha

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Foi sem grande surpresa que se recebeu a notícia de que concorrentes a Miss America deixarão de desfilar em fato de banho. Neste momento, com a competição para determinar o humano mais parvalhão de todos ao rubro, abolir avaliação estética de um concurso de beleza é um passo completamente lógico. O passo seguinte será só permitir concorrentes vestidas de apicultoras. Seria possível argumentar que num concurso de beleza só participam mulheres que desejam ser avaliadas pela sua beleza, mas tal seria desnecessário já que o mundo está na fase de não permitir que alguém possa desejar ser avaliado pelo seu aspecto físico.

Vai daí, está tudo no ponto de caramelo para a formação de “partidos liberais”. São partidos — logo, dispositivos de assalto ao aparelho de estado — que pretendem ser avaliados no concurso de beleza pelas suas ideias para a paz no mundo, não pelo aspecto de socialistas. É bonito, passa bem na manada colectivista que importa filosofias como quem nasceu desterrado, e permite a proliferação do socialismo dos “eu tenho o direito a” com propostas revolucionárias de quem rejeita o passado e pouco se preocupa com repercussões no futuro. Até são desejados, ansiados, fazem falta e sei lá que mais. Estão na moda, como está na moda anunciar ao mundo que sexo com gente do mesmo sexo é que é fixe enquanto se abrem as fronteiras aos que lhes tratarão dos tais vícios burgueses com força de catana.

A imagem do único gay da aldeia não pega. Pegaria a imagem do último homem de família em Sodoma, mas, enfim, tal imagem nunca seria verdadeiramente compreendida no mundo dos concursos de Miss America em fatos de apicultoras. Talvez seja mais fácil para estes abdicarem do liberalismo do que se conformarem às suas novíssimas definições. Não será, assim, de admirar que estes se cristalizem em sal e se pulverizem. Pela minha parte, estou pronto e em paz.

Família portuguesa pobre precisa de 5 gerações até descendentes terem salário médio

Jornal Económico com Lusa

11:59

Os dados são de um relatório da OCDE, que aponta que em Portugal a condição económica transmite-se “fortemente” de geração em geração.

Uma família portuguesa de fracos recursos socioeconómicos pode demorar 125 anos até que os seus descendentes consigam alcançar um salário médio, revela um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre mobilidade social.

O relatório, divulgado esta sexta-feira, 15 de junho, aponta que em Portugal a condição económica transmite-se “fortemente” de geração em geração.

“Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial em Portugal, pode demorar cinco gerações para que as crianças de uma família na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio”, lê-se na avaliação sobre Portugal.

Os dados da OCDE mostram que em Portugal, 33% das pessoas concordam que a educação dos pais é importante para ser bem-sucedido na vida, uma percentagem ligeiramente inferior à média da OCDE, com 37%, ao mesmo tempo que muitos se revelaram pessimistas sobre as suas hipóteses de melhorarem a sua situação financeira.

“Apenas uma minoria (17%) esperava em 2015 que a sua situação económica melhorasse no ano seguinte e há uma preocupação em relação ao futuro dos descendentes”, diz a OCDE.

A instituição acrescenta que já em 2018 realizou um inquérito, “Riscos que contam”, em que 58% dos pais portugueses colocaram no top três das suas preocupações o risco dos filhos não alcançarem o nível económico e de conforto que eles já têm.

Na comparação com os restantes países analisados (Austrália, Brasil, Chile, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia, México, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos), Portugal surge como aquele onde a “mobilidade medida em termos de educação é menor”.

“Apesar das várias reformas para combater o absentismo escolar e reduzir o abandono escolar precoce, as hipóteses dos mais jovens terem uma carreira de sucesso depende fortemente da sua origem socioeconómica ou do nível de capital humano dos pais”, lê-se no relatório.

A mobilidade social não é distribuída uniformemente ao longo das gerações e em Portugal 24% dos filhos de pais com baixos rendimentos acabam também por ter baixos rendimentos. No lado oposto, 39% das crianças cujos pais têm rendimentos elevados crescem para também elas terem rendimentos elevados.

Por outro lado, relativamente ao tipo de ocupação, 55% das crianças filhas de pais trabalhadores manuais acabam com a mesma ocupação dos pais, contra 37% da média da OCDE. Ao mesmo tempo, os filhos de gestores têm cinco vezes mais probabilidades de serem também gestores.

Olhando para a mobilidade ao longo da vida, o fenómeno em Portugal é igualmente limitado, particularmente na base e no topo, sendo que entre os que estão nos 20% com rendimentos mais baixos há poucas hipóteses de subirem durante quatro anos e 67% acabam por nunca sair.

“No topo, a persistência é ainda maior e 69% dos 20% com rendimentos mais altos ficam lá durante um período de quatro anos”, diz a OCDE.

Para a organização, a falta de mobilidade na base pode estar relacionada com os níveis elevados de desemprego de longa duração e a segmentação do mercado laboral.

A OCDE refere que a falta de mobilidade social não é uma inevitabilidade e que há margem para políticas que aumentem a mobilidade entre gerações e ao longo da vida, deixando três objetivos: apoiar as crianças de meios desfavorecidos, assegurando uma boa educação pré-escolar, combater o desemprego de longa duração e aumentar o nível de qualificações através da educação para adultos.

O relatório pretende mostrar os prejuízos da fraca mobilidade social, em que as pessoas mais pobres, na base da escada remuneratória, têm poucas hipóteses de subir, da mesma maneira que os que estão no topo permanecem lá.

De acordo com a OCDE, isto tem consequências negativas tanto em termos sociais, como económicos e políticos, já que a falta de mobilidade social implica que muitos talentos não estejam a ser aproveitados, o que diminui o potencial crescimento económico, além de reduzir o bem-estar e a coesão social.

Governo venezuelano acusado por 35 países americanos de intimidar líder da oposição

HÁ 2 HORAS

O governo de Maduro é acusado de intimidar a líder da oposição por 35 Estados americanos. Relatório sublinha que novos atos contra uma figura opositora reforçam a perseguição política no país.


EDUARD SERRA/EPA

Autor
  • Agência Lusa
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A Organização de Estados Americanos (OEA) acusou quinta-feira o Governo do Presidente venezuelano Nicolás Maduro de intimidar a líder da oposição Maria Corina Machado, relacionando-a com um grupo de militares detidos por alegada conspiração contra o regime.

A Secretaria Geral da OEA [que congrega 35 Estados independentes americanos] manifesta a sua profunda preocupação pelas recentes ameaças contra a líder do partido ‘Sou Venezuela’. (…) Com efeito, o regime quis vinculá-la a uma suposta ação de uma vintena de militares contra figuras do regime”, explica o secretário-geral daquele organismo, num comunicado.

Segundo Luís Almagro “essas ações de intimidação contra Maria Corina Machado baseiam-se justamente em depoimentos arrancados através de torturas a esses militares”. E explicou: “Trata-se de uma amostra adicional da estratégia sistemática e generalizada que usa a ditadura para perseguir, intimidar e deter arbitrariamente as pessoas que se expressam contra o regime”.

O comunicado sublinha que estes novos atos contra uma figura opositora reforçam a conclusão de perseguição política no paíse que a OEA exige garantias de liberdade e segurança para Maria Corina Machado, recordando que tais ações são inaceitáveis pela comunidade internacional.

Pouco antes das eleições presidenciais antecipadas de 20 de maio último, 23 militares foram detidos pelas autoridades venezuelanas e acusados de estar a preparar um “magnicídio” (assassinato de político ou pessoa importante em funções) do Presidente Nicolás Maduro e do comandante Remígio Ceballos Ichaso.

Segundo a imprensa venezuelana os detidos teriam tido reuniões com políticos opositores, entre eles Maria Corina Machado, desconhecendo-se no entanto em que data ocorreram e quem participou nas mesmas.

As tensões nos quartéis venezuelanos surgiram alegadamente na sequência das eleições de 30 de julho, para a Assembleia Constituinte, altura em que alguns militares terão manifestado que a convocatória não estava ajustada à Constituição da Venezuela.

Um relatório da Direção de Contra-Inteligência Militar (DCIM, serviços secretos militares) refere a recolha de dados sobre uma operação em que os militares suspeitos pretenderiam executar um magnicídio e depois “fugir [do país] num avião Sukhoi”.

A imprensa venezuelana dá conta ainda de que alguns dos oficiais detidos denunciaram em tribunal terem sido torturados, golpeados em partes sensíveis do corpo e submetidos a processos de asfixia com bolsas e com água. Os familiares e advogados defensores privados têm denunciado que foram violados os direitos humanos dos detidos, que estão incomunicáveis e aos quais lhe foram impostos advogados oficiosos.