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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Viva Espanha! Arriba Pedro Sánchez!

  por estatuadesal

(Carlos Esperança, 18/06/2018)

caidos

O governo do PSOE terá vida difícil, mas sobra-lhe ânimo para a decência democrática e o civismo republicano, sob a circunstância monárquica.

Pedro Sánchez surpreendeu ao formar governo com mais governantes do sexo feminino do que do masculino, com mulheres de grande competência profissional e currículo exemplar, para surpreender de novo com a maior operação humanitária de sempre para acolher os refugiados a que alguns países se negaram e outros fizeram vista grossa

Agora, propõe-se executar a proposta do seu partido, aprovada em 2017, de trasladar os restos mortais de Franco, do Vale dos Caídos, onde permanece há 42 anos, por decisão do próprio ditador, um duradouro insulto à democracia, com a conivência de uma direita que primeiro alegava as feridas que podia abrir e, depois, a inutilidade de lembrar um assunto esquecido, para perpetuar as honras ao opressor fascista.

Hoje mesmo, a comissão executiva do PSOE, a que preside Pedro Sánchez, propõe ao Governo a elaboração da lei que inclui trasladar o genocida e alterar o significado do local onde a sua presença e as honras de que goza constituem uma afronta às centenas de milhares de vítimas do maior genocida ibérico da História.

El País referia ontem, citando fontes do Governo e do PSOE, que “O presidente, Pedro Sánchez, quer ir ‘passo a passo’ cumprindo compromissos adquiridos nos anos de oposição do PSOE; atender petições das associações de vítimas do franquismo e assumir as recomendações da ONU sobre o Vale dos Caídos, as valas comuns ou uma comissão da verdade”.

A proposta de trasladar os restos do ditador «fazia parte da proposta de reforma integral da lei de memória histórica que Sánchez apresentou em dezembro num lugar simbólico, o chamado “paredón de España”, em Paterna, onde se crê que foram fuziladas cerca de 2.000 pessoas».

Quando ressoam ainda as palavras então proferidas por Pedro Sánchez, “Ignorando um passado incómodo não se pode construir um futuro confortável”, resta a possível oposição da Igreja, mas não é crível que ainda tenha força para manter a defesa do criminoso de que foi cúmplice.

Finalmente, os 33.487 mortos, de ambos os lados, que ali se encontram ficarão libertos da presença dominante e simbólica que perpetuava o carácter fascista do monumento que atesta uma das mais cruentas guerras civis europeias e a demente e continuada vingança dos vencedores. Os assassinados vêem-se livres do maior dos assassinos.

Viva Espanha, laica, livre e democrática!

Portugal é 2.º melhor entre europeus na ambição contra alterações climáticas

18/6/2018, 8:32

Portugal está entre os melhores a nível europeu num ranking de ambição contra as alterações climáticas. País tem aspetos negativos, como a possibilidade de exploração de petróleo.

RAJAT GUPTA/EPA

Autor
  • Agência Lusa
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Portugal está em segundo lugar entre os países europeus num ‘ranking’ sobre ambição em metas e medidas para cumprir o Acordo de Paris contra as alterações climáticas, sendo somente ultrapassado pela Suécia, segundo um estudo divulgado esta segunda-feira.

A grande maioria dos Estados-membros da União Europeia (UE) “está a falhar o objetivo” de alcançar as metas do Acordo de Paris e Portugal está entre os poucos países que tem apelado para metas e políticas mais ambiciosas na área da energia e clima, como a redução das emissões de gases com efeito de estufa, conclui o estudo apresentado pela Rede Europeia de Ação Climática (CAN-Europe).

Intitulado “Off target: Ranking of EU countries’ ambition and progress in fighting climate change”, o estudo avalia o papel que os Estados-membros estão a desempenhar na definição de metas e políticas ambiciosas na área da energia e clima e o progresso que estão a fazer na redução das emissões de gases com efeito de estufa e na promoção das energias renováveis e eficiência energética.

O trabalho foi divulgado em Portugal pela Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, que integra a CAN-Europe, e lista nos primeiros lugares a Suécia (77%), Portugal (66%), França (65%), Holanda (58%) e Luxemburgo (56%), considerando que não há qualquer país a preencher os requisitos para ocupar o primeiro lugar.

Temos um segundo lugar que no fundo é um terceiro, na medida em que nenhum país da Europa atinge os 100%, somos o segundo país porque a Suécia nos consegue superar nesta seriação dos 28 países da União Europeia”, disse à agência Lusa o presidente da Zero, Francisco Ferreira.

Para o ambientalista este resultado “muito simpático” para Portugal mostra que o país “tem um caminho que não pode perder em termos de oportunidade” para cumprir o Acordo de Paris.

“Reflete acima de tudo o esforço que Portugal tem vindo a fazer, quer internamente, quer nas negociações à escala europeia e, nesse contexto, tem sido dos países que tem defendido metas mais ambiciosas” para a redução de gases com efeito de estufa, apontou.

Entre os aspetos positivos, que pesaram na classificação, estão questões na área da energia e do clima, “à escala europeia e em termos de defesa de políticas mais ambiciosas” e à escala nacional, com “vários compromissos nomeadamente a retirada do carvão até 2030 e a neutralidade carbónica em 2050”, explicou Francisco Ferreira.

Infelizmente, Portugal tem também aspetos negativos aqui ponderados, nomeadamente a possibilidade de vir a explorar petróleo e gás é, sem dúvida, visto à escala europeia, como um retrocesso potencial e relevante”, realçou, acrescentando que, em relação ao uso do carvão, o Governo fixou a data de 2030 para terminar, mas “era bom que acontecesse antes”.

Para o especialista em alterações climáticas, no trabalho da CAN-Europe “há algumas surpresas”, como a Finlândia, que está em nono lugar, o último lugar da Polónia “acaba por ser inevitável” porque o país continua a apostar muito no uso do carvão e “tem dificultado muitas das negociações à escala europeia”, além do penúltimo lugar para a Irlanda e o sexto para a Dinamarca.

Relatório de conformidade ambiental para projeto mineiro de Moncorvo já foi entregue

18/6/2018, 11:14

O relatório de conformidade ambiental para a exploração das minas de ferro na zona do Carvalhal, em Torre de Moncorvo, foi entregue na Direção-Geral de Energia e Geologia.

PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O relatório de conformidade ambiental para a exploração das minas de ferro na zona do Carvalhal, em Torre de Moncorvo, foi entregue na Direção-Geral de Energia e Geologia, anunciou esta segunda-feira o presidente da Câmara. Nuno Gonçalves acrescentou que o Recape (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução) foi apresentado pela empresa MTI – Ferro de Moncorvo, SA, e reporta-se à área mineira situada nas uniões de freguesias de Felgar/Souto da Velha e Felgueiras/Maçores, bem como nas freguesias de Mós, Carviçais, Larinho, Torre de Moncorvo e Açoreira, no concelho de Torres de Moncorvo, distrito de Bragança.

“O Recape é um documento essencial para se reiniciar a exploração mineira no concelho de Moncorvo. Trata-se de um projeto privado de exploração mineira que tem o seu andamento próprio, mas que se está a cumprir dentro dos prazos que lhe são exigidos pelo Estado português”, explicou à Lusa o autarca social-democrata.

Nuno Gonçalves frisou a Câmara Municipal tem projetos entregues pela MTI para abertura de caminhos e aceiros de acesso aos sítios de exploração mineira, bem como a reabilitação de alguns imóveis de apoio que se encontram no lugar de uma antiga mina, no Carvalhal.

A MTI desenvolveu já trabalhos de prospeção e pesquisa prévios ao abrigo de um contrato de 2008, bem como atividade de exploração experimental no âmbito de outro contrato, este de 2013. Em novembro 2016, altura em que assinado o contrato definitivo relativo a esta concessão, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, realçou “o empenho colocado pelo Governo para agilizar este projeto”, salientando ainda a sua “importância para a região e para o país”.

A empresa concessionária da exploração mineira em Torre de Moncorvo espera investir 114 milhões de euros até 2026 e produzir de seis milhões de toneladas de minério nos primeiros cinco anos de laboração.

Segundo a MTI, numa primeira etapa considera-se a criação de mais de 200 postos de trabalho diretos, a que acrescerão mais de 250 nas etapas seguintes. Estima-se ainda a criação de 800 postos de trabalho indiretos. Para já, ainda não há data concreta, para o arranque da exploração mineira.

Emissões. Diretor executivo da Audi detido no processo da Volkswagen

RTP18 Jun, 2018, 10:34 / atualizado em 18 Jun, 2018, 11:05 | Mundo

Emissões. Diretor executivo da Audi detido no processo da Volkswagen

Rupert Stadler, diretor executivo da Audi, está agora entre os suspeitos de fraude e publicidade enganosa do grupo Volkswagen | Michael Dalder - Reuters

Rupert Stadler, diretor executivo da Audi, foi detido esta segunda-feira no âmbito do processo que investiga a alegada adulteração de dados das emissões poluentes de veículos do grupo alemão Volkswagen. A acusação temia que o gestor pudesse apagar provas.

"Como parte de uma investigação sobre questões relacionadas com diesel e motores do Audi, foi executado um mandado de detenção contra o professor Rupert Stadler", adiantou a Procuradoria de Munique. Este órgão havia alargado, na semana passada, a investigação à marca Audi, incluindo Stadler entre os suspeitos de fraude e publicidade enganosa no grupo Volkswagen.O caso está relacionado com o escândalo de emissões poluentes no grupo Volkswagen, conhecido como diselgate.

“Confirmamos que o senhor Stadler foi detido esta manhã. O interrogatório para determinar se vai continuar detido está a decorrer”, afirmou, por sua vez, um porta-voz da Volkswagen, empresa-mãe da Audi.
O procurador de Munique revelou que Rupert Stadler foi detido devido ao risco de eliminação de provas.
A polícia alemã realizou buscas na casa de Stadler e de um ex-diretor de desenvolvimento de motores da Audi. A sede da empresa também tinha sido alvo de buscas em março de 2017 e fevereiro de 2018.
Rupert Stadler é responsabilizado por não ter mandado travar a venda de carros equipados com software que manipulava as medições de gases poluentes, levando a apresentar valores mais baixos do que os reais.
Stadler é suspeito de ter participado na fraude com emissões de carros a gasóleo do grupo Volkswagen, que vendeu veículos adulterados na Europa e nos Estados Unidos. Vinte pessoas estão a ser investigadas no âmbito deste caso.

A Volkswagen tinha assumido a culpa no processo dieselgate nos Estados Unidos, com dois responsáveis do grupo a cumprirem pena de prisão.
Segundo a Reuters, a Audi terá vendido cerca de 220 mil carros a diesel equipados com software que manipulava a medição dos níveis de emissão de gases poluentes.

PS perde 15% dos votos desde há um ano e está mais longe da maioria absoluta

Manuel Rifer e Revista de Imprensa JE

09:11

Intenções de voto no PS estão a cair há quatro meses consecutivos, deixando o partido do governo mais longe de uma possível maioria absoluta nas eleições legislativas, revela uma sondagem publicada esta segunda-feira pelos jornais “Correio da Manhã” e “Jornal de Negócios”.

Rafael Marchante/Reuters

As intenções de voto no PS estão a cair há quatro meses consecutivos, deixando o partido do governo mais longe de uma possível maioria absoluta nas eleições legislativas, revela uma sondagem publicada esta segunda-feira pelos jornais “Correio da Manhã” e “Jornal de Negócios”. No período de um ano, a intenção de voto no PS registou uma erosão de 15%, passando de 43 pessoas em cada 100, para 37.

A sondagem, feita pela Aximage, mostra que a percentagem de inquiridos que afirma preferir o PS caiu 0,7 pontos percentuais, em junho face a maio, para 37%. Comparativamente com junho de 2017, a quebra é de 6,7 pontos percentuais.

Ao contrário, a preferência pelo PSD subiu 0,2 pontos percentuais, em junho face a maio, para 27,8%. Face a janeiro, primeiro mês com Rui Rio na liderança dos sociais-democratas, a subida é de 1,6 pontos percentuais.

O BE contabiliza uma subida de 0,3 pontos percentuais, em junho face a maio, para 10,3%, sendo o partido que mais sobe. A CDU 0,5 pontos percentuais, para 7,2%, enquanto o CDS baixa 0,4 pontos percentuais, para 6,3%.

Costa cai, mas é líder

Na avaliação – de zero a 20 – feita aos líderes políticos, o primeiro-ministro, António Costa, regista a melhor classificação, com 12,2 pontos, ainda que regista uma quebra de 0,4 pontos, em junho, face a maio.

A avaliação de Rui Rio subiu 0,1 pontos, para 11,1 pontos, e é o único a registar uma subida.

Todos os restantes líderes dos partidos com assento parlamentar registam quebras de cinco décimas em junho, face a maio: Catarina Martins, do BE, desce para 10,4 pontos; o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, fica nos 9,1; e a presidente do CDS, Assunção Cristas, baixa para 8,3%.