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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Hungria vai punir criminalmente quem ajudar imigrantes ilegais

Rodolfo Alexandre Reis

10:41

Projeto-lei “Stop Soros” numa alusão ao magnata húngaro-americano George Soros, tem como alvo as Organizações Não Governamentais e resultará em pena de prisão a qualquer pessoa que ajude imigrantes ilegais.

A Hungria vai condenar a penas de prisão quem ajude imigrantes ilegais. De acordo com a “Al Jazeera” o parlamento húngaro vota esta quarta-feira um conjunto de diretrizes do projeto-lei “Stop Soros”, numa alusão ao multimilionário húngaro-americano George Soros, que visa sobretudo as Organizações Não Governamentais (ONG’s), ou qualquer outra pessoa que preste auxílio aos imigrantes.

A aprovação destas leis foi uma das promessas da campanha eleitoral do primeiro-ministro Viktor Orban e será aprovada já que o Fidesz, partido de Orban, que está no poder desde 2010, venceu as eleições de abril com 49% dos votos, garantindo a maioria absoluta com 134 dos 199 lugares no parlamento.

Estas medidas já foram condenadas de forma veemente pelas Nações Unidas, membros do Parlamento Europeu, bem como grupos dos direitos humanos que aguardam também pela análise dos especialistas em direito constitucional e humano da Comissão de Veneza sobre este projeto-lei, o que deverá acontecer na próxima sexta-feira.

Esta votação foi confirmada pelo ministro das relações exteriores Peter Szijjarto, que numa entrevista realizada na terça-feira afirmou que “o nosso grupo parlamentar votará a favor da proposta”. No passado mês de maio foi divulgada a última versão deste projeto-lei que indica que o governo tem o direito de prender, ou expulsar as ONG’s que apoiem a imigração, já que são vistas como um risco para a segurança nacional.

Na terça-feira o ministério das finanças húngaro anunciou uma proposta para um aumento de taxa de impostos em 25% para as ONG’s que prestem assistência aos imigrantes ilegais. Em declarações à “Al Jazeera”, Charlie Yaxley, porta-voz da Comissão das Nações Unidas para Refugiados referiu que “estamos seriamente preocupados se estas propostas forem aprovadas. A sua implementação poderá privar os refugiados e requerentes de asilo de ajuda e serviços vitais. Também acreditamos que tenha um impacto negativo no discurso público já inflamado e no aumento das atitudes xenófobas”.

“Imagens profundamente chocantes”. May critica política migratória norte-americana

Jornal Económico com Lusa

15:53

"As imagens de crianças detidas no que parece serem jaulas são profundamente chocantes. É um erro, não estamos de acordo com isso, não é a abordagem britânica", declarou a líder conservadora no parlamento.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou hoje que as imagens de crianças separadas dos seus pais, imigrantes ilegais, devido à politica migratória norte-americana são “profundamente chocantes”.

“As imagens de crianças detidas no que parece serem jaulas são profundamente chocantes. É um erro, não estamos de acordo com isso, não é a abordagem britânica”, declarou a líder conservadora no parlamento.

“Quando não estamos de acordo com o Estados Unidos dizemos-lhes”, salientou, indicando que esta questão deve ser abordada quando receber o Presidente norte-americano, Donald Trump, em meados de julho no Reino Unido.

“Existem algumas questões que vou discutir com o Presidente Trump (durante a sua visita), uma série de questões relacionadas com os nossos interesses comuns”, detalhou, referindo nomeadamente “a segurança e a defesa”.

As crianças separadas dos pais, muitos dos quais fugindo à violência na América Central, está a escandalizar os Estados Unidos e provocou uma chuva de críticas contra Trump.

A visita de Trump ao Reino Unido está prevista para o próximo dia 13 de julho.

Um cemitério chamado Vale do Tua

Novo artigo em Aventar


por Autor Convidado

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[Carlos Almendra Barca Dalva]

Não é de hoje ou de ontem. A oferta do vale do Tua à EDP e ao António Mexia não é coisa que se faça de um dia para o outro. Demora seu tempo. Uma década, coisa menos coisa. Pelo meio, houve tempo para encontrar justificações, as vantagens e lugares-prémio para os judas do costume. A seguir, encontrou-se forma de entregar a exploração turística das águas a um empresário amigo, Mário Ferreira que em breve nos brindará com barcos-churrasco redondos e uma espécie de "comboio turístico" a fazer lembrar a Disneyland de Paris ou mesmo a original, na América. Sobre essa peça de mau humor, dediquei a Mário Ferreira duas cartas abertas. Na primeira delas, aqui no Aventar, surge uma fotografia da "locomotiva" (com altifalantes) que o visionário empresário imaginou para o vale do Tua e o que restar de uma via férrea como não há muitas na Europa. Um brinquedo, portanto. No comentário que lhe fez, Mário Ferreira estava obviamente equivocado.
Mas, claro está, porque os tempos são modernos e interactivos, o afogamento de um vale inteiro pela EDP tem que ser celebrado. Há que celebrar o assassinato que acaba de se cometer, como a querer dizer que tudo isto era inevitável, não havia nada que pudéssemos fazer contra este atentado, com esta parede de 90 metros de altura com vista para o vale vinhateiro do Douro, ainda Património da Humanidade.
Matem o Rei! Viva o Rei!
Vai daí, nasceu o "Centro Interpretativo do Vale do Tua" na estação ferroviária homónima que, diz a CP, "é um espaço que desvenda a riqueza natural e histórica de um território". A sério

Número de deslocados à força subiu para 69 milhões. Mais de metade são crianças

De acordo com o relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, em 2017 registou-se uma média diária de mais de 44 mil pessoas deslocadas à força na sequência de conflitos armados, violência ou perseguição.

19 de Junho, 2018 - 16:04h

Estima-se que 85% dos deslocados à força se encontram em países em desenvolvimento, muitos deles “desesperadamente pobres”.

O alto-comissário para os refugiados da ONU, Filippo Grandi, afirmou, em conferência de imprensa, que "este número é o resultado de guerras prolongadas, da falta de solução para as crises que ainda continuam, a da pressão contínua sobre os civis em países com conflitos que os forçam a deixar as suas casas e crises novas ou agravadas como os Rohingya ou na Venezuela".

No relatório “Global Trends — Forced Displacement in 2017(link is external)”, a ACNUR revela que, dos 68,5 milhões de deslocados em 2017, 25,4 milhões são refugiados, 40 milhões são deslocados internos e 3,1 milhões de requerentes de asilo.

No ano passado, cerca de 16,2 milhões de pessoas foram deslocadas pela primeira vez, entre as quais 11,8 milhões de pessoas deslocadas dentro das fronteiras do seu próprio país e 4,4 milhões de novos refugiados e requerentes de asilo. O ACNUR contabilizou uma média de 44.400 novos deslocados todos os dias.

Estima-se que 85% dos deslocados à força se encontram em países em desenvolvimento, muitos deles “desesperadamente pobres”, como é o caso do Bangladesh, que acolheu quase um milhão de refugiados Rohingya depois de no ano passado 655.500 pessoas daquela minoria muçulmana terem fugido do estado birmanês de Rakáin.

Segundo Grandi, 70% dos deslocados forçados são oriundos de apenas 10 países, o que "significa que, se houvesse soluções para os conflitos naquelas nações, o número global poderia começar a cair".

Tal como em anos anteriores, a Síria surge como o país com mais deslocamentos forçados, com 12,6 milhões no final de 2017, dos quais 6,3 milhões eram refugiados, 146.700 requerentes de asilo e 6,2 milhões de pessoas deslocadas internamente.

Segue-se a Colômbia (7,9 milhões), República Democrática do Congo (5,1 milhões), Afeganistão (4,8 milhões), Sudão do Sul (4,4 milhões), Iraque (3,8 milhões), Somália (3,2 milhões), Sudão (2,7 milhões), Iémen (2,1 milhões), Nigéria (2 milhões) e Ucrânia (2 milhões).

Fonte: Esquerda.net

Comunicação social muda em causa própria

Novo artigo em Aventar

por j. manuel cordeiro

Será que a perspectiva (ilusória) de facturar alguma coisa com a proposta taxa sobre os links emudeceu a comunicação social para a mais grave proposta sobre censura na Internet?

Uma pesquisa realizada hoje às 8:00 só mostrou artigos em publicações ligadas à tecnologia e, também, no DN e no Dinheiro Vivo.

Sem surpresa, a SPA apoia a censura. Na verdade, esta associação apoia tudo o que lhe possa trazer proveitos, seja ou não moralmente aceitável.

Agora vou passar pelos sítios liberais do burgo para observar se, finalmente, se insurgiram contra esta obscenidade europeia.

Ler também:

Nova lei dos direitos de autor já está a fazer vítimas.

A Frente Nacional francesa, apoiante da nova directiva de direitos de autor da UE, foi uma das primeiras vítimas dessa mesma lei.

Mas o partido francês não está sozinho, o canal do OpenCourseWare do MIT e da Blender Foundation também foram removidos.

A ironia tem destas coisas. Os fachos franceses sucumbiram às sua própria estupidez, passe o pleonasmo.