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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Conselho de Defesa de Moçambique pede subida de nível de segurança em Cabo Delgado

HÁ 2 MINUTOS

O Conselho Nacional de Defesa e Segurança de Moçambique pediu às forças de defesa a subida dos níveis de segurança em Cabo Delgado, após os ataques a comunidades na província do norte de Moçambique.

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O Conselho Nacional de Defesa e Segurança de Moçambique pediu esta quarta-feira às forças de defesa a subida dos níveis de segurança em Cabo Delgado, após os ataques a comunidades recônditas daquela província do norte de Moçambique.

“O Conselho Nacional de Defesa e Segurança reitera e insta a uma ação enérgica das Forças de Defesa e Segurança (FDS) com vista a elevar o nível de proteção das populações e seus bens contra as barbaridades dos malfeitores”, refere uma nota da Presidência moçambicana distribuída à imprensa.

Só na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, morreram pelo menos 29 habitantes, 11 supostos agressores e dois elementos das forças de segurança, segundo números das autoridades e testemunhos da população recolhidos pela Lusa. A nota refere que o órgão, que esteve reunido esta quarta-feira na sua 12.ª Reunião Ordinária, analisou com profundidade os ataques registados na província de Cabo Delgado, considerando que é urgente que a situação volte à normalidade.

O órgão exorta as FDS a prosseguir com a ação de apoio às populações na reconstituição das suas habitações e ambiente da ordem e segurança públicas”, lê-se na nota, que pede também que as comunidades redobrem a vigilância e denunciem qualquer ação que coloque em causa a segurança nestas regiões.

Na noite de sexta-feira, um grupo armado atacou uma aldeia remota do norte de Moçambique, Maganja, onde matou cinco pessoas e incendiou 120 casas ao mesmo tempo que saqueava a povoação.

Os ataques irromperam numa altura em que estão a avançar as obras para exploração de gás natural em Cabo Delgado, prevendo-se que a produção arranque dentro de quatro a seis anos, no mar e em terra, com o envolvimento de algumas das grandes petrolíferas mundiais.

Políticos a brincar com a economia…

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por António de Almeida

Primeiro é Donald Trump que ameaça desatar a taxar tudo e mais alguma coisa que venda nos EUA, sob o pretexto de proteger empregos americanos, para agradar a algum eleitorado nos chamados swing states. Canadá, U.E. e China, cada um à sua maneira, respondem. Protecionismo provoca aumento de impostos sobre produtos, que as empresas repassam sempre para o preço. Depois admiram-se com a deslocalização da produção, faz muito bem a mítica Harley-Davidson e muitas outras, colocarem o negócio tão longe quanto possível dos políticos e da política…

TAMBÉM QUERO UMA BUSCAZINHA

  por estatuadesal

(In Blog O Jumento, 27/06/2018)

tutti1

(Ver notícia aqui).

(Estes tipos da PJ são uns bacanos a dar o nome às operações. Devem ter lá um publicitário falhado que se encarrega das nomeações. Esta do "tutti frutti" não lembraria ao careca. Ao que parece, não se investigam peras, laranjas ou bananas, não, é a fruta toda. Presumo, contudo, que não seja "fruta" à moda do Porto como no caso do Apito Dourado... 

Comentário da Estátua, 27/06/2018)


Eu sei que neste palheiro só há palha, que até já andaram aqui à porta mas não chegaram a entrar, mas começa a ser tempo de virem aqui fazer uma busca, nem que seja só uma buscazinha. É que português que se preze tem de ter no seu currículo uma busca, de preferência conduzida por magistrados do MP e com direito à CMTV à porta de casa. Mas se o MP anda muito ocupado com coisas mais importantes, como as diatribes dos mariolas de Alcochete, então que mande cá o pessoal da PJ, até podem vir os do Porto, para o caso de o pessoal de Lisboa estar a ver o jogo na Fan Zone do terreiro do paço. EM último caso, que mandem um qualquer órgão de polícia criminal, nem que seja o pessoal da guarda da venatória que tem os cavalos em Monsanto. Mas, porra, mandem fazer uma buscazinha para que conste no currículo.

Imaginem o que é ir aos EUA e enfrentar o serviço de estrangeiros do Trump com tamanha falha na base de dados, como é que vamos convencer o xerife de serviço de que somos portugueses importantes e não consta qualquer busca a casa. Um dia destes na minha rua sou o único que não foi alvo de uma tão ilustre visita. Se for em agosto, já com o bronze da Praia dos Três Pauzinhos o mais certo é ficar logo preso por suspeita de terrorismo ou de ser um mexicano a querer emigrar.

O Vieira é alvo de buscas quase todas as semanas, o Bruno de Carvalho até foi para casa esperar a ilustre visita, o Pinto da Costa tem sempre fruta no frigorífico a contar com as visitas, hoje foram as juntas de freguesia de Lisboa, há uns tempos foi o Mário Centeno, não há ninguém neste país que apareça na capa da Gente que não tenha tido a ilustre visita. As buscas já não são uma mera rotina policial, são um direito inalienável do cidadãos e morrer sem ter merecido uma busca é como morrer sem a extrema unção ou, no caso de ser muçulmano, sem ter ido a Meca.

Nós e os refugiados

por estatuadesal

(Marco Capitão Ferreira, in Expresso Diário, 27/06/2018)

capitaoferreira

E o que é que isto tem a ver com Economia, Finanças ou outras das coisas que nos ocupam? Muito, meus amigos. Muito.

Não é que faltem melhores razões, desde logo as humanitárias, as de respeito pela vida humana, as de verdadeira construção de uma sociedade plural. Mas também sobram destas, daqui das mais próximas às matérias económicas.

Ainda há uns dias o INE publicou informação atualizada:

  • Continuamos a perder população. Em 2016 o crescimento efetivo foi negativo de 0,18% mantendo-se a tendência de decréscimo populacional ainda que atenuado face aos últimos anos.
  • O envelhecimento demográfico em Portugal continua a acentuar-se: face a 2016, a população com menos de 15 anos diminuiu, sendo apenas 13,8%, e a população com idade igual ou superior a 65 anos aumentou para mais de 2,2 milhões de pessoas (21,5% da população total) e, dentro destes, quase 300.000 com mais de 85 anos.
  • No futuro, projeta o INE, Portugal perderá população até 2080, passando dos atuais 10,3 milhões para 7,7 milhões de residentes, ficando abaixo dos 10 milhões “já” em 2033. O número de jovens diminuirá de 1,4 para 0,9 milhões e o número de idosos passará de 2,2 para 2,8 milhões. Quem cuidará deles? Não sabemos.

Como não nascem crianças o que atenua o decréscimo é o saldo migratório, e no ano passado ele finalmente inverteu-se, findo que está o ciclo de sangria súbita de jovens a que assistimos nos anos da troika (um crime para o desenvolvimento da Economia no curto prazo, mas especialmente no longo prazo), como ilustra este gráfico, do mesmo documento:

Sem nascimentos suficientes (temos 1,37 filhos por casal, pouco mais de metade do que seria necessário apenas para manter a população) e com uma população que vive cada vez mais, e ainda bem, com a esperança média de vida a superar os 80 anos em Portugal já é anacrónico falarmos de pirâmide demográfica.

Com cada vez mais idosos e menos jovens, não há nenhuma pirâmide. Há um vago e difuso quadrilátero esquinado. Os dados não enganam:

Face a isto tudo, e no que respeita a acolher quem nos procure, a nossa resposta não pode ser só um generoso: sim. Tem de ser um sonoro: obrigado. A não ser que algum de vocês me saiba explicar como se salva a segurança social, se garante a capacidade de a economia produzir riqueza, de haver impostos que financiem o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública, entre tantas outras politicas públicas.

Um País que perde população é como um corpo que perde músculo. Tudo o que nos ajude a não ir por aí é bem-vindo. E, por uma vez, o que faz sentido económico também é a coisa certa a fazer. Não sei se sabemos lidar com isso.

Haverá limites para Marcelo?

Pedro Ivo Carvalho

Hoje às 01:00

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Pode uma imagem definir um homem? E pode uma imagem definir um político? E se esse político for uma projeção constante de imagens, de milhares de fotogramas difusos, em distintos contextos, sem critério de importância, quantidade inesgotável e qualidade ocasional? Até onde vai, ou pode ir, o ascendente mediático de Marcelo Rebelo de Sousa? Haverá limites para a sua ubiquidade? E, acima de tudo, quererá o presidente da República impor travões a si próprio, quando essa convergência com o quotidiano lhe tem granjeado tantos lucros? Como se define, hoje, este homem multiplicado? Já nos habituámos a tudo em Marcelo. Quando ele desmaiou, há dias, num pico de calor, sentimos um aperto no peito como se tivesse sido com um tio ou um primo. Alguém que está ao nosso redor todos os dias. A normalização da sua comparência ajuda a tolerar até as excentricidades. Mesmo quando o presidente da República de Portugal se transforma num comentador dos jogos da seleção no Mundial de futebol. Em direto nas televisões. Meia dúzia de minutos depois da partida terminar. Marcelo alimenta-se dos momentos de união nacional com o mesmo talento com que o faz nas tragédias coletivas. É a bandeira à janela da nação efusiva e o antidepressivo que ameniza os ciclos negros. Os portugueses elegeram um homem que se transformou numa entidade. Mas esse homem-entidade que, há uns meses, numa madrugada fria, se sentou no chão com um sem-abrigo - no que resultou, porventura, na mais poderosa imagem do alcance social da Presidência - não pode querer ser sempre um cidadão comum. Porque não é. A humanização cunhada no cargo é uma virtude que decorre da sua natureza. Só que o exagero que se tornou vulgar elimina as distâncias necessárias. Marcelo precisa todos os dias de Portugal. Não é líquido que Portugal precise todos os dias de Marcelo.

* SUBDIRETOR

Fonte: JN