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sábado, 30 de junho de 2018

Qualidade Governativa

Estátua de Sal

por estatuadesal

(Dieter Dellinger, 29/06/2018)

merkelx

Olhando bem para os governos dos 28 países da União Europeia estou convencido que o Governo Português deve ser o melhor de todos ou estará entre os primeiros.

O Senhor Macron é uma porcaria gémea da Frau Merkel. A Alemanha ainda não tem um Serviço Nacional de Saúde, tem apenas Caixas Locais de Doença e uma confusão entre hospitais. Na Hungria, Polónia, Eslováquia e outros temos governos fascizantes que limitam as liberdades e até acabaram com a comunicação social livre.

Os belgas não conseguem entender-se entre flamengos e francófonos. A Áustria já meteu um nazi na chefia, a Itália tem vergonha do líder Matteo Salvini, um fascista total, pelo que arranjou um descolorido Primeiro Ministro que não manda nada, mas faz de conta. A senhora do Reino Unido anda a querer gerir um Brexit arrependido e a ver se consegue sair apenas nominalmente e tem as suas estruturas sociais em degradação profunda.

A Suécia perde as suas melhores empresas e está com a Finlândia num processo de acelerada desindustrialização que vai levar a uma queda do nível de vida. A Roménia, dizem todos os romenos com que falei, tem uma desgraça corrupta de governo.A Bulgária parece que é ainda pior. A Holanda com o Luxemburgo têm como política económica essencial roubar os impostos que deviam ser cobrados por Portugal, Grécia e outros países, cujas empresas instalaram falsas sedes nesses países.

Enfim quem é melhor que o António Costa, o Mário Centeno e até Marcelo Rebelo de Sousa no âmbito das suas atribuições de monarca eleito. Qual o país pequeno que tem tantas figuras em destaque mundial por 10 milhões de habitantes?

As diferenças entre os países da Europa resultam muito mais do passado do que dos governos agora em exercício.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Dinheiro desviado em Ovar. Tema aquece reunião na câmara de Salvador Malheiro, vice de Rio

29/6/2018, 18:44122

O vice-presidente da autarquia não gostou da intervenção de um deputado municipal. "Devia mandá-lo à merda", disse ao presidente de Ovar e vice de Rio. Auditoria confirma desvio de 75 mil euros.

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O presidente da Câmara Municipal de Ovar foi questionado sobre um caso de desvio de fundos da autarquia, que está a ser investigado pelo Ministério Público — e que, sabe o Observador, uma auditoria interna da câmara está prestes a confirmar ter acontecido entre 2014 e 2017. Na última reunião da Assembleia Municipal, esta quarta-feira, o deputado municipal Fernando Camelo de Almeida (CDS) quis saber se Salvador Malheiro, vice-presidente do PSD, eleito com Rui Rio, mantinha confiança no seu vereador com o pelouro das Finanças, mesmo não tendo detetado a fuga de verbas dos cofres da câmara. Incomodado com a questão, Domingos Silva desabafou para o presidente: “Devia mandá-lo à merda.”

O auditório da Junta de Freguesia de Válega estava cheio de munícipes. Na mesa, Salvador Malheiro acompanhava, como é habito, as intervenções. Até que a interpelação do deputado municipal centrista fez aquecer os ânimos. “É inadmissível a forma como o executivo tem conduzido todo este processo, alheando-se por completo das suas responsabilidades”, disse Fernando Camelo de Almeida, apontando críticas à incapacidade do vereador Domingos Silva para detetar a situação, que só seria descoberta por uma auditoria da Inspeção Geral das Finanças, no ano passado.

As suspeitas recaem sobre uma funcionária da autarquia, um caso que o Observador divulgou no início de março. Com mais de 20 anos de ligação à Câmara de Ovar, a mulher alegadamente registava notas de crédito a empreiteiros com negócios no município, mas esses valores nunca chegavam a ser pagos e a entrar nos cofres da câmara.

Essa prática, que se deverá ter prolongado, pelo menos, durante quatro anos, resultou num rombo de 75 mil euros no orçamento municipal. O valor, sabe o Observador, será confirmado em breve no âmbito de uma auditoria que o presidente da Câmara Municipal mandou instaurar e que estará a ser concluída, depois ter sido pedida uma prorrogação do prazo inicial. “Tudo indica que haverá matéria de facto”, diz fonte da autarquia.

Ao mesmo tempo que foi ordenada a auditoria, também foi instaurado um inquérito interno para apurar eventuais responsabilidades da funcionária, que foi transferida para outro serviço depois de um breve período de afastamento de funções por alegadas razões pessoais. Esse inquérito levou à instauração de um processo disciplinar que ainda não teve consequências, apesar de a auditoria estar praticamente concluída.

Ofensas em “mais de 80%” das reuniões

O desvio de verbas da autarquia era o ponto da intervenção que o deputado municipal dirigia a Salvador Malheiro, na reunião de quarta-feira à noite, quando os ânimos se exaltaram. “Se há um desvio de dezenas de milhares de euros, durante algum tempo, e só é detetado por uma entidade externa ou porque houve uma denúncia anónima, algo vai mal” nos mecanismos de controlo das finanças da Câmara de Ovar, disse Fernando Camelo de Almeida.

Nada nos garante que não possam surgir mais casos semelhantes”, defendeu o centrista. Depois, instigou Salvador Malheiro a esclarecer se mantinha a “confiança política” no seu número dois no executivo.

Salvador Malheiro ainda não tinha começado a responder ao deputado municipal quando Domingos Silva lançou para o autarca, que estava à sua esquerda, um “devia mandá-lo à merda”. Incomodado com a intervenção de Fernando Camelo de Almeida, o vice-presidente ainda defendeu que não recebia lições de moral do centrista. O deputado municipal ainda pediu a “defesa da honra”, mas o caso ficaria sanado com um pedido de desculpas do autarca ao deputado municipal, ao presidente da Assembleia Municipal e ao “povo” que assistia à reunião.

Domingos Silva reconhece ter usado “linguagem menos própria” num “momento infeliz” daquela noite e justifica-se com o “calor das discussões” que, por vezes, dão lugar a àpartes. “Mas nunca no sentido de ofensa, até na Assembleia da República isto acontece”, recorda o vice-presidente da autarquia, que não vê razões para colocar o lugar à disposição de Salvador Malheiro.

Não há qualquer perda de confiança, isto não tem a dimensão que as redes sociais começaram a querer fazer”, considera Domingos Silva.

“Não devia ter acontecido, mas de imediato, quando foi dado palavra à câmara, pedi ao presidente para justificar e pedi desculpa”, assinala o vice-presidente da autarquia. Ainda assim, este não foi um caso isolado. Diferentes fontes da autarquia referem que, em reuniões anteriores, houve momentos mais quentes entre PSD e PS. “Em 80% das reuniões há situações destas”, assume um elemento do executivo de Ovar.

Domingos Silva recorda, por outro lado, que casos que aconteceram no passado não abalaram outros executivos: “No mandato 2009/2013, na presidência do PS, houve um membro da Assembleia Municipal que proferiu palavras que levaram a que todo o grupo do PSD saísse da sala e, na altura, o PS justificou-se dizendo que não tinha ofendido ninguém”.

Para o deputado municipal visado no aparte, o assunto também está resolvido. “Tendo em conta que o vice-presidente tomou a iniciativa de reconhecer erro, de pedir desculpas, o caso está arrumado”, diz Fernando Camelo de Almeida ao Observador. Para Salvador Malheiro, o momento mais quente do encontro “é um não caso e ficou completamente esclarecido na Assembleia Municipal”.

FOI BONITA A FESTA PÁ

  por estatuadesal

(In Blog O Jumento, 29/06/2018)

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Passou década e meia.

O Durão Barroso ainda era avençado do Ricardo Salgado no BES e hoje é banqueiro na City.

O Ricardo Salgado era rico e DDT, todos se curvavam no seu caminho, designava ministros, convidava professores doutores para os seus jantares, hoje está abandonado.

O Porto ainda era o eterno campeão e agora o Benfica ia chegando ao penta para desgosto de Pinto da Costa.

O António Costa ainda não tinha cabelos brancos e o Marcelo andava tranquilo, porque ainda não havia a mania coletiva das selfies.

O Sócrates ainda era o menino rico da mamã que andava no engate mais o Armando Vara, agora é um solitário que dá graxa aos sapatinhos Prada na esperança de durarem mais um par de meias solas.

O Trump ainda não andava com a Melania e nem sonhava chegar a Presidente e meter o mundo de pernas para o ar.

Desde que o burro nasceu o Bruno de Carvalho teve mais duas mulheres e duas filhas, chegou a presidente do SCP e endoidou.

O Paulo Macedo passou de modesto supranumerário com ambições de chegar longe no BCP, governou pelo PSD e chegou a dono da CGD pelo PS.

Passos Coelho que era afilhado nas empresas de Ângelo Correia chegou a professor catedrático. Em contrapartida Miguel Relvas começou como doutor e acabou sem curso mas com muito dinheiro.

O Iraque existia e deixou de existir, muitos africanos que eram felizes morreram no Mediterrâneo, o Iraque foi destruído, a extrema direita governa vários países da Europa e faz uma mãozinha nos EUA.

A Zezinha tinha pouco mais de 50, era uma jovem ambiciosa na PJ, hoje está com idade para reformar-se mas ainda tem a esperança de chegar a Procuradora-Geral da República, talvez com a ajuda do Ventinhas.

O PR e Marcelo

  por estatuadesal

(Carlos Esperança, 29/06/2018)

DESMAIO

O PR é o cidadão simpático, culto, inteligente e bem preparado para o cargo que exerce. Marcelo é o titular hipercinético, que fez caminho como comentador pago, e se mantém no ramo, de graça.

O PR é um constitucionalista eminente que conhece bem as suas atribuições, mas que se deixa arrastar por Marcelo e invade atribuições alheias, incapaz de se refrear, a caminho de um segundo mandato, se a saúde e o desgaste o permitirem.

DESMAIO1

O desmaio público foi um plágio ou uma infeliz coincidência com o que a aconteceu ao seu antecessor, que acordou ao colo dos militares. A comunicação social não falou mais do assunto, e um país exigente devia pedir explicações. A eventual falta de saúde não é apenas um prejuízo para as televisões, é perigosa para a harmonia institucional que o PR preserva e Marcelo se excita a desafiar. Era tempo de sabermos, através de um boletim médico isento, a causa do aparatoso desfalecimento.

Quem nunca tenha passado os olhos pela Constituição, há de pensar que o PR comanda a política externa, uma reserva exclusiva do Governo, mas o espetáculo público a que Marcelo se presta, sem prejuízo grave para as instituições, serve o narcisismo do PR e agrada aos jornalistas, imprescindível no período em que o País vai a banhos.

O PR está onde deve e Marcelo nos restantes sítios. Marcelo foi à Rússia ver o futebol e comentar jogos e o PR visitou Putin e levou cumprimentos a Trump. Quem se habituou a dez penosos anos de Cavaco, rejubila com Marcelo.

Cavaco deixava que o País fosse enxovalhado, sem inteligência nem cultura para retorquir, Marcelo foi capaz de dizer a Trump, com subtileza, que, tal como Ronaldo, não seria eleito em Portugal. Portugal é diferente e Marcelo não é um empreiteiro.

A devoção pia que devora Marcelo e contamina o PR, não lhe permitiu assistir à criação de 14 cardeais e ir ao beija-mão do papa e de mais um purpurado autóctone. No mesmo dia, o PR falou de igual para igual com o homem mais poderoso e perigoso do mundo e, assim, Marcelo não esfolou os joelhos nem ouviu às 17h 39m (hora portuguesa) de ontem, os sinos do carrilhão da Basílica de Fátima a tocaram para assinalar a elevação do bispo da Diocese de Leiria-Fátima a cardeal.

Certamente que algum assessor lhe guardou uma gravação.

António Vitorino é o novo diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações

29 jun 2018 14:44

MadreMedia

Atualidade

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O candidato português António Vitorino foi eleito diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

António Vitorino é o novo diretor-geral da Organização Internacional para as MigraçõesANDRÉ KOSTERS/LUSA

A Organização Internacional para as Migrações anunciou através do Twitter que António Vitorino, 61 anos, ex-ministro (1995-1997) e ex-comissário europeu (1999-2004), é o novo diretor-geral da organização, tendo sido eleito por aclamação.

O primeiro-ministro, António Costa, já felicitou António Vitorino pela eleição: "Portugal continua a assumir as suas responsabilidades na gestão global das migrações com a eleição de António Vitorino para diretor-geral da OIM (Organização Internacional para as Migrações), que felicito calorosamente", escreveu o líder do executivo português na rede social Twitter.

No mesmo sentido, o Governo português saudou igualmente a eleição de António Vitorino, cuja candidatura considera demonstrar a importância que Portugal atribui à necessidade de encontrar soluções para os problemas migratórios.

“A candidatura de António Vitorino a este importante posto internacional demonstra a muito elevada relevância que Portugal atribui à temática e ao diálogo em matéria de migrações e à premente necessidade de serem encontradas soluções eficazes para os problemas migratórios no quadro internacional”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

Para o MNE, a eleição “traduz o justíssimo reconhecimento do indiscutível mérito e capacidades pessoais deste destacado cidadão e do seu notável percurso profissional, durante o qual estiveram sempre muito presentes os assuntos e processos relacionados com as migrações”, uma referência nomeadamente às funções de comissário da Justiça e Assuntos Internos da União Europeia.

“O Governo Português está plenamente seguro de que António Vitorino é a pessoa certa para conduzir a OIM neste difícil período e que a sua gestão valorizará a promoção da paz e da segurança, a tolerância, o respeito pelos direitos humanos e o desenvolvimento sustentável, que norteiam a política externa portuguesa”, lê-se no comunicado, que sublinha ainda que a organização está num “momento crucial da sua história”.

O candidato português venceu as três primeiras rondas de votação, tendo passado à quarta com a candidata costa-riquenha, Laura Thompson. Na terceira ronda, Ken Isaacs, o controverso candidato escolhido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, foi eliminado, o que acontece pela primeira vez em décadas a um candidato dos EUA. O candidato escolhido por Washington, apesar das suas declarações polémicas sobre os muçulmanos, foi o menos votado dos três candidatos, com 22 votos, pelo que não pôde participar na quarta volta.

Os 169 Estados-membros da Organização Internacional das Migrações (OIM) elegeram hoje o novo diretor-geral do organismo que desde 2016 integra a estrutura multilateral da ONU.

A candidatura de Vitorino à liderança desta organização fundada no início da década de 1950 foi formalizada pelo Governo português em dezembro do ano passado.

A OIM foi integrada na estrutura multilateral da ONU a 25 de julho de 2016. Antes, a organização tinha recebido, em 1992, o estatuto de observador permanente na Assembleia-Geral da ONU e firmado um acordo de cooperação (1996).

A par dos 169 Estados-membros, a OIM conta com oito países que detêm estatuto de observadores.

(Notícia atualizada às 15h20)