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quarta-feira, 4 de julho de 2018

A Sagrada Família enjaulada. É este o novo protesto contra Trump

Virgem Maria, José e menino Jesus em jaula


Em protesto contra a política de tolerância zero do governo norte-americano na questão das migrações, uma igreja em Indianapolis, no estado de Indiana, tem as figuras de Virgem Maria, José e menino Jesus “detidas” numa jaula. O argumento apresentado pela comunidade é de que a sagrada família “era, também, uma família de refugiados”.
A Episcopalian Christ Church Cathedral quis responder à separação de famílias por parte do governo: “Não vamos apoiar o governo, enquanto crianças estiverem a ser levadas dos seus pais e famílias a serem retiradas das suas comunidades e congregações”, pode ler-se no comunicado divulgado no site da igreja.

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CCC Indy@CCCathedralIndy


On our lawn tonight we placed The Holy Family...in #ICE detention. #Immigration
06:13 - 3 de jul de 2018
Segundo o Reverendo Lee Curtis à BBC, “esta era, também, uma família de refugiados que procurava asilo, depois do nascimento de Jesus.”
O reverendo afirma que “todas as famílias são sagradas” e que a igreja está neste momento a rezar “pelas famílias que procuram melhores oportunidades para os seus filhos”.

Racismo e um parque pop

Cimento líquido
Miguel Guedes
Hoje às 00:01
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A história fúnebre da Europa, perto de se repetir aos nossos olhos. No momento em que alguns comemoram o mal menor na Alemanha que permite - fruto do acordo entre a chanceler alemã e o seu ministro do Interior - sustentar Ângela Merkel no poder, Portugal conta a quem passa a ladainha mentirosa de que não é um país racista. Quando muito, diferenciador. Tão diverso como o que se mostrou ser na agressão bárbara a uma jovem colombiana por um fiscal da STCP na noite de S. João no Porto. O estigma reside nessa diferença de pormenor que permite fechar os olhos a três campos de internamento ao ar livre para refugiados, autorizados por Merkel à força de querer evitar uma crise política interna que podia arrastar a Alemanha para onde rasteja parte da Europa. Eis a barbárie da radicalização que se vive pela ascensão ao poder da extrema-direita. Pela fraqueza das soluções de todo o espectro político, a Europa rende-se à réplica dos piores momentos da história do século XX e vamos todos fingindo que é uma atitude isolada de um fiscal numa viagem. Fragilidade, temor e vergonha.
Fechando os olhos, divertimento e rotinas diárias, a vida a correr costumeira. Os emigrantes portugueses em New Jersey passaram boa parte do seu tempo de ócio no "Palace Amusements", parque de diversões com 100 anos de história, onde gerações estacionaram os seus veículos perto do passadiço de Asbury Park, gozando alucinação e delírio com bilhete familiar. Mas a vida de emigração não é igual para todos na relação luso-americana. Três décadas exactas depois do encerramento do parque americano, um Palácio português serve uma só rainha pop, sendo a populaça a que sofre com a portagem. O campo de concentração para veículos de Madonna avança em Lisboa, sito nas traseiras do Palácio Pombal, propriedade da Autarquia lisboeta. Um terreno público em saldo, sim.
Nada disto seria grave se não fosse ultrajante para milhares de pessoas, lisboetas na sua esmagadora maioria, que tentam estacionar na zona de Santos, um inferno bíblico-alfacinha de enormes proporções. Sem auscultar nada nem ninguém, a decisão em velocidade vertigem de Fernando Medina fez contrato no Palácio perto do Palacete onde a artista vive. Não é uma visita, ela vive: Lisboa, a província de Madonna. E há quem, à sombra da árvore do turismo, ache normal que um município escorregue nesta casca de banana. O que agora resta do parque de diversões de Asbury Park é um sombrio museu online. Sem tráfego mas onde ninguém aparca. Só fragilidade.
O autor escreve segundo a antiga ortografia
*Músico e jurista

CIENTISTAS CONSEGUIRAM PÔR SISTEMA IMUNITÁRIO A DEVORAR TUMORES ONCOLÓGICOS

4 jul 2018 14:40

Nuno de Noronha

Atualidade

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Tratamentos que exploram as potencialidades do sistema imunitário para combater o cancro - a chamada imunoterapia - são uma aposta em expansão em todo o mundo. Agora, uma equipa de cientistas dos Estados Unidos desenvolveu uma forma de colocar o organismo a "comer" e a destruir as células cancerígenas. Saiba como.

Cientistas conseguiram pôr sistema imunitário a devorar tumores oncológicosMacrófagos a devorarem bactérias DR

O novo tratamento aumenta a capacidade de ação dos glóbulos brancos, os macrófagos, que o sistema imunitário utiliza para aniquilar invasores indesejados como vírus e bactérias.

Os primeiros testes em ratinhos mostraram que a terapia funciona em tumores agressivos de mama e pele, lê-se no estudo publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering.

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Segundo a BBC, a equipe norte-americana responsável pelo estudo quer iniciar testes em humanos dentro de poucos anos. O facto deste novo mecanismo já possuir licença de utilização - dizem os investigadores -  pode acelerar o processo de aprovação para estudos de fase clínica, fase 2 e fase 3.

Macrófagos destruídores

Sabe-se que os macrófagos ajudam a aniquilar infeções bacterianas e virais porque podem reconhecer e atacar os "corpos invasores". São, porém, incapazes de combater o cancro, uma vez que os tumores crescem a partir de células do ser humano que têm mecanismos inteligentes para se esconderem dos ataques do sistema imunitário.

Agora, a equipa do médico Ashish Kulkarni, da Universidade de Massachusetts e da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, conseguiu inibir uma proteína que impede os macrófagos de destruírem alguns tipos de tumores oncológicos.

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Ou seja, o mecanismo utilizado por Ashish Kulkarni impede as células cancerígenas de se esconderem dos macrófagos. Por outro lado, impede que o tumor anule a ação devoradora dos macrófagos.

Esta técnica desenvolvida por Harvard implica que os macrófagos depositem ainda uma droga nas células cancerígenas, destruindo-as. Em ratinhos, a terapia impediu que melanomas e cancro de mama crescessem e metastizassem.

"Percebemos que, se conseguirmos reeducar os macrófagos e inibir a proteína (...), poderíamos estimular o equilíbrio dos dois tipos de macrófagos [que temos], aumentando a sua proporção dentro do tumor e inibindo o crescimento do mesmo", esclarece o autor principal do estudo numa nota publicada no site da universidade.

A morte do SNS: como desmontar um mito

Durante meses ouviram-se, a partir de casos particulares e concretos, asserções de duvidosa qualidade técnica sobre cativações e como estas estavam a “matar” o Serviço Nacional de Saúde. Enfim. Um colapso eminente do sistema, exatamente o tipo de notícias em que alguns procuram rendimento sob a forma de votos, enquanto promovem objetivamente a venda de seguros privados de saúde.
No caso dos partidos mais à direita, compreende-se. Afinal, por eles o SNS devia ceder lugar à iniciativa privada, e isso dos cuidados de saúde de qualidade passar a depender do poder económico de cada um. À esquerda, esta propaganda objetiva em prol de interesses privados já é um nadinha contranatura.
O que verificamos, lá perdido na página 256 da Conta Geral do Estado para 2017 é que o Orçamento Consolidado do Programa da Saúde no ano de 2017 totalizou 10 334,2 milhões de euros, valor que compara com 9 788,4 milhões em 2016.
No indicador mais apto a demonstrar o que se está a gastar com o funcionamento do sistema (a despesa total consolidada) o valor é de 9.959 milhões em 2017. Vejamos como esse indicador evolui no passado recente, recorrendo sempre ao mesmo mapa da Conta geral do Estado:
Portanto, a despesa em Saúde aumentou. E aumentou umas centenas de milhões de euros nos últimos anos. Podemos sempre ambicionar melhor – devemos sempre ambicionar melhor – mas não vale dizer que estamos a matar o SNS quando não estamos.
Isso pode servir para o jogo partidário, mas interessa pouco ao País.
Mas e então, como estamos de prestação de serviços à população? Bom, a rede de cuidados primários cresceu, e nunca foi tão grande. Devemos ambicionar mais? Com certeza. Mas não quer dizer que não se tenha feito nada. Aliás, nunca tivemos tantas unidades de saúde de proximidade.
E médicos de família? Ainda há pessoas sem médico de família? Há, e são 711 mil. Então é isso, andamos a tirar o médico de família às pessoas? Não, em 2014 o número de pessoas sem médico de família era o dobro, 1 milhão e 478 mil. Cortámos o número para metade. Vamos na direção certa.
E consultas nos hospitais? Aumentaram. E cirurgias programadas? Aumentaram. O que diminuiu? Cirurgias contratadas no privado, urgências e internamentos de longa duração. E ainda bem.
Portanto, é um mar de rosas?
É claro que não.
Há investimentos adiados há anos que não podemos continuar a adiar.
A execução da despesa de investimento em 2017 foi vergonhosamente baixa e o Governo devia pensar no que anda a fazer.
O prazo médio de pagamento a fornecedores aumentou muito ligeiramente, o que nos deve deixar preocupados – e atentos - embora o prazo máximo tenha caído bastante.
E ainda há pessoas que esperam primeiras consultas, cujo desempenho foi inferior ao das consultas em geral, e isso é um aspecto que devemos melhorar.
Mas não vamos matar o SNS à força de falsos alertas de que estamos a matar o SNS. Pode ser?
Fonte: Aventar

O muro da hipocrisia


… O que é incompreensível é que a opinião pública europeia (e aqui as redes sociais reflectiram integralmente a comunicação social profissional) se multiplique em inúmeras declarações sobre o folhetim mexicano e faça um total silêncio sobre o muro pago pelo orçamento europeu e feito pela Turquia.

  1. Do drama à realidade

A notícia merece um diminuto espaço no Diário de Notícias de dia 2 de Julho e, curiosamente, tem como fonte a “Organização Internacional das Migrações” que até à recente eleição de Portugal para a sua direcção geral era relativamente pouco conhecida entre nós: duzentos e quatro emigrantes morreram afogados ao tentar atravessar o Mediterrâneo para a Europa só neste fim-de-semana.

São centenas que se juntam a muitos milhares que soçobraram nesta travessia nas últimas décadas, e que se juntam a um número não contabilizado mas que tudo indica que é superior dos que morrem na travessia do deserto, dos que são mortos em inúmeras fronteiras – como no enorme muro turco junto à fronteira com a Síria financiado pelo orçamento europeu – dos que são presos antes de atravessar ou mesmo dos que são remetidos à escravidão num negócio que se tornou cada vez mais importante em países como a Líbia.

Na verdade o drama não é novo nem se limita às fronteiras marítimas europeias. O fenómeno foi especialmente agudo na segunda guerra mundial e manifesta-se um pouco por todo o mundo, desde as costas da Austrália onde iranianos e outros refugiados são remetidos a campos de concentração em ilhas afastadas, às vagas de fugitivos do Sudeste asiático e aos que fogem sobretudo da América Central para os EUA através do México.

As guerras, por vezes catástrofes naturais, a ditadura e perseguição de opositores ou de etnias e religiões, a miséria e por vezes a simples vontade de ascender a um mundo melhor, levam as populações a fugir.

É claro também que muitas migrações se fazem de forma agressiva e com o espírito de ocupação, como também é verdade que outras se fazem por puro espírito de aventura e de descoberta de novos horizontes.

A realidade é normalmente feita de uma composição de vários destes elementos, não sendo aconselhável metê-los a todos no mesmo caldeirão.

Os portugueses têm sido particularmente activos no domínio migratório, e por motivações diversas, como têm também sido resultado de múltiplas migrações, desde as do tempo da “reconquista” e das cruzadas aos do Império, até mesmo aos da actualidade em que por razões diversas acolhemos significativas comunidades estrangeiras, por exemplo, de ucranianos ou de bengalis.

  1. Como olhar para o fenómeno?

Começando pelo fim, creio que seria dramático que ninguém quisesse imigrar para o nosso país, e o mesmo princípio de resto se aplica – com naturais diferenças – às deslocalizações internas, porque isso quereria dizer que a nossa realidade não despertaria nenhum interesse ao resto da humanidade.

Posto isto, é natural que tão pouco queiramos ser invadidos, ou que se possam vislumbrar limites à capacidade de integração. Sendo certo que estamos perante realidades propícias à cultura de psicoses colectivas, temos de ter em conta que não temos todos de ter a mesma atitude perante o fenómeno, em especial uma atitude dogmaticamente ditada por cartilhas de correcção social,

Para o entender, nem é necessário olharmos para o movimento “populista” que varre o Ocidente, basta vermos o que se diz a propósito de uma pretensa invasão da baixa lisboeta pelos turistas que teriam levado ao êxodo dos alfacinhas, que reflecte a mesma obsessão xenófoba que procura ver noutros as razões dos nossos problemas.

Citando de cor as estatísticas, Lisboa perdeu quase metade dos seus habitantes em menos de cinquenta anos, a partir de meados do século XX. Eu, com os meus 4 a 5 anos, no princípio da década de sessenta, acompanhava semanalmente a minha mãe a uns chás em que ela participava com umas senhoras mais idosas do que ela que viviam na Rua da Conceição. Era assim que eu ia regularmente à baixa lisboeta e ficava horrorizado com aqueles vetustos prédios, vários em ruínas, todos a precisar de remodelação urgente, aquelas lojas que pareciam doutro tempo e as gentes que eram quase todas idosas.

A velha Lisboa desertificou-se por razões que nada têm a ver com o turismo e bem pelo contrário foi o turismo que a fez rejuvenescer.

Posto isto, é claro que as coisas não são sempre iguais independentemente do ponto em que são vistas. Para quem quiser morar em Lisboa, mesmo se é verdade que a baixa da cidade se encontra renovada, é claro que agora se paga muito mais do que se pagava antes. Terminou o regime de condicionamento das rendas, feito pelo salazarismo mas continuado pela democracia, enquanto os poderes públicos não respondem ao incremento da procura com um urgente programa de construção de habitação.

Para a economia nacional, a chegada de imigrantes vindos de ambientes de grande pobreza e dispostos a trabalhar duramente por remunerações que são para nós miseráveis mas para ele muito superiores ao que conheciam, pode ser um grande estímulo, mas é evidente que para um trabalhador indiferenciado, isto se repercute numa ameaça clara aos seus rendimentos.

Quer portanto isto dizer que não é boa política ignorar as razões subjectivas ou objectivas que podem estar por trás da resistência à migração – seja por turistas seja por trabalhadores – e pior ainda é juntar a indiferença à arrogância das lições de moral de quem por uma razão ou outra não é afectado pelos fenómenos sobre os quais prega.

Acima de tudo, e para quem quer que tenha um mínimo de valores humanistas, é absolutamente intolerável que se ergam muros, se dispare, se deixe morrer quem foge da guerra da perseguição e da fome e é fundamental não deixar que este estado de coisas se torne na regra. Pior do que isso, é fazer de conta que o problema não é nosso mas é só dos outros, e é isto que me parece especialmente lamentável no que se passa entre nós.

  1. A projecção no outro

O actual Presidente norte-americano faz parte da mesma onda populista que é hoje claramente maioritária no Leste da EU; que fez o Brexit; que ganhou as eleições italianas e que pode fazer cair o governo alemão a qualquer momento.

Num estilo vernáculo típico do populismo, o presidente norte-americano tem-se esforçado por dar uma imagem de grande dureza em relação à migração, imagem que foi crucial para a sua vitória eleitoral.

Por essa razão, não só não se demarcou, mas chamou mesmo a si os louros de políticas como as da proibição genérica de vistos a naturais de países onde floresce o jihadismo (ou mesmo a quem passe por esses países) ou as da prisão automática de quem tenta passar ilegalmente a fronteira (e com a separação dos progenitores dos menores para estes não ficarem sob prisão) apesar de se tratar de iniciativas do poderoso departamento do interior e segurança que já existiam na administração anterior.

Na verdade, acabou por ter de recuar no seu apoio explícito a essa política, dando uma ordem executiva para acabar com essa separação das crianças dos seus pais pelo facto de mesmo a primeira-dama ter vindo a público condenar essa separação.

O mesmo acontece em relação ao muro com o México, que como qualquer pessoa minimamente informada sabe, existe há já muitos anos em grande parte da fronteira. Donald Trump, em vez de discretamente ter deixado que continuasse a sua construção, como fizeram os seus antecessores, resolveu reclamar a sua construção e pagamento pelos vizinhos mexicanos, e agora pelas autoridades federais supostamente equilibrando as contas com supostos lucros da política comercial proteccionista com o México.

Tudo isto é interessante, sobretudo do ponto de vista da comunicação política, agora o que é incompreensível é que a opinião pública europeia (e aqui as redes sociais reflectiram integralmente a comunicação social profissional) se multiplique em inúmeras declarações sobre o folhetim mexicano e faça um total silêncio sobre o muro pago pelo orçamento europeu e feito pela Turquia.

Enquanto no México há problemas graves mas não há um governo que bombardeie populações civis – incluindo com armas químicas – e os guardas fronteiriços americanos, por piores que sejam, têm instruções estritas de não disparar sobre civis desarmados, é isso o que se passa na Síria e na fronteira desse país com a Turquia.

Com a comédia mexicana, trata-se de utilizar os problemas dos outros para esconder os que se têm; trata-se de pura hipocrisia política; trata-se ainda de pensar que a retórica pode substituir a realidade ultrapassando os problemas, quando a primeira condição para que os problemas possam ser resolvidos é assumir que eles existem.

O resultado da ausência de estratégia política para os nossos vizinhos do Sul, da política de apaziguamento com ditadores sanguinários e com a teocracia iraniana que alimenta as várias guerras civis na região, traduz-se em refugiados que as nossas instituições europeias apenas procuram que se mantenham longe, atrás de muros, gaseados, baleados ou afogados, pouco interessa.

Não haverá solução duradoura para esta crise que salvaguarde os nossos valores humanistas sem fazer frente às limpezas étnicas, sociais ou religiosas e sem investir no desenvolvimento sustentável que mitigue os enormes desequilíbrios humanos que nos rodeiam e, sobretudo, sem acabar com a hipocrisia como guia de acção política.

É isto que temos de entender aqui e agora.