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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Bebé Trump em balão gigante vai levantar voo durante visita do Presidente dos EUA a Londres

HÁ 2 HORAS

Um balão de seis metros de altura com a cara de Trump em versão bebé vai sobrevoar o Parlamento britânico durante a visita do Presidente dos EUA a Londres.

O balão de seis metros de altura irá voar perto do Parlamento

Crowdfunder.co.uk

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A visita do Presidente dos Estados Unidos a Londres, agendada para o próximo dia 13 de julho, vai ter uma ‘surpresa’: um balão gigante de Donald Trump em versão bebé, com um ‘ar’ zangado, de telemóvel na mão e com direito a fralda.

“O Presidente dos Estados Unidos é um balão gigante em formato de bebé porque ele se comporta como um bebé. Basicamente, se acontece alguma coisa de que ele não gosta, a sua reação é atirar os brinquedos para fora do carrinho [de bebé]”, afirmou ao Guardian Nona Hurkmans, porta-voz do grupo responsável pelo balão e que se auto-intitulam “ativistas de arte” antifascistas.

Inicialmente, o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, não era favorável à ideia, mas parece ter sido convencido por uma petição assinada por milhares de pessoas — e que angariou mais de 18 mil euros.

“O presidente da Câmara apoia o direito a um protesto pacífico e compreende que isso pode ser feito de várias formas”, adiantou um porta-voz de Sadiq Khan à Sky News.

O autarca autorizou que o balão de seis metros voe perto do Parlamento britânico entre as 9h30 e as 11h30, ao mesmo tempo que decorre a marcha “Stop Trump”, mas tem de estar preso ao chão e não poderá ultrapassar os 30 metros de altura.

Ainda assim, e apesar da autorização de Khan, a última palavra cabe à Polícia Metropolitana de Londres, que é quem controla o espaço aéreo daquele local no dia 13 e pode à última hora cancelar o voo.

O objetivo dos ativistas com este balão é não só tocar num ponto fraco do presidente norte-americano, mas também marcar uma posição em relação ao próprio governo britânico e mostrar que não “aprovam” as atitudes que têm semelhantes às de Trump.

“Nada afeta Donald Trump, pode tentar-se argumentar com ele, mas ele não reage. A única coisa que odeia mesmo é ser ridicularizado, portanto é isso que estamos a tentar fazer”, disse ainda a ativista Nona Hurkmans, acrescentando que o balão é frágil, “tal como o ego” do presidente norte-americano.

Ministro do Trabalho brasileiro afastado do cargo no âmbito de investigações de fraude

5/7/2018, 13:24

O Ministro do Trabalho brasileiro foi suspenso do cargo pelo Supremo Tribunal Federal durante uma ação realizada em Brasília pela Polícia Federal, que investiga fraudes em registos sindicais.

FERNANDO BIZERRA JR./EPA

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  • Agência Lusa
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O Ministro do Trabalho brasileiro foi esta quinta-feira suspenso do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma ação realizada em Brasília pela Polícia Federal (PF), que investiga fraudes em registos sindicais, divulgou a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias brasileiro G1, além da suspensão do cargo, o ministro Helton Yomura está impedido de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contacto com os demais investigados ou funcionários.

A PF também cumpre esta quinta-feira um mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Nelson Marquezelli.

A ação desta quinta-feira da PF é um desdobramento da operação “Registo Espúrio”, que desmantelou uma suposta organização criminosa integrada por políticos e funcionários públicos que teria cometido fraudes na concessão de registos de sindicatos pelo Ministério do Trabalho. Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília e no Rio de Janeiro.

Além das buscas, autorizadas pelos STF a pedido da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), serão impostas aos investigados providências cautelares para proibir que os políticos frequentem o Ministério do Trabalho e mantenham contacto com os demais investigados ou funcionários.

Segundo a PF, as investigações e o material apreendido nas primeiras fases da operação “Registo Espúrio” indicam a integração de novos atores e apontam que cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas.

Em maio deste ano, a polícia fez buscas nos gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força, Jovair Arantes e Wilson Filho, cujas prisões chegaram a ser pedidas pela PF, mas o juiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, não autorizou.

Segundo as investigações, o “núcleo político” do suposto esquema teria como participantes, além destes deputados, o deputado cassado Roberto Jefferson; o suplente de deputado Ademir Camilo Prates Rodrigues; e os senadores Dalírio Beber e Cidinho Santos, atualmente com o mandato suspenso. A PF também pediu a prisão de Roberto Jefferson, mas Edson Fachin não autorizou. Segundo o juiz, há indícios de que Jefferson sabia do esquema, mas não beneficiou com isso.

Em São Paulo, os agentes da polícia fizeram buscas na Força Sindical e na União Geral dos Trabalhadores (UGT). Outros alvos da operação, para os quais havia mandados de prisão expedidos, são Leonardo José Arantes e Rogério Papalardo Arantes, sobrinhos do deputado Jovair Arantes.

Medina sobre o estacionamento de Madonna: “Não é uma situação de exceção”

5/7/2018, 11:09

Em entrevista à RTP3, Fernando Medina esclareceu a situação do estacionamento de Madonna, alegando que não é uma exceção, e anunciou o alargamento da rede da Carris.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

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Fernando Medina esclareceu, em entrevista à RTP3 durante a noite desta quarta-feira, a situação do estacionamento de Madonna. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa afirmou que a situação da cedência de estacionamento a Madonna não é uma situação “excecional nem única” e garantiu que a cantora não recebeu nenhum tratamento especial.

Se há um terreno livre temporariamente fazemos uma cedência. Não há nenhuma situação de exceção”, afirmou o autarca que recusa as críticas de que a câmara se preocupa mais com os famosos que se mudam para Lisboa do que com os seus cidadãos.

Medina assegurou que os regulamentos da câmara foram aplicados devidamente e convidou os deputados municipais a atualizarem a tabela de preços se considerarem que os valores são baixos. Quando questionado sobre a possibilidade de “qualquer cidadão” pedir um acordo de estacionamento semelhante, Medina afirmou que, caso haja um terreno disponível, a câmara fará a cedência.

O autarca considerou que a situação está “surpreendentemente” a causar “ruído na opinião pública” e que o tema só é notícia porque “se trata de quem trata”. Apesar de não confirmar que o acordo com Madonna envolve 15 veículos, Medina esclareceu que a situação é temporária uma vez que a área em causa pertence ao Palácio de Pombal, local que está a ser negociado para se tornar a nova embaixada da Timor-Leste.

Estacionamento cresceu “mais 50%”

Fernando Medina considerou que um dos grandes problemas de Lisboa é a falta de estacionamento. Assim, desde que assumiu a liderança da câmara em 2015, adotou uma estratégia de criação de áreas de estacionamento.

Segundo o autarca, já foram criados 22 parques de estacionamento, num total de três mil lugares. A autarquia terá ainda criado 2 500 lugares para residentes, o que representa um aumentado de “mais 50%” relativamente aos três anos anteriores.

Transportes públicos são “área essencial de aposta”

Na mesma entrevista, Fernando Medina considerou que a questão do estacionamento resulta “fundamentalmente” dos “maus transportes de acesso à cidade”. Este problema afeta principalmente os residentes da cidade. “Os residentes na cidade de Lisboa são duplamente penalizados, pela dificuldade de estacionamento e pela dificuldade de circulação dentro da cidade”, afirmou.

Para combater este problema, o autarca anunciou que o município vai investir na expansão da rede de transportes públicos da capital. Segundo Medina, a Câmara Municipal de Lisboa está em negociações com Oeiras para alargar a linha do elétrico 15 até à Cruz Quebrada, onde já existiu. O objetivo é expandir posteriormente a rede aos municípios suburbanos da Amadora e Loures, medidas ainda em estudo.

O alargamento vai ser acompanhado pela aquisição de 15 novos elétricos de modelos modernos que vão complementar os 15 atualmente em circulação. Durante a entrevista, Medina divulgou ainda que a frota da Carris vai ser reforçado com mais 200 autocarros a partir de setembro. Segundo a RTP, a câmara de Lisboa vai investir um total de 150 milhões de euros na rede de transportes públicos até 2021. No total, serão adquiridos 430 autocarros e 30 elétricos.

Piada do ano: Cristas apoia os professores

Novo artigo em Aventar


por António Fernando Nabais

Foto: Paulo Cunha/LUSA

Nos últimos tempos, o PSD e o CDS têm mostrado o seu apoio à luta dos professores, o que se compreende: estão na oposição. É conveniente que não nos esqueçamos de que Passos Coelho e companhia, Assunção Cristas incluída, se limitaram a aprofundar o trabalho de demolição iniciado por Sócrates e suas ministras amestradas.

Cristas, pondo a máscara de defensora dos professores, disse que estes têm razão porque o governo prometeu aquilo que não podia cumprir. Na realidade, Cristas está a afirmar que o erro está na promessa de recuperar todo o tempo de serviço. Em última análise, Cristas é contra essa recuperação, até porque isso implica, segundo a centrista, problemas orçamentais.

A verdade, contudo, é que os professores não têm direito à recuperação do tempo de serviço porque isso lhe foi prometido pelo governo. Nada disso: os professores têm direito à recuperação do tempo de serviço e ponto final.

Assunção Cristas e associados não estão e nunca estiveram do lado dos professores, como não estiveram do lado da Educação ou das escolas. Há apoios que se dispensam, até porque sabemos que, à primeira oportunidade, passam a empurrão. Deixe estar, menina, que eu atravesso a estrada sozinho, não se incomode, que me incomoda.

China critica “chantagem” dos EUA na véspera de taxas entrarem em vigor

5/7/2018, 8:39

Donald Trump anunciou taxas alfandegárias de 25% sobre as importações oriundas da China numa retaliação contra o alegado roubo de tecnologia por parte do país asiático.

WU HONG/EPA

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  • Agência Lusa
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A China criticou esta quinta-feira as “ameaças e chantagens” de Washington, na véspera da entrada em vigor nos Estados Unidos de taxas alfandegárias sobre vários produtos chineses, que podem marcar o início de uma guerra comercial.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou taxas alfandegárias de 25% sobre um total de 34.000 milhões de dólares (29 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, a partir de sexta-feira, numa retaliação contra o alegado roubo de tecnologia por parte do país asiático.

Pequim ameaçou retaliar ao aumentar as taxas alfandegárias sobre vários produtos norte-americanos, mas o porta-voz do ministério chinês do Comércio disse que a China vai esperar para ver o que Washington fará. “A China não se curvará perante ameaças e chantagens, nem será abalada na sua determinação em defender o comércio livre global”, afirmou Gao Feng, em conferência de imprensa, ressalvando que “a China nunca disparará o primeiro tiro”. “Mas se os Estados Unidos impuserem taxas, a China será forçada a reagir, na defesa dos interesses fundamentais da nação e do povo”, acrescentou.

Gao Feng lembrou que os impostos afetarão também empresas estrangeiras a operar no país asiático, incluindo norte-americanas. “Cerca de 59% dos produtos sobre os quais serão aplicadas taxas alfandegárias são fabricados por empresas estrangeiras na China, muitas delas norte-americanas”, detalhou. O porta-voz considerou que Washington “está a atacar a cadeia de investimentos em todo o mundo, a abrir fogo contra todos, inclusive si próprio”.

Donald Trump ameaçou ainda subir os impostos sobre 450 mil milhões de dólares (quase 385 mil milhões de euros) de bens chineses, ou 90% das importações norte-americanas oriundas da China. Os investidores temem uma guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta, à medida que Pequim ameaça retaliar.