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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Salvini quer fim das sanções da UE contra a Rússia “até ao final do ano”

HÁ 2 HORAS

Matteo Salvini disse pretender "convencer com boas maneiras e números" os seus parceiros europeus a acabarem com as sanções económicas em vigor desde que a Rússia anexou a Crimeia em 2014.

DANIEL KOPATSCH/EPA

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  • Agência Lusa
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O ministro do Interior italiano e líder da Liga (extrema-direita) afirmou esta segunda-feira querer acabar com o regime de sanções imposto à Rússia “até ao final do ano” e não excluir “qualquer opção” para convencer os outros países europeus.

Matteo Salvini, que falava em Moscovo, disse pretender “convencer com boas maneiras e números” os seus parceiros europeus a acabarem com as sanções económicas em vigor desde que a Rússia anexou a Crimeia em 2014.

O também vice-primeiro-ministro de Itália não quis afirmar que poderá vetar um prolongamento das sanções, mas assegurou “não excluir qualquer opção” para atingir os seus fins. “A Itália é o país europeu que mais sofreu com as sanções contra a Rússia”, adiantou, afirmando querer encontrar novas possibilidades de cooperação económica entre as pequenas e médias empresas dos dois países.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, disse em junho que o seu país era favorável à “revisão” das sanções económicas impostas à Rússia.

Há vários meses que a Itália tenta conseguir da União Europeia se não um levantamento total das sanções pelo menos um aligeiramento. “É absolutamente legítimo que a Rússia se sente na mesa dos grandes”, declarou Salvini sobre a reintegração do país no G7, congratulando-se com a cimeira entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Donald Trump, hoje em Helsínquia.

Matteo Salvini, que esteve na Rússia antes de integrar o governo italiano e que já expressou simpatia pelo país e o seu presidente por diversas vezes, disse que Giuseppe Conte se deslocará ao país “na segunda metade de outubro” para se encontrar com Vladimir Putin.

Marques Mendes. Costa e Santos Silva “pensam o mesmo”

15/7/2018, 21:34

Comentador diz que António Costa e Augusto Santos Silva não estão desalinhados. Até pensam o mesmo sobre novos acordos mas o primeiro-ministro não pode admiti-lo porque tem um Orçamento para aprovar.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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As afirmações de António Costa e Augusto Santos Silva sobre o futuro da atual solução política “são complementares, não são contraditórias”, considera Marques Mendes. O comentador diz que o primeiro-ministro e o seu número dois até pensam o mesmo, mas isso não é “politicamente correto” porque é preciso garantir a estabilidade política.

Marques Mendes defende que não há mesmo nada que separe Costa e o ministro. “Santos Silva disse aquilo que também António Costa pensa, só que não é politicamente correto” afirmá-lo neste momento, porque há um Orçamento do Estado para aprovar até ao final do ano e porque esse é o passaporte que garante que a legislatura chega ao fim.

Não houve, por isso, falta de sintonia no núcleo político do Governo, defende. “O primeiro-ministro estava a falar do presente, Santos Silva estava a falar do futuro”, diz o comentador. Tudo a pensar no próximo — e último — Orçamento da legislatura, um passaporte para 2019, a garantia de que o acordo à esquerda chega ao final da corrida.

Marques Mendes acredita que essa primeira barreira será mesmo superada e que o Orçamento vai ser aprovado. Longa vida à geringonça? Nem por isso. A atual solução política, diz Marques Mendes, tem mesmo os dias contados. “PS, Bloco de Esquerda e PCP [e PEV] podem entender-se em muita coisa, não se entendem em nada de estrutural”, o que significa que “não vamos ter nenhuma geringonça depois de 2019, nem geral nem parcial”, antevê o comentador político.

Ora, é este cenário que cria um problema de governação a médio prazo. É que, sem parceiros à esquerda, ou há maioria absoluta ou há “o pântano”, volta a defender. Esse “pântano”, anunciado há 18 anos por António Guterres, pode voltar em 2019 com um PS em minoria, sem apoio parlamentar à esquerda e (aparentemente) indisponível para fechar acordos alargados à direita.

A última semana política teve dois momentos chave. Um, foi a entrevista de Santos Silva ao jornal Público, em que o ministro repetiu aquilo que já tinha dito ao Observador no congresso do PS. Outra, foi o debate sobre o Estado da Nação. Sobre esse segundo momento, Marques Mendes considera que no debate do Estado da Nação ficou claro que o país “está melhor”, mas também isso é “normal”, diz Marques Mendes. “Já não temos bancarrota, já não temos a troika e temos a economia europeia ajuda”, resume.

Ainda assim, Marques Mendes deixa três notas sobre o momento que o país atravessa. Uma sobre a Economia, onde até “estamos a crescer” mas menos que países como a Irlanda que também passaram por um pesado resgate financeiro. Por isso, “temos de fazer reformas”.

Outra, sobre a Saúde em Portugal. “O nosso SNS todos os anos perde qualidade e os portugueses sentem-no” e a prova está num número: mais de 2,5 milhões de seguros privados de saúde, “e não são milionários”.

Terceira, a sustentabilidade da economia. E, aí, são precisas “políticas estruturais e reformas de fundo” em áreas como a Segurança Social, a Demografia e a Competitividade. “Não chegam as reversões e a distribuição de rendimentos, é preciso ir mais longe”, defende o comentador.

Guerra comercial pode abrandar crescimento mundial para 3,2% em 2020

HÁ 16 MINUTOS

O FMI mantém a previsão de crescimento mundial para este e o próximo ano nos 3,9%, mas alerta que "os riscos de os números se deteriorarem são mais elevados".

JIM LO SCALZO/EPA

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  • Agência Lusa
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O Fundo Monetário Internacional alertou esta segunda-feira que, se a guerra comercial entre os Estados Unidos e os maiores parceiros se concretizar, o crescimento económico mundial pode abrandar 0,5 pontos percentuais em 2020, para 3,2%.

“O risco de escalada nas atuais tensões comerciais, com efeitos adversos na confiança, no preço dos ativos e nos investimentos, é maior risco de curto prazo para o crescimento mundial”, disse o diretor do departamento de pesquisa do FMI, Maury Obstfeld, na apresentação da atualização do relatório sobre as Perspetivas Económicas Mundiais.

Na apresentação do documento, divulgado em Washington, Maury Obstfeld revelou que a projeção atual de 3,7% de crescimento económico mundial em 2020 pode abrandar para 3,2% do PIB, sendo que os Estados Unidos, “sendo o foco de retaliação global, irão encontrar-se numa situação especialmente vulnerável, já que uma percentagem relativamente alta das suas exportações terá tarifas mais altas”.

Na atualização ao relatório de abril, o diretor do departamento de pesquisa do FMI salientou que o Fundo mantém a previsão de crescimento mundial para este e o próximo ano nos 3,9%, mas alerta que “os riscos de os números se deteriorarem são mais elevados, mesmo a curto prazo”, muito por culpa da política comercial norte-americana, apontam.

“Evitar medidas protecionistas e encontrar uma solução de cooperação que promova o crescimento continuado nas trocas de bens e serviços continua a ser essencial para preservar a expansão global”, lê-se no relatório, que acrescenta que “as políticas e as reformas devem ter como objetivo sustentar a atividade, aumentar o crescimento de médio prazo e melhorar a inclusão”.

No entanto, concluem, “com uma reduzida margem e com os riscos a aumentarem, muitos países devem, por isso, construir folgas orçamentais para criarem espaço político para a próxima curva descendente do ciclo e fortalecer a resiliência financeira a um ambiente que pode ser marcado por uma maior volatilidade dos mercados”.

Para a zona euro, o FMI reviu em baixa a previsão de crescimento em 0,2 pontos para este ano e 0,1 pontos para 2019, antecipando agora um crescimento de 2,2% em 2018 e 1,9% no próximo ano.

“As previsões para o crescimento de 2018 foram revistas em baixa para a Alemanha e para a França no seguimento de um abrandamento da atividade económica maior do que o esperado face ao primeiro trimestre, e na Itália os juros da dívida soberana maiores e as condições financeiras mais apertadas no seguimento da incerteza política recente devem ter consequências para a procura interna”, aponta o FMI.

Trump aperta a mão a Putin antecipando “relação extraordinária”

EM ATUALIZAÇÃO

Donald Trump e Vladimir Putin já estão reunidos em Helsínquia. No tradicional aperto de mão antes do encontro, Trump fala do amigo em comum, Xi Jinping, e espera uma "relação extraordinária".

AFP/Getty Images

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Donald Trump e Vladimir Putin já estão reunidos em Helsínquia, na Finlândia, para uma cimeira que foi despromovida a reunião ainda antes de começar. Trump disse a Putin ainda antes do encontro a sós começar que antecipa uma “relação extraordinária” entre os dois países, algo que diz que é uma coisa boa.

Ao seu estilo, o presidente dos Estados Unidos defendeu uma boa relação com a Rússia e falou do amigo em comum que tem com Vladimir Putin, o presidente da China Xi Jinping, no primeiro aperto de mão para as câmaras.

Penso que temos grandes oportunidades como dois países que, francamente, não se têm dado muito bem nos últimos anos. Não estou aqui há muito tempo, está a chegar aos dois anos, mas penso que acabaremos por estabelecer uma relação extraordinária”, disse Donald Trump com Vladimir Putin a seu lado.

A cimeira, que nas palavras do conselheiro para a Segurança Nacional John Bolton é mais um encontro que uma cimeira, irá discutir temas desde o comércio, a operações militares, misseis, armamento nuclear e a China. Estes foram, pelo menos, os temas avançados por Donald Trump.

O encontro entre os dois líderes não teve a preparação habitual que uma reunião deste nível costuma envolver. Por regra, antes de os dois presidentes se encontrarem, as suas equipas de diplomatas e conselheiros mais próximos passam meses a preparar a agenda, os temas que podem chegar a acordo e até um comunicado final, que pode sofrer alterações mediante os resultados dos encontros, mas que por regra não sofrem mudanças de fundo.

No entanto, tal como já tinha acontecido no encontro com Kim Jong-un, Donald Trump voltou a ignorar o protocolo e tem uma reunião a sós com o presidente russo preparado com pouco tempo de antecedência e que contou com pouco mais que uma ida a Moscovo do seu conselheiro para a Segurança Nacional, John Bolton. Depois do encontro a sós, há um almoço de trabalho com as equipas de ambos, tal como aconteceu no encontro em Singapura com o líder da Coreia do Norte.

De fora da lista dos temas que serão abordados parecem estar temas mais polémicos como a investigação que está a ser levada a cabo por Robert Mueller nos Estados Unidos à interferência russa nas eleições norte-americanas, e que ainda na sexta-feira produziu uma acusação a 12 membros dos serviços de informações russos por interferência nas eleições tendo em vista a disrupção do processo eleitoral para semear o caos e a desordem, e beneficiar a campanha de Donald Trump.

Vladimir Putin também falou, mas em russo e com tradução simultânea, mas as suas declarações não foram imediatamente audíveis.

Na tradução oficial divulgada entretanto, Putin terá revelado que tem estado em contacto regular — por telefone — com Donald Trump, mas que chegou a altura de terem “uma conversa de negócios porque há muito a acontecer no mundo de que temos de falar”.

Putin falou primeiro e foi mais poupado nas palavras que Donald Trump. O presidente dos EUA congratulou ainda Vladimir Putin pela organização do Mundial de Futebol que terminou este domingo e pelo desempenho da seleção russa no torneio, que chegou aos quartos-de-final da competição, depois de eliminar a Espanha nos oitavos-de-final.

Deus nos proteja da violência da extrema-esquerda

Novo artigo em Aventar


por João Mendes

Lembram-se daquela vez em que a PJ organizou uma megaoperação e deteve dezenas de motociclistas violentos de extrema-esquerda, acusados de associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e tráfico de droga?

Claro que não lembram, porque isso nunca aconteceu. Porque, neste país, a verdadeira esquerda só é violenta ou potencialmente perigosa nos folhetins de propaganda da direita dita moderada, que volta e meia gosta de romantizar Mários Machados na Fox News cá do sítio.