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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Fundador do BE diz que partido terá de “tirar conclusões” sobre caso Robles

HÁ 45 MINUTOS

Luís Fazenda, um dos quatro fundadores do BE, é a única voz do partido que até agora admite que o caso do vereador Ricardo Robles vai contra os princípios bloquistas: "Não posso dizer outra coisa".

TIAGO PETINGA/LUSA

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A líder do Bloco de Esquerda veio tentar estancar a onda de críticas à ação do vereador do partido na Câmara de Lisboa, mas há na direção do partido quem não alinhe por esta argumentação. O dirigente, membro da Comissão Política do BE, Luís Fazenda considera que a perante a situação de Ricardo Robles “tem de se fazer uma reflexão e tirar conclusões”.

Em declarações ao jornal i (artigo apenas disponível na edição imprensa), Fazenda diz que atividades imobiliárias como as de Robles não são aceites pelo BE no seu programa: “São circunstâncias que, no Bloco de Esquerda, nós condenamos e que levam à gentrificação“. Defende que seja feita “uma reflexão” no partido sobre o caso e, questionado sobre se o negócio que o vereador do BE quer fazer contraria os princípios do partido, admite: “Sim. Não posso dizer outra coisa“.

No sábado, através de um comunicado da Comissão Política do BE, o partido defendeu que a “conduta do vereador Ricardo Robles em nada diminui a sua legitimidade na defesa das políticas públicas que tem proposto e continuará a propor”. Ao jornal i, Luís Fazenda diz que “o Bloco não mudou de ideias” e não fica “diminuído” com este caso, ainda que assuma a situação como “adversa”. Também critica, tal como Catarina Martins, a cobertura jornalística dada à notícia, recorrendo à ironia: “Achei muito interessantes este movimento que se estendeu a todo o país. Consegui perceber que teve mais eco do que asbravatas de Manuel Pinho”.

Portugal é campeão da Europa de Sub-19 ao vencer a Itália por 4-3 em final de loucos

29/7/2018, 20:033.971

A Seleção Nacional bateu a Itália por 4-3 após prolongamento e sagrou-se campeã da Europa de Sub-19. Um bis de Jota e golos de Francisco Trincão e Pedro Correia deram a vitória à formação portuguesa.

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À quarta foi de vez: depois de três finais perdidas, Portugal é campeão da Europa de Sub-19. Os comandados de Hélio Sousa bateram a Itália por 4-3 após prolongamento e conquistaram o título europeu que faltava à Seleção Nacional, num jogo com um final de loucos. João Filipe marcou no primeiro tempo e Francisco Trincão, no segundo, deu uma vantagem de dois golos a Portugal, que seria desfeita por Moise Kean pouco depois. O encontro foi para prolongamento, João Filipe voltou a marcar, mas os italianos conseguiram novo empate, antes de Pedro Correia assinar o quarto golo português e carimbar uma vitória histórica para as cores nacionais.

No final dos 120 minutos houve festa rija no relvado, com os jogadores portugueses a levantar o troféu, prevendo-se também uma receção calorosa à chegada a Portugal, prevista para segunda-feira. Para já, fonte oficial da Presidência da República já adiantou ao Observador que Marcelo Rebelo de Sousa recebe os novos campeões europeus na terça-feira, às 12:30, no Palácio de Belém.

Ainda o jogo não tinha começado, já havia um obstáculo para Hélio Sousa contornar: Miguel Luís, médio do Sporting que tem sido peça importante no meio campo nacional, apresentou queixas no aquecimento e ficou fora do onze, com Nuno Henrique, atleta que atua no Sion, da Suíça, a assumir o seu lugar. Portugal perdeu um criativo, mas ganhou capacidade física e defensiva no miolo e até entrou bem na partida, com João Filipe, logo no primeiro minuto, a atirar cruzado, mas ao lado da baliza, deixando o primeiro aviso português.

O extremo do Benfica, que tem dado nas vistas ao longo da competição, parecia decidido a marcar e, três minutos depois, desviou de cabeça uma cruzamento venenoso para a área italiana, mas Plizzari agarrou sem problemas. Portugal entrava bem no encontro, tinha mais bola e ia somando oportunidades: Nuno Henrique, de cabeça, obrigou o guardião transalpino a aplicar-se, antes de José Gomes, avançado do Benfica, rematar ao lado, com o esférico a ir à malha lateral.

Nas bancadas, o público finlandês apoiava a Seleção Nacional… por enquanto. Como tem sido hábito ao longo da competição, desde que a seleção da casa foi eliminada – exatamente pelas duas formações finalistas – um grupo de adeptos apoia uma das equipas ao longo dos primeiros 45 minutos e, ao intervalo, veste a camisola da outra seleção e canta por ela, como se da formação finlandesa se tratasse. Talvez por isso, ou não, a motivação portuguesa parecia não acabar e, aos 26′, David Carmo, central do Sp. Braga, atirou uma autêntica ‘bomba’ de fora da área, obrigando Plizzari a esticar-se e desviar para canto.

Portugal estava melhor, mas o nulo mantinha-se no marcador. A Itália procurava segurar o ímpeto português e, a espaços, ia forçando a defesa nacional a mostrar concentração e acerto. Durante todo o primeiro tempo, João Virgínia, titular pela primeira vez no lugar do lesionado Diogo Costa, não teve grande trabalho, com os transalpinos a nunca conseguirem criar grande perigo para as redes portuguesas. Em cima do intervalo, a insistência portuguesa foi recompensada: cruzamento de José Gomes, assistência de Francisco Trincão e João Filipe, sem deixar a bola tocar no chão, amortece e remata certeiro para o golo da vantagem nacional no último lance do primeiro tempo. Plizzari até ficou mal na fotografia, mas Portugal justificava o golo e, ao descanso, 1-0 para os comandados de Hélio Sousa.

João Filipe, aos 45 minutos, recebeu no peito e, sem deixar a bola tocar no chão, abriu o marcador para a Seleção Nacional (Créditos: Twitter UEFA)

Na segunda parte, a Itália vinha disposta a contrariar o rumo dos acontecimentos e, logo nos primeiros minutos, o capitão Melegoni disparou forte, mas ao lado da baliza nacional. O lance foi perigoso e a nova claque italiana parecia ter gostado: já todos equipados de azul, os finlandeses aplaudiram, e muito, a tentativa da formação transalpina, que já contava com Moise Kean, avançado da Juventus, em campo. Mas Portugal não se deixou assustar e Francisco Trincão quase ampliou a vantagem: transição rápida conduzida por José Gomes, que serviu o extremo do Sp. Braga para o remate forte mas por cima do jovem minhoto. Um minuto depois, novamente Trincão, com um grande remate de primeira, mas ao lado.

Portugal estava em vantagem, mas nem por isso tirava o pé do acelerador e o segundo golo nacional parecia mais perto do que o primeiro italiano. João Filipe, com mais uma exibição de fazer arregalar a vista, bailava à frente de dois adversários, antes de rematar muito perto do alvo. Pouco depois, o extremo do Benfica recebeu uma bola longa, dominou e atirou para defesa de Plizzari; na recarga, Francisco Trincão foi mais rápido do que os adversários e atirou para o fundo das redes, assinando o 2-0. Foi o quinto golo do extremo do Sp. Braga no Europeu, tornando-se assim o melhor marcador da competição.

Mas a Itália não atirava a toalha ao chão e ainda havia portugueses a festejar na bancada, já Moise Kean atirava cruzado para o 2-1. De rajada, o impensável acontecia: desconcentração da equipa portuguesa, ataque rápido da squadra azzurra e Moise Kean, melhor marcador italiano na prova, a bisar e a estabelecer o empate a dois. A 15 minutos dos 90, tudo empatado e Portugal foi da euforia à desilusão em menos de cinco minutos.

Com dez minutos por jogar, Hélio Sousa ainda não tinha mexido na equipa e o desgaste físico começava a notar-se. Aos 83′, a primeira troca: saída de José Gomes para a entrada de Mésaque Djú, numa alteração entre avançados do Benfica. E o recém entrado quase fez o terceiro golo português com um desvio que saiu perto, mas a igualdade acabaria mesmo por se manter até ao final dos 90 minutos.

O prolongamento trouxe duas equipas muito desgastadas a dar tudo o que tinham para levar o título consigo. Os índices de motivação dos italianos superavam os portugueses, fruto dos dois golos apontados de rajada, e era a formação transalpina quem levava a bola mais perto do seu objetivo. Mas seria Portugal a equipa mais eficaz: João Filipe (quem mais?) à entrada da área a atirar muito forte, com a bola ainda a tocar no poste antes de entrar na baliza italiana. Estava feito o 3-2, o quinto golo de João Filipe, que igualava Trincão no topo da lista de marcadores. Ao intervalo do prolongamento, Portugal estava em vantagem.

A taça, que fugiu a Portugal em três finais, foi finalmente conquistada após vitória sobre a Itália por 4-3 (Créditos: Twitter UEFA)

Mas esta era uma final de loucos: início do segundo tempo e Scamacca a cabecear sozinho na área, a fazer o empate a três golos. Estava estabelecido novo empate, que duraria… dois minutos. Aos 109′, João Filipe lançou Pedro Correia, avançado do Deportivo, que recebeu no interior da área italiana e conseguiu arranjar espaço para virar e atirar a contar para o quarto golo da Seleção Nacional. A dez minutos do fim, Portugal vencia por 4-3, depois de ter perdido duas vantagens ao longo do encontro. Mas, desta feita, os comandados de Hélio Sousa conseguiriam aguentar a vantagem e, após o apito final, foi tempo de fazer uma festa histórica para Portugal.

Depois de três finais perdidas (2003, Itália, 0-2; 2014, Alemanha, 0-1; 2017, Inglaterra, 1-2), Portugal finalmente viu a persistência recompensada. Duas vitórias na fase de grupos (Noruega, 3-1 e Finlândia, 3-0) e uma goleada por 5-0 sobre a Ucrânia colocaram a Seleção Nacional numa final onde os comandados de Hélio Sousa chegaram com apenas uma derrota, frente aos transalpinos, por 3-2. No derradeiro encontro a história foi diferente e a geração que há dois anos foi campeã da Europa de Sub-17 sagrou-se campeã europeia de Sub-19. Foi a primeira geração de qualquer país a conseguir fazê-lo. Talento não falta e os títulos já começam a aparecer. Fica a questão: até onde pode chegar esta geração?

domingo, 29 de julho de 2018

Dono do New York Times alertou Trump para discurso “perigoso e prejudicial”

29/7/2018, 18:04

O patrão do The New York Times afirmou ter alertado o Presidente Donald Trump, num encontro há cerca de 10 dias na Casa Branca, que o seu discurso contra os media é "perigoso e prejudicial".

Arthur Gregg "A.G." Sulzberger é o publisher e presidente do conselho de administração do The New York Times

TODD HEISLER / THE NEW YORK TIMES / HANDOUT/EPA

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  • Agência Lusa
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O patrão do New York Times afirmou este domingo ter alertado o Presidente Donald Trump, num encontro há cerca de 10 dias na Casa Branca, que o seu discurso contra os media é “perigoso e prejudicial”.

“Disse ao Presidente diretamente que considerei que o seu discurso não é apenas um fator de divisão, mas que se está a tornar cada vez mais perigoso”, afirmou A.G. Sulzberger, num comunicado, no qual confirma a reunião que decorreu em 20 de julho, a pedido de Donald Trump, na Casa Branca.

“Implorei-lhe que reconsiderasse os seus vastos ataques ao jornalismo, que considero que são perigosos e prejudiciais para o nosso país”, acrescentou.

Governo iraniano diz que EUA são “viciados” em sanções

HÁ 2 HORAS

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohamad Yavad Zarif, afirmou que os Estados Unidos são "viciados" em sanções. Daqui a uma semana entram em vigor novas medidas punitivas contra o país.

EMILIO NARANJO/EPA

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  • Agência Lusa
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“A história das relações exteriores dos Estados Unidos mostra que este país impôs a maioria das sanções contra o maior número de países”, disse Mohamad Yavad Zarif, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, numa reunião com embaixadores e diplomatas iranianos uma semana antes de entrarem em vigor as medidas punitivas de Washington contra Teerão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu em maio passado retirar unilateralmente os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 e voltar a impor sanções a Teerão, que entrarão em vigor nos meses de agosto e novembro.

“Os americanos são viciados em sanções, e o vício impediu-os, mesmo durante o mandato do [ex-Presidente Barack] Obama, de cumprir as suas obrigações”, referiu Zarif, citado pela agência oficial iraniana, IRNA.

Antes da chegada de Trump à presidência da Casa Branca, em janeiro de 2017, as autoridades iranianas criticavam as sanções dos Estados Unidos pois alegavam que dificultavam o desenvolvimento da economia iraniana, sobretudo por causa dos obstáculos criados ao nível das relações bancárias.

O acordo nuclear de 2015, assinado entre o Irão e o chamado Grupo 5 + 1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha), condiciona o programa atómico de Teerão em troca do levantamento das sanções internacionais.

O Irão está atualmente a negociar o pacto com o resto dos signatáriospara garantir que os ganhos resultantes do acordo sejam mantidos apesar da saída dos Estados Unidos, uma vez que as sanções norte-americanas são extraterritoriais e afetam também as empresas e bancos de países de terceiro mundo.

Ainda, sobre esta matéria, o chefe da diplomacia iraniana advertiu para o facto de a Europa “dever decidir se continua a defender os seus próprios interesses ou se prossegue com os interesses dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump”.

Zarif advertiu para o fato de os Estados Unidos estarem atualmente “isolados” e disse que o país precisa usar “pressão política” para impedir que outros países façam negócios com o Irão.

Erro de casting ou decadência das instituições?

  por estatuadesal

(Carlos Esperança, 29/07/2018)

santanay

Santana Lopes foi eleito académico de mérito da Academia Portuguesa da História. Não ficou registado em ata o nome do/a proponente, mas há decerto razões para distinguir o ora académico de mérito da Academia de Ciências de Lisboa, instituição que tem por objeto, entre outras atribuições, “…estimular o estudo da língua e literatura portuguesas e promover o estudo da história portuguesa…”.

O novel académico não tem carreira fulgurante no campo cultural. Quando secretário de Estado da Cultura, de Cavaco Silva, ficou manchado pelo veto do seu subsecretário, Sousa Lara, a ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’, de José Saramago, à candidatura do Prémio Literário Europeu. Não foi também o envio de felicitações a Machado de Assis, falecido em 1908, com votos de sucesso literário pessoal no lançamento da reedição de Dom Casmurro, em Lisboa, para que fora convidado como presidente da Câmara, que lhe ampliou o prestígio cultural.

Apesar do gosto pela música erudita e de «adorar ouvir os violinos de Chopin” [sic],não tinha obra de investigação ou publicações que o recomendassem, mas a cultura não lhe é alheia e a aprovação unânime pelos 14 ‘académicos de número’ presentes, justifica-se:

– O ora académico da prestigiada instituição apoiou a publicação da Obra Completa do Padre António Vieira (2013-2014), com 500 mil euros, montante com que a Santa Casa da Misericórdia participou quando era ele o Provedor;

– Quando presidente da Câmara de Lisboa, cedeu à Academia Portuguesa da História as instalações que ainda hoje ocupa, facto citado pela presidente da Academia Portuguesa da História, Manuela Mendonça, no elogio feito ao novo membro honorário.

Como se vê, a Academia Portuguesa da História estava em dívida para com ele, dívida reparada neste mês de julho e que dá jeito no currículo de qualquer fundador de um novo partido político.

Um honrado professor da Escola Naval, oficial superior da Marinha de Guerra, das suas numerosas condecorações, apenas tinha orgulho na medalha do Instituto de Socorros a Náufragos, resultante de um donativo seu, não da Associação dos Pupilos do Exército, de que era presidente.

Sem retirar mérito académico a Santana Lopes, imagino o Aiatolá Khomeini galardoado pela Confraria do Leitão à Bairrada, o que não surpreenderia depois de Cavaco Silva ter sido agraciado com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade.

Erros de casting.