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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico adverte para “enorme erro” de Brexit sem acordo

HÁ 2 HORAS

Jeremy Hunt advertiu em Viena que o tempo para um acordo sobre o 'Brexit' está a esgotar-se e pediu uma "solução pragmática" que evite as "graves consequências" de uma saída sem acordo.

CLEMENS BILAN/EPA

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  • Agência Lusa
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O chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt, advertiu esta quarta-feira em Viena que o tempo para um acordo sobre o ‘Brexit’ está a esgotar-se e pediu uma “solução pragmática” que evite as “graves consequências” de uma saída sem acordo. “Estamos muito preocupados porque, tal como as coisas estão, caminhamos para um não-acordo por acidente”, disse Hunt à imprensa em Viena, que preside à União Europeia neste semestre, após um encontro com a homóloga austríaca, Karin Kneissl.

“Há um risco real de um divórcio complicado, o que seria um enorme erro geoestratégico”, prosseguiu Hunt, apelando à amizade, laços históricos e valores partilhados entre o Reino Unido e os parceiros europeus para alcançar uma solução. “Não façamos deste um daqueles momentos da histórica da Europa apontados como um enorme erro e de que se fale 20 ou 30 anos depois, procuremos uma solução pragmática que nos permita uma amizade especial”.

A ministra dos Negócios Estrangeiros austríaca sublinhou por seu lado que a negociação da saída do Reino Unido da UE é da competência exclusiva da Comissão Europeia, numa aparente alusão a declarações de Hunt apelando à Alemanha e França que propiciem um “acordo sensato”. Kneissl sublinhou também que, independente de algumas diferenças entre os países da UE em assuntos específicos, a posição comum sobre o ‘Brexit’ é sólida.

O Reino Unido deve sair da UE a 29 de março de 2019 e um acordo deveria estar pronto até ao outono, mas divergências persistentes põem essa data em dúvida. Jeremy Hunt disse esta quarta-feira em Viena que “o tempo é muito, muito curto” e que um adiamento da data limite é “altamente improvável”.

Ex-diretor de campanha de Trump acusado de orquestrar conspiração multimilionária

HÁ 2 HORAS

Os procuradores públicos acusaram na terça-feira o ex-diretor de campanha de Donald Trump de ter orquestrado uma conspiração milionária para contornar leis tributárias e bancárias dos EUA.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

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  • Agência Lusa
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Os procuradores públicos acusaram na terça-feira o ex-diretor de campanha do atual Presidente norte-americano de ter orquestrado uma conspiração milionária para contornar leis tributárias e bancárias dos Estados Unidos. A acusação alegou que Paul Manafort, detido há quase dois meses, canalizou mais de 60 milhões de dólares (51 milhões de euros) em receitas da sua consultoria política na Ucrânia para contas ‘offshore’ e procurou fugir ao pagamento de impostos sobre uma parte “significativa” dos rendimentos.

Manafort criou empréstimos falsos, falsificou documentos e mentiu ao contabilista de forma a esconder o dinheiro que recebera de oligarcas ucranianos através de uma série de transferências de empresas e de empréstimos bancários obtidos de forma fraudulenta nos EUA, acusaram os procuradores. O procurador Uzo Asonye disse ao júri, durante a declaração de abertura, que Paul Manafort se considerava acima da lei, tendo canalizado dezenas de milhões de euros para contas ‘offshore’.

Essa “receita secreta” foi usada para pagar uma vida luxuosa e despesas pessoais, como um relógio de 21 mil dólares (18 mil euros), um casaco de 15 mil dólares (13 mil euros) e mais de seis milhões de dólares (5,1 milhões de euros) em imóveis pagos em dinheiro, disse Asonye.

“Um homem neste tribunal acreditava que a lei não se aplicava a ele, nem a lei tributária, nem a lei bancária”, argumentou, na apresentação das provas reunidas pela equipa do procurador especial Robert Mueller para o julgamento de Manafort, acusado de fraude e evasão fiscal. O julgamento de Manafort é o primeiro que resulta investigação de Mueller sobre potenciais laços entre a campanha presidencial de Donald Trump e a Rússia.

Contudo, no início do julgamento os procuradores não mencionaram o trabalho de Manafort para a campanha de Trump nem mencionaram a investigação mais ampla de Mueller sobre a suposta interferência russa nas eleições norte-americanas. Mueller não esteve presente no tribunal. Manafort, o único acusado por Mueller, que optou por ser julgado em vez de cooperar com a investigação, foi descrito pelo advogado de defesa como um consultor político internacional de enorme sucesso, que deixou os detalhes das suas finanças a terceiros.

A defesa alegou que o ex-diretor de campanha do atual Presidente dos Estados Unidos tinha uma equipa de especialistas em finanças para acompanhar os milhões de dólares que recebia pelo trabalho político na Ucrânia e para garantir que esse dinheiro fosse devidamente reportado às autoridades.

O advogado de defesa Tomas Zehnle disse que o cliente confiava especialmente no sócio Rick Gates, que se declarou culpado na investigação de Mueller e agora assume o estatuto de principal testemunha da acusação. Mas essa confiança foi um erro, prosseguiu Zehnle, na declaração de abertura, procurando minar a credibilidade de Gates, um antigo assessor de campanha de Trump que passou vários anos a trabalhar para Paul Manafort na Ucrânia.

Zehnle avisou os jurados de que não se podia confiar em Gates e era o tipo de testemunha que diria tudo o que pudesse para se salvar de uma longa sentença de prisão e de uma séria penalização financeira. “O dinheiro estava a entrar muito rapidamente. Era muito e Paul Manafort acreditou que Rick Gates estava a acompanhar isso”, acrescentou Zehnle, sublinhando que era para isso que “Rick Gates estava a ser pago”. O julgamento, que será decidido por um júri de seis homens e seis mulheres, deve durar várias semanas.

Jornalistas russos assassinados na República Centro Africana quando investigavam mercenários

HÁ 7 MINUTOS

Três jornalistas russos foram assassinados na República Centro-Africana no início da semana. Estavam a gravar um documentário sobre uma empresa militar privada da Rússia.


AFP/Getty Images

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Três jornalistas russos foram assassinados na República Centro-Africana no início da semana. Orhan Dzhemal, Aleksander Rastorguyev e Kirill Radchenko estavam a gravar um documentário intitulado “Mercenários Russos”, sobre uma empresa militar privada da Rússia.

De acordo com as autoridades da República Centro Africana os jornalistas foram raptados por um grupo de 10 homens armados na cidade de Sibut, a 200 quilómetros da capital do país, Bangui.

De acordo com o jornal russo Meduza, o motorista que estava com os jornalistas sobreviveu e deu o seu testemunho às autoridades locais. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zajarova, assegurou que a embaixada também entrou em contacto com as autoridades.

Orhan Dzhemal era um conhecido correspondente de guerra, que já tinha sido ferido enquanto fazia reportagem na Síria, tendo também estado no conflito na Ucrânia e na guerra da Geórgia em 2008. Já Aleksander Rastorguyev recebeu vários prémios pelos seus documentários.

PSD recebeu 14 vezes mais donativos num ano

PSD recebeu 14 vezes mais donativos num ano

1/8/2018, 9:24

Num total de 1,2 milhões de euros em donativos recebidos pelos cinco partidos mais votados, o PSD foi o que mais recebeu no último ano. Um valor que tende a aumentar em anos eleitorais.

ANTONIO COTRIM/LUSA

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Os cinco partidos mais votados nas últimas legislativas receberam um total de 1,2 milhoes de euros em donativos. De acordo com os dados recolhidos pelo Jornal de Negócios, o PSD foi o que recolheu o maior montante: 881 mil euros em 2017, multiplicando assim 14 vezes o valor recebido no ano anterior, que foi de 61 mil euros. Já  PS recebeu 206 mil euros no último ano.

Os donativos — que só podem ser feitos por singulares e cujo registo histórico prova aumentarem ligeiramente em ano eleitoral — são uma das fontes de financiamento partidário. Na consulta feita às contas de 2017 entregues na ECFP, encontram-se as listas de doadores por cada partido. Entre os sociais-democratas, que receberam 394 doações, destacam-se os contributos da ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que entregou 1.250 euros, e do anterior líder parlamentar, Luís Montenegro, que doou 900 euros.

No PS, os donativos têm-se mantido estáveis nos últimos seis anos.  Em 2017, recebeu 206 mil euros num total de 409 doações. Na lista consultada pelo Negócios destacam-se os contributos do eurodeputado Carlos Zorrinho, com 3.340 euros, ou os de Alberto Arons de Carvalho e João Cravinho com 25 euros cada. Surge ainda o nome do ex-secretário de Estado do Turismo de um Governo socialista, Bernardo Trindade, com 500 euros e o presidente do Governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, com 1.800 euros.

No CDS, em 2017, os centristas receberam 131 mil euros. Entre os contribuintes destacam-se os deputados Telmo Correia, com 48 euros, ou Filipe Anacoreta Correia, que entregou 713 euros. Com montantes mais expressivos encontra-se Filipa Champalimaud, neta de António Champalimaud, com cinco mil euros.  O BE registou o maior montante dos últimos seis anos, mas apenas com 7.720 euros. O PCP teve um pico em 2015 com 29 mil euros, mas em 2017 só recebeu 6.680 euros.

Ladrões de Bicicletas


O que temos não é bom, austeridade é outra coisa

Posted: 01 Aug 2018 12:00 AM PDT

Não há dinheiro para as necessidades do Serviço Nacional de Saúde. Não há dinheiro para reequipar os transportes públicos. Não há dinheiro para recuperar o tempo de carreira dos professores. Não há dinheiro para reduzir os impostos sobre os combustíveis. É hoje claro que Portugal nunca saiu da austeridade, não é? Não, não é.
(O resto do meu artigo no DN de ontem pode ser lido aqui.)

No horizonte

Posted: 31 Jul 2018 06:57 AM PDT

Através de Carlos Cipriano, um jornalista especializado que nos lembra para que servem os jornais, ficamos sempre com uma ideia do que se passa na ferrovia: “Aluguer e compra de comboios rápidos foram proibidas por Pedro Marques. No horizonte pode estar a privatização do serviço de longo curso.”
De facto, “a liberalização [imposta pela UE] do serviço ferroviário de passageiros terá aberto o mercado português às empresas estrangeiras, nomeadamente, à Renfe, mas também à DB (através da Arriva), à SNCF e até a operadores portugueses de que a Barraqueiro (que já é um grupo rodoviário, ferroviário e de transporte aéreo) é um exemplo.”
Confirma-se que, no fim da história, a privatização continua a ser o horizonte intransponível da política. Confirma-se que, no fim da história, se depender também deste governo, fica pouco mais do que aquilo que for interessante para a lógica predadora do capital multinacional.
Neste contexto, vale a pena atentar na declaração de Rui Braga sobre o sector ferroviário. A sistematização, feita neste caso pelos comunistas portugueses, dos passos que têm de ser dados para reconstruir os caminhos-de-ferro de Portugal indica-nos ao mesmo tempo a extensão do dano infligido, o esvaziamento deste velho Estado, confirmando que o neoliberalismo é toda uma engenharia política, tão multi-sectorial quanto multi-escalar.
Por sua vez, a política alternativa concreta para um sector de provisão concreto tem de ser parte de um projecto de reinício de uma história para, e por, um país concreto.