Cada vez menos coisas me impedem de cair em mim…
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Posted: 27 Aug 2018 09:06 AM PDT
Journée de la « colère » dans les camps rohingya pour commémorer le «génocide».
A tristeza e a revolta que isto tudo me dá! Num dos mais belos países em que já estive, ainda por cima, e quando tanto era esperado da «Senhora», como carinhosamente chamavam a Aung San Suu Kyi.
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Respostas imaginárias, manobras eleitorais para parolos
Posted: 27 Aug 2018 05:57 AM PDT
Neste caso, à ideia peregirna, à qual voltarei, de reduzir IRS e outras tonterias a emigrantes que regressem à pátria.
De uma amiga, com dois filhos emigrados:
«Não lhe perguntei nada mas, virtualmente, o meu filho manda dizer que agradece, mas não vai regressar a Portugal para beneficiar do desconto no IRS. Para ganhar o que ganha lá fora, teria provavelmente de se inscrever nalguma jota ou ser primo de um político bem colocado, o que realmente não é o caso. Além disso, sente-se realizado, "faz bem ao mundo", e adora conhecer novos povos e culturas.
Já a minha filha não manda dizer nada porque vive no estrangeiro há 15 anos e, nem faz tensões de regressar, nem está dentro das condições.»
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Posted: 27 Aug 2018 03:21 AM PDT
«No país mais rico do mundo, há dezenas de milhões de pessoas que não têm acesso a cuidados de saúde. Essas pessoas têm a liberdade de escolher qual o hospital que não vão conseguir pagar. No mesmo país, famílias remediadas arruínam-se em batalhas ganhas ou perdidas contra a doença de um familiar. Essas famílias têm a liberdade de escolher entre a casa ou a saúde de um dos seus.
É esta a realidade por detrás da liberdade de escolha. Os Estados Unidos da América, o país em que as ideias da direita sobre a saúde foram mais longe é o país que gasta mais em saúde. Quando comparados com outras nações ricas, os EUA gastam mais 25% per capita em paridades de poder de compra do que a Suíça e quase o dobro da Alemanha. E esta diferença tem aumentado desde os anos 80. Um sistema que gerou a maior e mais lucrativa indústria de saúde do mundo.
Qual o resultado deste investimento massivo? Um estudo recente da Organização Mundial de Saúde dá a resposta: com base num painel de indicadores de saúde, os Estados Unidos eram classificados como o 37º sistema de saúde do mundo, a seguir à Costa Rica. Portugal era o 12º. Não admira que a indústria da saúde norte-americana gaste uma fortuna em lobbying, “investigação” paga a peso de ouro ou no suborno mais ou menos descarado.
Cada um, cada família, faz as escolhas individuais que o seu rendimento permite, escolhas frequentemente trágicas. Escolhas necessárias porque uma outra escolha colectiva continua por fazer: a escolha de uma comunidade por serviço nacional de saúde que proteja a todos, orientado por prioridades de saúde pública e não pelo lucro.
Foi essa a escolha que fizeram muitos países europeus no pós-guerra. Foi essa a nossa escolha, ou melhor, a escolha da esmagadora maioria e de toda a esquerda portuguesa. Nunca foi a escolha da direita e não passa um governo, um mandato, uma liderança, em que não sejamos recordados desse facto.
O PSD apresentou a sua proposta de reformulação do SNS. Na prática, trata-se de uma extinção. A proposta é simples: o Estado deve pagar a provisão de serviços privados de saúde. Um negócio feito à medida da nossa elite económica. O privado gasta, assegura a sua margem, o Estado paga. Risco privado? Nenhum. Controlo público? Também nenhum. Os privados concentram-se nos serviços rentáveis, o Estado fica com os outros. Não é muito diferente do que o CDS anda a propor para a ferrovia. Só que aqui o negócio é a vida das pessoas.
Resta saber qual será a resposta da maioria. O grupo de trabalho do governo começou da pior maneira com a nomeação de Maria de Belém, consultora do Grupo Privado Luz Saúde. Continuou com o apelo do Ministro da Saúde ao PSD: “O país ganharia muito com um acordo que fosse alargado”.
Talvez o maior activo político da história do Partido Socialista seja a criação do SNS. Em 1979, o PS não teve problemas em avançar com essa proposta, mesmo sem direita, alargando o consenso à esquerda e, sobretudo, à esmagadora maioria das pessoas que continuam a ver o SNS como uma das mais belas e importantes construções da nossa democracia. Conseguiremos fazê-lo outra vez?»
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Posted: 26 Aug 2018 02:37 PM PDT
Quando o comentador ao serviço da Nação, Marques Mendes de seu nome, dá os parabéns à SIC pela aquisição de Cristina Ferreira, considerando-a a notícia da semana pelo seu enorme impacto, e felicita a própria pelo apreço que lhe merece a sua enorme subida a pulso, percebes que é preferível não escreveres mais nada hoje.


Observador