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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Bono, um holofote pela Europa

Opinião

Manuel Molinos

Hoje às 00:04

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  • Não queremos a Europa de Viktor Orban, que construiu uma barreira de arame farpado ao longo da fronteira da Hungria com a Sérvia e a Croácia para impedir a entrada de imigrantes. Também não queremos a Europa de Matteo Salvini, o vice-primeiro-ministro italiano que se tornou o "herói" do governante húngaro, ao defender fronteiras contra a imigração. Nem queremos que a Europa seja um palco de ódio e de caçadas coletivas de estrangeiros, como aconteceu no leste da Alemanha.

    É esta Europa que rejeitamos. Nós e Bono, o vocalista dos U2, que aproveitou o início da nova digressão da banda irlandesa para sair em defesa de uma Europa "com sentimento". Num texto escrito para um jornal alemão, Bono expõe a sua nova causa e elogia a abertura de Angela Merkel ao acolhimento de imigrantes. E promete no concerto desta noite, em Berlim, agitar uma bandeira da UE "grande, brilhante e azul" para colocarmos "os corações nesta luta".

    Bono sempre nos habituou às suas batalhas religiosas e sociopolíticas. De Sunday Bloody Sunday, tema sobre o massacre de 14 manifestantes católicos, até à medalha que recebeu por chamar a atenção para a pobreza em África, tem aproveitado bem a fama para ser o holofote de problemas mundiais.

    Mas será que este novo ativismo é genuíno ou é fruto de marketing? Pouco importa. A luta contra os nacionalistas e extremistas merece sempre ser aplaudida de pé. E Bono não ocupa o espaço mediático apenas nas grandes catástrofes, onde outros vendem a sua hipócrita solidariedade. Escolheu apoiar a Europa e segurar uma bandeira que não é sentida por ninguém. Mas agitá-la no palco dos U2 pode ajudar a abrir a caixa de Pandora desta Europa fragilizada. Até pode nunca ganhar o Nobel da Paz (já esteve indicado em 2003), pode até ter uma agência de comunicação a fazer bem o seu trabalho, mas seguramente que os U2 continuam a fazer a diferença e a mostrar que a música não é, nem nunca foi, apenas música. A música pode mudar o Mundo. Neste caso tenta mudar a Europa.

    * SUBDIRETOR

    Aliança ‘made in Santa(na) Casa’

    José Filipe Pinto, Professor Catedrático

    00:13

    A afirmação do Aliança exige ir além de um partido fulanizado ou identificado pela figura do fundador. Restam duas dúvidas: o metal tem qualidade? O ego santanista aceita?

    A escolha do nome foi tarefa árdua. Depois de anos a equacionar a possibilidade de recorrer à sigla PSL, um acrónimo decorrente do nome do criador – Pedro Santana Lopes –, a opção recaiu numa reminiscência do tempo do PPD/PSD: a Aliança Democrática.

    Uma materialização do delfinato sá-carneirista. Condição de que Santana Lopes nunca abdicou.

    Um partido que, por outro lado, não esconde a influência dos mandatos de Santana Lopes como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Na hora de fazer prova de vida, depois da tentativa frustrada de tomar conta do PSD, Santana fez questão de capitalizar o ativo decorrente do mais recente cargo ocupado.

    Por isso, o Aliança se assume como um partido personalista. Uma clara alusão à doutrina social da Igreja cujo primeiro princípio estipula que cada homem é pessoa.

    Numa fase em que ainda não é possível tecer comentários sobre a qualidade do metal de que é feita a Aliança, importa perceber se a nova proposta dispõe de espaço de afirmação. Um espaço que, a existir, terá de ser encontrado no centro-direita. Na verdade, um partido que se assume como personalista, liberalista e europeísta não pode sonhar com os votos do lado esquerdo, onde persiste uma visão monopolista do Estado.

    Ora, no que concerne ao centro-direita, o espaço atualmente ocupado pelo CDS-PP, pelo PSD e por uma franja do PS, todas as dissidências – e foram numerosas – tiveram vida curta. Surgiram, sobretudo, quando as lideranças se mostraram fracas e incapazes de assegurar a unidade. Desapareceram quando se percebeu que as suas propostas pouco – ou nada – acrescentavam.

    Eram perfeitamente compatíveis com o modelo vigente e deveriam ter sido apresentadas nesse âmbito. Não representavam alternativas. Eram fruto de maus relacionamentos e de ambições pessoais.

    Um historial que não torna a vida fácil a Santana. É verdade que, do outro lado do espectro, uma amálgama de formações construiu o Bloco de Esquerda. Só que o sucesso do BE tem muito a ver com a aposta em temas fraturantes – uma espécie de representante de minorias – e com o mediatismo que lhe tem sido concedido pela comunicação social. Tempo de antena que ultrapassa largamente o peso eleitoral do partido populista autoritário. Assunto a exigir reflexão.

    Voltando às hipóteses de afirmação do Aliança, é provável que Santana também procure apostar no mediatismo decorrente de uma presença quase constante nos mais de quarenta anos de vida política. Só que, como se viu no caso Berlusconi, os eleitores estão noutra onda. Privilegiam a novidade. Aceitam a inexperiência.

    Por isso, os partidos recorrem às novas tecnologias. E a novos rostos. O sucesso do En Marche de Macron ou do Ciudadanos não representa o triunfo de propostas pragmaticamente estruturadas ou de novas ideologias. Mais do que saber o que querem, os eleitores mostram saber aquilo que não querem.

    A afirmação do Aliança exige ir além de um partido fulanizado ou identificado pela figura do fundador. Restam duas dúvidas: o metal tem qualidade? O ego santanista aceita?

    A vitória do Benfica, a decadência do futebol português e o pesadelo do populismo

      por estatuadesal

    (Miguel Cadete, in Expresso Diário, 30/09/2018)

    cadete

    O Benfica venceu ontem, em Salónica, o PAOK e garantiu o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Uma façanha que, afinal, repetiu nas últimas nove épocas o que só foi alcançado por mais três clubes: Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique.

    Talvez mais importante do que isso, nunca um único jogo disputado por uma equipa portuguesa fez entrar tanto dinheiro nos seus cofres: a chegada à fase de grupos tem um prémio de 42,9 milhões de euros, mercê das novas regras da UEFA, que a partir desta temporada “oferece” 2,7 milhões por cada vitória. O FC Porto, que entrou diretamente para essa mesma fase de grupos por ser campeão e sem necessitar de jogar playoffs, também já angariou mais de 40 milhões.

    Ambos conhecem hoje os seus adversários, durante um sorteio que se realizará a partir das 17 horas e que vai ditar o regresso das maiores equipas da Europa aos estádios portugueses. O alinhamento das equipas por potes pode, naquele que seria o cenário mais extremado, fazer com que ou o Benfica ou o FC Porto, ficassem no mesmo grupo de Real Madrid, Liverpool e Inter de Milão. Um fartote para os adeptos que gostam de bom futebol ou que têm afición pelos clubes com mais e maior história.

    Esta conquista do futebol português esconde, no entanto, a lenta mas continuada deterioração da participação das equipas portuguesas nas competições da UEFA. Longe vai o tempo em que Portugal estava em sexto lugar no ranking de clubes e dois clubes eram apurados automaticamente para a Liga dos Campeões. As equipas da Rússia ocupam agora essa posição e desde 2012/2013 têm conseguido sempre uma melhor prestação que as portuguesas. Nos últimos anos, Bélgica e Ucrânia têm-se aproximado perigosamente de Portugal o que dá uma boa ideia da cada vez menor relevância das equipas portuguesas nos torneios por clubes da UEFA. Lembre-se que na época passada, o Benfica não somou qualquer ponto nos seis jogos que disputou na fase de grupos da Liga dos Campeões.

    Se a prestação desportiva tem sido de menor qualidade, também não se prevê que este ano o mercado de transferências – que fecha sexta-feira – chegue aos níveis de aquecimento registados em 2017 quando Portugal foi dos países que mais valor arrecadou pela venda de jogadores para o estrangeiro. Sem grandes vendas nem grandes compras, prevê-se também a deterioração da qualidade desportiva e financeira dos clubes portugueses, não se augurando que a formação seja capaz de marcar a diferença.

    A par desta deterioração financeira e desportiva dos clubes portugueses revela-se a cada vez maior audiência de programas de TV dedicados ao futebol, de que o Expresso já dava conta em 2015. As plataformas digitais não impediram um fenómenos que faz com que os sites dos jornais desportivos se encontrem entre os que têm mais visitas entre todos os títulos de imprensa. A importância que os portugueses dão ao futebol também pode ser aferida pela pay TV ou por novos serviços de streaming como o da Eleven que recentemente chegaram ao mercado, “e que não fará baixar os preços da Sport TV”. Afinal, os jogos de futebol, dos clubes e da Seleção, ocupam a esmagadora maioria dos lugares da tabela dos dez programas de TV mais vistos. Todos os anos.

    Não espanta, por isso, que o fenómeno do populismo não tenha chegado a Portugal através de algum político que faça parte de um pequeno (ou grande) partido mais ou menos folclórico. O maior caso de populismo português surgiu num clube de futebol e dá pelo nome de Bruno de Carvalho.

    Quando falta pouco mais de uma semana para as eleições em que vai ser conhecido o novo presidente do Sporting, vale a pena perceber que Bruno de Carvalho só não se mantém na liderança por não ter conquistado qualquer título importante ao longo de cinco anos. A sua remoção não sucede por ter usado estatutos clandestinos, por não se ter demarcado das agressões em Alcochete ou pela forma como destruiu valor.

    Por isso é importante ler os textos de Rui Santos e a entrevista a Vasco Pulido Valente na próxima Revista do Expresso onde está desenhado com perfeição o retrato de um líder populista, à semelhança de Hitler, Mussolini ou Perón a quem não restava outra saída senão destruir o Sporting. Ou como os sete candidatos à presidência do Sporting estão a prazo e o ex-presidente só pode ter de esperar pelo insucesso desportivo para regressar.

    Em simultâneo, prossegue o caso da e-toupeira, em que a SAD do Benfica é arguida num processo em que se investiga a presença de informadores nos órgãos de justiça portuguesa. O futebol pode tudo contra a democracia porque uma vitória é mais importante que o mais.

    quinta-feira, 30 de agosto de 2018

    O direito à greve

    Pedro Condês Tomaz, Advogado Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados

    08:25

    A greve não é um direito ilimitado dos trabalhadores, devendo ser disciplinado de forma a que só possa ser exercido quando não colida desmesuradamente com outros direitos conflituantes.

    A greve é o conflito laboral colectivo por excelência, mas é também, dada a sua natureza abertamente conflitual, o de mais difícil enquadramento jurídico. É, por via da sua irrenunciabilidade, considerada um direito fundamental de todos os trabalhadores, acabando por constituir o mais importante meio de acção directa ao dispor dos trabalhadores. É um direito dos trabalhadores, e apenas dos trabalhadores.

    Esta é considerada um instrumento extremamente eficaz de autotutela de interesses laborais dos trabalhadores, utilizado com o intuito de tornar eficazes as pretensões dos trabalhadores, imprimindo força e eficácia à actividade sindical, na medida em que, além de promover a melhoria da situação dos trabalhadores, visa também defender esses mesmos de qualquer violação aos seus direitos e garantias operada pela entidade patronal.

    Desde logo, cumpre esclarecer que o legislador não contemplou uma definição de “greve”, persistindo um “silêncio legal” justificado pelo facto de não se procurar restringir o exercício do direito à greve através da demarcação do rol de condutas colectivas merecedoras de tal qualificação, sob pena da sua própria compressão.

    Na globalidade, a nossa doutrina define-a como “a abstenção colectiva e concertada da prestação de trabalho por um conjunto de trabalhadores com vista à satisfação de objectivos comuns”. Apesar de não ser alvo de uma definição legal, o conceito de greve é um conceito jurídico flexível. Ainda assim, não é um conceito aberto, no sentido de que nele caiba uma gama ilimitada e indiferenciada de comportamentos conflituais colectivos dos trabalhadores.

    Torna-se necessário clarificar que a greve não é um direito ilimitado dos trabalhadores, devendo este mesmo direito ser disciplinado, de forma a que só possa ser exercido quando não colida desmesuradamente com outros direitos conflituantes. Por esta razão, em caso de conflito, deverá atender-se às regras naturais do abuso de direito e de boa-fé na ponderação da licitude, ou ilicitude, de um dado movimento grevista, nunca esquecendo que mesmo durante a sua pendência todas as partes da relação laboral deverão agir respeitando os ditames de boa-fé.

    Daqui subjaz que não deverá ser promovida uma necessária diferenciação entre modalidades do exercício do direito à greve, uma vez que não poderemos apelidar de greve aquilo que efectivamente não possa ser visto como tal. A distinção prática obtém os seus alicerces nos comportamentos adoptados e nos interesses e objectivos prosseguidos com o seu exercício.

    Tipicamente, a greve implica apenas a abstenção da prestação de trabalho. Todavia, são cada vez mais frequentes actuações grevistas onde não ocorre uma efectiva ou total abstenção da prestação de trabalho, mas apenas uma perturbação na sua realização, ou uma própria abstenção acompanhada por outros comportamentos destinados a prejudicar deliberadamente o empregador. Em confronto com este modo de exercício, impõem-se aferir se esta tipologia de actuações grevistas é liminarmente ilícita ou se algum exercício atípico do direito à greve poderá, extraordinariamente, ser considerado lícito.

    Naturalmente que tal merecerá um juízo casuístico de avaliação, devendo a ilicitude das greves ser ponderada com base em determinados critérios/fundamentos. Tais como: se a greve prossegue fins ilícitos (p.e. se foi desencadeada com o intuito deliberado de enfraquecer economicamente a empresa); se é uma greve que desrespeita as normas legais que disciplinam o exercício deste direito; se é uma greve que, pelo seu exercício, viola princípios jurídicos fundamentais como o da proporcionalidade, adequação e a supra mencionada boa-fé, sustentando-se tal ponderação na origem de prejuízos exorbitantes ao empregador; se implica um deficiente cumprimento da actividade laboral, contrariando a abstenção da prestação efectiva de trabalho; e/ou, naturalmente, se é uma greve não motivada por questões laborais.

    Deste modo, a aferição da licitude ou ilicitude de uma greve deverá ser realizada atendendo à situação concreta e tomando em conta os comportamentos adoptados em cada movimento grevista, bem como os interesses e objectivos que determinam esse exercício do direito à greve. De salientar que, “a ausência de trabalhador por motivo de adesão a greve declarada ou executada de forma contrária à lei considera-se falta injustificada”. Se assim não fosse, e tal como é a intenção no recurso a greves atípicas, o trabalhador “manipularia os deveres contratuais”, mantendo uma prestação de trabalho que lhe possibilitasse auferir a sua retribuição, enquanto simultaneamente não cumpria todos os deveres laborais a que está adstrito.

    Em jeito de conclusão, refira-se que o modo de exercício do direito à greve encontra-se numa altura de grandes transformações. As organizações sindicais estão cada vez mais “inovadoras”, adoptando novas modalidades de greve susceptíveis de causar um maior prejuízo na esfera das entidades empregadoras sem enveredarem por uma abstenção total da prestação de trabalho.

    Se é verdade que os movimentos grevistas são executados para causar prejuízos nas entidades empregadoras, não menos verdade é que o limbo entre a licitude e ilicitude das greves é, atento as últimas modalidades evidenciadas, cada vez mais estreito. E, por muito que a greve sirva como “reequilibrador” da relação de forças entre trabalhador-empregador, que pende para o segundo atenta a fragilidade e debilidade que assolam individualmente os trabalhadores na relação laboral, a verdade é que não podem os grevistas olvidar a observância pela adequação e proporcionalidade da sua actuação, sob pena de incorrerem numa conduta grevista ilícita com consequências, desde logo, de foro disciplinar.

    O autor escreve de acordo com a antiga ortografia.

    RANKING DA SARJETA

      por estatuadesal

    (Jorge Alves, 30/08/2018)

    OSCAR1

    (Como comentário a um texto recente de Francisco Louçã, A sarjeta, que aqui publicámos, um leitor da Estátua deixou-nos um ranking da comunicação social "sarjeta", que aqui vos trago. Podem discutir-se algumas posições relativas, mas no essencial, subscrevo.

    Estátua de Sal, 30/08/2018)


    1º – Correio da Manhã (FAKE NEWS, perseguição a pessoas, violação de leis)
    2º – CMTV (FAKE-NEWS, perseguição a pessoas, violação de leis)
    3º – Sol (FAKE-NEWS, propaganda direita-radical)
    4º – i (FAKE-NEWS, propaganda direita-radical)
    5º – Redes sociais (ex: Facebook, Twitter) e exércitos de falsos-perfis dissiminadores de FAKE-NEWS e propaganda.
    6º – Sic Notícias (FAKE-NEWS, propaganda direita-radical na manipulação de notícias)
    7º – Expresso (FAKE-NEWS, propaganda direita-radical na manipulação de notícias)
    8º – Sic (FAKE-NEWS, propaganda direita-radical na manipulação de notícias)
    9º – Eco (propaganda direita-radical, na opinião e nas “notícias”)
    10º – Observador (propaganda direita-radical na Opinião, manipulação de notícias)
    11º – Jornal de Notícias (propaganda direita-radical na Opinião, manipulação de notícias)
    12º – Sapo 24 (online que agrega manchetes FAKE-NEWS da maioria desta lista)
    13º – O Jornal Económico (propaganda direita-radical na Opinião, manipulação de notícias, click-bait)
    14º – Público (3 nomes: David Dinis (assessor Durão Barroso), João Miguel Tavares (opinador Trumpista), e Clara Viana (FAKE-NEWS ao serviço do lobby da negociata privada na Educação))
    15º – Rádio Renascença (o catolicismo a fazer de conta que não há estado laico…)
    16º – Jornal de Negócios (propaganda direita-radical na Opinião, click-bait e manipulação de títulos (desmentidos no texto das próprias notícias) em notícias cujo texto só está acessível a quem paga)
    17º – Diário de Notícias / Dinheiro Vivo / TSF (manipulação de títulos, click-baitdescarado)
    18º – TVI 24 (excessivo sensacionalismo, chega a passar semanas sem um único opinador da área do BE, jornalismo de “investigação” que só tido falta de rigor, tem originado sensacionalismo e insinuações falsas (ex: direito de resposta do Instituto do Sangue DESMENTE e DESTRÓI reportagem inteira da TVI 24))
    19º – RTP Notícias (falta de rigor, “manchetes” têm clara tendência política, usa demasiadas vezes como fontes de “notícias” (que costumam acabar corrigidas ou desmentidas com muito menos visibilidade) dos órgãos acima nesta lista. A quantidade de vezes que citam o Observador (e outros) dá nojo, que só pode ser explicado a gente de direita, dando como exemplo um telejornal inteiro a citar o Avante como fonte de “notícias”)
    20º – TVI (o mesmo que TVI 24, mas em dose mais pequena)
    21º – RTP (o mesmo que RTP Notícias, mas em dose mais pequena, antes do “trabalho” feito por Miguel Relvas e Miguel Poiares Maduro, a RTP (e a RTP N) ainda era isenta e séria q.b. para não figurar neste ranking, mesmo apesar da falta de profissionalismo e violações constantes do Código Deontológico levadas a cabo pelo José Rodrigues dos Santos – ao pinóquio crescia o nariz, a este crescem as orelhas… era um defeito de carácter individual, e não um problema generalizado no canal)

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    Suficientemente decentes para estarem fora deste ranking:
    – Lusa (limita-se a ser fonte de notícias para restante comunicação social)
    – Reuters (o mesmo que a Lusa, mas a nível Mundial)
    – Euronews (canal sobre o que se passa na Europa, com isenção que é de admirar, num canal que teoricamente seria “europeísta”)
    – Os Truques da Imprensa (página do Facebook dedicada a desmascarar os falsidades e manipulações dos presentes no ranking)

    NOTA: o meu ranking (subjetivo) só conta a comunicação social difundida direta ou indiretamente em Portugal, excluindo revistas e jornais desportivos.

    NOTA 2: a nível internacional, só como exemplo, a Fox-News seria o top da sarjeta, a Bloomberg estaria lá pelo meio, a CNN perto do fim, e o NYTimes estaria saudavelmente de fora do ranking.