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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Rui Rio, o purificador

Opinião

João Gonçalves

Hoje às 00:01

  • ÚLTIMAS DESTE AUTOR
  • À beira de uma estrada secundária, pelo menos foi o que se viu nas televisões, o dr. Rio juntou umas dezenas de amigos para aproveitar o regresso de férias e falar. Seria em Loulé mas, um dia antes, o "líder" já tinha descido ao Algarve para visitar os destroços de Monchique. Lá, aproveitou para exibir as suas qualidades de chefe da oposição, afirmando precisamente o contrário: ele está aí para ajudar (presumivelmente o dr. Costa) e não para fazer oposição (ao referido Costa, seu amigo). No sábado, no final de uma peleja de futebol intrapartidário em que a equipa dele ficou em último lugar, precisou o seu elaborado raciocínio. Ainda falta um ano para eleições, logo o PSD não vai andar um ano a fazer campanha eleitoral que, na cabeça matematicamente formatada de Rio, equivale a essa actividade inquinada que é fazer oposição. Aliás, nenhum partido, desde o do Governo (e o próprio Governo) até ao CDS, a coisa vista assim da Esquerda para Direita, ninguém anda positivamente em campanha. Rio, pelo menos, não anda e reserva o exercício a outros e às "revistas sociais". Mas regressemos à beira da estrada secundária em Loulé. Rio esteve trinta e três minutos e alguns segundos a perorar. O grosso da discursata destinou-se a intendência partidária, ou seja, a reafirmar o "programa" dele. Não gastar dinheiro. Não ligar ao que outros companheiros dizem a não ser para, a seu tempo, os correr das listas porque, com ele, não há cá "lugarzinhos". E, por detrás dos óculos escuros, brilharam logo os olhinhos da dr.a Marlene Fraga. Não quer nem sequer ouvi-los comentar a vida do partido, uma coisa que ele nunca fez até lhe ter passado pela tola ser candidato frustrado a Belém. Não quer o radicalismo aliado a Costa, quer ir ele para o lugar do radicalismo. Em suma, e salvo uma levíssima acrimónia por causa de Monchique, Rio podia ter assegurado, como nos festivais de música pop, a primeira parte do comício do PS em Caminha. Ele, na verdade, é o purificador da vida política do PSD que, para o efeito, tem ali para mil anos de beatério interno (e externo, se o deixarem) e zero de compromissos com a nação. O país ignora-o, como ele, muito religiosamente, ignora o país. É capaz de estar bem para feitor ou mestre quarteleiro, acolitado por aquelas improváveis figuras da "mesa de honra" de Loulé. Fique, pois, até ao último minuto do seu mandato, entretido nas operações de limpeza e de manutenção do telhado. O amigo Costa agradece.

    O autor escreve sob a antiga ortografia

    *Jurista

    Presidente da China e secretário-geral da ONU unidos contra o protecionismo

    Jornal Económico com Lusa

    08:28

    António Guterres e Xi Jinping participam esta segunda-feira no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC).

    O Presidente chinês, Xi Jinping, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, concordaram que é necessário promover o multilateralismo face a correntes protecionistas que “danificam a ordem internacional”, informou esta segunda-feira a agência noticiosa oficial Xinhua.

    O encontro decorreu no domingo, na véspera do arranque do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que traz a Pequim dezenas de chefes de Estado e do Governo dos países africanos, e deverá anunciar milhares de milhões de dólares em investimento chinês no continente.

    Guterres e Xi participam esta segunda-feira no FOCAC.

    Citado pela Xinhua, Xi Jinping afirmou que a ONU continua a ser a “bandeira do multilateralismo” e que o mundo precisa do organismo “mais do que nunca”.

    “É necessário uma ONU mais forte, face à ascensão do unilateralismo e do protecionismo, que constituem um duro golpe para a ordem internacional e o sistema global de governação”, afirmou.

    O líder chinês garantiu ao secretário-geral da ONU que Pequim não deseja obter contrapartidas políticas ou privilégios em África.

    Citado pela agência, o português afirmou que a ONU valoriza a cooperação entre a China e o continente africano, assinalando que o crescimento do país asiático é uma “tendência imparável” e de grande importância para o desenvolvimento e paz mundiais.

    Pequim tem vindo a reclamar maior protagonismo na governação de assuntos globais, desde a ascensão ao poder, em 2017, do Presidente norte-americano, Donald Trump, que rasgou compromissos internacionais sobre o clima, comércio livre, migração ou nuclear.

    A “solução chinesa” materializa-se na “Nova Rota da Seda”, um gigantesco plano de infraestruturas lançado pelo Presidente do país, Xi Jinping, e avaliado em 778 mil milhões de euros, visando reativar as antigas vias comerciais entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste Asiático.

    Tempo para fazer as malas

    Opinião

    Inês Cardoso

    Hoje às 00:03

  • ÚLTIMAS DESTE AUTOR
  • Ensinamos aos nossos filhos que não se estuda apenas na véspera dos testes. O Ministério da Educação parece, ironicamente, um aluno que de repente olha para o calendário e tenta recuperar o tempo perdido, à procura de uma nota positiva. É assim no concurso de colocação de professores, divulgado em cima da data de apresentação nas escolas. Ou no concurso para as empresas que monitorizam os alarmes e a videovigilância nas escolas, lançado demasiado tarde e sem evitar o fim do contrato antes de outro estar assegurado.

    Num tempo em que a tecnologia facilita os procedimentos, não se percebe a dificuldade de antecipar as colocações. Milhares de professores acabam por saber para que escola vão apenas nas vésperas de terem de se apresentar. E não adianta alegar que todos os anos a divulgação resvala para os últimos dias de agosto, o argumento óbvio quando nos acomodamos aos serviços mínimos e abdicamos de melhorar. Porque o dever de quem governa é precisamente corrigir o que se sabe estar, ano após ano, errado.

    Respeitar os professores é dar-lhes, no mínimo, tempo para fazer as malas. Tempo para procurarem uma casa numa localidade desconhecida. Tempo para verem as creches ou escolas em que vão inscrever os filhos. E até para se adaptarem mentalmente ao local para onde vão, numa vida nómada que desgasta e mói.

    Respeitar os professores é perceber o impacto que a instabilidade tem na motivação e no arranque das aulas. Porque começar um ano letivo não é apenas abrir portões e salas. E há maus hábitos instalados que vão de cima para baixo, de tal forma que muitas escolas também já consideram normal só divulgar o dia exato de início das aulas em cima do acontecimento. Numa cadeia sucessiva de desorganização, acabamos por ser todos alunos que só se lembram de estudar em cima do teste.

    *Subdiretora

    Como impedir os estudantes de copiar

    Posted: 02 Sep 2018 03:34 AM PDT

    Francisco Louçã no Expresso Economia de 01.09.2018:

    «Quando não há cão caça-se com gato: durante os exames nacionais na Argélia, para impedir o copianço, a internet foi desligada durante um período que chegou a três horas e foram usados detetores de metais para impedir que entrassem telemóveis nas salas. Os 700 mil alunos e alunas que terminam o liceu são assim alvo da maior atenção para garantir a integridade do exame e, em 2016, chegou a haver repetição da prova para meio milhão. Mas as autoridades temem que seja agora ainda mais fácil copiar. A ideia é que o meio mais importante para fazer batota no exame já não é a cábula, escondida num bolso ou numa manga, mas o acesso rápido a soluções dos exames disponibilizadas nas redes sociais, para o que basta um telemóvel com internet e alguma subtileza para que os professores não detetem a atividade da transcrição das respostas.

    Têm razão, é mesmo assim que se aldraba um exame no secundário. Num caso recente na Argélia, as perguntas e as respostas começaram a ser publicadas nos onlines de diversos jornais e nas redes sociais, mal o exame tinha começado. Depois, 31 pessoas foram presas, incluindo funcionários do Ministério da Educação. Por isso, em 2017 foram instalados bloqueadores de sinal em 2100 salas de exame, mas o Ministério decidiu ir mais longe e bloquear a internet em todo o país. O acesso ao Facebook foi completamente fechado durante os dias dos exames.

    O caso não é inédito. Na Mauritânia, o acesso à internet foi cortado por duas horas em cada um dos dias dos exames. O mesmo tipo de medida foi adotado no Iraque, no Uzbequistão, na Síria, na Etiópia e em alguns estados da Índia. Mas o efeito é devastador: toda a atividade que se baseie na disponibilidade da comunicação por internet fica paralisada. É o que acontece com a correspondência entre pessoas, com a marcação de bilhetes de avião, com acesso a informação médica, com a atividade policial — o país fica parado. Essa é a razão pela qual esta estratégia não pode ser seguida numa economia mais forte, dado que o custo de bloquear a internet durante horas seria imenso e a infraestrutura do país seria posta em causa. Ou seja, não se sabe como impedir que a internet ajude uns alunos a enganar os exames.»

    Automotoras com 50 anos? Comissões à Vista

      por estatuadesal

    (Dieter Dellinger, 02/09/2018)

    comboio

    O jornal "dinheiro vivo ou morto?" diz que a CP funciona com automotoras com 50 anos e que eu saiba ninguém protestou quando tinham 40 ou 45 anos.

    Um amigo entendido nestas coisas diz que as 57 unidades amarelas aqui retratadas datam de 2003 e as verdades são um pouco mais recentes, adquiridas pelo governo Sócrates e as com 50 anos de idade já há muito que foram para a sucata.

    Este combate da direita pelos comboios tem uma razão que nenhum jornalista televisivo disse ainda. É que a partir de 1 de Janeiro de 2019 as linhas de comboio serão abertas a qualquer operador certificado, quer dizer, privatizáveis na base de um contrato de serviço público com o governo para que mantenha a atividade comercial corrente.

    Esta linguagem tem de ser traduzida para português corrente e quer dizer: Os privados podem aparecer com comboios e cobrarem as viagens ao valor que entenderem e, naturalmente muito mais alto, devendo o Estado (Contribuintes) pagar a diferença. Será uma espécie de Swaps impostos por Bruxelas.

    No imediato, a abertura não será total, podendo o Estado realizar com a CP contratos iguais ao que realizaria com empresas privadas, mas só entre 2019 e 2023.
    O ou os contratos serão feitos com a AMT-Autoridade da Mobilidade e dos Transportes que vai ganhar novas competências e terão de realizar contratos como se a CP fosse já privada.

    Trata-se pois do 4º Pacote Ferroviário da União Europeia em que a Cristas e o Rui Rio esfregam as mãos de contentes porque esperam que dos contratos com privados venham boas comissões para as suas contas secretas no Panamá ou em qualquer offshore.

    A inscrições estão abertas, mas apenas a empresa Arriva, cujo capital pertence ao "Deutsche Bank", mundialmente conhecido pela sua desonestidade e pelas multas astronómicas que tem de pagar nos EUA e noutros países, é que mostrou interesse na ligação entre o Porto e a Galiza.

    A direita não dá ponto sem nó. O falatório sobre os comboios surge para meterem dinheiro ao bolso e favorecerem a entrega de mais um ativo estratégico da PÁTRIA a estrangeiros porque esses é que podem transferir facilmente dinheiros para as contas secretas de Rui Rio, Cristas e sei lá quem mais.

    Se Rui Rio fosse um homem honesto já deveria ter dito que não quer a exploração ferroviária entregue a estrangeiros, mas sim à CP como sempre foi. Mas, o gajo escondeu essa da entrada em vigor do 4º Pacote Ferroviário de Bruxelas. Devemos divulgar isto o mais possível.

    Claro que o BE e o PCP também nada dizem porque querem conquistar com dinheiro um eleitorado de professores e funcionários públicos, pelo que devem estar dispostos a aceitar em troca a privatização da PÁTRIA.

    NADA mais deve ser entregue a ESTRANGEIROS. A PÁTRIA em Primeiro LUGAR. Viva PORTUGAL, fora Rui Rio e Cristas e outros traidores..