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domingo, 16 de setembro de 2018

Ainda a questão da Hora Legal

16/09/2018 by Bruno Santos

A questão da mudança da hora, recentemente suscitada pela Comissão Europeia, passou por aqui sem grande discussão ou esclarecimento público, pelo menos sem a discussão e o esclarecimento que eventualmente mereceria, para além do referendo digital que, alegadamente, veio estabelecer uma opinião maioritária dos “europeus” sobre o tema. E, ao contrário do que possa parecer, o tema é muito importante: o Tempo abstracto. Pois foi a criação do Tempo abstracto que, ainda antes da invenção do relógio mecânico, fundou as bases do capitalismo e, em grande medida, a subjugação do Homem ao poder de outros homens.

A coisa parece ter começado no interior dos mosteiros beneditinos, onde uma premente necessidade de Ordem levou os monges a estabelecer uma divisão do dia em partes iguais, assinaladas pelo badalar dos sinos. No século VII, o Papa Sabiniano decretou a divisão do dia em sete partes, ordenando que os sinos dos mosteiros tocassem sete vezes a cada vinte e quatro horas. Estas sete badaladas ordenavam toda a vida do mosteiro e estabeleciam um ritual que se impunha aos processos vitais e biológicos. Eram as horas canónicas.

O relógio é a máquina mais importante da era industrial moderna. Foi determinante na criação de uma “segunda natureza” humana, principalmente no Ocidente, oposta e incompatível com a verdadeira natureza, ao ponto de passar a dominar as próprias funções orgânicas. Não comemos quando temos fome, mas quando “são horas” de comer. Não dormimos quando temos sono, mas quando “são horas” de dormir. O relógio biológico passou a ser dominado pelo relógio mecânico. A vida passou a ser um fenómeno rítmico artificial imposto por uma máquina criada com o propósito de ordenar o Tempo, forçando o Espírito e o Corpo a uma artificialidade ritual peremptória, sob a qual Espírito e Corpo se mecanizaram e se entregaram, quase sempre sem o saber, a uma perpétua e rotativa escravatura. Foi (é) este, aliás, o grande instrumento opressor do capitalismo. Sem este domínio sobre o Tempo abstracto, nunca o capitalismo exerceria sobre os homens o imenso poder que exerce, poder esse que se amplia com a “mecanização” radical do Espírito humano, levada a um grau de abstracção inédito pelos poderes subtis do capitalismo digital.

Jamais o Homem será livre, no sentido nobre do termo, enquanto não reencontrar o seu Tempo e de novo tomar consciência e posse do seu pulsar interior. Sem relógio. Infelizmente, parece já ser tarde.

Junta de Freguesia de Válega investe 22028,41 euros no tapamento de buracos existentes nas ruas da freguesia

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A Junta de Freguesia de Válega providenciou o tapamento de buracos nos seguintes arruamentos da Vila de Válega:
• Rua dos Jardineiros;
• Rua dos Serradores;
• Rua dos Lavradores;
• Rua Família Nunes;
• Rua das Fontainhas;
• Rua da Gesteira;
• Rua Fonte da Mourã;
• Rua da Azenha;
• Rua do Monte de Candosa;
• Rua do Laranjal;
• Rua Porto Ribeiro;
• Rua da Associação Cultural e Recreativo de Válega;
• Rua Fonte da Bica;
• Rua da Corga do Norte;
• Rua do Cadaval;
• Rua das Lavourinhas,
• Rua Francisco Farinhas;
• Rua Infante D. Henrique;
• Rua de Real;
• Rua das Manas;
• Rua do Areeiro;
• Rua do Medronheiro;
• Rua das Tomadias;
• Rua da Alçada;
• Rua de Carvalho de Cima;
• Rua de Carvalho de Baixo;
• Rua dos Barreiros;
• Rua das Quintas;
• Rua de Macau;
• Rua das Roçadas;
• Rua da Ponte Pedra;
• Rua da Ribeira do Seixo;
• Rua dos Aidos;
• Rua do Bairro;
• Rua da Capela de Nossa Senhora das Entreáguas;
• Rua de Timor-Lorosae;
• Rua Professor Domingos Matos;
• Largo Professora Maria Branca;
• Rua Vila Pereira Jusã;
• Rua do Emigrante;
• Rua Família Valente Martins;
• Rua do Molaredo;
• Rua Padre Francisco dos Anjos.

Com vista à realização das obras de pavimentações diversas no que concerne ao tapamento de buracos com asfalto frio, a Junta de Freguesia de Válega adjudicou os trabalhos à empresa Ascenção Costa & Filhos. Lda, no valor de 9,40 euros por metro quadrado, acrescidos de IVA à taxa legal em vigor (6%). O valor total adjudicado à empresa Ascenção Costa & Filhos. Lda, para realização do tapamento de buracos nas ruas supra referidas com asfalto frio foi de 22028,41 euros já com IVA à taxa legal em vigor incluído, tendo por base a execução de 2210,80 metros quadrados.

Retrato dos EUA à espera do colapso

  por estatuadesal

(Por Chris Hedges, in Blog OutrasPalavras, 12/09/2018)

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Dominação financeira. Desigualdade. Serviços públicos devastados. Assim se desfaz a “democracia” que inspirou as elites do Ocidente por cem anos. Trump — não se iluda — é só um sintoma.


O governo Trump não emergiu, prima facie, como Vênus numa meia concha do mar. Donald Trump é o resultado de um longo processo de decadência política, cultural e social. É produto da falência da democracia norte-americana. Quando mais o país mantiver a ficção de que é uma democracia que funciona, de que Trump e as mutações políticas à sua volta são de alguma forma um desvio aberrante que pode ser vencido nas próximas eleições, mais nos se precipitará em direção à tirania.

O problema não é Trump. É um sistema político dominado pelo poder corporativo e mandarins dos dois principais partidos políticos, para os quais a sociedade não conta. Só será possível recuperar o controle político desmantelando o estado corporativo, e isso significa desobediência civil maciça e contínua, como aquela demonstrada neste ano por professores de todo o país. Se não nos levantarmos, entraremos numa nova idade das trevas.

O Partido Democrata, que ajudou a construir nosso sistema de totalitarismo invertido, é uma vez mais tido como o salvador por muitos no campo da esquerda. Isso, apesar de o partido recusar-se firmemente a enfrentar a desigualdade social que levou à eleição de Trump e à insurgência de Bernie Sanders. Ele é surdo, mudo e cego ao sofrimento real que flagela metade do país. Não lutará para pagar aos trabalhadores um salário digno. Não derrotará a indústria farmacêutica e a de seguros para propiciar cuidados de saúde para todos. Não conterá o apetite voraz das forças armadas, que estão eviscerando o país e promovendo a instauração de guerras estrangeiras fúteis e caras. Não irá restaurar nossas liberdades civis perdidas, incluindo o direito à privacidade, à liberdade da vigilância governamental e ao devido processo legal. Ele não vai expulsar da política o dinheiro sujo e corporativo. Não vai desmilitarizar a polícia e reformar um sistema prisional que tem 25% dos prisioneiros do mundo, embora os Estados Unidos tenham somente 5% da população mundial. Ele atua para as margens, especialmente em épocas eleitorais, recusando-se a abordar problemas políticos e sociais substantivos, e focando, ao contrário, em questões culturais limitadas como direitos dos homossexuais, aborto e controle de armas, em nossa espécie peculiar de antipolítica.

Essa é uma tática condenada, mas compreensível. A liderança do partido, os Clinton, Nancy Pelosi, Chuck Schumer, Tom Perez são criações da América corporativa. Num processo político aberto e democrático, não dominado pelas elites partidárias e pelo dinheiro corporativo, essas pessoas não teriam poder político. Elas sabem disso. Iriam antes implodir o sistema inteiro que abrir mão de suas posições privilegiadas. E isso, temo, é o que irá acontecer. A ideia de que o Partido Democrata é de algum modo um baluarte contra o despotismo desafia suas atividades políticas nas últimas três décadas. Ele é a garantia do despotismo.

Trump explorou o ódio que enormes segmentos da população norte-americana têm de um sistema político e econômico que os traiu. Trump pode ser inepto, degenerado, desonesto e narcisista, mas ridiculariza habilmente o sistema que estes vastos segmentos desprezam. As provocações cruéis e humilhantes que dirige às agências governamentais, leis e elites do establishment ecoam junto às pessoas para quem essas agências, leis e elites tornaram-se forças hostis.

E para muitos que não veem na paisagem política nenhuma mudança para aliviar seu sofrimento, a crueldade e os insultos de Trump são pelo menos catárticas.

Como todos os déspotas, Trump não tem fundamentos éticos. Escolhe seus aliados e nomeados com base na lealdade pessoal e bajulação obsequiosa que lhe fazem. Ele trai qualquer um. É corrupto, acumula dinheiro para si mesmo – no ano passado fez 40 milhões de dólares somente em seu hotel de Washington – e para seus aliados das corporações. Está desmantelando as instituições governamentais que proporcionaram, um dia, alguma regulação e supervisão. É um inimigo da sociedade aberta, o que o torna perigoso. Seu ataque turbinado aos últimos vestígios de instituições e normas democráticas significa que em breve não haverá nada, nem mesmo nominalmente, para nos proteger do totalitarismo corporativo.

Mas as advertências dos arquitetos de nossa democracia fracassada contra o fascismo rasteiro, entre elas a de Madeleine Albright, são de fazer rir Elas mostram o quão desconectadas do zeitgeist tornaram-se as elites. Nenhuma dessas elites tem credibilidade. Elas construíram o edifício de mentiras, enganações e pilhagem corporativa que tornou Trump possível. E quanto mais Trump ridiculariza essas elites, e quanto mais elas gritam como Cassandras, mais ele preserva sua presidência desastrosa e permite que os cleptocratas saqueiem o país, em rápida desagregação.

A imprensa é um dos principais pilares do despotismo de Trump. Ela tagarela infinitamente, como cortesãos do século 18 na corte de Versalhes, sobre as fraquezas do monarca, enquanto os camponeses não têm pão. Divaga sobre temas vazios, como a intromissão russa e um suborno a uma atriz pornô, que nada têm a ver com o inferno diário que, para muitos, define a vida nos EUA. Recusa-se a criticar ou investigar os abusos do poder corporativo, que destruiu nossa democracia e economia e orquestrou a maior transferência de riqueza, em favor dos mais ricos, da história do país. A imprensa corporativa é uma relíquia deteriorada que, em troca de dinheiro e acesso, cometeu suicídio cultural. E quando Trump a ataca com “fake news” ele expressa, uma vez mais, o ódio profundo de todos aqueles que ela ignora. A imprensa adora o ídolo de Mammon tão servilmente quanto Trump. Ela ama a presidência do reality show. A imprensa, especialmente o noticiário a cabo, mantém luzes acesas e câmeras rodando de modo que os espectadores fiquem colados a uma versão século 21 do “Gabinete do Dr. Caligari”. Isso é bom para os índices de audiência. É bom para os lucros. Mas acelera o declínio.

Tudo isso logo será agravado pelo colapso financeiro. Desde a crise financeira de 2008, os bancos de Wall Street receberam do Federal Reserve e do Congresso 16 trilhões de dólares em resgates e outros subsídios, com juros de quase zero por cento. Eles usaram esse dinheiro, assim como o dinheiro poupado pelos enormes cortes de impostos instituídos no ano passado, para recomprar suas próprias ações, aumentando a remuneração e os bônus de seus gerentes e empurrando a sociedade mais fundo para a servidão de uma dívida insustentável. Só as operações do casino de Sheldon Adelson tiveram uma isenção fiscal de 670 milhões de dólares na legislação de 2017. A proporção média entre o que é pago a um presidente de empresa e a um trabalhador é agora de 339 para 1, com a maior diferença aproximando-se de 5.000 para 1. Esse uso circular de dinheiro para fazer e acumular dinheiro é o que Karl Marx denominava “capital fictício”. O aumento constante da dívida pública, da dívida corporativa, da dívida de cartão de crédito e da dívida de empréstimos estudantis acabará por levar, como escreve Nomi Prins, a um “ponto de inflexão – quando o dinheiro que entra para suprir essa dívida, ou disponível para empréstimo, simplesmente não cobrirá o pagamento dos juros. Então, as bolhas da dívida irão estourar, começando pelas ações de maior rendimento”.

Uma economia que depende da dívida para seu crescimento faz com que a taxa de juros salte para 28% quando alguém atrasa um pagamento do cartão de crédito. Essa a razão porque os salários estão estagnados ou foram reduzidos em termos reais – se a população tivesse um rendimento sustentável não seria obrigada a pedir dinheiro emprestado para sobreviver. É por isso que uma educação universitária, casas, contas médicas e serviços públicos custam tanto. O sistema é projetado para que nunca possamos nos libertar das dívidas.

Contudo, a nova crise financeira, como aponta Prins em seu livro “Collusion: How Central Bankers Rigged the World” (“Conluio: Como os banqueiros centrais controlaram o mundo”), não será como a última. Isso porque, como ela diz, “não há Plano B”. As taxas de juros não podem ser mais rebaixadas. Não houve crescimento na economia real. Na próxima vez, não haverá saída. Quando a economia quebrar e a raiva explodir, em todo o país, numa tempestade de fogo, surgirão os políticos bizarros, aqueles que farão Trump parecer inteligente e benigno.

E então, para citar Vladimir Lenin, o que fazer?

Precisamos investir nossa energia na construção de instituições paralelas, populares, para proteger-nos e empregar poder contra poder. Essas instituições paralelas, inclusive sindicatos, organizações de desenvolvimento comunitário, de moeda local, partidos políticos alternativos e cooperativas de alimentos terão de ser construídas de cidade em cidade. As elites, num tempo de dificuldade, irão retirar-se para seus condomínios fechados e deixarão que nos viremos por nós mesmos. Os serviços básicos, da coleta de lixo ao transporte público, distribuição de alimentos e assistência médica, entrarão em colapso. O desemprego e subemprego massivo, desencadeando agitação social, serão tratados não através da criação de empregos pelo governo, mas com a brutalidade da polícia militarizada e a completa suspensão das liberdades civis.

Os críticos do sistema, já empurrados para as margens, serão silenciados e atacados como inimigos do Estado. Os últimos vestígios de sindicato de trabalhadores entrarão no alvo, um processo a ser acelerado em breve, com a esperada decisão na Suprema Corte de um caso que enfraquecerá a capacidade dos sindicatos do setor público de representar trabalhadores. O dólar deixará de ser moeda de reserva, causando acentuada desvalorização. Os bancos fecharão as portas. O aquecimento global resultará em custos cada vez mais pesados, especialmente para as populações costeiras, na agricultura e na infraestrutura — custos que o Estado exaurido não conseguirá enfrentar. A imprensa corporativa, como as elites dominantes, irá do burlesco ao absurdo, sua retórica tão patentemente fictícia que, como em todos os Estados totalitários, estará desvinculada da realidade. Os meios de comunicação soarão tão estúpidos quanto Trump. E, para citar W.H. Auden, “as criancinhas morrerão nas ruas”.

Como correspondente estrangeiro cobri sociedades arruinadas, inclusive a antiga Iugoslávia. É impossível para qualquer população atingida compreender, às vésperas da implosão, quão frágil tornou-se o sistema financeiro, social e político degradado. Todos os presságios do colapso são visíveis: infraestrutura em ruínas; subemprego e desemprego crônicos; uso indiscriminado de força letal pela polícia; paralisia política e estagnação; uma economia construída na forca da dívida; fuzilamentos niilistas maciços em escolas, universidades, locais de trabalho, shoppings, casas de shows e cinemas; overdoses de opióides que matam cerca de 64 mil pessoas por ano; epidemia de suicídios; expansão militar insustentável; o jogo como ferramenta desesperada de desenvolvimento econômico e receita do governo; a captura do poder por um grupo minúsculo e corrupto; censura; redução física de instituições públicas, de escolas e bibliotecas a tribunais e equipamentos de saúde; bombardeio incessante de alucinações eletrônicas para desviar-nos da visão deprimente em que se transformou a América e manter-nos capturados por ilusões. Nós sofremos as patologias habituais da morte iminente. Eu ficaria feliz em estar errado. Mas já vi isso antes. Conheço os sinais de aviso. Tudo o que posso dizer é: prepare-se.


Chris Hedges é jornalista vencedor do Prêmio Pulitzer, autor best selling do New York Times, professor do programa de nível universitário oferecido aos prisioneiros do estado de New Jersey pela Universidade Rutgers, e ordenado…

Os triunviratos que governam Portugal – de Salazar a Marcelo

  por estatuadesal

(Carlos Matos Gomes, 15/09/2018)

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A nomeação do/a PGR está constitucionalmente estabelecida: proposta do governo e nomeação pelo Presidente da República, órgãos de soberania, mas a notícia do Expresso, porta-voz oficioso de Marcelo Rebelo de Sousa, de que Joana Marques Vidal vai cumprir um mandato extra como PGR, a pedido de várias famílias, trouxe-me à lembrança uma história não muito conhecida sobre as dificuldades de entendimento sobre quem efectivamente exercia o poder em Portugal.

No início de 1961, o então subsecretário de Estado norte-americano George Ball veio a Lisboa transmitir a Salazar a posição da administração Kennedy quanto à necessidade de Portugal admitir o principio da independência das colónias. Salazar terá ouvido e respondido o que bem entendeu, que os americanos não lhe mereciam grande consideração.

George Ball saiu confuso de S. Bento e terá ido pedir conselho ao velho embaixador britânico em Lisboa (um diplomata experiente em fim da carreira), relatando-lhe a lenga-lenga de Salazar, que terá terminado com a afirmação de nada poder fazer quanto às colónias. Foi esta impossibilidade de um ditador exercer o poder que mais perturbou o diplomata americano. Afinal quem mandava? O embaixador de Sua Majestade terá sorrido e explicado pacientemente: Assim era, de facto. Portugal não era governado por Salazar, mas por um triunvirato constituído pelo Infante Dom Henrique, pelo desaparecido rei Sebastião e pela aparecida Senhora de Fátima, de que Salazar era apenas um mero executante de ordens, um oficiante.

A renomeação de Joana Marques Vidal confirma a sabedoria do diplomata inglês. Na realidade ela não é proposta pelo governo e nomeada pelo presidente da República, mas sim imposta por um triunvirato constituído pelo comentador e vidente Marques Mendes, pelo Correio da Manhã, chanceler do segredo de justiça, e pelo presidente do sindicato dos procuradores, por inerência. Costa e Marcelo limitam-se a cumprir as suas orientações por dever de ofício.

Máfias Chinesas

  por estatuadesal

(Dieter Dellinger, 16/09/2018)

PREDIO

Foto: Prédio de onde terá caído ou sido lançada a menina chinesa.

Um conhecedor da comunidade chinesa que opera em Portugal disse-me que eles funcionam ao modo de máfias investidoras.

Emprestam dinheiro para restaurantes e por cada mil querem receber 3 mil ao fim do ano por parte do ou da chamada dona.

Nas lojas é quase o mesmo. Em Vila do Conde estão os importadores que distribuem pelas lojas a quem emprestam dinheiro, mas que são em geral funcionários de magnatas chineses que têm acesso a imensos créditos a baixos juros dos banco estatais da China Comunista. E se alguém fugir aos pagamento devidos pode ser vítima de acidente, incêndio ou outro qualquer.

Diz-se por aí aquilo que a Joana Marques Vidal e a PJ e Ministério Público aparentemente não sabem. A criança que caiu de um andar muito alto no Parque das Nações, enquanto os pais chineses jogavam no casino, não teria altura nem possibilidade de subir pela varanda e cair lá de cima. Parece que varanda não tem gradeamentos horizontais que poderiam servir de escada que é algo que não se usa na arquitetura moderna. Seria uma varanda lisa. Nunca fui lá ver, pelo que não sei.

Aquilo terá sido obra dos "banqueiros mafiosos" chineses que emprestam dinheiro a jogadores e quando têm casa ficam como garantia com as chaves da casa e uma declaração de venda da mesma, pelo que os pais da criança que não pagaram o que deviam e ainda perderam mais dinheiro foram vítimas de um ensinamento da parte da máfia chinesa para que outros chineses saibam que têm de pagar na data certa aos homens de fato escuro e gravata com mala preta que lhe aparecem nas datas combinadas.

Os funcionários dos "banqueiros" teriam entrado de luvas na casa dos país e atiraram a criança pela varanda abaixo.

Pessoalmente nada sei nem posso confirmar, só me foi contado num café que até fechou recentemente.

O que é certo é que os pais da criança foram condenados a cinco anos de prisão com PENA SUSPENSA, que é o mesmo que nada, e já estavam na China e a Procuradoria não recorreu e parece que deixou que o corpo da criança fosse levado para a China. O tradutor de português para chinês até se enganou e traduziu pena suspensa por pena de morte.

Aconselho qualquer cidadão a não jogar nos casinos, nem chineses nem portugueses ou mesmo outros quaisquer.