Translate

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Entre as brumas da memória

Grécia: tragédia e tristeza

Posted: 26 Jul 2018 01:46 PM PDT

"Alexis Tsipras é um traidor do povo grego". E por isso será processado.

Quem acompanhou de perto o processo grego, há três anos, como foi o meu caso, não esqueceu certamente o nome de Zoe Konstantopoulou e o que se seguiu, depois do OXI no referendo e da aceitação do terceiro resgate. Tudo isto é muito triste, para além de toda a tragédia que está a atingir a Grécia!

«Eu era membro do Syriza e presidente do Parlamento no primeiro governo. Não era só próxima. Era alguém que, de coração, acreditava naquilo que estávamos a fazer. Estou na triste posição de constatar que Tsipras não só tinha escolha, como fez a escolha de trair o povo e entregar o país e que fez essa escolha muito antes das eleições de 2015. Lamento imenso que tenhamos sido todos defraudados, sinto-me frustrada por ele ter defraudado toda a população, não só os seus camaradas e o seu partido. Tenho a certeza, porque estava na presidência do Parlamento na altura, que os dois relatórios que o Comité para a Verdade sobre a Dívida Grega produziu a dizer que a dívida grega era ilegal e devia ser anulada nem sequer foram usados por Tsipras. Ele também não honrou o mandato do povo. Não estamos a falar de escolhas em abstrato. As pessoas foram chamadas a votar [no referendo de 5 de julho de 2015] e votaram "Não" a mais austeridade. Tsipras violou esse "Não", transformou-o em "Sim" e assim tem estado a governar nos últimos três anos. Se ele tinha escolha? Tinha. E fê-la. A sua escolha foi manter-se no poder e, por isso, ficará nas páginas negras da História. O povo grego não esquecerá. O Tsipras em quem confiaram, o Tsipras que representava esperança, traiu-os da forma mais cínica possível.»

.

Dica (787)

Posted: 26 Jul 2018 11:56 AM PDT

Hibernation. How Europe Can Survive the Trump Era (Dirk Kurbjuweit)

«Explosive narcissism and vulgar capitalism: It is impossible to engage in politics with this U.S. president. Europe should resist the temptation to fixate on Donald Trump and instead pursue its own goals. That's the lesson of a deeply disorienting week.»

.

A Espanha e o seu velho rei

Posted: 26 Jul 2018 09:15 AM PDT

La gangrena y Pedro Sánchez.

«Frenar una comisión de investigación que ponga negro sobre blanco la actividad de Juan Carlos I durante la larga etapa postfranquista en este país implica poco respeto a los ciudadanos y frena muchas expectativas. No intentar siquiera abrir una investigación judicial sobre el ex jefe del Estado es insultante: no basta con dignificar a los muertos que lo merecen, hay que tratar a los vivos como adultos maduros y capaces de abordar un proceso de regeneración plena de nuestro pasado, presente y futuro.»

.

Urgente: Mobiliário a ser adquirido pelo Panteão Nacional

Posted: 26 Jul 2018 05:55 AM PDT

Marcelo quer Soares e Sá Carneiro no Panteão.

E muito modernaço, o nosso PR, em termos de família: temos dois pais!

«Marcelo foi assertivo a defender a justeza das propostas. "Parecia-me justíssimo e parece-me justíssimo, num caso como noutro caso. São pais da democracia portuguesa. Isso parece incontestável."»

.

A História não se repete?

Posted: 26 Jul 2018 02:18 AM PDT

«A crise migratória em curso é apenas a ponta do icebergue do que se está a passar na Europa. É a face visível de algo a emergir (ou a renascer), que a maioria de nós acreditava nunca defrontar. A recusa em prestar apoio humanitário a homens, mulheres e crianças, fugidos da guerra, fugidos da fome, à procura de uma vida digna, devia fazer corar de vergonha as velhas e novas democracias europeias. Além disso, a recusa de acolhimento contradiz a necessidade de rejuvenescimento de uma Europa envelhecida, sem vontade de contribuir para o aumento da natalidade.

Quando vemos os barcos de socorro das ONG a serem retidos pelas autoridades de Malta, ou a chanceler Merkel a ser chantageada pelo seu ministro do Interior, para não falar já da lei agora aprovada pelo regime húngaro, que condena a prisão quem auxiliar imigrantes ilegais, devemos perguntar: o que está afinal a acontecer nesta Europa construída a pensar no bem comum, seguindo a matriz dos Direitos do Homem, da igualdade, da fraternidade.

Em Itália, o impensável aconteceu. Movimentos populistas e de extrema-direita tomam o poder. E querem lançar raízes, chegar a outras geografias. São eles que estão a condicionar a política europeia, a sua força levou Bruxelas, para salvar a honra, após longas horas de negociação no último Conselho Europeu, a propor a criação de campos de imigrantes em Marrocos.

Matteo Salvini, o ministro do Interior italiano, o mesmo que impediu o acolhimento do navio Aquarius com centenas de imigrantes a bordo, lança agora as sementes para a criação de uma rede europeia de partidos nacionalistas. Basta vento de feição e o fogo propaga. E quando acordarmos, poderá ser tarde para uma reação eficaz contra a barbárie. Dizem, a História é longa e nunca se repete. Pelos sinais que nos chegam, é melhor duvidar da sentença. Talvez seja o momento de se criar uma nova divisa: não deixes que a História se repita.»

Paula Ferreira

Sem comentários:

Enviar um comentário