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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Pensões e subsídios: o que vai mudar em 2018?

Filas para a Segurança Social

  |  GUSTAVO BOM/ ARQUIVO GLOBAL IMAGENS

Várias prestações sociais aumentam no próximo ano, entre as quais as pensões, o subsídio de desemprego e o abono, mas a idade da reforma volta a subir e o fator de sustentabilidade mantém-se para a maioria das pensões antecipadas.

Pensões aumentam entre 1% e 1,8%

As pensões vão aumentar por via legislativa, entre 1% e 1,8% em janeiro, segundo cálculos feitos com base nos valores da inflação publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As pensões até dois Indexantes de Apoios Sociais (IAS), ou seja, até 857,8 euros, onde se inclui a maioria dos pensionistas, aumentam 1,8% em janeiro. Já as pensões entre duas vezes e seis vezes o valor do IAS (entre 857,8 euros e 2.573 euros) serão atualizadas em 1,3%, enquanto as pensões superiores a este montante deverão ter um aumento de cerca de 1%.

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Segundo o Governo, cerca de 3,6 milhões de pensões, a que correspondem um total de 2,8 milhões de pensionistas, serão atualizadas em janeiro, com um impacto financeiro de cerca de 357 milhões de euros.

Além deste aumento de janeiro, em agosto haverá uma subida extraordinária entre seis e dez euros para pensionistas que recebam, no conjunto das pensões, até 643 euros, consoante tenha ou não existido atualização da pensão entre 2011 e 2015.

Este aumento extraordinário incorpora a atualização de janeiro e será aplicado por pensionista cujo conjunto das pensões não exceda 1,5 IAS, chegando a 1,6 milhões de pessoas. O custo com esta medida é estimado em 35,4 milhões de euros.

Idade normal de acesso à reforma passa para os 66 anos e quatro meses

No próximo ano, a idade normal de acesso à reforma volta a aumentar, fixando-se nos 66 anos e quatro meses. Além disso, mantém-se o fator de sustentabilidade para a grande maioria das reformas antecipadas que sofrem um corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade.

A esta redução pela via do fator de sustentabilidade soma-se o corte de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade normal de aposentação (66 anos e quatro meses em 2018).

O fim do fator de sustentabilidade chegou a constar dos documentos do Ministério do Trabalho enviados aos parceiros sociais em abril de 2017, mas a medida não foi concretizada até agora, não se sabendo quando será retomada a discussão sobre a segunda fase da revisão das reformas antecipadas.

O fator de sustentabilidade foi, entretanto, eliminado apenas para as carreiras muito longas, ou seja, para as pessoas com 60 anos de idade e 48 anos de contribuições ou para quem começou a trabalhar antes dos 15 anos e conte 64 anos de descontos. Também as pensões de invalidez deixam de ter o fator de sustentabilidade a partir dos 65 anos.

Subsídio de desemprego deixa de ter corte de 10%

O subsídio de desemprego vai deixar de ter o corte de 10% que estava a ser aplicado após 180 dias a receber a prestação social. Segundo dados do Governo, em janeiro a medida custará cerca de 40 milhões de euros e vai beneficiar 91 mil beneficiários que estavam a sofrer esta redução. Além disso, os valores mínimo e máximo do subsídio de desemprego sobem no próximo ano devido à atualização em 1,8% do Indexante de Apoios Sociais (IAS), para 428,9 euros e 1.072,25 euros, respetivamente.

Também o subsídio social de desemprego, atribuído a quem já esgotou o subsídio de desemprego ou a quem não reúne as condições de o obter também sobe devido à atualização do IAS, para 428,9 euros, no caso de beneficiários com agregado familiar e para 343 euros para os beneficiários a viver sozinhos.

Abono de família volta a aumentar

O abono de família vai voltar a aumentar no próximo ano para as crianças até 36 meses, no âmbito da medida que entrou em vigor em 2017 e que estabelece uma subida gradual desta prestação familiar até 2019. Segundo dados do Governo, a medida tem um custo de 70 milhões de euros no próximo ano e irá abranger 126 mil crianças.

Segundo um documento divulgado em outubro pelo Ministério do Trabalho, as crianças até 12 meses que se encontram no primeiro escalão de rendimentos passam a receber por mês 148 euros (contra os atuais 146 euros), entre 12 e 36 meses passam a ter direito a 92 euros no primeiro semestre (contra os atuais 73) e a 111 euros no segundo semestre. O objetivo é que, em 2019, todas as crianças até 36 meses, do primeiro escalão, recebam 148 euros.

Já no segundo escalão de rendimentos, o abono será de 122 euros para crianças até 12 meses (contra 121 euros atuais), de 76 euros entre 12 e 36 meses no primeiro semestre (passando para 92 euros no segundo semestre), para que, em 2019 todas as crianças do segundo escalão recebam 122 euros.

No terceiro escalão, os valores são de 96 euros para crianças até 12 meses, de 62 euros entre 12 e 36 meses no primeiro semestre, aumentando para 73 euros na segunda metade do ano. No final de 2019, todas as crianças do terceiro escalão até aos 36 meses passam a ter direito a 96 euros.

As crianças que se situam no quarto escalão terão direito a receber no primeiro semestre do ano 29 euros (contra os atuais 18,9 euros) e no segundo semestre 38,27 euros. No segundo semestre de 2019, o valor será de 57,6 euros para todas as crianças até 36 meses que se encontram neste escalão.

Os valores do abono serão ainda aumentados pela atualização do IAS e as famílias monoparentais e numerosas têm direito a uma majoração.

Reposto 25% do corte no Rendimento Social de Inserção (RSI)

Ao nível do Rendimento Social de Inserção (RSI), segundo o Orçamento do Estado para 2018, serão repostos mais 25% dos cortes que foram aplicados pelo anterior governo a partir de 2013, tal como acontece desde 2016. O valor de referência desta prestação social é atualmente de 183,84 euros, mas o montante mensal não é fixo, variando consoante a composição do agregado familiar e dos seus rendimentos. O valor poderá ainda ser aumentado devido à atualização do IAS.

A despesa com o RSI deverá aumentar 3% no próximo ano, para 357,3 milhões de euros, segundo dados do Ministério da Segurança Social.

CSI alargado a reformas antecipadas

O valor de referência do Complemento Solidário para Idosos (CSI) será atualizado a partir de 01 de janeiro de 2018 e quem se reformou antecipadamente a partir de 2014, com fortes penalizações nos últimos anos, poderá aceder a esta prestação social, independentemente da idade.

Angola diz que satélite Angosat está "sob controlo"

ROSCOSMOS

Segundo notícias divulgadas hoje, a Rússia perdeu o contacto com o primeiro satélite angolano de telecomunicações

As autoridades de Angola asseguraram hoje que o primeiro satélite angolano, lançado na terça-feira, está sob controlo, ao contrário de notícias divulgadas que indicavam que a Rússia havia perdido o contacto com o aparelho.

Em declarações aos jornalistas no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem, rejeitou que existam problemas nos contactos com o satélite, cumprindo-se o que estava previsto.

Segundo notícias divulgadas hoje, a Rússia perdeu o contacto com o primeiro satélite angolano de telecomunicações Angosat, lançado terça-feira do cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão.

temporariamente, perdemos a telemetria", indicou fonte do cosmódromo à agência France Presse, dizendo esperar restabelecer o contacto com o satélite.

No entanto, segundo o governante angolano, o que "aconteceu é que de facto o lançamento do satélite ocorreu ontem (terça-feira). O satélite fez o seu percurso normal, está na órbita para o qual foi planificado" e "temos sob controlo o satélite", disse Manuel Homem, citado pela agência noticiosa angolana Angop.

Manuel Homem remeteu para mais tarde mais informações oficiais sobre o estado do aparelho.

O Angosat representa um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros) e o seu lançamento foi comemorado em Luanda com fogo-de-artifício.

Angola tornou-se assim no sétimo país africano, ao lado da Argélia, África do Sul, Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia, com um satélite de comunicações em órbita.

O aparelho, construído por um consórcio estatal russo, foi lançado com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmo, empresa espacial estatal da Rússia, e estará em período de teste até março, aproximadamente.

Na semana, passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que 40% da capacidade comercial do satélite já está reservada e que o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos.


Espaço

27 DE DEZEMBRO DE 201715:33

DN/LUSA

Espaço

Rússia perde contacto com primeiro satélite angolano

Diário De Notícias

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Angola

Angosat. Primeiro satélite angolano foi lançado em órbita

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Dedicado aos fans portugueses de Donald Trump

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Dedicado aos fans portugueses de Donald Trump

por João Mendes

Que Trump tenha apoiantes nos EUA, um Estado que tem tanto de genial como de retrógrado, eu até compreendo. Gajos que vêm a Fox e têm as Kardashians como referência só podem ser presas fáceis para quem anda no negócio de fazer os outros de otários. Que haja, aqui em Portugal, uma série de imbecis e Marias Vieiras, uns mais envergonhados que outros, a fazer deste grunho um herói, já é algo que me ultrapassa. Já me ultrapassou mais, claro, que num país onde ainda tantos fachos vestidos de conservadores, social-democratas e liberais suspiram por Salazar e pelo respeitinho a toque de cassetete, e onde qualquer vómito televisivo com 10 ratinhos de laboratório fechados numa casa repleta de câmaras, com os personagens mais acéfalos e parolos, bate recordes de audiências, já nada disto pode surpreender. Ler mais deste artigo

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Faça as suas apostas para 2018

Rosa Ruela

ROSA RUELA , Jornalista
27 de Dezembro de 2017

Aproxima-se 31 de dezembro e – pumba! – lá vêm as resoluções para o ano novo, não há como escapar-lhes. E muitas vezes até são repetidas-e-nunca-postas-em-prática. Mas tudo bem – é humano tentar, errar e voltar a tentar. Este ano, aqui na VISÃO, quisemos fazer mais do que uma lista de boas intenções. Ao entrarmos nos 25 anos de vida (e numa nova fase da nossa história, escreva-se), quisemos adiantar o que vai acontecer em 2018. E apostamos que muito mudará no País e no mundo. Se não veja estas duas estreias com um toque de ficção científica: em Portugal teremos pelo menos uma avó a dar à luz um neto, e na China vão ser inauguradas duas máquinas (do tamanho de edifícios) de venda automática de carros. E agora tome lá mais umas apostas nossas em terras lusas. Para um cheirinho do futuro do mundo, é comprar a revista, é comprar.

Mais dinheiro na carteira

Bem terra a terra são as novidades que a Clara Teixeira juntou para nos dizer como vamos viver em 2018. O artigo abre com uma boa notícia: como o Governo mexeu nos escalões de rendimento, cerca de 1,6 milhões de famílias vão pagar menos IRS. Mas há mais razões para sorrir: os funcionários públicos começam a receber pelo descongelamento das carreiras, os pensionistas passam a viver com mais dinheiro na carteira e o preço da eletricidade desce (ligeiramente, mas pronto).

Casas (ainda) mais caras

Agora que já lhe adoçámos a boca, temos de avisar que 2018 também traz más notícias. Uma delas é o preço das casas que vai continuar a subir. A oferta é tão pouca, por causa do arrendamento de curta duração a turistas, que um apartamento com 120 metros quadrados em Lisboa já tem uma renda média de €1 434. Quanto à venda, a previsão é de uma subida de 5%, soube a Alexandra Correia. Claro que no caso de o leitor ser proprietário, estas são duas excelentes notícias.

Mais cuidado a comunicar

Logo a seguir, o Filipe Luís resume em duas belas páginas as razões por que 2018 é decisivo para o sucesso (ou insucesso…) do Governo. Depois de lembrar que o ano abre com o duelo nas diretas do PSD entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio, ambos de olho no combate eleitoral de 2019, o editor-executivo da VISÃO prevê que o caso político provocado pelo escândalo da Raríssimas seja transferido para o novo ano. E antevê que Mourinho Félix, o discreto secretário de Estado das Finanças a quem mal conhecemos a cara, possa vir a ser o principal candidato à sucessão no PS.