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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Mais de 60 familiares das vítimas dos fogos já pediram indemnização

Incêndios













Mais de 60 familiares das vítimas mortais dos incêndios florestais de junho e outubro já entregaram à provedora de Justiça requerimentos para os pagamentos de indemnização.
Numa resposta escrita enviada à agência Lusa, a provedora de Justiça, Maria Lúcia Amaral, informou que recebeu, até esta quinta-feira, "37 processos correspondentes a 37 vítimas, apresentados por um total de 64 requerentes".
O primeiro requerimento foi recebido a 14 de dezembro, um dia depois de a provedora de Justiça ter realizado uma conferência de imprensa em que apelou aos familiares das vítimas para que apresentassem os formulários para que
as indemnizações sejam atribuídas rapidamente
Segundo Maria Lúcia Amaral, os processos de indemnização recebidos encontram-se em análise, assegurando que "
as respostas irão obedecer ao princípio da celeridade".
Para esclarecer os familiares das vítimas, o site da Provedora de Justiça disponibiliza "toda a informação relevante"
e um correio eletrónico e uma linha telefónica para esclarecimento sobre esta matéria.
Desde 13 de dezembro, a Provedora de Justiça recebeu "diversos pedidos de esclarecimento" por estes canais que
"se encontram ao dispor dos cidadãos" e presencialmente recebeu 15 solicitações.
GOVERNO VAI ALARGAR INDEMNIZAÇÕES AOS FERIDOS GRAVES DOS FOGOS
A provedora de Justiça explicou, na conferência de imprensa, que a sua tarefa "é aplicar a cada caso os critérios que foram definidos" para as indemnizações para os familiares das vítimas mortais dos incêndios, criados por resolução do Conselho de Ministros.
O Conselho de Ministros fixou em 70 mil euros o valor mínimo para a "privação de vida", ao qual se somam os critérios" sofrimento da vítima antes da morte" e "danos próprios dos familiares mais próximos", e propôs o prazo até 15 de fevereiro para a apresentação de requerimentos.
Segundo a Provedora, só será possível apurar o montante global das indemnizações quando o procedimento ficar terminado.
Este ano, os incêndios florestais provocaram mais de cem mortos, 66 dos quais em junho em Pedrógão Grande e 45 em outubro na região Centro, cerca de 350 feridos e milhões de euros de prejuízos.

Como Voltaire enriqueceu com a lotaria francesa

FRANÇA

Há 12 minutos

Voltaire foi um estroina. E o vício do jogo deixou-o “sem um centavo” no bolso. Não querendo viver “falido e desprezado”, voltou-se às apostas, nomeadamente na lotaria. Mas desta vez para enriquecer.


Acotinhem-se, filhos, acotinhem-se

Novo artigo em BLASFÉMIAS


por Sérgio Barreto Costa

paraiso-fiscal

De acordo com a comunicação social os partidos políticos portugueses acotinharam-se numa sala fechada e à prova de som para distribuírem entre si um grande bónus natalício. Aparentemente conseguiram fazer aquilo com que sempre sonhei em miúdo mas nunca consegui levar a cabo: sacar o cartão de crédito aos meus pais e ir eu próprio comprar os meus presentes. Só o CDS e o PAN mostraram alguma relutância ao processo, o que já me valeu alguns olhares irónicos do periquito que tenho lá em casa. Desconfio que ele se sente melhor representado na Assembleia da República do que eu.

Pelo que se vai ouvindo a dádiva em causa é tão grande que é possível que os tesoureiros, quando olharem outra vez para as contas, passem a acreditar novamente no Pai Natal. Mas se analisarmos com atenção vemos que essa hipótese é descabida: a não ser que as respectivas sedes partidárias se situem em castelos medievais ou em cantinas, não é possível fazer passar tanto dinheiro pelas chaminés.

Muitos dos subscritores desta nova lei do financiamento dos partidos (podemos chamar-lhe lei FDP, para simplificar) já se mostraram por diversas vezes contra a existência de paraísos fiscais por esse mundo fora. Compreende-se, a exclusividade é muito saborosa e há sempre um prazer especial em ser o único bronzeado na festa da passagem de ano. Se todos os nossos conhecidos começarem a passar as férias de Natal nas Seicheles, rapidamente vamos deixar de achar piada àquilo. Ademais, essas transferências para o estrangeiro cheiram sempre a antipatriotismo. É muito mais sensato criar uma lei holandesa à nossa medida do que levar a nossa sede para a Holanda. Aprende, Jerónimo Martins.

Do Suriname à Indonésia: 7 tribos que descendem dos portugueses

Novo artigo em VortexMag


por admin

Estão espalhados um pouco por todo o mundo e são a maior prova do legado dos Descobrimentos, quando os portugueses partiram para terras distantes em busca de glória e riqueza. A grande maioria deles ainda fala crioulo de origem portuguesa e ainda mantém vivas algumas tradições dos seus antepassados. É comum, em muitos locais, ainda cantarem em português e a religião católica é outro factor que os une. Existem muitas tribos e povos que descendem dos portugueses, desde a América até à Ásia. Alguns estão a desaparecer, outros ainda conseguem manter viva a chama dos seus ancestrais e o amor por Portugal. Descubra 7 povos que descendem dos portugueses.

1. Lamno (Indonésia)

Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à Indonésia, no início do século XVI e, apesar de terem-se estabelecido sobretudo na região oriental do país, alimentaram o sonho de controlar o comércio da pimenta desde a zona estratégica do Norte da Samatra até ao mercado chinês.

lamnoCriança de Lamno, Indonésia

Os portugueses da província indonésia de Aceh, conhecidos localmente como "olhos azuis", estão em risco de se extinguirem desde que o tsunami de 2004 reduziu a comunidade de centenas de pessoas a menos de uma dezena. Antes do tsunami, a comunidade teria talvez cerca de 500 pessoas, enquanto que agora é difícil apontar um número, porque a região conta com descendentes de outros europeus e árabes.

2. Bayingyis (Birmânia)

A hegemonia portuguesa no Índico e no Pacífico durou perto de um século e seria profundamente abalada com a chegada dos holandeses àqueles mares. Com a substituição da dominação portuguesa pela holandesa - permanecendo nas terras que as viram nascer; deportados para outras paragens; ou forçados à emigração - as cristandades mestiças euro-asiáticas do Oriente talharam a identidade colectiva de cada uma que perdurou até aos nossos dias e que assenta em dois pilares principais: a religião católica e a língua crioula.

BayingyisBayingyis

Entre essas comunidades destaca-se a dos descendentes dos muitos soldados portugueses que na época de Seiscentos lutaram ao lado dos soberanos de Ava e do Pegu, reinos da antiga Birmânia, ou que faziam parte do pequeno exército de Filipe de Brito, ou do seu companheiro de armas Salvador Ribeiro de Sousa, senhores feudais em terras do Oriente, ambos empossados com o título de 'rei do Pegu', e que são hoje conhecidos em Myanmar (actual Birmânia) como os 'bayingyis'.

3. Ziguinchor (Senegal)

A actual Ziguinchor remonta a uma feitoria fundada pelos portugueses em 1645, na margem sul do rio Casamansa. Segundo a tradição, o seu nome deriva da expressão em língua portuguesa "cheguei e choram", uma vez que os nativos pensavam que os europeus os vinham escravizar. Subordinada à capitania de Cacheu, o seu objectivo era o comércio com o reino de Casamansa, um fiel aliado na região, descrito pelos cronistas coevos como o reino mais amigo dos portugueses ao longo da costa da Guiné.

Ziguinchor

Nos censos de 1963, dos 42.000 habitantes de Ziguinchor, 35.000, falavam o crioulo (83%), e 30.000 tenham o crioulo como língua materna (71,4%). O crioulo de Casamansa é uma língua crioula baseada no português que é considerado um dialecto do crioulo da Guiné-Bissau falado principalmente na região de Casamansa no Senegal e também na Gâmbia.

4. Kristang (Malásia)

Os portugueses chegaram há quinhentos anos a Malaca. A diáspora lusitana subsiste, com inusitado fulgor e entusiasmo, num pequeno bairro piscatório malaio, onde se luta pela manutenção da cultura portuguesa. Hoje e sempre. Em Malaca (Melaka, i.e., "O Estado Histórico"), o terceiro mais pequeno Estado da Malásia, existe um povo conhecido por Kristang ("cristão"), que descende dos portugueses e que sobrevive desde o século XVI como uma pequena comunidade de cerca de 5000 pessoas.

kristangkristang

A numerosa colónia luso-descendente não abdicou da identidade cultural. Meio milénio após a chegada lusa e 370 anos após a sua partida, todos continuam a afirmar-se, orgulhosamente, portugueses, sem nunca terem pisado solo nacional. A cultura popular portuguesa transmite-se de pais para filhos, por via oral. Contam-se histórias, ensinam-se costumes e tradições, transmite-se «o portugis antigo», que falavam os primeiros colonos, corrompido por séculos de transmissão oral sem um único registo escrito ou resquício de ensino oficial.

5. Burghers (Sri Lanka)

Burgher é o nome pelo qual são conhecidos os descendentes de portugueses e holandeses no Sri Lanka. Os Burghers Portugueses são um grupo étnico do Sri Lanka descendentes de cingaleses e portugueses, católicos e falantes do indo-português do Ceilão, uma linguagem crioula de origem portuguesa. Os Burghers portugueses são maioritariamente descendentes de mestiços de origem portuguesa e cingalesa, geralmente pai português e mãe cingalesa ou mãe descendente de portugueses com pai cingalês. A sua origem remonta à chegada dos portugueses, após a descoberta do caminho marítimo para a Índia, em 1505.

BurghersBurghers

Quando os holandeses tomaram as costas do Sri Lanka em 1656, antigo Ceilão Português, os descendentes dos portugueses refugiaram-se nas montanhas centrais do reino Kandyan, sob domínio cingalês. Com o tempo descendentes de portugueses e holandeses casaram entre si. Embora a língua portuguesa tivesse sido banida sob o domínio holandês, estava tão difundida como língua franca do índico que até os holandeses a falavam. No Censo de 1981 os Burghers (holandeses e portugueses) contavam cerca de 40.000 (0,3% da população total do Sri lanka). Numerosos apelidos de origem portuguesa permanecem até hoje, como Perera, Pereira, Abreu, Salgado, Fonseca, Fernando, Rodrigo e Silva que se tornaram parte da cultura do Sri Lanka.

6. Korlai (Indía)

Korlai é uma aldeia que fica perto das ruínas da antiga cidade fortaleza de Chaul construída pelos portugueses no séc. XVI, em 1534. Chaul foi uma das cidades mais importantes e estratégias do Império Português do Oriente, de tal forma que era uma cidade bem apetecida para os adversários dos portugueses. Os portugueses começaram a frequentar aquelas águas a partir de 1501, com o apoio do potentado local que se fizera vassalo do rei de Portugal para se livrar da influência do Samorim de Calecut.

korlaikorlai

A povoação conta com cerca de 900 falantes no entanto encontra-se ainda por estudar, pois ainda não há nenhum estudo sobre a língua ou sobre os costumes deste povo. A descendência de Korlai resulta da presença de soldados Portugueses que se casaram com as nativas, bem como um pequeno grupo de mulheres de Goa que se casaram com portugueses. Os seus costumes e tradições indicam essa origem e incluem a religião cristã, a celebração de diversas festividades e até músicas populares.

7. Tugu (indonésia)

Não é fácil chegar a Tugu, a nordeste de Jacarta, capital da Indonésia. Mesmo ao fim-de-semana, o trânsito que liga à aldeia é caótico, devido à proximidade do porto de Tanjung Priok, o principal do país, com cerca de 430 hectares. Apesar dos inúmeros camiões que entopem a estrada principal, sente-se uma tranquilidade ao chegar a Tugu, um ex-líbris de Portugal. Junto ao cemitério e à igreja branca datada do século XVII, há um espaço aberto e arvoredo que lembra o centro de algumas aldeias portuguesas, até pelos idosos que por ali vão deixando cair o tempo.

TuguTugu

Os ancestrais dos tugu estão ligados aos escravos dos portugueses na Índia que foram levados para a Batávia, antiga Jacarta, por holandeses. Ainda no século XVII, após o fim do império colonial português no Sudeste Asiático, chegaram àquela zona comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute. O cruzamento entre os dois grupos fez nascer os chamados “Portugueses Negros”, que tinham em comum a língua portuguesa e a religião cristã.

Agência Bofetada – parte II: o regresso de Zeca Mendonça

por João Mendes

Fotomontagem via L'obéissance est morte

Não é que esse regresso esteja para acontecer, até porque o histórico kickboxer assessor do PSD deixou recentemente o partido para se juntar à turma dos afectos, estando agora ao serviço do presidente Marcelo. A acontecer, porém, o momento seria perfeito: se João Soares, o wannabe esbofeteador, poderá ocupar uma cadeira na administração da Lusa, então Zeca Mendonça, o pontapeador de fotojornalistas, seria uma escolha mais do que acertada e coerente. Azar o dele não ser do PS nem da família do Carlos César.