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sábado, 30 de dezembro de 2017

Um país encalhado

por estatuadesal

(José Pacheco Pereira, in Público, 30/1/2017)

JPP

Pacheco Pereira

Poupo-vos os balanços do fim do ano. Um ano é uma convenção e quando termina significa que há preços (muitos) que vão aumentar e alguns impostos (poucos) que vão descer. Espera-se. As pessoas vêm das festas e isso embota a consciência, o que certamente ajuda. Depois volta a rotina.

A comunicação social torna-se absolutamente aborrecida e repete todos os anos as mesmas reportagens. Gostava de saber o que é que aconteceria se houvesse uma estação de televisão em que nada tivesse que ver com o Natal, nem filmes infantis, nem reportagens sobre as consoadas nos hotéis, nem competições de árvores de Natal, nem corridas de Pais Natal, nem multidões nas compras, nem voos cheios e esperas nos aeroportos, nem as greves sazonais. Nem nada. Sem um átomo de “espírito natalício”. Infelizmente ninguém o vai fazer, pelo que estamos condenados a ter tudo igual. Na verdade, não é nada de diferente do que acontece todo ano, só que aqui nota-se mais.

Novidades em 2017? Houve algumas, mas só duas é que podem ser importantes para 2018. Uma foi a crise dos incêndios, que afectou e muito o Governo, e a outra é o contínuo “cumprimento das regras europeias” — saída do défice excessivo — Centeno no Eurogrupo, três aspectos da mesma coisa: o Governo socialista-comunista-bloquista vai governar com o mesmo modelo dos governos da troika, moderado pela margem de manobra de uma melhor economia, mas igualmente castrador.

No PSD, um demónio vingador condenou tudo a continuar quase na mesma. Rio não é igual a Lopes, nem em carácter, nem em competência, nem em seriedade e responsabilidade, é melhor, mas ambos resolveram fazer uma campanha péssima de continuidade e de medo de tomar posições, numa altura em que mais do que nunca o PSD precisava de rupturas. Tornam-se assim um factor de conservadorismo, de bloqueio do debate político, logo um impeditivo à abertura e à vitalidade do partido. Colocar Passos Coelho numa redoma não diminui o poder dos seus actores menores que conduziram um processo sinistro de mediocratização do PSD, e cuja principal preocupação é a sua carreira. Ainda recentemente um deles fez uma exibição televisiva de absoluta ignorância sobre o que estava a dizer e não é excepção nesse abaixamento de bitola de qualidade mínima. Apostaram quase todos em Lopes, mas como a sua legitimação e poder partidário vinha de Passos, deixando os anos do “ajustamento” intactos, ou vão fazer a transumância, caso Rio ganhe, ou estão em condições para lhe fazer a vida negra, como Passos fez a Manuela Ferreira Leite. Por aí, infelizmente não vai haver a força necessária para virar situação de decadência do partido.

Por isso, em 2018, digam o que disserem as sondagens, o Governo está mais fragilizado, o PSD idem, e o país está condenado a uma política de estagnação para a qual parece não haver forças endógenas que alterem o rumo. Daí que por muito que a situação pareça de estabilidade ela é inerentemente instável. A única efectiva criação na política portuguesa dos últimos anos, a aliança PS-PCP-BE, está por isso condenada a traduzir essa instabilidade de fundo, e, a continuarem as coisas como estão, não vai acabar bem nas eleições de 2019. O excesso de tacticismo que domina a política portuguesa faz com que todos os membros da aliança estejam a fazer navegação de cabotagem e a ver se ganham alguma coisa pelo meio, sem qualquer plano consistente para o futuro. O PS pode esperar por ter uma maioria absoluta, o que até agora, mesmo no contexto mais favorável antes dos incêndios, não estava adquirido. Penso que Costa, que já aprendeu com os erros da campanha de 2015, é mais prudente e deseja uma forma qualquer de acordo eleitoral prévio, mas no PS há muita gente a desejar alijar o PCP e o BE, ou a negociar com eles na base de uma posição de força. Saliente-se que uma das razões por que foi possível o acordo de governo PS-PCP-BE foi o facto de o PS não ter condições para negociar a partir de uma situação de força.

O BE é pessimamente dirigido no contexto do acordo, porque pensa que a dimensão tribunícia pode continuar na mesma num partido que  partilha o poder político, como de facto partilha, reivindicando os  louros mas recusando as responsabilidades. E o PCP está preso num enorme conservadorismo de linguagem, métodos e acção e já começou a perceber que, a não haver mudanças sérias, está condenado a perder posições em cada eleição. Não é a aliança com o PS e o BE que está a erodir o eleitorado do PCP, é o autismo da sua linguagem que nem sequer vagamente comunista é. Veja-se o seu último cartaz que diz “salários — emprego — produção — soberania”. E depois? Há um enorme cansaço no PCP, e isso é um dos factores de crise da “geringonça”.

O PS permitiu também um processo de usura, ao aceitar haver algum mérito em questões casuísticas e anedóticas, mas mediáticas, que a oposição usa bem. A questão é que à falta de questões de fundo e com uma comunicação social muito limitada ao “caso” da semana, explorado ad nauseam, seja ou não importante, o Governo desgasta-se ao actuar ao ritmo dos jornais e televisões, ou, ainda pior, das chamadas “redes sociais”. A oposição ao Governo socialista, liderada pelo CDS, afina pelo mesmo estilo casuístico, com um método de actuação pobre, simples, mas que o PS tem permitido ser eficaz ao morder o isco todos os dias. O CDS cria ou explora todos os casos sem excepção, sempre com o mesmo método: o Governo diz que vai dar 20, o CDS reclama 50; o Governo diz que o prazo é seis meses, eles reivindicam de imediato três, ou “já”; o Governo diz que vai dinheiro para isto, o CDS diz que o dinheiro deve ser dado àquilo, ou deve ser mais, ou deve ser menos. Muito barulho, mas pouca substância, com um PSD acéfalo atrás.

O Presidente da República vai ser também um factor suplementar de instabilidade. O Governo vai olhar para o lado, aquiescer, concordar, dizer que não se importa, com o contínuo metadiscurso da governação que o Presidente faz. Mas o próprio desgaste desse discurso vai tentar o Presidente a dar-lhe mais acutilância, logo em suscitar a atenção, através de recados, inuendos, sugestões ou críticas veladas. Ocasionalmente fará críticas mais abertas, ou opor-se-á frontalmente, em particular se se tratar de um tema populista. Os momentos em que mais se aproximou do Governo já estão no passado, até porque o Presidente encontrou naquilo a que se chama os “afectos”, que de afectos tem pouco, uma fórmula de aumentar tanto a sua popularidade que ela lhe serve de poder em matérias em que constitucionalmente não se devia meter.

O Presidente, que é o zelador dos efeitos dos incêndios, que é o zelador das “regras europeias” (onde não tem tido muito que zelar), está  a preparar-se para ser o zelador de tudo aquilo que entende ser “eleitoralista”, o que claramente está longe de ser uma função presidencial, porque implica opções de conteúdo que são eminentemente governativas.

Não é por acaso que usei várias vezes neste artigo palavras como “usura”, “desgaste”, “cansaço”. Trata-se em todos os casos a velha regra de que, nada mudando, o “tempo come as coisas”, tempus edax rerum. É por isso que estamos encalhados, num país que não pode ter as políticas de que precisa, onde as forças políticas ou são subservientes ao exterior, ou olham apenas para o seu umbigo, onde todos os dias a qualidade da governação e da oposição é menor, onde aumenta o ruído em correlação directa com a diminuição da substância. É mau para os costumes e péssimo para o futuro, mas é o que é.

Um 2018 auspiciosamente saboroso

Ventos Semeados

Recuperar utopias para um mundo delas tão carecido.

Sou daqueles para quem o Natal pouco significa dada a incompatibilidade com os valores religiosos, que lhe estão subordinados. É claro que os doces são particularmente apetecíveis, pondo parêntesis nas intenções de ir reduzindo o excesso de peso, mas a outra razão para sentir alguma magia - a reunião da família - ficou seriamente condicionada por pertencer à geração que viu os filhos partirem para longe e os sabe aí radicados para todo o resto da sua vida ativa.

É verdade que Maomé poderia ir à montanha ou a montanha a Maomé mas, com os casamentos transnacionais, cria-se a regra de se passar este tipo de data ora com os pais de um, ora com os do outro, quaisquer deles a habitarem a milhares de quilómetros do sítio onde vivem ou trabalham.

Daí que, se para o réveillon estaremos integrados num grupo de dezenas de convivas, o Natal foi apenas partilhado com o cada vez mais idoso gato, responsável por nos eximirmos às grandes ausências por quanto o sabemos sofredor em cada forçada estadia no hotel uma ou duas vezes por ano.

Aborrece-me também todo o espetáculo da caridade hipócrita de gente bondosa a servir pobrezinhos humildes e muito agradecidos mas esquecidos no resto do ano. As jonets não são casos isolados, havendo quem lhe queira replicar o modelo, e até ultrapassá-lo, como ocorre com o nosso selfieman-mor. Sempre apostado em transformar cada um dos seus atos como espetáculo, que lhe garanta o papel principal, Marcelo distribui beijos e sorrisos como se fosse o grande responsável pela mudança operada no país nestes dois anos, muito embora os menos incautos saibam quanto ele contribuiu com raspas para tudo quanto significou a inflexão do país abúlico e triste, que António Costa herdou  e ao qual devolveu o direito à esperança em melhores dias.

Vão chegando notícias animadoras, que comprovam a bondade da estratégia governativa gizada pelo governo com a cumplicidade da restante maioria parlamentar. Por isso quase entra na lógica da naturalidade a constatação de ter sido possível chegar a este final do ano com um défice de apenas 1,2% do PIB, com a dívida externa a descer significativamente e corrigindo com determinação as injustiças suscitadas por quem quis ter o pote entre 2011 e 2015. O caso dos lesados do BES , com culpas no cartório no terem-se deixado levar pelo conto do vigário aplicado por Ricardo Salgado com o febril entusiasmo de Cavaco ou de Carlos Costa, que irão receber em breve parte substancial do que tinham dado como totalmente perdido.

É claro que a comunicação social é o que é: na semana em que a Fitch alterou em dois níveis o risco de compra da dívida portuguesa, o semanário de Balsemão  fez capa com o malicioso título (e factualmente falso) de estarem por construir mais de metade das casas perdidas em Pedrógão. E, na SIC Notícias, o diretor do Diário de Notícias tentava incutir a ideia da inevitabilidade de novos e gigantescos incêndios na próxima primavera, quase salivando de mera gula com a possibilidade, para ele crível, de em tal cenário Marcelo dissolver a Assembleia da República e promover uma coligação pós-eleitoral entre o PS e o PSD capaz de pôr fim à convergência atual de toda a esquerda parlamentar.

Se o Natal nos trouxe de presente a ideia de solidez no apoio popular à governação, o novo ano será o de se concretizarem os votos formulados com 12 passas e uma taça de espumante em como será ainda mais saboroso do que 2017...

PERSONALIDADES DE 2017

por estatuadesal

(In Blog O Jumento, 30/12/2017)

Político do ano

Se há três anos atrás se perguntasse a alguém se Marcelo ia ser Presidente da República todos acertariam; acertariam até no seu estilo populista ou no almoço com Santana Lopes; de Marcelo Rebelo de Sousa só não se sabia da hérnia umbilical, porque de outras relações umbilicais todos sabiam. Mas se alguém nos questionasse se em janeiro de 2018 o país viveria sem a ameaça do segundo resgate, reembolsaria rendimentos e acabava com a sobretaxa sem excessos do fisco e que um ministro das Finanças português seria presidente do Eurogrupo a nossa reação seria dar uma gargalhada, isso se não ligássemos de imediato para 112 a pedir para  que o levassem para o Júlio de Matos.

Menções honrosas:

Menção Honrosa para o político populista do ano: Marcelo Rebelo de Sousa

Considerar Marcelo o político do ano seria a mesma coisa que ignorar o campeão europeu e considerar como treinador do ano o campeão do regional. Marcelo afirmou-se como a personalidade com mais credibilidade para consumo interno à base de beijinhos e abraços, encostando-se ao governo nos bons momentos e fazendo de líder da oposição quando dava jeito. Pelo caminho ajudou a derrubar Passos Coelho ao mesmo tempo que almoçava com Santana Lopes por ocasião do lançamento da candidatura deste à liderança do PSD.

Menção Honrosa para a sumidade em aritmética: Maria Luís Albuquerque

Dava seminários a funcionários do ministério das Finanças alemão, falava como se fosse uma sumidade na economia, até havia quem a apontasse como sucessora de Passos Coelho. Na oposição celebrizou-se com os seus comentários sobre as metas orçamentais, do cimo da sua sapiência até concluiu que eram aritmeticamente impossíveis.

Menção Honrosa para a especialista em previsões: Teodora Cardoso

Teodora Cardoso nunca aceitou que o governo pudesse ter sucesso invertendo a política económica no sentido contrário ao que ela tinha apoiado de forma tão militante e  a sua teimosia foi tanta que acabou por perder a credibilidade. Começou por tentar descredibilizar o governo com previsões que se se vieram a revelar erradas, agora alinha as suas previsões com as do governo mas continua a prever o pior para o país a não ser que este siga a sua cartilha.

Menção Honrosa para a alcoviteira do reino: Marques Mendes

Durante o governo de Passos Coelho foi chamado a fazer o papel sujo na comunicação governamental, antecipava as noticias com o ar de contar grandes segredos, desta forma esgotava-se o debate em torno das más notícias para que, quando estas fossem tornadas públicas, já não fossem tema de discussão pública. Agora limita-se a fazer algumas alcoviteirices, enquanto se arma em pilar moral da sociedade política portuguesa. Depois de uma carreira política com 30 anos, o rei dos jogos de influências Marques Mendes é uma espécie de Dona Doroteia, a personagem da telenovela Gabriela que era o "Pilar moral da sociedade, mas que nos seus tempos de juventude já tinha sido  quenga!

Menção Honrosa para o homem de negócios do ano: Paulo Portas

Habituado a luxos Paulo Portas tentou sair do governo enquanto se sentiu em alta, mas obrigado a aguentar-se até ao fim da legislatura acabou por ter sorte, saindo incólume e a tempo de se tornar num importante gestor de influências em negócios de países com democracias muito avançadas e sem corrupção, como a Venezuela, Angola ou Moçambique. Esteve duas vezes no governo e saiu-se sempre bem, desta vez até se esqueceu do seu programa na TVI24, onde até já havia um estúdio montado só para ele.

Menção Honrosa para o político desaparecido: Cavaco Silva

Em poucos meses deixou de se sentir fazer a falta dele, Marcelo não só correu com Passos Coelho como num momento de ilusionismo fez desaparecer Cavaco Silva.

Menção honrosa para o político mais assanhado: Assunção Cristas

No governo poupou energia dispensando os seus funcionários de usar gravata enquanto colhia as azeitonas das oliveiras plantadas no tempo de Jaime Silva. Na oposição conseguiu rasteirar Passos Coelho em Lisboa, tendo-lhe cabido organizar o funeral do ainda líder do PSD. Animada pelo sucesso em Lisboa Cristas parece ter ficado assanhada e desde então limita-se a uma verdadeira guerra de guerrilha que começa a enjoar.

O culto de personalidade de Marcelo

por estatuadesal

(Por Jorge Rocha, in Blog Ventos Semeados, 30/12/2017)

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No dia de ontem os grandes cultores de Marcelo quiseram acrescentar mais uma pitada ao seu suposto mito. Diziam os repórteres à porta do hospital algo deste tipo: “Vejam bem, oh distraídos portugueses, quão grande é a sorte de contarem com Marcelo por presidente!

Pois que outro teria a coragem, a determinação, o ânimo, a afoiteza, a valentia, a bravura, o valor, a temeridade, o desassombro, a intrepidez, a impavidez, o desembaraço, o denodo, o destemor, até mesmo o arrojo, de promulgar, não um, não dois, não três, mas quatro!, ouçam bem, quatro decretos, sem os quais o país pararia, milhares dos seus cidadãos sofreriam duras consequências e até a própria Terra se arriscaria a parar!”

Só não foi inteiramente assim, porque os obnóxios «jornalistas» ainda não se tornaram tão competentes quanto a sua modelo ideal: aquela apresentadora norte-coreana de voz enfática, que até a nós, à distância de milhares de quilómetros, nos leva a sentir inexplicável exultação pela nova proeza do «querido líder» bochechudo que, com o leve carregar de um botão, vai atirando prodigiosas bombinhas na direção da zurzida autoestima daquele senhor de melenas meio amareladas, meio alaranjadas.

Vivemos um autêntico culto da personalidade, fomentado pelo tipo de comunicação social, que temos: qualquer ausência momentânea do querido líder logo causa síndroma de dependência em quem se habituou a ouvi-lo perorar de manhã, à tarde e à noite.

Nada pode acontecer sem que ele tenha prévio conhecimento, porque senão o Diniz do «Público» logo põe títulos garrafais a dizê-lo, incompreensível desconhecedor de tudo quanto se passa no país. O que já me leva a equacionar se, quando o meu gato vai fazer as necessidades à liteira, não será de bom tom eu telefonar para o palácio a avisar do que se apresta acontecer.

Para as televisões e os jornais Marcelo é o centro do universo, o pai dos povos capaz de fazer esquecer o Zé dos Bigodes, comummente associado a tal fórmula. Resta a solução óbvia: ter a televisão desligada nos telejornais, passar lestamente as primeiras páginas das revistas e dos matutinos, que dele fazem presença mais constante do que aquelas meninas de mamas ao léu, que os tablóides ingleses afixam na terceira página.

Continuo à espera que tanto Marcelo resulte numa indigestão tal, que os portugueses o vomitem de dentro de si mesmos e o vejam como aquilo que sempre foi: um filho e afilhado de fascistas, que enquanto jornalista tratou de tramar quem lhe dera a mão (Balsemão), um ai-jesus de Ricardo Salgado com quem passava regularmente férias, um palrador incontinente apostado em atirar bitaites pouco inocentes, repletos de segundos e terceiros sentidos intriguistas, e que anda a enganar tolos, já não com papas e bolos, mas com os seus substitutos atualizados, as selfies e os abraços.

Quanto tempo terei de esperar até vê-lo apeado do pedestal e reduzido à real condição de medíocre criatura?

Socialismo no século XXI

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por António de Almeida

A doutrina socialista apregoa igualdade, mas o resultado palpável obtido sempre que algum país leva à prática as ideias de Marx, acaba por ser a miséria generalizada, excepção feita aos iluminados camaradas dirigentes que conduzem o rebanho se sacrificam liderando as massas.
A Venezuela é hoje um triste e lamentável exemplo do resultado a que conduzem o desrespeito pelas liberdades, pela propriedade e iniciativa privada. Não faltam por esse mundo fora invejosos aspirando a meter as mãos nos bolsos de quem produz, em nome do Estado social e outros disparates do género. A bizarria começou com Chavez, mas agravou-se com Maduro, que incapaz de encarar o fracasso da sua política, recorre a delirantes desculpas inventando inimigos e teorias da conspiração, esquecendo o essencial, que o seu regime socialista nada produz à excepção do petróleo, uma riqueza natural que nada tem a ver com política. Ainda assim, nem ao combustível a população consegue aceder. Ler mais deste artigo