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domingo, 31 de dezembro de 2017

EUA "nunca estiveram tão próximos" da guerra nuclear com a Coreia do Norte

Michael Mullen

  |  WIKIMEDIA COMMONS

Ex-chefe das Forças Armadas norte-americanas afirma que Trump "escolheu destabilizar"

Os Estados Unidos "nunca estiveram tão próximos" de uma guerra nuclear com a Coreia do Norte, afirmou hoje o ex-chefe das Forças Armadas norte-americanas Mike Mullen, para quem o Presidente Donald Trump criou uma atmosfera "incrivelmente perigosa".

A presidência Trump "é incrivelmente destabilizadora e certamente imprevisível", declarou Mullen, que é um antigo almirante e que foi chefe das Forças Armadas do republicano George W. Bush e do democrata Barack Obama, no canal ABC.

"O Presidente escolheu claramente destabilizar [...] e criar uma grande incerteza", acrescentou o antigo militar, atualmente reformado.

"Aqueles que foram nossos amigos durante muitos anos têm dúvidas sobre a firmeza do nosso compromisso com eles" e "os nossos inimigos, aqueles que nos querem prejudicar, parecem tirar proveito dessa incerteza", sublinhou.

"Existe uma atmosfera extremamente perigosa em toda essa incerteza, sobre como tudo isso vai terminar e, em particular [...], com a Coreia do Norte", acrescentou.

"Na minha opinião, nunca estivemos tão perto de uma guerra nuclear com a Coreia do Norte e na região", considerou.

"E não vejo como podemos resolver tudo isso através da via diplomática nesta fase", adiantou.

O secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson disse na quarta-feira que a "pressão será mantida" na Coreia do Norte.

O regime norte-coreano acelerou nos últimos dois anos o desenvolvimento de programas banidos, aumentando os testes nucleares e balísticos.

O líder norte-coreano Kim Jong-Un proclamou, em 29 de novembro, que seu país se tornou um Estado nuclear de pleno direito depois de testar com sucesso um novo tipo de míssil que ele acredita que pode atacar os Estados Unidos em qualquer lugar.

Duas portuguesas mortas em Moçambique no espaço de horas

Maputo, Moçambique

  |  GLOBAL IMAGENS/ARTUR MACHADO

Casos não têm qualquer relação. Suspeitos detidos pela polícia

Uma segunda portuguesa foi assassinada em Moçambique. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, à TSF. Os casos não têm qualquer relação.
A polícia moçambicana deteve dois suspeitos do assassínio da cidadã portuguesa residente em Moçambique, que o governante descreveu de "alguma idade".
"Esta noite, numa outra província, sem relação com o primeiro caso, ocorreu mais um assassinato de uma portuguesa, na sequência de um assalto."
José Luís Carneiro elogiou "a boa colaboração das autoridades policiais na identificação dos suspeitos e, ao mesmo tempo, nas diligências que foram necessárias realizar, nomeadamente na realização das autópsias".
O assassínio deu-se poucas horas após ter sido descoberto o corpo de uma empresária de 28 anos, vítima de um rapto e posterior homicídio, na Beira. A polícia deteve três suspeitos do crime.

Theresa May planeia remodelação governamental em janeiro

Ruben Pires

14:28

A primeira-ministra do Reino Unido pondera alterações em áreas como a educação, negócios, energia, e estratégia industrial, e ainda nos transportes diz o Sunday Times.

Stefan Wermuth/REUTERS

O Sunday Times avança que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, está a planear cinco mudanças, que afetam várias áreas governativas, já em janeiro.

As mudanças de acordo com o Sunday Times, incluem as saídas de: Patrick McLoughlin, o ‘chairman’ do partido conservador, Justine Greening, na educação, Greg Clark, que tutela as áreas de negócios, energia, e estratégia industrial, Chris Grayling, nos transportes, e Andrea Leadsom, que lidera a ‘House of Commons’.

O Sunday Times refere que Theresa May quer também um novo papel para Boris Johnson, responsável pelos assuntos estrangeiros, com funções mais viradas para a área do ‘Brexit’.

Mas as mudanças podem não ficar por aqui. O Sunday Times dá conta de possíveis alterações na saúde, e a entrada de Dominic Raab e Damian Hinds embora sem se saber com que funções.

Portugal já pode autorizar e fiscalizar circulação de navios

Nuno Miguel Silva

17:00

Passou a ser respeitada a diretiva sobre funções do Estado de bandeira, depois de certificado Sistema de Gestão de Qualidade.

Darren Whiteside/Reuters

Portugal, através da DGRM – Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, passou a respeitar a diretiva comunitária sobre as funções do Estado de Bandeira, que permite, entre outras coisas, autorizar e fiscalizar a circulação de navios com o pavilhão português nos diversos mares internacionais.

“A DGRM obteve no passado dia 22 de dezembro a certificação do seu Sistema de Gestão de Qualidade relativo às funções operacionais do Estado de Bandeira, no âmbito da Norma NP EN ISO 9001:2015”, explica um comunicado desta Direção-Geral.

O mesmo documento sublinha que “o sistema foi auditado pela SGS Portugal e contempla a componente de certificação de marítimos e de certificação de navios, quer nas novas construções quer nos navios em serviço e, ainda, a monitorização da frota dos Registos de Navios de Portugal”.

“Não estávamos a registar navios ilegalmente, pois os requisitos técnicos de segurança estavam e estão a ser aplicados, caso contrário não obteríamos a certificação em causa”, explica José Carlos Simão, diretor-geral da DGRN, em declarações exclusivas ao Jornal Económico.

O mesmo responsável esclarece ainda que “o que acontecia era que sem esta certificação Portugal estava em incumprimento porque a diretiva comunitária infra referida ‘obriga’ à existência de um sistema de gestão certificado nas Administrações Marítimas para as funções de Estado de Bandeira”.

“O objetivo da diretiva é garantir a existência de um sistema de gestão estruturado, repetível e auditável para efeitos das auditorias periódicas que a Comissão Europeia efetua aos Estados-Membros”, salientas José Carlos Simão.

O director-geral da DGRN acrescenta que, “naturalmente que tirámos partido da conceção do sistema de gestão para simplificar, modernizar e informatizar as atividades operacionais referentes ao Estado de Bandeira”.

“Atualmente, o sistema de gestão em causa aplica-se a cerca de 50.000 marítimos [trabalhadores], a cerca de 500 embarcações SOLAS (dois registos de Portugal) [SOLAS – Safety of Life at Sea, um sistema internacional que inclui todos os navios com mais de 300 toneladas de arqueação bruta [’gross tonnage’] e todos os navios de passageiros, com apenas algumas exceções], 4.000 embarcações de pesca e quatro escolas de formação de marítimos.”

Esta certificação obtida a 22 de dezembro passado corresponde a um requisito do Decreto-Lei 51/2012, de 6 de março, que estabelece a obrigação da Administração Marítima Nacional (DGRM) desenvolver e gerir um sistema de gestão para a qualidade das atividades operacionais relacionadas com o Estado de Bandeira.

O referido Decreto-Lei transpôs a Diretiva n.º 2009/21/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2009, e a certificação agora obtida resolve o problema que a Comissão Europeia apontava a Portugal de não cumprimento desta obrigação do Estado de Bandeira.

A DGRM tem como missão o desenvolvimento da segurança e serviços marítimos, incluindo o setor marítimo-portuário, a execução das políticas de pesca, da aquicultura, da indústria transformadora e atividades conexas, a preservação e conhecimento dos recursos naturais marinhos, bem como garantir a regulamentação e o controlo das atividades desenvolvidas nestes âmbitos.

Enquanto serviço do Estado e para a prossecução desta missão, o Sistema de Gestão da Qualidade visa a promoção da melhoria contínua, tendo como objetivo a satisfação das necessidades dos seus utentes e demais partes interessadas, a dinamização da economia e a proteção dos direitos e interesses dos cidadãos.

“Nestes termos, a certificação agora obtida, enquadra-se num programa mais vasto de modernização e melhoria dos serviços prestados por esta Direção-Geral, onde a aposta na simplificação e na desmaterialização dos procedimentos, maximizando a eficiência dos serviços prestados e garantindo a segurança da informação, é um dos pilares essenciais”, conclui o comunicado da DGRN.

Opway vai ser liderada por Gilberto Rodrigues

Maria Teixeira Alves

16:00

Especial 2018: A compra da TVI pela Altice vai avançar?

Filipe Alves

13:30

Balanço Nacional 2017: a política não é a vida das pessoas?

por estatuadesal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 31/12/2017)

Daniel

Daniel Oliveira

O balanço geral deste ano de governo tem sido o de que foi excelente na economia e péssimo na política. Na economia não entra apenas o crescimento económico ou o aumento das exportações. Não entram sequer apenas as contas públicas. Entra o emprego, que cresceu. Entra o rendimento dos trabalhadores, que aumentou. Entra o rendimento dos desempregados e dos reformados, que é maior. Na economia, ao que parece, entra a vida concreta das pessoas. Para a política fica o resto.

O que correu mal? Os casos. Com exceção dos incêndios, que correspondem a um problema real e profundo do país e que teve um enorme impacto na vida de muitas pessoas – e em que a responsabilidade do atual governo é parcelar, mas relevante –, estamos a falar de episódios com um enorme impacto mediático mas muito pouca repercussão real. Se nuns casos a responsabilidade do governo é total (as viagens pagas pela Galp e a transferência do Infarmed), noutros, como o da Raríssima ou de Tancos, ela é nula ou residual. Muitos destes casos são, acima de tudo, um retrato do estado do país e do Estado com responsabilidades que vêm de longe mas que uma comunicação social decidiu concentrar nos protagonistas atuais. Nunca o conceito de responsabilidade política dos ministros tinha sido tão abrangente como nos dois últimos anos.

O balanço geral deste ano de governo tem sido o de que foi excelente na economia e péssimo na política. Em muitos anos, é a primeira vez que o emprego sobe, o rendimento sobre, as prestações sociais sobem, as exportações sobem, os impostos descem. Parece que isto não é política. Talvez seja por isso que há tanta gente a desinteressar-se dela.

A separação entre economia e política, sendo enganadora, é bastante interessante. Estando de um lado as condições materiais de vida das pessoas, incluindo o emprego e o rendimento, e do outro os fenómenos mediáticos, de que tratam os jornalistas, é a própria comunicação social que assume o divórcio entre a realidade com que lida e a vida concreta dos portugueses. Um divórcio que é relativamente fácil de medir. A péssima imprensa deste governo (talvez apenas ultrapassada pelo curto mandato de Santana Lopes) é mensalmente contrariada por sondagens consistentemente positivas para o PS e para toda a “geringonça”. Nunca a opinião publicada esteve tão insistentemente distante da opinião pública. E isso, mais do que falar do estado do país e do governo, diz imenso sobre o estado da imprensa.

Objetivamente, o governo teve nos incêndios um momento realmente difícil, com uma má gestão política que tornou mais fácil concentrar apenas em si responsabilidades. Este foi o momento negativo. Isto e o facto de ser incapaz de travar o processo de decadência dos serviços públicos iniciado há mais de uma década. Do outro lado temos o resto: em muitos anos, é a primeira vez que o emprego sobe, o rendimento sobe, as prestações sociais sobem, as exportações sobem, os impostos descem. Parece que isto não é, para muitos analistas, política. Talvez seja por isso que há tanta gente a desinteressar-se dela.