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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

As diferenças na mensagem de Ano Novo entre Marcelo e Cavaco

PAÍS

As diferenças na mensagem de Ano Novo entre Marcelo e Cavaco

02.01.2017 19h43

Há diferenças óbvias na forma, mas há semelhanças no conteúdo. Esta foi a primeira mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. Ao longo dos últimos dez anos, foram vários os momentos em que Cavaco Silva usou esta comunicação ao país para anunciar decisões e deixar avisos.

Entre as Brumas da Memória

Entre as Brumas da Memória

Ser CR7 a quanto obrigas...

Posted: 01 Jan 2018 11:14 AM PST

Casino de Lisboa, ontem.
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01.01.1962 - A revolta de Beja recordada por quem nela participou

Posted: 01 Jan 2018 09:31 AM PST

Há seis anos, por ocasião do 50º aniversário do Golpe de Beja, vinte e três dos participantes elaboraram um texto, pouco conhecido, e que divulgo de novo. Como afirmam, o objectivo foi «contribuir para resgatar a “memória apagada” dessa efeméride, remetida como está para o limbo dos acontecimentos avulsos, insignificativos; situação, aliás, em consonância com muitas outras relativas à memória da resistência antifascista».

«Os subscritores, participantes sobrevivos da Revolta Armada de Beja – cujo quinquagésimo aniversário ocorre no próximo 1º Janeiro – pretendem, através da divulgação pública desta evocação, contribuir para resgatar a “memória apagada” dessa efeméride, remetida como está para o limbo dos acontecimentos avulsos, insignificativos; situação, aliás, em consonância com muitas outras relativas à memória da resistência antifascista; e em contraste flagrante com o desvelo comemorativo dedicado ao chamado Estado Novo, seus personagens e afins.

Na realidade, o combate e a resistência contra a ditadura e o fascismo em Portugal, constituíram um processo histórico contínuo ao longo de metade do séc. XX. Nesse processo insere-se a Revolta de Beja...porque aconteceu e ficou selada em sangue e morte. A sua importância e significado são-lhe conferidos pelo fluxo histórico no seu todo. Não foi um episódio isolado, fora do contexto da luta comum do povo português pela libertação de um regime ditatorial.

Com efeito, no caso da Revolta de Beja, é fácil estabelecer a sua ligação orgânica com o grandioso movimento de massas/levantamento popular provocado pelas eleições presidenciais em 1958; vindo a ser, exactamente, o general Humberto Delgado o impulsionador da Revolta de Beja e, como tal, figurando em 1º lugar na lista dos 87 incriminados pronunciados para julgamento no Tribunal Plenário Fascista.

Na sequência imediata da Revolta de Beja, eclodiu em Março desse mesmo ano de 1962, a revolta estudantil de maiores proporções contra o regime; o 1ºde Maio desse ano foi assinalado pelos trabalhadores e outros sectores da população com a maior força e amplitude de sempre. E o processo histórico continuou, já com a guerra colonial, por mais 12 anos, até 1974.

Tem sido prática corrente, após o derrubamento do fascismo até aos dias de hoje, minimizar a importância e o significado da Revolta de Beja. Obras antigas e recentes, de pretensa intenção histórico/cronológica, nem sequer anotam o acontecido. Mas bastaria ter consultado a imprensa da época para ver em grandes parangonas a dimensão do impacto e do sobressalto que provocou no País e além-fronteiras. O ditador tão emocionado ficou (citando) “com os acontecimentos das últimas semanas” que perdeu a voz e alguém teve de ler-lhe o discurso na sessão da Assembleia Nacional de 3 Janeiro; e cancelada teve de ser a costumada manifestação de desagravo.

Mas não serão certamente a contrafacção histórica ou a posição negacionista, até hoje dominante, que conseguirá alterar o significado patriótico/cívico/ético da Acção Revolucionária de Beja; que conseguirão apagar no registo da história o facto de “ter acontecido”; que abalarão as convicções e o orgulho, mantido sempre enquanto houve/houver alento pelos revoltosos de Beja, por terem dado corpo e presença e não terem recuado na hora de confirmação.

A 50 anos de distância temporal, neste ensejo evocativo os abaixo-assinados sentem-se felizes por poderem afirmar que a Revolta Armada de Beja insere-se, com honra, no processo histórico de luta e resistência do Povo Português contra a ditadura e o fascismo.

Simultaneamente, manifestam óbvia solidariedade, respeito e admiração, para com todas as outras “memórias apagadas”, por idênticos e obscuros propósitos de desvalorização do historial da resistência antifascista portuguesa.

Resta portanto, aos resistentes sobreviventes da Revolta de Beja saírem em defesa da causa pela qual empenharam as suas vidas, que continua a ser a Causa da Liberdade pela Justiça Social, a qual, neste século XXI, corresponde a ser a Causa contra o retrocesso civilizacional, contra o neoliberalismo que retira todos os recursos da economia real para entregá-los ao capital financeiro, avassalando o mundo e ameaçando o destino das gerações vindouras.

Assim foi aqui feito,

Evocando o Cinquentenário da Revolta Armada de Beja.

Em Lisboa, na última semana do ano 2011

Airolde Casal Simões / Alexandre Hipólito dos Santos / Alfredo da Conceição Guaparrão Santos / António da Graça Miranda / António Pombo Miguel / António Ricardo Barbado/ António Vieira Franco/ Artur dos Santos Tavares / Delmar Silva / Edmundo Pedro / Eugénio Filipe de Oliveira / Fernando Rôxo da Gama / Francisco Brissos de Carvalho / Francisco Leonel Rodrigues Francisco Lobo / João Varela Gomes / José Duarte Galo / José Hipólito dos Santos / Manuel da Costa / Manuel Joaquim Peralta Bação / Raul Zagalo / Venceslau Luís Lopes de Almeida / Victor Manuel Quintão Caldeira / Victor Zacarias da Piedade de Sousa

"Botão nuclear continua na minha secretária", diz Kim Jong-un a Trump

O líder Kim Jong-un anunciou hoje, no discurso anual à nação, que a Coreia do Norte completou o programa nuclear em 2017 e os Estados Unidos devem reconhecer esta realidade.

"Botão nuclear continua na minha secretária", diz Kim Jong-un a Trump

© Lusa

Notícias ao Minuto

HÁ 12 HORAS POR LUSA

Os Estados Unidos devem estar cientes de que as armas nucleares do país são agora uma realidade e não uma ameaça, sublinhou o "número um" norte-coreano na mensagem de Ano Novo.

"O botão nuclear continua na minha secretária. Não se trata de uma chantagem, mas da realidade", declarou Kim, repetindo que a Coreia do Norte era, a partir de agora, uma potência nuclear e capaz de alcançar todo o território dos Estados Unidos.

O líder norte-coreano declarou que o país deve aumentar a produção de ogivas nucleares e de mísseis e "acelerar o seu posicionamento".

“O fruto da guerra”: Papa Francisco partilha cartões com imagens de Nagasáqui

RELIGIÃO

O registo foi feito em 1945, após o bombardeamento nuclear a Nagasáqui e Hiroxima. O Papa já alertou várias vezes para o perigo das armas nucleares.

PÚBLICO

31 de Dezembro de 2017, 22:57

Fotogaleria

O Papa Francisco mandou fazer e distribuir cartões em que aparecem fotografias das vítimas do bombardeamento nuclear de Nagasáqui, de 1945, com a inscrição “o fruto da guerra” na parte de trás dos cartões, assim como a sua assinatura “Franciscus”, avançou a CNN neste domingo.

Numa das fotografias vê-se um menino a transportar nos ombros o cadáver do seu irmão pequeno, enquanto o levava para ser cremado. O registo da imagem foi feito pouco tempo depois dos bombardeamentos no final da Segunda Guerra Mundial por um fotógrafo da Marinha norte-americana, Joe O’Donnell, na altura com 23 anos (morreu em 2014), escreve ainda a CNN.

O’Donnell passou sete meses a fotografar a devastação da guerra no Japão, diz oNew York Times. O fotógrafo norte-americano levava duas câmaras consigo: com uma registava o cenário para as forças armadas; com a outra tirava fotografias para si – e para as quais só conseguiu olhar quase 50 anos depois. Em 1995, revoltado com o poder das armas nucleares, decidiu publicar um livro com algumas das suas fotografias, intitulado Japan 1945: A US. Marine's Photographs from Ground Zero (algo como Japão, 1945: As Fotografias de um Marinheiro Tiradas da Estaca Zero, numa tradução livre).

Na parte de trás dos cartões, há uma descrição da fotografia. “Um menino espera a sua vez num crematório para o seu irmão morto à sua volta”, lê-se no cartão divulgado pelo gabinete de imprensa do Vaticano. “A tristeza do menino só é manifestada pelo morder dos lábios, que escorrem sangue”.

O Papa Francisco já mostrou antes preocupar-se com os perigos do armamento nuclear e com a forma como pode afectar as pessoas mais vulneráveis, sobretudo crianças. Ainda este ano, depois da atribuição do Prémio Nobel da Paz à Campanha pela Abolição das Armas Nucleares, o Papa apelou à comunidade internacional que trabalhasse em conjunto para construir “um mundo sem armas nucleares”. “Esforçar-se para proteger a dignidade de todas as pessoas, especialmente as mais débeis e necessitadas, significa trabalhar com determinação para construir um mundo sem armas nucleares”, afirmava Francisco no início de Dezembro.

Face à escalada de tensões entre a Coreia do Norte e o mundo ocidental, sobretudo os Estados Unidos, o Papa Francisco manifestou neste domingo, numa retrospectiva de 2017, a sua preocupação com os arsenais nucleares.

“Ainda que a divulgação desta fotografia perto do Ano Novo não adicione nada de novo à posição do pontífice, não deixa de ser a primeira vez que Francisco pede que uma determinada imagem circule na época festiva, o que sugere que ele acredita que a mensagem é especialmente relevante nesta altura”, escreveu o jornalista e analista especializado em temas do Vaticano John L. Allen.

Directora-geral do FMI: Crescimento mundial será “mais forte e melhor repartido” em 2018

ECONOMIA

Christine Lagarde acredita que a recuperação da economia mundial será "mais forte e melhor repartida" no próximo ano.

Directora-geral do FMI: Crescimento mundial será “mais forte e melhor repartido” em 2018

Christine Lagarde, directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Lusa31 de dezembro de 2017 às 17:28

"Em 2017, pela primeira vez em muito tempo, revimos as previsões de crescimento mundial. A recuperação será mais forte e melhor repartida", considerou Christine Lagarde, directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI),salientando que este comportamento positivo não envolve apenas os países emergentes.

O FMI definiu que a taxa de crescimento mundial para 2018 será de 3,6%, o que para Lagarde significa um regresso "aos níveis médios das últimas décadas", interrompidos pela crise financeira de 2007 e 2008.

Em entrevista ao "Le Journal du Dimanche", este domingo, 31 de Dezembro, a directora da instituição considerou ainda que a zona euro está "fortemente consolidada" e que a moeda "está bem", sublinhando que a união monetária é "uma criação magistral, que constitui uma alternativa à China e aos Estados Unidos".

No que concerne aos Estados Unidos, Lagarde apontou que o potencial de crescimento atingiu os 2%, valor que só pode ser superado com um aumento da produtividade, algo "difícil" num ambiente marcado pelas novas tecnologias.

Ao mesmo tempo, a representante do FMI referiu que África "tanto pode ser o continente do futuro, como um continente dramático", o que dependerá do controlo da demografia e das políticas de desenvolvimento.

"O desenvolvimento económico face ao crescimento populacional é uma corrida contra o tempo, que será perdida se a demografia não for controlada, o que passa, em primeiro lugar, pela educação das mulheres e pela consciência geral desses países", concluiu.