Translate

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

um projecto de futuro

por rui a.

Rui Rio fará, este ano, 61 primaveras.

Nas eleições legislativas de 2019, sendo líder do PSD, apresentar-se-à a votos com 62 anos.

Perdendo essas eleições e viabilizando um governo do PS, como parece ter admitido ontem, voltará a ter oportunidade de ser primeiro-ministro com 66 anos.

Ao fim de uma legislatura como primeiro-ministro, Rio teria 70 anos.

Mas, como numa legislatura não se conseguem fazer reformas estruturais, Rio iria certamente a um segundo mandato, que concluiria com 74 anos.

Um empolgante projecto político de futuro, sem dúvida.

Livros censurados que não indignam os paladinos da neoliberdade

aventar_fb_header

por João Mendes

via DN

Alguém viu por aí os omnipresentes spin masters da direita alternativa portuguesa? É que já passaram três dias desde que Donald Trump decidiu mexer os cordelinhos para censurar um livro e por cá nem um pio dos paladinos da neoliberdade. Cá para mim estão é a adorar ver o milionário-presidente atiçar os advogados contra Michael Wolff, enquanto o presidente-milionário usa a sua posição para impedir a venda do livro. E haverá coisa mais bela que um predador capitalista que se transforma no presidente da superpotência global, que vê o mundo com os mesmos óculos que o pior de Wall Street e da banca sem princípios e que cospe nos direitos humanos e nas liberdades fundamentais com a arrogância de quem se acha um Deus na Terra? Já dizia o bom velho Passos que nunca tinha embarcado na ideia de que Trump era tão mau que tinha de sair derrotado. É natural que os seus súbditos não se indignem com as blasfémia.

Um Estado Ladrão

por Cristina Miranda

O Estado não governa. Rouba. Eles não gostam do termo. Até o acham ofensivo. Indignam-se quando alguém ousa chamá-los de ladrões. Mas gostem ou não são larápios do erário público descarados e sem pudor. E não preciso de esforçar muito a memória para afogá-los em provas factuais que o demonstra ao minuto. A cada hora que passa, é mais uma portariazita ladra, um decretozito assaltante, uma licenciaturazita falsa, umas trocas de favores debaixo da porta, uns bilhetes de futebol à borla com contrapartidas, uns perdões fiscais aos amigos, umas contas falsificadas, uns familiares favorecidos a viver à custa de todos nós, uns contratos ruinosos com luvas... É a ladroagem profissional especializada que dura desde que há partidos em Portugal em nome da democracia. Ponto!

Não vivemos em democracia coisa nenhuma mas sim em ditadura disfarçada de democracia. O poder concentrado na figura de um único indivíduo (ditadura) passou a ser dividido por  vários partidos (democracia) que entre eles decidem quem fica com o bolo maior e com que contrapartidas. É isso, curto e grosso. Desde 1974, com uma Constituição Portuguesa que assegura que o poder nunca saia das mãos de quem o conquistou na Revolução de Abril, que se finge através do voto que elegemos quem nos governa. Falso. A prova é esta: há algum deputado no  Parlamento eleito por sufrágio do povo português? Mais: há neste momento um governo LEGITIMAMENTE eleito por vontade do povo? Não me venham com a treta das coligações pós-eleitorais com a junção de todos os derrotados, se faz favor, previstas na Constituição feita por esses ladrões de poder. Poupem-me.  A resposta obviamente é NÃO! Nós cidadãos, infelizmente, enquanto isto não for revertido,  estamos reféns destes ladrões de poder que passam pelos governos, pelo parlamento e pelos sindicatos. A teia foi montada há décadas para que uma vez apanhados nela, jamais consigamos sair.

Por isso se explica que em pleno século XXI, apesar da roubalheira escancarada e monstruosa através de todo o tipo de impostos existentes ou INVENTADOS,   tenhamos urgências de hospitais públicos a parecerem um cenário de guerra onde doentes são amontoados sem um mínimo de condições. Ou noutro onde não há roupa de cama ou fardas. Ou ainda largas centenas de vítimas de incêndios por negligência criminosa do Estado a terem de ser elas próprias a desenvencilharem-se para sobreviver à tragédia e depois pedir as parcas indemnizações dentro dos prazos, que vêm seguramente da Sibéria a pé porque volvidos 6 meses (aqui o Estado já tem todo o tempo do Mundo para dar o que lhe compete por lei sem prazos) não chegaram ainda a todos. Por favor não me venham com os surtos de gripe para justificar o caos dos hospitais ou os fenómenos climáticos para os fogos. Não tenho pachorra!  Eles andam a governar-se. Não governam. Essa é a realidade. Acordem!

Por isso não há surpresa nenhuma quando os vemos a irem à bola ora com a Galp ora com Vieira da Silva. Quando os vemos a dormir e viajar com as Raríssimas. Quando os vemos unidos em consensos nesta lei secreta do financiamento dos partidos. Quando aumentam as subvenções vitalícias só porque sim. Quando atribuem perdões fiscais aos amigos como quem dá prendinhas no Natal. Quando aumentam regalias aos ordenados altos e alguns sectores da função pública. Quando espalham todos os amigos e familiares nas chefias do Estado.  Quando temos energúmenos a discursar no Parlamento sem serem depois colocados no olho da rua. Isto só acontece porque vivemos numa ditadura camuflada que além de nos condicionar o VOTO, nos amarra de impostos, sequestra a iniciativa privada (veja o caso recente que andam a fazer com o Alojamento Local), as liberdades individuais impedido um verdadeiro e franco crescimento social que promova prosperidade individual. Porque importa sim, promover antes a dependência do indivíduo ao Estado porque assim asseguram que nunca ninguém possa deter poder suficiente para os derrubar.

Porque se 99% (estou a ser simpática) do que é legislado favorece os governos e suas clientelas em detrimento da Nação, isto não é uma democracia.

É "ditadura".

um erro de casting

por rui a.

img_797x448$2014_11_296095

Lembro-me de Rui Rio, ao longo de décadas, ser uma espécie de eterno candidato a candidato perdedor da Distrital do PSD do Porto contra Menezes - o seu ódio de estimação (devidamente retribuído, saliente-se) - em parceria com o também desenraizado Aguiar Branco. Durante esse tempo, Rio pertencia a uma espécie de ala esquerda-aristocrática da Foz do Douro do PSD, que tinha como referência moral e política Miguel Veiga, e como facto histórico fundador a ancestral zanga deste advogado com Francisco Sá Carneiro, logo nos primórdios da existência do partido laranja, que provocou uma «cisão» de que só o advogado da Foz se apercebeu. Para todos os efeitos, este «grupo» representava, dentro do PSD, uma tendência mais à esquerda do que o «populismo» de Sá Carneiro, e assim se manteve pelos anos seguintes contra os «populismos» de Menezes, Santana e Passos Coelho. Teve proximidades a Balsemão e ao grupo dos «Inadiáveis», mais tarde a Ramalho Eanes, flertou com a ASDI e com o «Soares a Presidente» e, muito recentemente, no Porto, mais por princípios geográficos e bairristas do que políticos, com a primeira candidatura de Rui Moreira, que para Miguel Veiga significava a conquista da Câmara pela «intelligentsia» política da Foz, que ele sempre cultivara, e, para Rio, um acerto de contas com o seu eterno rival.

Quando Fernando Gomes regressou de Lisboa para «retomar» a Câmara do Porto, era presidente da distrital do PSD Luís Filipe Menezes ou alguém, cujo nome não me recordo agora, em sua substituição. Como, para os estrategas locais do PSD, a Câmara estava perdida, o candidato do partido laranja seria sempre uma vítima sacrificial, como outras que, de resto, tinham já existido no passado recente. Menezes ofereceu em forma de «missão» da maior importância, esse presente envenenado a Rio e este não teve outra saída que não aceitá-lo: se o recusasse, seria visto como alguém que virava as costas ao partido nos momentos de dificuldade e o laranjal não aprecia esse tipo de atitude. Só lhe faltava ir a jogo e Rui Rio foi, mas sempre convencido que não tinha qualquer hipótese de vitória e que o que ali se discutia era a maioria absoluta do candidato socialista. Só que a cidade do Porto não paga a «traidores» e não perdoou a ida de Gomes para Lisboa. De um momento para o outro, Rui Rio viu-se presidente da Câmara da sua cidade.

Nas funções de autarca portuense, há que o dizer, apesar de erros, a acção de Rio foi muito mais positiva do que negativa. Pôs as contas em ordem e preparou a cidade para o desenvolvimento que ela hoje conhece. Mas, politicamente, Rui Rio foi sempre um zero à esquerda, e foi durante os seus três mandatos autárquicos que, pela ausência da liderança que necessariamente tem de caber ao edil portuense, o Porto e a Região Norte ficaram condenados à irrelevância política onde ainda hoje se encontram.

Não são, por isso, de estranhar as sucessivas argoladas do Rio candidato a líder do PSD, como esta de dizer, a menos de uma semana as eleições, que está disponível para suportar, no Parlamento, um governo minoritário de António Costa. É que, na verdade, Rui Rio não sabe o que é ganhar uma eleição por mérito próprio e, muito provavelmente, teimoso como é, irá perder esta. Não duvido que seria um primeiro-ministro mais competente que António Costa ou Santana Lopes. O que não acredito é que alguma vez lá chegue.

O empresário Paulo Amorim foi agraciado pelo Governo Francês com a Comenda de Chevalier dans l`Ordre du Mérite Agricole.

O empresário Paulo Amorim foi agraciado pelo Governo Francês com a Comenda de Chevalier dans l`Ordre du Mérite Agricole.

O actual Administrador Executivo da casa de Vinho do Porto Christie`s já tinha sido distinguido em 2006, pelo então Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, com a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, por “serviços relevantes prestados à Pátria”.

Paulo Amorim trabalha no sector do vinho desde 1981 e para além de Presidente da Direcção da ANCEVE – Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas e fundador e dirigente da Viniportugal, foi um dos principais responsáveis pelo Estudo Porter, bem como fundador e Presidente do G7 – Grupo dos Sete, tendo ainda sido Director de C. da Silva (Vinhos) e da Quinta da Aveleda, bem como Administrador Executivo (e CEO) da Vinalda e da Global Wines.

A família de Paulo Amorim acompanhou-o na ocasião da imposição formal da distinção atribuída pelo Governo de França.

Bom dia.

Permito-me enviar-vos o texto supra, o press release elaborado pela Mediana (em anexo) e as fotos também em anexo, caso considerem relevante publicar.

Muito obrigado desde já pela amável atenção.

Com os meus melhores cumprimentos pessoais e votos de bom ano novo!

Paulo Amorim

PRESIDENTE DA DIRECÇÃO / PRESIDENT OF THE BOARD

Tlm. /Cell Phone : +351.917501310

E-mail : paulo.amorim@anceve.pt