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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Lisboa desaparecida: 35 belíssimo edifícios que já não existem

por admin

A capital é hoje uma cidade muito diferente do que era há cinquenta anos. Do início do século XX, então, resta muito pouco. E se ganhou umas coisas, perdeu outras, entre elas estes belos edifícios. É sempre curioso olhar para as imagens antigas de Lisboa, conservadas pelo extensíssimo Arquivo Municipal ou pela fabulosa (e viciante) Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian e perceber o quanto a cidade mudou. Porque mudou e muito: é difícil encontrar uma rua que pudesse entrar numa rubrica do género “Descubra as Diferenças” com a sua versão de há um século.

Pouco interessa, para o caso, especular se mudou para melhor ou pior. Interessa, isso sim, aproveitar as referidas plataformas (à qual se pode juntar, por exemplo, a coleção Lisboa Desaparecida, da olisipógrafa Marina Tavares Dias) para fazer uma viagem no tempo e, neste caso, descobrir vários edifícios marcantes da capital, que foram parte da sua história, mas que, por uma razão ou outra, desapareceram ou mudaram drasticamente de aparência.

Entre teatros, cinemas, espaços comerciais ou palacetes, muitos deles, inclusive, distinguidos com Prémio Valmor, há muito por onde escolher. E viajar.

01

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

A Casa Empis, do arquiteto António Couto de Abreu, venceu o prémio Valmor em 1907 e foi demolida em 1954. Ficava no 77 da Avenida Duque de Loulé.

02

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

De autoria do arquiteto António do Couto Abreu, esta casa ganhou Menção Honrosa no Prémio Valmor de 1909 e foi demolida em 1954. Ficava no cruzamento da Rua Viriato com a Tomás Ribeiro.

03

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Este palacete neo-manuelino foi demolido em 1951 para a construção da Cidade Universitária.

04

Joshua Benoliel / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Chama-se Villa Sousa e está em ruínas há décadas. Fica na Alameda das Linhas de Torres, no Lumiar, e ganhou o Prémio Valmor em 1912. O arquiteto foi Manuel Norte Júnior.

05

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Outro magnífico trabalho de Manuel Norte Júnior, esta casa, pertença de José Cândido Branco Rodrigues, foi demolida em 1949. Ficava na esquina da Avenida da República com a Visconde de Valmor.

06

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Raul Lino, autor, entre outros, do Teatro Tivoli, projetou esta moradia na Rua Castilho. Foi Prémio Valmor em 1930 e demolida em 1982. As suas colunas foram usadas na construção do Páteo Alfacinha.

07

Arnaldo Madureira / Arquivo Municipal de Lisboa ©

O edifício atrás da paragem ficava na Avenida Duque de Loulé e destacava-se pelas varandas e azulejos. Foi menção honrosa do Prémio Valmor 1909. Um trabalho do arquiteto Adolfo Marques da Silva.

08

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Gabriel José Ramires tinha o seu próprio palácio na Fontes Pereira de Melo, com um urinol público mesmo em frente, a fazer lembrar o monumento de Cutileiro ao 25 de Abril.

09

Joshua Benoliel / Arquivo Municipal de Lisboa ©

O arquiteto Raul Lino desenhou esta moradia de estilo quase nórdico, construída na Avenida António Augusto Aguiar e demolida há já algumas décadas.

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Armando Serôdio / Arquivo Municipal de Lisboa ©

O Teatro Apolo, que antes se chamou Príncipe Real, em homenagem a Dom Carlos, ficava na Rua da Palma. Foi demolido em 1957.

11

Artur Inácio Bastos / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Este palacete ficava na Avenida de Berna. À data desta fotografia estava já pronto para ser demolido.

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Nuno Barros Roque da Silveira / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Na esquina da Barbosa du Bocage com a Avenida da República existia este magnífico palacete, entretanto já demolido.

13

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Data do início do século XX esta fotografia que mostra um chalet em plena zona do Saldanha.

14

Eduardo Portugal / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Na Rua Júlio César Machado, junto à Avenida da Liberdade, a Baronesa de Samora Correia teve o seu palácio, demolido em 1948.

15

Joshua Benoliel / Arquivo Municipal de Lisboa ©

As obras para a abertura da Praça do Martim Moniz levaram à demolição, em 1949, da Igreja do Socorro, na Rua de São Lázaro.

16

DR

Outra moradia unifamiliar belíssima distinguida com Menção Honrosa no Prémio Valmor (1914), esta na Rua Cidade de Liverpool, entretanto demolida.

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Arnaldo Madureira / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Foi Cine Bélgica e Cinema Universal antes de acolher o Rock Rendez Vous nos anos 80, um dos palcos mais conhecidos da cidade. Depois de a sala de concertos fechar, em 1990, o edifício foi demolido.

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Augusto de Jesus Fernandes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Manuel Joaquim Norte Júnior, um dos grandes arquitetos do início do século XX, tinha o seu ateliê neste curioso edifício situado na Praça Ilha do Faial, em Arroios. Foi demolido em 1979.

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Estudio Horácio Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

O palacete Silva Graça foi projetado por Miguel Ventura Terra e viria, mais tarde, a transformar-se no Hotel Aviz, demolido em 1962 para ali se construir o Sheraton e o Imaviz.

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Joshua Benoliel / Arquivo Municipal de Lisboa ©

No lugar desta fábrica de construção foram erguidos os chamados lofts da 24 de Julho, mantendo-se apenas parte da fachada original.

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Autor Desconhecido / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Nesta fotografia, de início do século XX, vê-se a fachada do Matadouro Municipal, na atual Praça José Fontana. O complexo viria a encerrar atividade em 1955.

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Arnaldo Madureira / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Em 2012, o edifício do antigo Cinema Rex (que depois se tornaria Teatro Laura Alves) foi vítima de um incêndio. Nessa altura albergava uma pensão de cariz duvidoso.

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Estúdio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

Esta foi a primeira versão do Cinema Europa, em Campo de Ourique. Funcionou assim entre 1931 até 1957, altura em que foi demolido para dar origem...

24

Estúdio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

...a esta versão, desenhada por Antero Ferreira e inaugurada em 1958. O relevo na fachada, de Euclides Vaz, vai manter-se no projeto para ali previsto que mistura um centro cultural com habitação.

25

Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Este edifício, construído no início do século XX, com elementos de Arte Nova, foi demolido para a construção do prédio que acolheu a Companhia Nacional de Electricidade, na Avenida Casal Ribeiro.

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Eduardo Portugal / Arquivo Municipal de Lisboa ©

Ocupando o antigo palácio Rosa Damasceno (atriz, ex-amante real), o Hotel Tivoli começou por ser este singelo edifício, em 1933. Só depois foi expandido e remodelado até se chegar à versão de hoje.

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Estudio Horácio Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

Antes de ter sido adaptado a centro comercial era este o aspeto do Cine-Teatro Monumental, um projeto do arquiteto Rodrigues Lima.

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Estúdio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

Com uma cúpula a fazer lembrar o tripeiro Bolhão, o Mercado da Praça da Figueira foi demolido em 1949. A intenção, nunca concretizada, era a de ali construir uma praça arborizada.

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João Brito Geraldes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

O restaurante Panorâmico do Monsanto, uma das ruínas mais famosas da cidade, tinha este aspeto em 1967, um ano antes da sua inauguração.

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Paulo Guedes / Arquivo Municipal de Lisboa ©

A Casa da Cerâmica, na Rua Braamcamp, apresentava-se desta forma no início do século XX.

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Estúdio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

Acredite ou não, esta moradia, de autoria de Cassiano Branco, foi fotografada em 1937. Traços muito à frente do seu tempo mas que não resistiram a uma demolição precoce.

32

Estúdio Horácio Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

O Theatro Avenida (da Liberdade) abriu portas em 1888 e esteve em atividade até 1967, ano em que foi destruído por um incêndio.

33

Estudio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

Na atual Avenida das Forças Armadas (antes designada 28 de Maio) existiu em tempos idos este belo edifício de esquina.

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Estudio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

Outro belo exemplar que se perdeu com o tempo, este na esquina da Avenida 5 de Outubro com a Júlio Dinis.

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Estudio Mário Novais / Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian ©

Eis o muito moderno, para a época, stand Rios D'Oliveira, situado no número 227 da Avenida da Liberdade, que hoje é um prédio de escritórios.

Autor: Tiago Pais/observador.pt

Tumultos em supermercado de portugueses por causa de margarina

Um engano, em baixa, no preço da margarina ocasionou hoje tumultos numa sucursal da rede de supermercados Central Madeirense, na Venezuela, que levaram as autoridades a deter três pessoas, acusadas de roubar alimentos.

Segundo diversas fontes, o erro deveu-se a uma falha do sistema informático, que fixou o preço da margarina em 12.000 bolívares (bs) em vez de 120.000 Bs (2,93 euros em vez de 29,32 euros à taxa de câmbio oficial), este último um valor que os venezuelanos têm dificuldade em poder pagar.

Segundo o portal Notícias de Venezuela, quando os administradores do supermercado "tentaram reparar o erro, as pessoas exigiram que fosse respeitado o preço" marcado, originando tumultos que forçaram os trabalhadores a oferecem a margarina, "para evitar um saqueio".

Proprietários de outras lojas do Centro Comercial Plaza Las Américas, onde está a sucursal afetada, denunciaram aos jornalistas que além da margarina, as dezenas de pessoas que se encontravam no supermercado aproveitaram a situação para roubar bebidas alcoólicas, sabão em pó e guloseimas.


Entretanto, através do Twitter, o presidente da Câmara Municipial de Baruta, Darwin González, anunciou que "foram detidas três pessoas, que teriam roubado comida no Central Madeirense".

Além do estabelecimento comercial afetado, por falha de segurança, várias lojas do mesmo centro comercial fecharam as portas.

O problema informático teve lugar num momento em que há cada vez mais denúncias de tentativas de saques em estabelecimentos comerciais de diverso tipo, principalmente fora da capital venezuelana.

Além dos estabelecimentos comerciais, os camiões que transportam mercadorias são também alvos frequentes de tentativas de pilhagem.

O Governo venezuelano ordenou na terça-feira ao setor agroindustrial do país que diminua o preço de venda de 6.500 produtos e regresse aos valores de início de dezembro de 2017.

A ordem foi proferida pelo vice-Presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, durante uma reunião com representantes do setor agroindustrial, em Caracas.

Segundo o vice-Presidente da Venezuela, os preços subiram de "maneira injustificada" desde 15 de dezembro do ano passado, entre 10% e 10.000% e particularmente depois de o Presidente Nicolás Maduro ter anunciado um aumento de 40% do salário mínimo dos venezuelanos que entrou em vigor no passado dia 01 de janeiro.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Mensagem de Julian Assange sobre censura na internet

por Bruno Santos

O futuro da Humanidade é a luta entre seres humanos que controlam as máquinas e as máquinas que controlam seres humanos.

A Internet representou uma espécie de revolução na nossa capacidade de nos educarmos uns aos outros, facto que originou uma verdadeira explosão democrática e abalou o núcleo dos poderes instituídos. Uma das consequências dessa explosão foi o florescimento de super Estados Digitais como a Google, o Facebook e os seus equivalentes chineses, que se integraram na Ordem existente e passaram a exercer controlo absoluto sobre o discurso e a informação. Não se trata de uma simples acção correctiva. A persuasão oculta exercida de modo intensivo por instrumentos controlados pela Inteligência Artificial representa hoje uma séria ameaça à própria existência da Humanidade.

Entre as brumas da memória


Dica (698)

Posted: 17 Jan 2018 01:44 PM PST

Philip Roth: “Ninguna de las conductas más extremas que han salido en los periódicos me sorprende”

«El autor analiza el movimiento #MeToo, la presidencia de Donald Trump y su retirada de la escritura en una entrevista con 'The New York Times'.»

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17.01.1944 – Françoise Hardy

Posted: 17 Jan 2018 09:10 AM PST

Françoise Hardy faz hoje 74 anos. Em 20015, em luta contra um cancro, anunciou que tinha posto fim à carreira. Mas venceu o dito cancro e não passou de mais um hoax uma notícia que circulou esta semana anunciando a sua morte. Pelo contrário, está bem viva e leio hoje que trabalha num novo álbum com doze canções, que, diz ela,  «parle de choses en rapport avec mon âge». Nada mal!

Seja como for, quando desaparecer, nós, «les garçons et les filles de son âge», ficaremos para sempre a dever-lhe memórias de ternura e de inocência. Voltar a ouvi-la, nos seus primeiros tempos, devolve-nos uma ingenuidade que parece hoje irreal, quase impossível que alguma vez tenha existido.

Do seu álbum de 2012:
E, inevitavelmente, o início de tudo (1962), a canção ícone que ficou para sempre, com letra e música de sua autoria:
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Mas que país é este?

Posted: 17 Jan 2018 07:27 AM PST

Ninguém me contou, isto está mesmo na página do Facebook da PSP:

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Toca a vender a alma ao diabo

Posted: 17 Jan 2018 03:31 AM PST

«A recomendação é de Ferreira Leite para o presidente-eleito Rui Rio e já deu que falar: desunhe-se, se preciso for venda a alma ao diabo para correr com a esquerda do estribo do gabinete do Dr. Costa, se não mesmo da sua mesa, sabe-se lá onde essa gente se instalou. A bem dizer, Rio já tinha dito isso, sem ter que invocar o inconveniente diabo, que tem entre os laranjas a má fama de nunca chegar a horas. A tomar por certo o que correu o risco de anunciar durante a sua campanha, o objetivo de Rio é mesmo esse. Perdendo dentro de dois anos, vai já adiantando que a moral e os bons costumes recomendam que dê uma mão ao estouvado do Dr. Costa para o aliviar das más influências.

PUB Imagino os sorrisos de auto-condescendência no Bloco e no PCP. Afinal de contas, se o intuito da direita ao renovar-se é condensar a sua política no objectivo estratégico de se aliar ao PS no temor de que, preso a acordos com a esquerda, aquele partido amanse os seus compromissos europeus e outros avulsos, a começar pelo patronato que ama as leis laborais troikistas e pelos interesses que estremecem quando se fazem contas às rendas, então as esquerdas não poderiam exibir melhor certificado de competência e vitória. Nunca a esquerda foi tão evidentemente definida como o eixo da política pela direita. É aliás cândido que Rio tenha feito dessa subserviência ao PS um mote de campanha, e é não menos arrebatador que os incentivos que recebe, já de vitória no bolso, lhe peçam que não saia dessa sua linha de rumo.

Claro que para o PSD isso é suicidário. Votem-em-mim-para-eu-apoiar-o-PS é uma frivolidade, para os eleitores mais crédulos mais vale então votar no PS. Isso já se verificou em minúscula escala na última eleição, noutro quadrante, e não deixa de ser curioso que o PSD, à direita, acredite que se reforça com uma política que anuncia o seu próprio fracasso como alternativa. Mas é assim mesmo e a realidade impõe-se contra os cálculos: para a direita económica, o único desígnio presente é dar a maioria absoluta ao PS, sozinho ou em bloco central, na esperança de o trazer ao redil da saudosa tradição liberal, os mercados a tomarem conta da segurança social e da saúde, já para não esquecer os transportes de Lisboa e Porto que estavam prometidos a quem de direito. O conforto de alma, o fim de sobressaltos e da incerteza sobre a relação de forças, que os ministros são tão volúveis, tudo advoga esse bloco central, para uma direita que prefere perder por cem a perder por mil.

Acresce que esta linha diabista tem muitos entusiastas. Para a esquerda, é o cenário de sonho: a haver incerteza sobre se o PS se alia a Rio, nem é preciso fazer campanha sobre a necessidade de uma posição forte para que Portugal não retorne à pasmaceira da austeridade. Para o PS também não é mau, os que acham que o bloco central é uma segunda pele ficam aliviados e os que acham que o PSD deve ser reduzido a uma periferia política ficam animados. Para o CDS, interessante, fica com algum espaço, mesmo se a catadura de Rio lhe pode ganhar alguma “classe média”.

Fica um problema, que não é de somenos. Tal estratégia tem um preço de regime. O bloco central é uma coisa nos anos oitenta, saídos da revolução e com aflições constitucionais, e outra nos tempos de crise dos partidos quarentões. Assim, o único bloco central que os poderes económicos pretendem é mesmo a maioria absoluta do PS para que o tempo volte para trás. Tanto pior para as direitas.

Por isso, sem querer desmerecer a primazia do conselho de Ferreira Leite, repito com ela: Dr. Rio, venda mesmo a alma ao diabo, que nesse comércio espiritual é de aproveitar o momento em que a cotação vai alta. É a lei do mercado, percebe?»

Francisco Louçã

5 cruzeiros e passeios de barco para descobrir Portugal

por admin

A partir do rio e do mar, em cruzeiros e passeios de barco, propomos 5 programas para um fim de semana à descoberta de uma face diferente do país. Se conhece o país de norte a sul e Portugal já não tem muitos segredos para si, venha descobrir um ponto de vista diferente. Nos cruzeiros e passeios de barco que podemos fazer pelos nossos rios e costa há muito que encontrar e experimentar. Velhas paisagens que conhecemos tão bem ganham uma nova perspectiva, cores e sabores. Do Douro à Ria Formosa, venha connosco num cruzeiro à procura de um país que nem sabíamos que existia!

1. Douro

Para além dos passeios de algumas horas que pode fazer na foz do Douro, até Barca de Alva há muito rio para descobrir. Há cerca de 60 operadores, com 147 embarcações, 20 das quais são barcos-hotéis. Os cruzeiros do Douro estão em pleno crescimento e em 2017 deverão chegar ao milhão de turistas.

Rio Douro

Rio Douro

Curiosamente, já não são só os estrangeiros a vir conhecer a Régua ou o Vale do Côa de barco. Há cada vez mais passageiros portugueses em busca destas belíssimas paisagens e da sua tranquilidade. Das arribas brutas do Douro Internacional ao rendilhado dos socalcos das vinhas, é uma sucessão de vistas magníficas.

2. Alqueva

O Grande Lago do Alqueva já marca a paisagem desde 2004 mas ainda é um ilustre desconhecido para muitos portugueses. As estruturas necessárias ao turismo têm levado algum tempo a ser construídas, mas já há peças suficientes para nos levar até ao Alentejo.

paisagens mais bonitas de PortugalAlentejo

O clima ameno durante todo o ano convida a mais escapadelas e também aqui podemos fazer passeios de barco. Da marina da Amieira ou do cais da barragem partem cruzeiros curtos para conhecer a vida natural e as aldeias. Existem também diversos percursos com durações entre uma hora e um dia inteiro com almoço numa das aldeias ribeirinhas do Alqueva.

3. Tejo

Ao chegar ao mar, o maior dos rios portugueses oferece uma vista única sobre Lisboa. Para a apreciarmos as hipóteses são muitas e variadas, conforme a carteira e os gostos de cada um. À vela, o Leão Holandês e a Teimoso Tours oferecem cursos de vela e passeios de duas horas. A Palma Yatchs leva-nos a ver o pôr do sol e a comer sushi.

cidade mais bonita do MundoPonte 25 de Abril

Se quiser seguir direcção oposta, rio acima, o cenário muda. Vamos encontrar muita vida selvagem com a Rio-a-Dentro e descobrir os avieiros com a Ollem. Se nunca visitou as ilhotas e recantos que o Tejo forma a poucos quilómetros da capital, é uma oportunidade imperdível.

4. Sado

Com a Serra da Arrábida a preencher-nos a vista, o fim do Sado é um palco fabuloso. Os programas durante todo o ano são variadíssimos e até incluem as iguarias da região. A observação de Golfinhos, os Roazes Corvineiros que aqui moram, é relativamente fácil e comum se for com quem percebe.

praias mais bonitas da Arrábida

Serra da Arrábida

A Sado Arrábida tem licença para observar cetáceos e conta com uma taxa de sucesso de 95% nos passeios que organiza. Há ainda almoços e provas comentadas por enólogos da região e sunset parties na companhia do vinho local. Para conhecer apenas a paisagem, há mini-cruzeiros que passam pelas praias com almoços a bordo.

5. Ria Formosa

Entre Faro e Vila Real de Santo António, a Ria Formosa é um pedaço muito especial do Algarve. O turismo não pára aqui, mas é fácil de nos isolarmos do mundo. Entre os bancos de areia, ilhéus e formações que a maré cria e recria todos os dias, é possível programar uma escapadela romântica ou um fim-de-semana a dois e aproveitar o melhor que o Algarve tem para nos dar.

locais para visitar no AlgarveRia Formosa

A Passeios Ria Formosa propõe um jantar num veleiro ancorado numa das lagoas da Ria. Oferecem-lhe o transporte até ao barco, onde o menu inclui ostras e outros mariscos, vinho fresco e sobremesa. Se preferir jantar enquanto navega, a Active Bookings leva-o para um passeio, enquanto degusta champanhe “Moët & Chandon”. Com partidas em Olhão e Faro, a Natura Algarve oferece propostas românticas.

Fonte: quilometrosquecontam.com