Translate

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Lembram-se, leitores?

por estatuadesal

(Carlos Esperança, 18/05/2018)

assis

Lembram-se de quando António Costa foi eleito secretário-geral do PS e de quando formou Governo?

Lembram-se da revolta da Mealhada onde Francisco Assis, a espumar de raiva contra o PS, apoiado na AR pelo BE, PCP e PEV, quis criar uma vaga de fundo e conseguiu uma vaga de fumo de um restaurante, vindo da cozinha para meia dúzia de apaniguados, que se substituíram às centenas de militantes esperados?

Lembram-se de Cavaco a ameaçar os portugueses e a denunciar, com os seus grunhidos, aos parceiros europeus de Portugal, o rumo inaceitável de um governo que o salazarista não suportava? Recordam-se do ora Doutor Passos Coelho a implorar a vinda do Diabo e da D. Maria Luís, a fingir de especialista de Finanças, a negociar as informações com um fundo abutre inglês, enquanto o Dr. Portas embarcava no submarino dos interesses?

Que tempos! As televisões prescindiram dos avençados do PSD para ouvirem Francisco Assis, trocaram António Barreto por Assis, José Manuel Fernandes por Assis, Henrique Monteiro por Assis, Luís Monterroso por Assis, Camilo Mendonça por Assis, Ricardo Costa por Assis, Nuno Melo por Assis. Trocaram todos os avençados por um ressentido. Assis era o Marta Soares dos incêndios, a Zita Seabra da fé, o enviado da Providência a salvar Portugal. Nenhum trânsfuga cujo trespasse da consciência tivesse sido comprado pela direita gozou então de tão larga audiência.

Sendo Francisco Assis do PS, o PS passou a ser o partido com mais tempo de antena na TV e na Rádio, nos jornais e nos e-pasquins. Se Francisco Assis fosse social-democrata, a esquerda passaria a ter mais tempo de antena do que a direita. Parecia um comentador de futebol, um presidente de um clube, um Marcelo, uma máquina-falante que a usura desgastou.

Hoje, a direita, para preencher a quota mínima para fingir pluralismo informativo, vê-se na necessidade de convidar um ou outro militante de esquerda.

Apostila – A análise realizada encontrou 27 espaços de comentário «fixo» de militantes partidários. O PSD tem 11 espaços de comentários fixos, o PS tem 7, o BE tem 4, o CDS-PP tem 3, o PCP e o L/TDA [ Livre/Tempo de Avançar] têm um cada. [European Journalism Observatory, 12 de maio de 2016].

Hoje é pior. A direita não brinca em serviço.

Junta de Freguesia de Válega recebe ex-militares da Companhia de Caçadores 4546

045

No passado dia 5 de maio, realizou-se em Válega um encontro de ex-militares da Companhia de Caçadores 4546, que estiveram na Guerra do Ultramar em Moçambique, na qual, esteve incluído o nosso conterrâneo Joaquim Resende. A Junta de Freguesia de Válega esteve presente na receção dos ex-combatentes junto ao edifício-sede e ofertou cerca de 40 galhardete com o brasão da Vila de Válega. Os ex-combatentes visitaram ainda a mini-exposição "Raízes e Rostos: Memórias de Escola" do Museu Escolar Oliveira Lopes (patente na Junta de Freguesia de Válega), o Museu Etnográfico de Válega e a Igreja Matriz.

Válega, 18 de maio de 2018

Museu Escolar Oliveira Lopes viaja até ao concelho da Maia com os olhos postos no Futuro

01732159592_10155546823179109_8127650674767822848_nIMG_20180424_161112 (1) (1)

O Museu Escolar Oliveira Lopes (MEOL) estabeleceu uma parceria com a Escola Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho, em Moreira da Maia, para realização de uma exposição intitulada “A Escola no Estado Novo”.

A exposição que incluiu peças do espólio do MEOL esteve patente no referido estabelecimento de ensino entre 23 e 27 de abril de 2018, tendo sido visitada por muitos membros da comunidade educativa e outros residentes no concelho da Maia.

Esta iniciativa, segundo o Diretor do MEOL, Augusto Pinho “faz parte de um conjunto diversificado de atividades levadas a cabo pela atual Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Oliveira Lopes/Museu Escolar Oliveira Lopes que pretende levar o MEOL para fora de portas e é ainda a prova evidente de que este espaço museológico é reconhecido  como referência única no que diz respeito à História da Educação em Portugal”.

Augusto Pinho assevera que “duas das prioridades no ano de 2018 têm sido a promoção de exposições itinerantes e a realização de workshops educativos em diversos espaços de Ovar e dos concelhos limítrofes e a consolidação da divulgação e da promoção de investigação científica sobre a história e o espólio do Museu Escolar Oliveira Lopes no meio universitário e da docência em Portugal”.

De facto constata-se que diversas atividades educativas estão a ser levadas a cabo pela Diretora Técnica, Bárbara Andrez, no âmbito do projeto “MEOL Fora de Portas”, realizadas dentro do universo das artes plásticas, que englobam experimentação e divulgação da história escolar, dinamizadas em diferentes faixas etárias, gratuitamente, em escolas, cooperativas de educação e reabilitação do cidadão inadaptado (cercis), lares de idosos e outros espaços do concelho de Ovar e de concelhos limítrofes. As atividades em curso são: “Mapeando”, “Com cabeça e Torso” e “Textura e Gravuras”.

Por outro lado, já há documentação iconográfica que faz parte do espólio do MEOL que aparece nos manuais escolares de História e Geografia de Portugal para o 6.º ano, da Porto Editora.

O Museu Escolar Oliveira Lopes marcou ainda presença, no átrio do edifício da Junta de Freguesia de Válega, no passado dia 5 de maio de 2018, onde recebeu ex-militares da Companhia de Caçadores 4546, que estiveram na Guerra do Ultramar em Angola, apresentando a mini-exposição "Raízes e Rostos: Memórias de Escola" que se traduziu, na prática, na exibição de algumas fotografias, carteiras e outras peças museológicas e ainda na realização de um workshop de caligrafia.

Augusto Pinho regozija-se ainda pelo “facto de se estar a verificar várias doações de espólio de particulares ao MEOL”, salientando, por exemplo, “a receção de quatro fotografias emolduradas ligadas à história da Família Alves de Oliveira, sendo uma delas uma fotografia do atual Jardim de Infância de Carvalho, datada de 1932”.

Ao mesmo tempo, acrescenta que “o legado dos Irmãos Oliveira Lopes tem de continuar a ser relembrado no presente junto da comunidade local para poder vir a ser  perpetuado pelas gerações vindouras”.

Augusto Pinho termina, dizendo que “o MEOL tem sido muito contactado para a realização de visitas de estudo, pelo que, urge avançar-se com o projeto de museografia do MEOL, da autoria do Dr. João Borges”.

Augusto Pinho recorda ainda que “o espaço museológico, propriamente dito, poderá ser potenciado pela criação de uma parede de luz com quadros de lições de coisas na sala de aula, a criação de mini horta pedagógica/herbário com caixas no logradouro,  construção de réplicas de mobiliário da sala de aula para que alunos visitantes possam experienciar, não danificando o espólio original, a criação de reservas visitáveis, a inclusão do parque infantil ‘misto’ (que integre para além dos tradicionais equipamentos, as chamadas brincadeiras e jogos de escola (por exemplo, macaca e tabuleiro de xadrez "gigante"), a criação de um áudio-guia, entre outros elementos, que  constam da proposta de Musealização da Escola Oliveira Lopes apresentada à Câmara Municipal de Ovar  em 2011 e em 2013”. “É preciso dar vida à Escola Oliveira Lopes com os olhos postos no Futuro para evitar que ela se torne um elefante branco”, remata.

Uma coisa é certa, o Museu Escolar Oliveira Lopes mantém-se bastante ativo e vivo, não obstante, estar encerrado fisicamente, em virtude das obras de requalificação da Escola Oliveira Lopes. O edifício da Escola Oliveira Lopes está fechado ao público, mas com a  congregação de sinergias entre as diversas instituições da freguesia e o Município, espera-se que, a muito  breve trecho, esteja a funcionar em pleno com  todas as suas valências.

Tiago Costa

o que, de facto, sabemos do sporting

Novo artigo em BLASFÉMIAS


por rui a.

daniel_sampaio_mandatario_bruno_carvalho_2017

O que é que um espectador distanciado, que toma conhecimento das coisas pela comunicação social, sabe verdadeiramente da crise do Sporting e da responsabilidade que nela tem Bruno de Carvalho?

Sabemos que BdC está em ruptura com o treinador e com alguns dos jogadores da equipa, acusando-os de não justificarem os salários que recebem e as expectativas que o clube neles depositou. Em relação a alguns jogadores, subentende-se que BdC pensa que prejudicaram intencionalmente o clube com desempenhos abaixo do que poderiam fazer.

Sabemos que houve um ataque de cinquenta energúmenos mascarados a alguns jogadores e ao treinador, que a comunicação social insinua ter sido resultado de uma de duas hipóteses: a) de ordem expressa de BdC, com provas que nos garantem já existirem mas não se conhecem; b) do ambiente de agressividade criado por BdC.

Sabemos que BdC e a sua direcção enjeitaram quaisquer responsabilidades nesses acontecimentos, que condenaram, com pouca veemência, primeiro, por parte de BdC, e peremptoriamente, mais tarde, em comunicado formal.

Sabemos que várias personalidades do clube e até alguns pais da pátria, como Ferro Rodrigues, defendem a demissão imediata do presidente e da direcção, a quem não deram a presunção de inocência que deram a outros, como, por exemplo, a José Sócrates, no caso de Ferro Rodrigues.

Para além disto, nada mais sabemos.

Não sabemos, verdadeiramente, quem e como se organizou o ataque aos jogadores e ao treinador.

Se foi BdC estaremos na presença de um bandido, que merece prisão e prisão pesada. Mas se não foi ele, estaremos perante uma bem urdida armadilha para o tramar, à qual ele se teria posto bem a jeito, diga-se de passagem.

Mas, alegar que Bruno de Carvalho é responsável moral pelo ambiente que se vive no clube, é uma brincadeira de mau gosto. Porque seria atribuir essa mesma responsabilidade aos 89,55% dos sócios que o mantiveram em funções na assembleia do passado dia 16 de Fevereiro, ao fim de cinco anos de presidência, durante os quais Bruno de Carvalho foi sempre agressivo, boçal e malcriado. Ao que parece, com enorme sucesso até há poucos dias.

Posto isto, é óbvio que o homem já não tem condições para continuar em funções, a não ser que os sócios o reelejam em eleições antecipadas. O que, se ele as convocar, é bem capaz de acontecer.

Jorge Jesus terá de entregar alegadas provas contra Bruno de Carvalho

SPORTING

18/5/2018, 12:20274

O Ministério Público pode exigir já que Jorge Jesus entregue as provas que terá de que Bruno Carvalho instigou, alegadamente, alguns membros da Juve Leo a "apertarem" jogadores e equipa técnica.

AFP/Getty Images

Autor
Mais sobre

Se Jorge Jesus tiver provas do alegado envolvimento de Bruno de Carvalho no plano que culminou nas agressões a jogadores e equipa técnica do Sporting, terá de as entregar ao Ministério Público. Essa é a firme e unânime convicção dos vários especialistas em Direito Penal ouvidos pelo Observador. Há, aliás, quem sugira que a apreensão do telemóvel e computador do treinador leonino são os passos óbvios a seguir pelos investigadores.

Em causa está a informação avançada esta sexta-feira pelo jornal Público, que, citando fonte próxima do treinador do Sporting, adianta que Jorge Jesus terá provas de contactos mantidos entre Bruno de Carvalho e líderes da Juve Leo, em que o presidente do clube de Alvalade autorizava os radicais desta claque a “apertarem” com jogadores e equipa técnica.

Ora, a determinada altura, a mesma fonte admite ao Público que Jorge Jesus pode estar disposto a usar essas provas contra o presidente do Sporting, se Bruno de Carvalho criar obstáculos à rescisão do contrato — algo que o treinador do Sporting admite se o dirigente continuar à frente do clube. Tratando-se de um crime público, no entanto, Jorge Jesus será muito provavelmente obrigado a entregar essas alegadas provas.

“Em tese, o Ministério Público, sabendo desta informação, mesmo que seja pela comunicação social, pode determinar, por exemplo, a apreensão do telemóvel de Jorge Jesus e depois a sua análise pericial. É um meio que é importante para a prova”, argumenta o penalista Pedro Melo Alves. É essa a mesma leitura de outros quatro especialistas em Direito Penal ouvidos pelo Observador — que, no entanto, preferiram manter o anonimato.

O cenário mais provável é Jorge Jesus ser arrolado como testemunha no processo sobre as agressões decorridas na Academia de Alcochete. Nesse momento, será naturalmente desafiado a apresentar a sua versão dos acontecimentos, eventuais provas, indícios ou suspeitas sobre a identidade dos autores materiais das agressões, mas, também, dos alegados instigadores do crime. Tendo provas do suposto envolvimento de Bruno de Carvalho neste plano, terá de as entregar aos investigadores, sob o risco de ser acusado, pelo menos, do crime de desobediência.

Há outro cenário tão ou mais provável: com base nas informações veiculadas pela comunicação social, os investigadores podem precipitar o processo e obrigar Jorge Jesus a entregar as provas que, alegadamente, tem na sua posse. “Se eu fosse do Ministério Público, depois da notícia de hoje [sexta-feira], já tinha investigadores no terreno a recolherem essas provas”, remata um dos juristas ouvidos pelo Observador.