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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Museu Escolar Oliveira Lopes viaja até ao concelho da Maia com os olhos postos no Futuro

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O Museu Escolar Oliveira Lopes (MEOL) estabeleceu uma parceria com a Escola Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho, em Moreira da Maia, para realização de uma exposição intitulada “A Escola no Estado Novo”.

A exposição que incluiu peças do espólio do MEOL esteve patente no referido estabelecimento de ensino entre 23 e 27 de abril de 2018, tendo sido visitada por muitos membros da comunidade educativa e outros residentes no concelho da Maia.

Esta iniciativa, segundo o Diretor do MEOL, Augusto Pinho “faz parte de um conjunto diversificado de atividades levadas a cabo pela atual Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Oliveira Lopes/Museu Escolar Oliveira Lopes que pretende levar o MEOL para fora de portas e é ainda a prova evidente de que este espaço museológico é reconhecido  como referência única no que diz respeito à História da Educação em Portugal”.

Augusto Pinho assevera que “duas das prioridades no ano de 2018 têm sido a promoção de exposições itinerantes e a realização de workshops educativos em diversos espaços de Ovar e dos concelhos limítrofes e a consolidação da divulgação e da promoção de investigação científica sobre a história e o espólio do Museu Escolar Oliveira Lopes no meio universitário e da docência em Portugal”.

De facto constata-se que diversas atividades educativas estão a ser levadas a cabo pela Diretora Técnica, Bárbara Andrez, no âmbito do projeto “MEOL Fora de Portas”, realizadas dentro do universo das artes plásticas, que englobam experimentação e divulgação da história escolar, dinamizadas em diferentes faixas etárias, gratuitamente, em escolas, cooperativas de educação e reabilitação do cidadão inadaptado (cercis), lares de idosos e outros espaços do concelho de Ovar e de concelhos limítrofes. As atividades em curso são: “Mapeando”, “Com cabeça e Torso” e “Textura e Gravuras”.

Por outro lado, já há documentação iconográfica que faz parte do espólio do MEOL que aparece nos manuais escolares de História e Geografia de Portugal para o 6.º ano, da Porto Editora.

O Museu Escolar Oliveira Lopes marcou ainda presença, no átrio do edifício da Junta de Freguesia de Válega, no passado dia 5 de maio de 2018, onde recebeu ex-militares da Companhia de Caçadores 4546, que estiveram na Guerra do Ultramar em Angola, apresentando a mini-exposição "Raízes e Rostos: Memórias de Escola" que se traduziu, na prática, na exibição de algumas fotografias, carteiras e outras peças museológicas e ainda na realização de um workshop de caligrafia.

Augusto Pinho regozija-se ainda pelo “facto de se estar a verificar várias doações de espólio de particulares ao MEOL”, salientando, por exemplo, “a receção de quatro fotografias emolduradas ligadas à história da Família Alves de Oliveira, sendo uma delas uma fotografia do atual Jardim de Infância de Carvalho, datada de 1932”.

Ao mesmo tempo, acrescenta que “o legado dos Irmãos Oliveira Lopes tem de continuar a ser relembrado no presente junto da comunidade local para poder vir a ser  perpetuado pelas gerações vindouras”.

Augusto Pinho termina, dizendo que “o MEOL tem sido muito contactado para a realização de visitas de estudo, pelo que, urge avançar-se com o projeto de museografia do MEOL, da autoria do Dr. João Borges”.

Augusto Pinho recorda ainda que “o espaço museológico, propriamente dito, poderá ser potenciado pela criação de uma parede de luz com quadros de lições de coisas na sala de aula, a criação de mini horta pedagógica/herbário com caixas no logradouro,  construção de réplicas de mobiliário da sala de aula para que alunos visitantes possam experienciar, não danificando o espólio original, a criação de reservas visitáveis, a inclusão do parque infantil ‘misto’ (que integre para além dos tradicionais equipamentos, as chamadas brincadeiras e jogos de escola (por exemplo, macaca e tabuleiro de xadrez "gigante"), a criação de um áudio-guia, entre outros elementos, que  constam da proposta de Musealização da Escola Oliveira Lopes apresentada à Câmara Municipal de Ovar  em 2011 e em 2013”. “É preciso dar vida à Escola Oliveira Lopes com os olhos postos no Futuro para evitar que ela se torne um elefante branco”, remata.

Uma coisa é certa, o Museu Escolar Oliveira Lopes mantém-se bastante ativo e vivo, não obstante, estar encerrado fisicamente, em virtude das obras de requalificação da Escola Oliveira Lopes. O edifício da Escola Oliveira Lopes está fechado ao público, mas com a  congregação de sinergias entre as diversas instituições da freguesia e o Município, espera-se que, a muito  breve trecho, esteja a funcionar em pleno com  todas as suas valências.

Tiago Costa

o que, de facto, sabemos do sporting

Novo artigo em BLASFÉMIAS


por rui a.

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O que é que um espectador distanciado, que toma conhecimento das coisas pela comunicação social, sabe verdadeiramente da crise do Sporting e da responsabilidade que nela tem Bruno de Carvalho?

Sabemos que BdC está em ruptura com o treinador e com alguns dos jogadores da equipa, acusando-os de não justificarem os salários que recebem e as expectativas que o clube neles depositou. Em relação a alguns jogadores, subentende-se que BdC pensa que prejudicaram intencionalmente o clube com desempenhos abaixo do que poderiam fazer.

Sabemos que houve um ataque de cinquenta energúmenos mascarados a alguns jogadores e ao treinador, que a comunicação social insinua ter sido resultado de uma de duas hipóteses: a) de ordem expressa de BdC, com provas que nos garantem já existirem mas não se conhecem; b) do ambiente de agressividade criado por BdC.

Sabemos que BdC e a sua direcção enjeitaram quaisquer responsabilidades nesses acontecimentos, que condenaram, com pouca veemência, primeiro, por parte de BdC, e peremptoriamente, mais tarde, em comunicado formal.

Sabemos que várias personalidades do clube e até alguns pais da pátria, como Ferro Rodrigues, defendem a demissão imediata do presidente e da direcção, a quem não deram a presunção de inocência que deram a outros, como, por exemplo, a José Sócrates, no caso de Ferro Rodrigues.

Para além disto, nada mais sabemos.

Não sabemos, verdadeiramente, quem e como se organizou o ataque aos jogadores e ao treinador.

Se foi BdC estaremos na presença de um bandido, que merece prisão e prisão pesada. Mas se não foi ele, estaremos perante uma bem urdida armadilha para o tramar, à qual ele se teria posto bem a jeito, diga-se de passagem.

Mas, alegar que Bruno de Carvalho é responsável moral pelo ambiente que se vive no clube, é uma brincadeira de mau gosto. Porque seria atribuir essa mesma responsabilidade aos 89,55% dos sócios que o mantiveram em funções na assembleia do passado dia 16 de Fevereiro, ao fim de cinco anos de presidência, durante os quais Bruno de Carvalho foi sempre agressivo, boçal e malcriado. Ao que parece, com enorme sucesso até há poucos dias.

Posto isto, é óbvio que o homem já não tem condições para continuar em funções, a não ser que os sócios o reelejam em eleições antecipadas. O que, se ele as convocar, é bem capaz de acontecer.

Jorge Jesus terá de entregar alegadas provas contra Bruno de Carvalho

SPORTING

18/5/2018, 12:20274

O Ministério Público pode exigir já que Jorge Jesus entregue as provas que terá de que Bruno Carvalho instigou, alegadamente, alguns membros da Juve Leo a "apertarem" jogadores e equipa técnica.

AFP/Getty Images

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Se Jorge Jesus tiver provas do alegado envolvimento de Bruno de Carvalho no plano que culminou nas agressões a jogadores e equipa técnica do Sporting, terá de as entregar ao Ministério Público. Essa é a firme e unânime convicção dos vários especialistas em Direito Penal ouvidos pelo Observador. Há, aliás, quem sugira que a apreensão do telemóvel e computador do treinador leonino são os passos óbvios a seguir pelos investigadores.

Em causa está a informação avançada esta sexta-feira pelo jornal Público, que, citando fonte próxima do treinador do Sporting, adianta que Jorge Jesus terá provas de contactos mantidos entre Bruno de Carvalho e líderes da Juve Leo, em que o presidente do clube de Alvalade autorizava os radicais desta claque a “apertarem” com jogadores e equipa técnica.

Ora, a determinada altura, a mesma fonte admite ao Público que Jorge Jesus pode estar disposto a usar essas provas contra o presidente do Sporting, se Bruno de Carvalho criar obstáculos à rescisão do contrato — algo que o treinador do Sporting admite se o dirigente continuar à frente do clube. Tratando-se de um crime público, no entanto, Jorge Jesus será muito provavelmente obrigado a entregar essas alegadas provas.

“Em tese, o Ministério Público, sabendo desta informação, mesmo que seja pela comunicação social, pode determinar, por exemplo, a apreensão do telemóvel de Jorge Jesus e depois a sua análise pericial. É um meio que é importante para a prova”, argumenta o penalista Pedro Melo Alves. É essa a mesma leitura de outros quatro especialistas em Direito Penal ouvidos pelo Observador — que, no entanto, preferiram manter o anonimato.

O cenário mais provável é Jorge Jesus ser arrolado como testemunha no processo sobre as agressões decorridas na Academia de Alcochete. Nesse momento, será naturalmente desafiado a apresentar a sua versão dos acontecimentos, eventuais provas, indícios ou suspeitas sobre a identidade dos autores materiais das agressões, mas, também, dos alegados instigadores do crime. Tendo provas do suposto envolvimento de Bruno de Carvalho neste plano, terá de as entregar aos investigadores, sob o risco de ser acusado, pelo menos, do crime de desobediência.

Há outro cenário tão ou mais provável: com base nas informações veiculadas pela comunicação social, os investigadores podem precipitar o processo e obrigar Jorge Jesus a entregar as provas que, alegadamente, tem na sua posse. “Se eu fosse do Ministério Público, depois da notícia de hoje [sexta-feira], já tinha investigadores no terreno a recolherem essas provas”, remata um dos juristas ouvidos pelo Observador.

Junta de Freguesia de Válega oferta bilhetes para ida ao teatro

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A Contacto promoverá a décima edição da Festinfância – Festa do Teatro para a Infância, de 21 de Maio a 1 de Junho/2018. A Junta de Freguesia de Válega ofertará os bilhetes aos alunos que frequentam o Centro Educativo da Regedoura, o Jardim de Infância de Carvalho e a EB de Paçô para assistirem à peça de teatro “O peixinho dourado” com adaptação de Teresa Leite, a partir de um conto tradicional russo, encenada por José Ferreira, sendo que, o custo de cada bilhete será de 1,50 € por aluno. A Junta de Freguesia de Válega continuará a apoiar este tipo de iniciativas, dado que não tem quaisquer dúvidas de que a educação e a cultura são certamente as áreas da vida coletiva que mais intimamente se relacionam com o futuro, e as crianças são o futuro da freguesia de Válega.
Válega, 18 de maio de 2018

“Receitas do Sporting podem cair 50%”, diz especialista em marketing desportivo do IPAM

Isabel Patrício

  • 14:29

A "guerra" instalada no clube verde e branco constitui uma ameaça séria às suas receitas, garante Daniel Sá. O especialista sublinha que a crise pode afetar toda a Liga de futebol.

Está instalada “uma guerra” no Sporting que pode custar ao clube, já a curto prazo, 50% das suas receitas. Quem o diz é Daniel Sá, diretor executivo do IPAM (Instituto Português de Administração de Marketing) e especialista em marketing desportivo. Em declarações ao ECO, Daniel defende que as grandes fontes de rendimentos dos verdes e brancos estão ameaçadas: os adeptos “estão, na sua maioria, insatisfeitos”, os patrocinadores “impacientes” e com tendência para se afastarem e até a capacidade do clube de “reter e atrair os jogadores” está por um fio.

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“Vamos ver como [a crise] é resolvida. As suas grandes fatias [de financiamento] podem ser muito desvalorizadas. As receitas podem cair 50% e isso é muito grave“, sublinha o especialista, referindo-se aos rendimentos operacionais (que representaram 80 dos 173 milhões de euros que o Sporting conseguiu em receitas, no exercício de 2016/2017) e à transferência de jogadores (que gerou 93 milhões de euros, no mesmo período).

Depois de, esta sexta-feira, a Grupovarius e a Inforphone terem anunciado o fim dos patrocínios concedidos ao clube em causa, Daniel de Sá explica que se deve esperar o afastamento de outras marcas que apoiam o Sporting, nas próximas semanas. “Como já temos quatro meses de crise, os patrocinadores começam a ficar impacientes. É provável que se sigam notícias semelhantes, na próxima semana”, nota.

Enquanto não houver uma nova luz sobre o caminho [do Sporting], o clube terá dificuldade em reter e adquirir patrocínios e jogadores.

Daniel Sá

Diretor do IPAM

Nesse sentido, recorde-se que no início da semana, o jornal O Jogo avançou que a Nos (a principal patrocinadora do clube liderado por Bruno de Carvalho) estaria a estudar a rescisão dos contratos milionários de publicidade mantidos com o Sporting. A gigante das telecomunicações acabou por desmentir essa notícia, mas deixou um aviso: situações “pouco dignificantes” como aquela vivida em Alcochete (50 adeptos agrediram jogadores e membros da equipa técnica, tendo mais de duas dezenas sido detidos) não se devem repetir.

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“Enquanto não houver uma nova luz sobre o caminho [do Sporting], o clube terá dificuldade em reter e adquirir patrocínios e jogadores”, determina o especialista.

Bruno de Carvalho deve sair? Sim, mas saída pode não ser suficiente para estancar hemorragia, defende Daniel Sá.

Saída de Bruno de Carvalho seria solução?

Bruno de Carvalho: “Não nos vamos demitir”

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Bruno de Carvalho garante que não se irá demitir. Isto apesar de o maior acionista do Sporting já o ter exigido e de vários membros dos órgãos sociais do Sporting terem abandonado os seus cargos para forçarem a sua saída. Essa decisão já custou ao clube um patrocinador, mas Daniel Sá salienta que uma simples mudança de liderança pode não ser suficiente para travar esta crise.

“A grande fatia de responsabilidade está no presidente, mas não é claro se uma mera mudança de cara resolverá tudo”, enfatiza o diretor do IPAM. O responsável considera que os efeitos desta “guerra” a curto prazo “são muitos fortes” e adianta que as consequências a médio longo prazo “dependem muito da saída encontrada”, sob pena do clube “perder a pedalada dos três grandes”.

Se a crise se alastra, isso pode ter impactos a muito longo prazo. O Sporting pode perder a pedalada dos três grandes e entrar numa segunda linha.

Daniel Sá

Diretor do IPAM

“Se a crise se alastra, isso pode ter impactos a muito longo prazo. O Sporting pode perder a pedalada dos três grandes e entrar numa segunda linha”, reforça o especialista.

Na opinião do marketeer, a gestão deste quadro de tensão (motivado pela operação Cash Ball e pelo episódio de violência de terça-feira) tem “sido péssima”. “Ninguém se tem portado bem”, defende Sá.

De acordo com o especialista, a crise atual pode mesmo afetar toda a Liga de futebol profissional, na sequência do alastramento desse “vírus da suspeição”. “O desporto vive da incerteza, de não sabermos quem ganha. Nós acreditamos que ganham os melhores. Se pomos em causa esse princípio, é trágico“, conclui.