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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Que se lixe, terraplane-se.

Novo artigo em Aventar


por j. manuel cordeiro

O litoral foi destruído pelos monos. Depois seguiram-se as ventoinhas espalhadas pelas serras, sem um escrúpulo de ordenamento. Agora, que se ataque o mar.

"Vai permitir duas coisas - que se faça já a prospecção, para saber com que recursos conta. Mas se houver exploração, tem de haver estudo de impacto ambiental", garantiu, lembrando que "pagamos uma factura imensa por importar petróleo, e o mínimo que podemos fazer é saber se temos ou não recursos".

E, por fim, terraplane-se tudo, de preferência com uma bela laje de betão por cima, que ainda dará emprego a mais uns quantos patos e bravos e, ao menos, não arde no Verão.

A ainda quase virgem Carrapateira, Aljezur (c) jmc

O “Pirilampo Mágico” já está à venda na Junta de Freguesia de Válega para ajudar pessoas portadoras de deficiência

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A Junta de Freguesia de Válega associou-se à campanha de solidariedade “Pirilampo Mágico” 2018 com o objetivo de angariar recursos para organizações que trabalham com pessoas portadoras de deficiência intelectual e multideficiência, com a venda do “Pirilampo Mágico”, em todo o país.

Além do tradicional “Pirilampo Mágico”, que custa 2 euros, estão também disponíveis para venda chávenas (6 euros), canecas (4 euros) e sacos de pano (2 euros).

Dirigia-se à secretaria da Junta de Freguesia de Válega.

Não deixe de apoiar!

Válega (Ovar), 01 de Junho de 2018

Rui Patrício: "Fui alvo de violência psicológica e de violência física"

RTPComentários 01 Jun, 2018, 15:13 / atualizado em 01 Jun, 2018, 15:38 | Futebol Nacional

Rui Patrício: Fui alvo de violência psicológica e de violência física

Rui Patrício está nesta altura ao serviço da Seleção Nacional a preparar o mundial de futebol | Lusa

O guarda-redes Rui Patrício alega na carta de rescisão com o Sporting, a que a RTP teve acesso, que foi "alvo de violência psicológica e de violência física". Pretende terminar o contrato com o clube por este ter posto em causa a sua "integridade física", não lhe dando as "condições mínimas" para exercer a sua profissão.

São várias as páginas e as razões alegadas por Rui Patrício para rescindir contrato com o Sporting. No documento, a que a RTP teve acesso, e que pode ler na íntegra aqui, o guarda-redes enumera e revela vários episódios e mensagens escritas pelo presidente Bruno de Carvalho, a partir de janeiro deste ano.

"Fui alvo de violência psicológica e de violência física. Isto não pode deixar de constituir justa causa, para que eu, preservando a minha dignidade pessoal e profissional, me liberte do contrato que me liga ao Sporting", lê-se no documento.

Rui Patrício diz que depois do empate com o Vitória de Setúbal (1-1), a 19 de janeiro, o Sporting, através do seu presidente, teve uma “conduta de assédio, que visou condicionar, hostilizar e limitar a liberdade” do jogador, não tendo assegurado as “mínimas condições de segurança”, culminando com os acontecimentos na Academia de Alcochete.
“O representante máximo da SAD criticou-me publicamente, ofendeu-me, suspendeu-me, acusou-me, processou-me. Atiçou, diversas vezes a ira dos adeptos contra mim e contra os meus colegas de equipa, bem sabendo que alguns adeptos, em particular as claques, reagem de forma primária e irracional. Vivi momentos de puro terror, sem que a Sporting SAD tenha revelado qualquer preocupação”, diz o jogador.
Para Rui Patrício, a manutenção no clube “era insustentável” depois de Bruno de Carvalho ter colocado em causa o seu profissionalismo, a reputação, e de ter insinuado que as agressões que aconteceram na Academia tinham sido desencadeadas pelos próprios jogadores.
“É totalmente insustentável a subsistência de relação de trabalho”, conclui o jogador.

Rui Patrício, de 30 anos, fez toda a sua formação e carreira profissional no Sporting e tinha contrato com o clube até junho de 2022.

O guarda-redes está atualmente em estágio com a seleção portuguesa, que prepara a participação na fase final do Mundial2018, na Rússia.

(C/ Lusa)

Tempo de investigar Mariano Rajoy

Novo artigo em Aventar


por João Mendes

Agora que foi derrubado por uma moção de censura legítima, ainda que a mesma tenha mais que ver com o desespero do PSOE em chegar ao poder do que com o caso de corrupção em si, é tempo de nuestros hermanos investigarem Mariano Rajoy. Até porque, existem fortes indícios de que o primeiro-ministro deposto terá recebido pagamentos ilícitos do tesoureiro Bárcenas, como de resto meio Partido Popular espanhol recebeu. Será que é desta que a pasokização chega a Espanha? Ou será a direita espanhola imune à justiça, como a sua congénere portuguesa?

Os crápulas e a intrujice

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

  • Eduardo Louro
  • 31.05.18

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Depois de ver e ouvir comentar em tudo o que era televisão, fui procurar a tal reportagem da SIC que dava conta de uma tal investigação jormalística iniciada em Setembro de 2017.

As expectativas eram grandes. Pelo que a própria SIC fizera anunciar tratava-se de um longo e sólido processo de investigação jornalística, que atravessou todos os estádios do país à procura de provas da compra de resultados no futebol. E, pelo que ouvira, a SIC tinha apanhado o Benfica a corromper jogadores do Marítimo para lhe facilitarem a vitória naquele jogo do início de Maio, nos Barreiros, que era justamente o penúltimo da época 2015-16. A do tri, naquele campeonato em que o Benfica, depois ter estado a sete pontos do Sporting, passou para frente com dois de avanço depois de ter ido ganhar a  Alvalade, a sete jornadas do fim. Donde nunca mais saiu, ganhando todos esses sete jogos, exactamente como aconteceu com o Sporting, com um calendário incomparavelmente mais complicado, que incluía as deslocações ao Dragão e a Braga.

De tal forma era assim, as evidências de corrupção que a reportagem apresentaria eram tais que o impagável Octávio Machado se declarava já campeão nacional dessa época!

Fui então ver a reportagem e o que vi?

Vi que o seu autor, Gonçalo Azevedo Ferreira, certamente por acaso, é muito próximo de Bruno de Carvalho (gostam um do outro, nas palavras do ainda presidente do Sporting), mas não dei importância à constatação. Vi figurantes numa suposta reconstituição dos factos que não constituíam sequer coisa nenhuma e ouvi, com vozes distorcidas, dois supostos jogadores do Marítimo a que eram atribuídos os nomes fictícios de "Pedro" e "Armando". Portugueses, dava claramente para perceber, pelos nomes e porque falavam em português sem qualquer sotaque. O que, dada a constiuição do plantel, e num rápido exercício de exclusão de partes, permite facilmente a sua verdadeira identificação.

Disse o "Pedro"  que foi convidado por dois homens que não conhecia, nunca tinha visto e nunca voltou a ver, a deslocar-se a um quarto de hotel, onde lhe prometeram um contrato com o Benfica e 40.000 euros. Já o "Armando" fazia a extraordinária revelação de ter visto dirigentes do Benfica próximo de jogadores do Marítimo, mas não podia  dizer nomes, para se proteger. Nomes, surgiram os de César Ventura e Paulo Gonçalves, não se sabe se por falta de criatividade, se por darem mais jeito.

Mais extraordinária que a revelação que os jogadores do Marítimo esperavam ansiosamente por um incentivo do Sporting. E que, quando o capitão lhes comunicou que estava garantido e que tinha o valor de 400 mil euros - contas feitas, logo ali, dava à volta de 13 mil euros a cada um - houve jogadores que se popuparam à exuberância, e não desataram para ali aos pulos.

Foi isto que eu vi na reportagem, na tal investigação que 8 meses. Depois, tive ainda tempo de ver o início de um debate em estúdio, onde participavam o autor, António Ribeiro Cristóvão, um magistrado e um dito especialista em direito desportivo. E, enquanto o magistrado dizia que não havia ali nada que servisse de prova de coisa nenhuma, os dois homens da SIC concluíam que estava tudo ali: era muito estranho que tivesse havido jogadores que não festejaram a oferta do Sporting!

E foi com isto que a SIC passou todo o dia de ontem a anunciar as mais bombásticas de revelações de corrupção. Foi isto que as televisões impingiram durante toda a noite, e foi com isto que os jornais de hoje enchem as primeiras páginas.

Chegamos aqui, a este jornalismo. De nojo, engajado, da intrujice ao serviço dos mais crápulas dos crápulas.