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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Primeiro entranha-se e depois estranha-se: o preconceito

2 jul 2018 17:49

Urbanista

Opinião

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A opinião de

Paula Cordeiro

Paula Cordeiro

Aviso à navegação: somos todos preconceituosos. Em relação aos grandes, e aos pequenos temas da vida, há sempre uma pequena fracção do nosso pensamento baseado num julgamento prévio, muitas vezes irracional, completamente incontrolável e subliminar.

Várias pesquisas científicas revelam que são as emoções que controlam a nossa percepção em relação ao outro e a certos grupos sociais, reforçando estereótipos. Um desses estudos explica que não está errado ter um pensamento negativo ou, mesmo, um sentimento preconceituoso porque, o que importa, são os comportamentos. Concordo. São os comportamentos de devemos melhorar e, quem sabe, mudar.

Do ponto de vista social, tendemos a apreciar as pessoas pelo seu aspecto catalogando-as imediatamente. A chamada primeira impressão é muito mais do que isso... Fazemos o mesmo com a música, criando associações entre a música que ouvimos, e gostamos, e o tipo de pessoa que podemos ser.

Preconceito #1: diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és

#QuemNunca? Também eu já fui vítima desta percepção quase certa de que a música nos define. Pode definir mas não chega para dizer quem somos. Por outro lado, assumo o meu próprio preconceito em relação à música e suas associações. Também assumo que esse mesmo preconceito foi posto em causa, no fim de semana que passou, no show de Anitta, no Rock in Rio (RiR).

Preconceito #2: nem tudo o que parece é.

O Rock in Rio não é um festival de música mas isso não quer dizer que não nos surpreenda. Parece uma festa mas é um festival. Quer ser um festival mas é, na verdade, uma festa multi-marca. Será?

Preconceito#3: no Rock in Rio as pessoas vêm ver-se. E ser vistas.

Porque não vão pela música, a importância dada às fotografias, a quantidade de fotografias por hashtag e as poses por metro quadrado provam que, se calhar, esta afirmação não corresponde a nenhum preconceito... Ou será o maior dos preconceitos, julgar o outro por aquilo que lhe apetece fazer?
Todos sabemos - e aceitamos - uma certa definição resultante da roupa que usamos, os amigos que escolhemos e a música que escutamos. Contudo, uma pesquisa da Universidade de Cambridge revela que há diferenças entre julgar um livro pela sua capa ou um indivíduo pela sua biblioteca musical, demonstrando que boa parte dos estereótipos associados aos estilos musicais não são, necessariamente, verdadeiros, ainda que sejam uma afirmação da personalidade e identidade pessoal. Talvez por isso queiramos, muitas vezes, estar associados a géneros e estilos musicais mais eruditos ou alternativos, rejeitando os mais popularuchos, as músicas pop que tocam incessantemente na rádio e cuja métrica do refrão existe para martelar no ouvido. Mas, depois, soltamos a franga e cantamos esse mesmo refrão em uníssono num concerto. Estranho? Não. É um misto da força do colectivo e do nosso, afinal, pseudo-preconceito.

Há quem adopte uma forma mais refinada de preconceito, de quem não quer, sequer, conhecer uma música ou artista, porque considera que a sua imagem, e os poucos acordes que conhece, não encaixam nos seus padrões de exigência, numa postura e atitude contra os sucessos que tornam a maior parte das canções uma mera repetição umas das outras, estilos musicais importados que fazem sucessos temporários, transformando kizomba ou reggaeton em cenas de um determinado momento.

Confesso: foi assim que começou a minha relação com Anitta, repudiando-a por achar tratar-se de mais um exemplo de música a metro, esquecendo-me que, também a música a metro, pode ter uma mensagem. Para além do que ouvia na rádio, não conhecia mais nada. Nem me interessava.

Fui ao Rock in Rio 2018 um pouco contrariada. O evento é, para mim, excessivo. Milhares de pessoas em simultâneo num encontro que se assume mais como uma festa do que um festival de música, juntando nomes altamente improváveis no mesmo cartaz e piscando o olho às famílias, com artistas muito child friendly. Nada contra, mas prefiro não ir. No entanto, por ser #childfriendly, lá fui, acompanhada da minha #lovelyrita para me surpreender com o espectáculo altamente profissional de Anitta.

Musicalmente falando, gostei mais da performance da batida contagiante nos intervalos para mudança de roupa do que da própria Anitta (fui só eu a notar ou houve mesmo lip sync?...) mas tenho de reconhecer que foi diva, em bom, conquistando-me quando cantou o refrão da nossa Blaya. Ficou-lhe bem. Para além disso, trouxe ao RiR um espectáculo de alto nível, e uma mensagem de integração e diversidade. As bailarinas plus size entraram, rebolaram e dividiram as atenções em palco, provando que, apesar de ser altamente sexualizada, a música desta cantora tem algo mais, usando essa sexualização como um atractivo para nos fazer perceber que somos preconceituosos e que não aceitamos, verdadeiramente, a diversidade. Anitta tem pinta e tudo no sítio, sem ser uma Barbie plastificada, fazendo-se acompanhar de uma equipa maravilhosa de pessoas que nos representam a todos.

2 - 1.

Ganhou Anitta e o Rock in Rio porque, afinal, uma festarola com música pelo meio também pode colocar o dedo na ferida e mostrar que há mais na música do que simplesmente um rebolar. Só o preconceito número 3, do excesso de pseudo qualquer coisa se mantém, numa tentativa falhada de imitar o Coachella, com muitas raparigas produzidas ao estilo boho chicmas sem o chic que o deserto da Califórnia, apesar do pó, consegue ter. Coachella é conhecido pelo seu cartaz e, paralelamente, o glamour das superstars que desfilam, inspirando o comum dos mortais a um outfit mais elaborado, alternativo e, sobretudo, inventivo, já conhecido nos sites de redes sociais como #coachellastyle. O nosso estilo é giro mas não chega aos calcanhares de Coachella porque somos naturalmente tímidos e reservados, com looks pouco arrojados, mesmo quando pegamos nas trends que têm passado por todas as redes sociais e que também não ficaram de fora do Rock in Rio: o brezzy white dress fica sempre bem, especialmente para quem se limita à zona VIP porque, fora dela, o white misturado com a poeira não resulta. Gosto dos calções com botins e não consigo entender as sandálias com tiras, especialmente as que deixam os dedos todos - mesmo todos - de fora. No final da festa aquilo só pode ser um misto de sujidade e pisadelas. Caso para dizer #sonotcool. Também vi umas misturas entre as trends de verão e o que sobrou do inverno, com muito preto, redes e os smocked tops, em alguns casos combinados com os calções de ganga de cintura subida. Das #momjeans aos #momshorts só passou um verão que intercalou o RiR. No final do dia a variedade de pessoas é tão grande que as giraças a fazerem-se à foto para o Instagram destoam entre a multidão que foi para um show de poderosas que, por sua vez, deitou por terra qualquer ideia (errada) que eu ainda pudesse ter sobre o impacto que uma (muito) boa ideia pode ter. E Anitta, melhor do que ninguém, sabe conjugar as tendências sociais com velhas técnicas de marketing, embrulhando-as com um jogo de cintura que produz um espectáculo que a catapultou para o estrelato internacional. Chapeau!

Madonna na província

Opinião

Inês Cardoso

Hoje às 00:13


  • ÚLTIMAS DESTE AUTOR
  • Cada vez que Madonna coloca uma fotografia de Lisboa nas redes sociais, faz mais pelo país do que uma campanha de milhares de euros promovida pelo Turismo de Portugal. A diva a apreciar fado, a torcer pela seleção, a levar o filho aos treinos, a correr por Belém: postais que fazem maravilhas pela promoção da capital.

    Do contentamento com o elogio de personalidades famosas ao deslumbramento vai um passo pequeno. E tudo indica que o presidente da Câmara de Lisboa o deu sem hesitar. Fernando Medina bem pode invocar clareza na cedência de um terreno municipal para estacionamento da frota da artista. A verdade é que a informação já conhecida deixa muita margem para duvidar da justeza dos procedimentos.

    O contrato estará escrito, mas só depois de várias notícias surgiram explicações sobre ele. Não passou por nenhuma reunião de Câmara e o relato público do diretor do Museu Nacional de Arte Antiga é revelador da forma como o processo decorreu. Além das reservas pelos valores cobrados, numa cidade em que o estacionamento é pago a peso de ouro, é no mínimo duvidoso que um cidadão anónimo consiga o mesmo negócio em espaços municipais.

    Por mais valiosa que seja a imagem de Madonna, a relação com a Câmara de Lisboa tem de ser igual à de qualquer outro munícipe. A não ser que o executivo camarário decida o contrário numa discussão pública e transparente. Não foi o caso, asseguram os partidos da direita à esquerda, incluindo o BE, suporte de Medina para governar a autarquia.

    Nalgumas câmaras pequenas do país, é frequente dar-se um valor excessivo a visitas de membros do Governo, de figuras públicas ou de empresas de grande dimensão a quem se oferecem contrapartidas desproporcionadas para dinamizar a economia local. No fundo, a atitude provinciana é igual em todo o lado. Incluindo na maior cidade do país.

    SUBDIRETORA

    A sombra de Trump sobre a revolução mexicana e a deriva europeia

    A sombra de Trump sobre a revolução mexicana e a deriva europeia

    2 jul 2018 14:14

    MadreMedia

    Opinião

    0 comentários

    Francisco Sena Santos

    Francisco Sena Santos

    Nota-se a sombra da América de Trump a cobrir quer o resultado revolucionário das eleições mexicanas, quer a convulsão que ameaça afogar a União Europeia.

    A retórica anti-imigração de Trump deu asas à campanha do MORENA (o Movimento de Renovação Nacional), com o coração político à esquerda. O presidente agora eleito, Andrés Manuel Lopez Obrador (tratam-no pelas iniciais, AMLO) fez da garantia de que não deixará construir o muro na fronteira um dos trunfos eleitorais – embora as promessas anti-corrupção e anti-cartéis tenham sido as mais poderosas. Na Europa, a crise dos migrantes parece cada vez mais um pretexto para derrubar os líderes que querem uma Europa forte e coesa. Os adversários da União dentro da União sabem que desta vez quem está na Casa Branca a comandar a política dos Estados Unidos também não está interessado numa Europa forte, antes pelo contrário.

    A integração europeia avançou na segunda metade do século XX, com a visão de estadistas europeus e com alto patrocínio político dos Estados Unidos da América, a quem interessava uma Europa forte para fazer tampão ao expansionismo soviético. Acabada a Guerra Fria, a Europa deixou de ser palco estratégico principal para os EUA, mas continuou a ser uma parte relevante no sistema multilateral de alianças, tanto as económicas como as militares, políticas e culturais.

    Com Trump, tudo mudou. A Europa deixou de ser vista como a aliada preferida. O mundo de Trump assenta em três impérios (EUA, China e Rússia) que controlam o mundo. As amizades de Trump estão muito mais em Israel e na Arábia Saudita do que na União Europeia.

    Os líderes de países do Leste Europeu que se serviram muito da solidariedade europeia para construírem (na Hungria, na Polónia, na Eslováquia, na República Checa) o seu futuro pós-soviético, mas que têm ideologia nacionalista, oposta aos ideais fundadores da União Europeia, perceberam que, com Trump em Washington, a ocasião está madura para avançarem contra a União.

    A crise dos migrantes é um pretexto mesmo a calhar. Há uma crise com o acolhimento de migrantes na Europa, sim, mas nada que se compare com o que aconteceu há três anos. Entre 2015 e 2016, entraram na Europa (dados Frontex, a agência europeia de fronteiras), à volta de 1,5 milhões de pessoas, grande parte formada por refugiados que fugiam da guerra da Síria e de outros conflitos do Médio Oriente. Em 2017, a queda foi brusca para pouco mais de 200 mil. Os números do primeiro semestre deste ano são semelhantes aos do mesmo período de 2017. Confirma-se que a pressão migratória está a moderar-se, sendo que com escalada, como sempre, nos meses da primavera e verão em que o Mediterrâneo está menos hostil para a travessia em barcos que deveriam estar fora de uso. Há menos gente na travessia embora, alertam a Cruz Vermelha Internacional e as ONG, os perigos estejam maiores.

    A exploração do medo de uma invasão de migrantes portadores de outras culturas parece cada vez mais parte de uma estratégia usada por forças nacionalistas e populistas para o assalto às posições de defensores da Europa unida, forte e coesa. O movimento xenófobo gerado no Leste da Europa chegou à Áustria e levou a melhor nas eleições do passado outono. Depois, alastrou a Itália, com essas forças anti-sistema a triunfarem nas eleições de março. Na Alemanha, em setembro, já tinha irrompido o AfD, força radical de direita, com 92 deputados.

    Agora, é a própria CSU, aliada histórica da CDU de Merkel (antes, de Kohl, Barzel, Kiesinger, Erhard e Adenauer) a colocar a chanceler e o seu governo no fio da navalha, com recurso ao mesmo pretexto anti-migrantes. O líder da CSU, partido cristão social bávaro que teve como expoente Franz Josef-Strauss, arquiteto da aliança com a CDU, está agora a promover o braço de ferro com Merkel sobre a política migratória, para assim tentar conter o avanço na Baviera da direita radical AfD com posições ferozmente anti-migrantes.

    A crise dos migrantes mostra-se assim, sobretudo, uma crise de políticos. Falta de líderes políticos com valores de solidariedade conforme os princípios fundadores da União Europeia. Com a América de Trump a voltar costas à Europa, o que hoje se vê como forças de resistência em defesa da União Europeia forte é um eixo político com pilares em Lisboa, Madrid, Paris e (até ver) Berlim.

    Trump há-de gostar de ver a ideia da União Europeia assim a afogar-se na indiferença perante os migrantes. É provável, no entanto, que esteja incomodado com o voto de 89 milhões de mexicanos. As eleições deste domingo neste enorme país da América Central mobilizaram um mar de gente: tratava-se de eleger um presidente da República, 9 governadores, 128 senadores e 500 deputados. Implicando imediatamente 3.000 altos cargos públicos. Os resultados das diferentes votações estão a mostrar uma revolução, com derrube do regime dos tradicionais grupos de poder no México. O novo presidente, López Obrador e a sua base política MORENA, tem forte cariz social e está voltado para a esquerda. Resta saber se vão conseguir, como tanto prometeram, desmantelar o sistema de corrupção generalizada e reduzir os tremendos níveis de violência.

    Moradores de aldeia em Évora poupam 300 euros/ano em energia com projeto-piloto

    Moradores de aldeia em Évora poupam 300 euros/ano em energia com projeto-piloto

    2 jul 2018 17:34

    MadreMedia / Lusa

    Este artigo é sobre Évora. Veja mais na secção Local.

    Um projeto-piloto europeu de demonstração de tecnologias de armazenamento e gestão de energia, em que Portugal participa, permitiu a 25 moradores da aldeia de Valverde, no Alentejo, pouparem, em média, 300 euros anuais na fatura energética.

    Moradores de aldeia em Évora poupam 300 euros/ano em energia com projeto-piloto

    Esta foi uma das conclusões do projeto-piloto “SENSIBLE” apresentadas hoje pela EDP, um dos parceiros portugueses da iniciativa europeia, numa cerimónia realizada em Valverde, povoação rural a poucos quilómetros da cidade de Évora.

    Iniciado em 2015 e previsto terminar no final deste ano, o projeto, de 15 milhões de euros, com financiamento do Programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, integra 14 parceiros de seis países europeus, com três locais de demonstração: Valverde (Portugal), Nottingham (Reino Unido) e Nuremberga (Alemanha).

    “O concelho de Évora foi pioneiro na implementação das redes inteligentes” de energia, tendo a aldeia de Valverde sido “escolhida porque possui esta infraestrutura” necessária para a fase de demonstração do “SENSIBLE”, explicou hoje à agência Lusa João Maciel, responsável de Investigação e Desenvolvimento (I&D) da EDP.

    A iniciativa, de acordo com a EDP, serve para testar tecnologias de gestão e armazenamento de energia, ao nível da baixa e da média tensão, que “permitam uma gestão otimizada” da rede “em cenários de forte penetração de produção renovável”.

    O objetivo, acrescentou a empresa, é “demonstrar o benefício da integração de sistemas de baterias na rede de distribuição e das soluções de autoconsumo a nível residencial”, comprovando também “como a flexibilidade pode beneficiar o operador da rede e o consumidor, através de novos modelos de negócio e mecanismos de mercado”.

    Em Valverde, dos 250 clientes residenciais, foram escolhidos 25 moradores para a fase de demonstração, cujas casas foram equipadas com sistemas de microgeração fotovoltaica, sistemas de gestão de energia, baterias e também termoacumuladores inteligentes, para a produção de energia e gestão de sistemas de consumos de eletricidade.

    “Na rede de distribuição, dotada de equipamento de redes inteligentes de última geração, foram também instalados sistemas de armazenamento e um sistema de automação avançada”, acrescentou a empresa.

    Segundo João Maciel, no âmbito do projeto, os clientes obtiveram “uma poupança média de aproximadamente 300 euros anuais”, ou seja, reduziram a sua fatura de eletricidade em “cerca de 25%”.

    “Estes mecanismos que aqui desenvolvemos permitem gerir, de um modo otimizado, o carregamento das baterias e dos termoacumuladores elétricos”, gerando poupanças, realçou o responsável da EDP, empresa que lidera a fase de demonstração do projeto.

    Ainda nesta componente residencial do “SENSIBLE”, graças às novas ferramentas de gestão dos equipamentos fotovoltaicos, das baterias e dos termoacumuladores, os clientes ainda produziram e armazenaram energia além da que necessitam para os seus consumos diários, para que a EDP a pudesse agregar, remunerando os moradores, e disponibilizar a clientes que dela necessitassem.

    “Já existe fotovoltaica e armazenamento de energia”, mas “a questão de fazermos a agregação dessa flexibilidade energética, criando um modelo de negócio que remunera todas as partes envolvidas, isso é que é inovador”, frisou João Maciel.

    Por outro lado, salientou, o projeto permitiu aos promotores validarem tecnicamente este conjunto de ferramentas que permite “gerir o armazenamento de energia por baterias, nas redes de baixa e média tensão”, para que possa ser utilizado no futuro, quando esta tecnologia tiver regulação e os custos forem mais reduzidos.

    O “SENSIBLE”, que tem estatuto de “Flagship Project” (“projeto bandeira”) na área de Inovação em Energia, atribuído pela Comissão Europeia, envolve, em Portugal, além da EDP, a Siemens e o INESC TEC, entre outros parceiros.

    Miss Univero Espanha é, pela primeira vez, uma mulher transgénero

    Ángela Ponce tem 26 anos e pretende usar o título para “levar uma mensagem de inclusão, tolerância, respeito e amor”

    É a primeira vez que uma mulher transgénero é coroada Miss Univeso Espanha. Ángela Ponce, de 26 anos, nasceu homem mas há quatro anos terminou o processo de mudança de sexo e foi considerada a mais bela de Espanha.

    Desde 2012, data em que o concurso permitiu a participação do mulheres trangénero, Ángela Ponce é a segunda mulher a lutar pela coroa. Jenna Talackova foi a primeira concorrente transexual a participar.

    A jovem sevilhana tinha sido eleita Miss Cádiz em 2015 e tinha mesmo tentado participar no concurso Miss Mundo Espanha, mas não foi possível por ser transexual. “Eu não poderia vencer a Miss Mundo Espanha porque a organização não admitia mulheres transexuais. Três anos depois, vou apresentar-me novamente porque no Miss Universo é possível”, disse na altura Ángela Ponce numa entrevista à Telecinco.

    Agora que foi coroada Miss Universo Espanha, a modelo pretende “levar uma mensagem de inclusão, tolerância, respeito e amor”, escreveu numa publicação no Instagram.