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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Uma Europa destruída por uma Senhora

  por estatuadesal

(Dieter Dellinger, 16/08/2018)

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A Merkel com duas frases ditas sem pensar iniciou o processo de destruição da Europa e o Mundo deixou de respeitar a União Europeia, a começar pelos EUA.

A primeira frase foi dita na sequência da crise do Lehman Brothers em 2007/2008 e foi simples: "Os países europeus devem injetar o máximo de meios nos mercados em obras públicas e em investimentos para evitar uma crise económica".

Pouco tempo depois, a Merkel verificou que a grande crise não vinha e retirou o tapete, deixando que muitos países, principalmente do sul, se endividassem com juros muito altos e nada fez para criar um verdadeiro mecanismo de solidariedade financeira e de fundos europeus com emissão de moeda por parte do BCE de modo a evitar o endividamento de países com economias mais fracas.

A segunda frase foi a de que "a Alemanha podia receber um milhão de refugiados sírios".Com isso, a Merkel desencadeou uma onda gigantesca de pessoas em direção à Europa, continuando a não querer que o BCE emita dinheiro de modo a alargar a produção e integrar os refugiados/migrantes na economia da Europa, mas a exigir que todos os países europeus paguem e aceitem refugiados. Estes são a causa de um processo de fascização da Europa com a inerente destruição da União.

A Alemanha sempre teve a obsessão da moeda forte que prejudica muito as indústrias europeias e favorece as exportações da China. Não quis, mas já não conseguiu evitar, as pequenas emissões feitas por Draghi que ajudou a resolver um pouco o problema do endividamento português e de outros países, mas não o da Grécia porque está ainda debaixo da pata exploradora e gananciosa do FMI.

Portugal fez muito bem em pagar adiantadamente a dívida à organização de bandidos, libertando-se dos seus juros de usura, endividando-se com dívida a juros muito mais baixos.

Mário Centeno mostrou-se um habilidoso ministro das Finanças que conseguiu chegar a presidente do Eurogrupo e em conjunto com Draghi e Vitor Constâncio convencer todos os fanáticos da moeda forte a deixar emitir alguma moeda para o alívio financeiro que fez baixar os juros dos grandes empréstimos aos Estados.

Ao contrário do que muita gente diz em Portugal, Mário Centeno não foi eleito para obrigar Portugal a fazer isto ou aquilo. Ele foi eleito por 17 países da zona Euro com políticas diferentes e já com a Alemanha em crise governamental e Schäuble de fora. Era um desconhecido, mas mostrou tais conhecimentos das finanças europeias e em particular da moeda comum nas reuniões do Eurogrupo que foi eleito. Centeno apresentou boas ideias para uma reforma das finanças europeias que foi apreciada por muitos países e é visto como o único meio para evitar a fascização de grande parte da Europa como está a acontecer.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Lula da Silva é oficialmente candidato às presidenciais do Brasil

BRASIL

15/8/2018, 22:14134

O Partido dos Trabalhadores oficializou esta quarta-feira a candidatura do ex-presidente Lula da Silva às eleições presidenciais de outubro, no Brasil. Lula está preso desde 7 de abril.

Sebastiao Moreira/EPA

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O Partido dos Trabalhadores brasileiro formalizou esta quarta-feira a candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais de outubro de 2018, no Brasil. A novidade foi dada na conta do ex-presidente brasileiro no Twitter.

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Lula

@LulaOficial

É oficial! #LulaÉCandidato
Acompanhe em http://www.lula.com.br

21:21 - 15 de ago de 2018

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Num texto publicado no site de Lula da Silva, o ex-presidente brasileiro — preso desde 7 de abril, num processo em que é acusado de ter recebido subornos da construtora OAS — diz que é “vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história” e que quer “que o povo brasileiro possa decidir se lhe dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país”.

Lula da Silva, 72 anos, é o favorito em todas as sondagens de intenção de voto para as presidenciais do Brasil, que se realizam em outubro, arrecadando cerca de um terço das intenções de voto, o dobro de qualquer outro candidato, explica a agência Lusa. Esta quarta-feira, milhares de pessoas manifestaram-se nas ruas de Brasília para apoiar Lula da Silva.

Leia o texto de Lula da Silva na íntegra:

“Registrei hoje a minha candidatura a Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história. A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições.

Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição. Usou de uma “fake News” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá.

Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de sou o proprietário daquele imóvel. Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manterem na prisão.

Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal

Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República? Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história. Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas Cortes Superiores.

A expectativa de que os recursos apresentados pelos meus advogados resultem na minha absolvição no STJ ou no STF é o que basta, segundo a legislação brasileira, para afastar qualquer impedimento para que eu possa concorrer.

Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que os direitos que vem sendo reconhecidos pelos tribunais em favor de centenas de outros candidatos há anos também sejam reconhecidos para mim. Não posso admitir casuísmo e o juízo de exceção.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU já emitiu uma decisão que impede o Estado brasileiro de causar danos irreversíveis aos meus direitos políticos – o que reforça a impossibilidade de impedirem que eu dispute as eleições de 2018. Quero que o povo brasileiro possa decidir se me dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país.

A partir de amanhã, vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa.

Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.

Que um nordestino que mora no Sul podia visitar sua família de avião e não somente de ônibus.
Que um pobre, um negro, ou um índio podia ingressar na universidade.
Que o pobre podia ter casa própria e comer três vezes ao dia.
Que a luz elétrica era acessível a todos.
Que o salário mínimo foi aumentado sem causar inflação.
Que foi posto em prática aquele que a ONU considerou o melhor programa de transferência de renda do mundo, beneficiando 14 milhões de famílias e tirando o Brasil do mapa da fome.
Que foram criadas novas universidades e novos cursos técnicos.

Para recuperar o direito de fazer tudo isso e muito mais é que sou candidato a Presidente da República.

Vamos dialogar com aqueles que viram que o Brasil saiu do rumo, estão sem esperança mas sabem que o país precisa resolver o seu destino nas urnas, não em golpes ou no tapetão. Lembrar que com democracia, com nosso trabalho, o Brasil vai voltar a ser feliz. Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.

Companheiras e companheiros, o Moro tinha até hoje para mostrar uma prova contra mim. Não apresentou nenhuma! Fato indeterminado não é prova! Por isso sou candidato.

Repito: com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pelo Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final. Não quero favor, quero Justiça. Não troco minha dignidade por minha liberdade.

Um forte abraço,
Lula”

Trump volta a criticar media em dia de campanha pela liberdade de imprensa

  • HÁ 40 MINUTOS

Donald Trump voltou a criticar os meios de comunicação social, no mesmo dia em que centenas de jornais, numa campanha coordenada, insistiram na importância da liberdade de imprensa.

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CHRIS KLEPONIS / POOL/EPA

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  • Agência Lusa
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O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou esta quinta-feira a criticar os meios de comunicação social, no mesmo dia em que centenas de jornais numa campanha coordenada insistiram na importância da liberdade de imprensa. A convite do diário The Boston Globe, perto de 350 organizações noticiosas comprometeram-se a participar na frente comum contra a retórica hostil de Trump, que já chamou aos jornalistas o “inimigo do povo”.

“Não há nada que desejasse mais para o nosso país que uma verdadeira LIBERDADE DE IMPRENSA. O facto é que a imprensa é LIVRE para escrever e dizer o que quiser, mas muito do que diz são NOTÍCIAS FALSAS, forçando uma agenda política ou tentando apenas ferir as pessoas. A HONESTIDADE VENCE”, escreveu esta quinta-feira Trump na rede social Twitter.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

There is nothing that I would want more for our Country than true FREEDOM OF THE PRESS. The fact is that the Press is FREE to write and say anything it wants, but much of what it says is FAKE NEWS, pushing a political agenda or just plain trying to hurt people. HONESTY WINS!

O presidente dos Estados Unidos adiantou: “OS MEDIA DAS NOTÍCIAS FALSAS SÃO O PARTIDO DA OPOSIÇÃO. É muito mau para o nosso grande país … MAS ESTAMOS A GANHAR”.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

THE FAKE NEWS MEDIA IS THE OPPOSITION PARTY. It is very bad for our Great Country....BUT WE ARE WINNING!

No seu editorial desta quinta-feira, o jornal Boston Globe escreveu: “Temos hoje nos Estados Unidos um Presidente que criou um mantra de acordo com o qual qualquer meio de comunicação social que não apoie abertamente a política da administração atual é ‘inimigo do povo'”.

“É uma das numerosas mentiras espalhadas pelo nosso Presidente como um charlatão do passado lançava pó ou ‘água mágica’ sobre a multidão cheia de esperança”, refere o editorial. Alvo frequente das críticas de Trump, o New York Times lembrou que as pessoas têm o direito de criticar os media. “Mas insistir no facto das verdades que vos desagradam serem ‘falsas notícias’ é perigoso para a democracia”, assinalou.

O Post-Dispatch, de Saint Louis, designou os jornalistas de “mais verdadeiros dos patriotas”, enquanto o Chicago Sun-Times disse acreditar que a maioria dos norte-americanos sabe que o que Trump diz é absurdo e o Observer da Carolina do Norte declarou esperar que “todos os apoiantes do Presidente reconheçam o que ele está a fazer — manipular a realidade para conseguir o que quer”.

Inquérito. Deve ou não haver mudança da hora?

DreamstimeBEATRIZ MARTINHO16/08/2018 12:39

A Comissão Europeia abriu um inquérito online para saber se os europeus concordam com a hora de verão. O astrónomo Rui Agostinho afirma ao i que Portugal deve manter o bi-horário. Saiba o que dizem os estudos sobre o assunto

Desde 2001 que os países da União Europeia (UE) ficaram obrigados a mudar a hora legal duas vezes por ano: a primeira no último domingo de março e a segunda no último domingo de outubro. O ano dos europeus fica assim dividido entre um horário de verão e um horário de inverno, o dito “normal”.

As razões para a criação do horário de verão, que foi implementado gradualmente pelos diferentes países da União no século passado, incluem a poupança de energia, a redução de probabilidade de acidentes automóveis e o melhor aproveitamento do tempo livre, decorrentes do maior número de horas de luz natural diárias.

Mas nem todos concordam. Alguns Estados-membros, eurodeputados e cidadãos europeus pedem mesmo o abandono definitivo da mudança da hora. Os defensores desta proposta argumentam que os benefícios apontados para o regime atual são sobrevalorizados e que a mudança de hora gera efeitos prejudiciais aos hábitos de sono.

Recentemente, alguns Estados-Membros abordaram a questão da hora de verão em ofícios dirigidos à Comissão. Mais especificamente, a Finlândia solicitou o fim da mudança semestral de hora e a Lituânia apelou a uma revisão do sistema atual, a fim de ter em conta diferenças regionais e geográficas.

Por tudo isso, a Comissão Europeia abriu uma consulta pública, até 16 de agosto, para saber se os europeus realmente concordam ou não com a existência de um horário de verão. As respostas são dadas online e, depois de apurados os resultados, há duas alternativas: ou se mantém o horário de verão ou se dá aos países a hipótese de escolher o horário que querem seguir.

Contudo, no caso de ganhar o “não”, o Parlamento Europeu defende que se mantenha um “regime [horário] unificado europeu”, para promover o comércio e proteger o mercado único.

Prós e contras No período das guerras mundiais, a alteração da hora era uma forma de poupar energia, uma vez que permitia o aproveitando da luz solar e do aquecimento do sol durante mais horas. Mais tarde, o objetivo era dar às pessoas mais horas de sol para fazerem atividades ao ar livre e diminuir os acidentes rodoviários que acontecem mais durante a noite quando já não há luz natural. Mas a verdade é que os estudos levados a cabo atualmente não permitem concluir que haja benefícios claros e mostram que a poupança de energia é apenas “marginal”.

Para ajudar as pessoas a refletir sobre o assunto, no site da consulta pública sobre o tema, a Comissão Europeia elencou os resultados dos vários estudos sobre o impacto da mudança horária nos diferentes setores, desde a saúde até à agropecuária.

No que diz respeito ao mercado interno, os estudos indicam que se cada país tivesse um horário diferente a produtividade descia. Além disso, o comércio transnacional seria mais dispendioso e haveria problemas nos transportes e comunicações. Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, concorda e afirma que “a mudança da hora tem de ser feita exatamente no mesmo instante nos vários Estados-membros da União Europeia”. “Não pode ser o que havia antigamente quando cada um mudava quando queria. Isso era muito mais difícil para todas as atividades à volta de transações, seja de pessoas ou bens, e das comunicações. Mudarem a hora ao mesmo tempo tem como objetivo agilizar os processos. Isto é muito importante, por exemplo, para definir os horários dos transportes”, salienta ao i.

Apesar da poupança energética ter sido um dos principais fatores da adoção da mudança da hora, segundo a Comissão Europeia, a investigação efetuada indica que o efeito é “marginal”. “O impacto sobre a poupança energética é praticamente zero”, explica Rui Agostinho. O astrónomo refere que nos vários estudos feitos em diferentes pontos do mundo a conclusão é de que a poupança de energia com o horário de verão é cerca de 0,05%, ou seja, não chega sequer a 1%. “Os números andam sempre abaixo do 1%”, esclarece.

Sobre o impacto na saúde humana, a Comissão Europeia afirma que os estudos são “inconclusivos”. Estima-se que a hora de verão tem efeitos positivos ligados a um aumento das atividade de lazer e exercício físico ao ar livre. Contudo, há estudos que admitem que pode haver um efeito nefasto no biorritmo humano “mais grave do que se pensava anteriormente”.

Há ainda especialistas que defendem que a mudança da hora tem efeitos negativos no ciclo do sono, no estado de ânimo e nas capacidades cognitivas – como a memória – e psicomotoras.

Um estudo publicado em 2017 pelo neurologista brasileiro Fontenelle Araujo, que analisou 5631 pessoas, concluiu que cerca de metade das pessoas sente de alguma forma o impacto da mudança da hora. Destas, a investigação refere que metade é afetada durante a primeira semana, cerca de um quarto (27%) durante todo o mês e 23% não recupera durante o horário de verão, sendo as mulheres aquelas que apresentam mais queixas.

Rui Agostinho reconhece que “há de facto uma série de pessoas que se sentem desconfortáveis” com a mudança da hora, mas diz tratar-se de “um desconforto de poucos dias”. “Não é mais do que isso. As pessoas não perdem a capacidade de trabalho, de tomar decisões ou de fazer qualquer outra coisa. Claro que há depois casos particulares, como em tudo”, acrescenta.

Segundo a Comissão Europeia, também no que diz respeito à segurança rodoviária “os elementos de prova não são conclusivos”. Em princípio, a falta de horas de sono resultante do avanço da hora na primavera poderá aumentar o risco de acidentes. Por outro lado, uma hora de luz suplementar ao fim do dia nos meses de verão parece ter um efeito positivo na segurança rodoviária.

No caso da agropecuária, a Comissão Europeia admite que a mudança de hora obriga a alterações na rotina dos animais, mas que atualmente os novos equipamentos, a tecnologia automatizada e a iluminação artificial já permitem contornar isso. Já nos trabalhos do campo e nas colheitas, uma hora de sol suplementar é benéfica.

Como funciona em Portugal? O horário de Verão foi adotado pela primeira vez na Alemanha há mais de 100 anos, a 30 de abril de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. Portugal adotou esta medida pouco depois disso, mas não a cumpriu nos anos 1922, 1923, 1925, 1930 e 1933, altura em que se manteve o horário de Inverno.

Para Rui Agostinho, devido à longitude e latitude de Portugal, “nós ganhamos em ter a hora de verão”. “Ao avançarmos uma hora no verão, temos vantagens no final do dia, uma vez que ficamos com mais horas de sol para fazer atividades depois do emprego ou da escola”, explica.

O astrónomo refere que também funciona mantermos sempre a hora de inverno, contudo “iríamos perder as tardes longas de verão, com aquelas horas todas de sol”. Por isso, afirma que Portugal “deve manter o bi-horário, entre a hora normal e a de verão.”

Quanto ao resto da Europa, Rui Agostinho defende que “depende das latitudes”.

Mas há um problema: o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa alerta que a transição para a hora de inverno, que chama “hora normal”, não deveria ser feita apenas em outubro, mas sim em setembro, como aconteceu até 1995. “Ao mantermos a hora de verão até outubro, estamos a ter durante a manhã, naquela hora em que nos deslocamos de casa para o trabalho ou para a escola, as condições que normalmente acontecem em dezembro. É mau quando às 07h00 da manhã o sol ainda não nasceu, porque só nasce perto das 08h00. Assim, a migração das pessoas para os empregos está a ser feita no crepúsculo, ou seja, numa situação intermédia entre o dia e a noite, com pouca luminosidade.

O que pensa a Comissão Europeia

Mercado interno

A Comissão Europeia defende que uma mudança da hora de forma não coordenada entre os Estados-Membros seria prejudicial para o mercado interno, uma vez que acarretaria um aumento dos custos do comércio transnacional, problemas nos transportes, comunicações e viagens, bem como uma redução da produtividade no mercado interno de bens e serviços.

Energia

Segundo a instituição, a investigação efetuada indica que o efeito geral da poupança de energia decorrente da hora de verão é “marginal”. Os resultados também tendem a variar em função de fatores como a localização geográfica.

Saúde

A hora de verão gera efeitos positivos ligados a um aumento das atividades de lazer ao ar livre. Contudo, o efeito das mudanças horários no biorritmo humano pode ser mais grave do que se pensava anteriormente. Os estudos acerca do impacto na saúde são “inconclusivos”.

Segurança rodoviária

Em princípio, a falta de horas de sono resultante do avanço da hora na primavera poderá aumentar o risco de acidentes. Por outro lado, uma hora de luz suplementar ao fim do dia nos meses de verão parece ter um efeito positivo na segurança rodoviária. A Comissão Europeia afirma que “é difícil determinar o efeito direto das disposições relativas à hora de verão nas taxas de acidentes”.

Agricultura

Um hora de claridade suplementar durante o verão pode ser uma vantagem, uma vez que permite um horário de trabalho alargado para as atividades no exterior, como os trabalhos no campo e de colheita.

O Cristiano Ronaldo é o maior, mas…

Novo artigo em Aventar

por João Mendes

deixemo-nos de nacional-parolismos: uma coisa é a marcação cerrada feita pelo entulho cor-de-rosa, que é capaz de dedicar páginas e páginas à cor das unhas da irmã, aos hipotéticos casos amorosos do craque ou à tensão virtual entre a dona Dolores e a Georgina Rodriguez. O entulho cor-de-rosa vive disto e os opinion makers da coscuvilhice têm contas para pagar.

Outra coisa é dar destaque de telejornal a não-acontecimentos. O Cristiano Ronaldo é o maior, já toda a gente sabe disso, mas marcar um golo num jogo-treino, contra a equipa sub-23, é uma não-notícia. E é parvo dar-lhe tanto destaque. Eu sei que estamos na silly season, e que a relação da imprensa com o Ronaldo é ela também bastante silly, mas era importante que essa malta percebesse que existe vida para além do Ronaldo. Que estão a acontecer coisas importantes no planeta Terra, que têm e terão impacto real nas nossas vidas, e que passam despercebidas porque a imprensa nacional prefere noticiar um golo fácil num jogo-treino que conta para coisa nenhuma.