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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Homens heterossexuais casam-se para não pagarem 50 mil euros em impostos

IRLANDA

24/12/2017, 13:312.178

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Dois homens heterossexuais irlandeses decidiram casar-se. Dizem que se amam, como amigos, mas o objetivo principal foi o de evitar pagar 50 mil euros em imposto sobre sucessões.

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Matt Murphy, 83 anos, e Michael O'Sullivan, 58, deram o nó por razões fiscais

Autor
Para quem tenha dúvidas sobre se existe alguma outra razão para duas pessoas decidirem casar-se que não seja, simplesmente, o amor, dois homens irlandeses heterossexuais fornecem um exemplo de que a realidade, por vezes, não é como os espíritos mais românticos a veem. Afinal de contas, e é mesmo de contas que este caso trata, encontrar uma forma lícita de escapar à gula fiscal também pode ser um motivo para a celebração de um casamento.

Foi o que Matt Murphy, 83 anos, e Michael O’Sullivan, 58, optaram por fazer quando se aperceberam que o imposto sobre sucessões em vigor na Irlanda iria exigir um pagamento de 50 mil euros pelo facto de Murphy querer transmitir a O’Sullivan uma casa após a sua morte. O proprietário incluiu esta disposição no testamento, mas desconhecia que a administração fiscal iria ser impiedosa com o beneficiário da generosidade, pelo facto de ser praticada entre contribuintes sem quaisquer laços familiares.

Emma McMenamy@emmamcm

Michael O'Sullivan talking before marrying best friend Matt to avoi inheritance tax. More at @IrishMirror

13:19 - 22 de dez de 2017

A história que teve como desfecho o matrimónio dos dois homens começou quando Matt Murphy foi diagnosticado com uma arterite de células gigantes, doença que consiste numa inflamação crónica das grandes artérias da cabeça, do pescoço e da parte superior do corpo e que afeta, nomeadamente, os nervos óticos. Na época, Murphy precisou de contratar alguém que cuidasse de si. Foi nesta altura que O’Sullivan entrou em cena. Mas havia um problema: Matt não tinha dinheiro para pagar os serviços de Michael e sugeriu deixar-lhe a casa em herança, como forma de compensação.

Tudo parecia simples, mas o caso complicou-se quando O’Sullivan alertou Murphy de que não poderia aceitar o imóvel porque não teria dinheiro para pagar os impostos que lhe iriam ser exigidos. A solução acabou por chegar através de uma amiga comum a quem descreveram a situação. Conhecedora dos meandros da legislação fiscal irlandesa, sugeriu, embora a brincar, que os dois homens se casassem, o que lhes permitiria contornar o problema fiscal. Matt Murphy ficou a matutar no assunto e um dia, de acordo com o Irish Times, decidiu propor casamento a Michael, pedido que foi aceite.

Emma McMenamy@emmamcm

Best friends Michael O'Sullivan and Matt Murphy ahead of civil marriage in order to avoid inheritance tax. More @IrishMirror

13:08 - 22 de dez de 2017

No final da cerimónia, realizada em Dublin, O’Sullivan quis sublinhar que o evento não era apenas uma questão de eficiência fiscal. “Eu amo o Matt e ele ama-me, como amigos”, explicou o herdeiro e agora também cônjuge. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido na Irlanda desde maio de 2015.

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Pastéis de Vouzela… Uma perdição!

Por
-
23/05/2016







Pastéis de Vozela
Conhece os Pastéis de Vouzela?
Em forma de charuto, recheado com doce de ovos enrolado numa massa extremamente fina – mais fina do que folhas de papel de seda.
Uma perdição!
Se não oferece dúvidas que estamos perante uma velha receita conventual, no entanto, uma nuvem de lenda paira sobre as suas origens.
Pastéis de Vouzela
Para alguns, estariam ligadas ao Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Tentúgal. Outros juram a pés juntos que a receita terá vindo – pela mão de duas religiosas – do Convento de Santa Clara, no Porto, há mais de duzentos anos.
Como os verdadeiros Pastéis não têm conservantes, não se deixe cair na esparrela de comprar aquelas coisas que, com esse nome, se vendem em algumas Áreas da Serviço das nossas estradas…
VouzelaVouzela, imagem de Álvaro Almeida.
(Clique para ver a fotografia original)
Vai mesmo ter de ir a Vouzela!
Os Pastéis são um motivo de Peregrinação até aquelas terras da Região de Lafões, distrito de Viseu.
Nas margens do Zela, um afluente do Vouga.
Entre lendas e segredos, espreite a receita possível daquela doce perdição:
* * * * * * * *
Tantas receitas de experimentar e saborear…
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1172706822744474.1073741832.261928367155662
(clique no nome do prato. Será encaminhado/a para a receita)
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Saborear as Regiões, defender o Património Gastronómico Português!
Siga as ligações. Veja as receitas. Experimente. E venha contar!
• FONTE:
Receitas e Sabores dos Territórios Rurais, editado pela Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local.

“O novo PSD devia libertar o Governo da dependência que tem da esquerda”

ENTREVISTA ANTÓNIO SARAIVA

antonio-saraiva-CIP

António Saraiva, "líder dos patrões”, pede disponibilidade ao próximo líder da direita para aprovar medidas que ajudem a economia. Queixa-se de um Governo “muito refém” do PCP e do BE. E diz que, na próxima legislatura, Costa “tem condições únicas” para se libertar da esquerda.

DAVID DINIS (PÚBLICO) e EUNICE LOURENÇO (Rádio Renascença)

28 de Dezembro de 2017, 7:22

Em entrevista ao PÚBLICO e à Renascença, o líder da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) queixa-se de medidas negociadas pela esquerda - e de outras que podem estar a caminho. Alerta para a “bomba-relógio do malparado”. Critica a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a banca em geral por não apoiarem as empresas. E diz esperar uma nova atitude do próximo líder do PSD, para resolver problemas e ajudar o país.

Na mensagem de Natal, o primeiro-ministro estabeleceu como objectivo para 2018 criar mais e melhor emprego em Portugal. Parece-lhe um objectivo realizável?
Parece-me um objectivo razoável e exequível. É a continuidade do que tem vindo a ocorrer.

Os dados da legislatura mostram que tem havido criação de emprego, mas que a precariedade se mantém elevada. Melhor emprego não passa também por diminuí-la?
Passará seguramente também por aí e os últimos dados que temos do INE vêm demonstrando que a criação de emprego, na maioria, é de contratos sem termo. Numa economia com algum crescimento, em que fundamentalmente o turismo arrasta outras actividades económicas, não nos pode surpreender que, neste ou naquele caso, possam ocorrer empregos temporários, até pela sazonalidade. Esse combate à sazonalidade que, como sabemos, muitas vezes está no próprio Estado, é uma política que deve ser seguida. Em concertação social, como sabe, estamos a desenvolver mecanismos para continuar a melhorar o emprego a esse nível.

E como vê a legislação do Governo, com novas regras para os trabalhadores independentes - que obriga a mais contribuição por parte das empresas?
Independentemente da autorização legislativa que o Governo tinha desde Dezembro de 2016, o que é facto é que ela nos surpreendeu pelo timing: o Governo vem fazê-lo com algum aproveitamento político, já que é o Bloco de Esquerda que uma vez mais anuncia essas alterações; e anuncia, mais uma vez também, penalizando as empresas. Para além de alargar o universo das empresas afectadas, também as vem penalizar, duplicando a taxa [que lhes é aplicada]. Para além da carga administrativa. Lamentamos o timing e a forma.

No jantar de Natal do grupo parlamentar do PS, o primeiro-ministro disse, a propósito do desacordo em concertação sobre o salário mínimo, que não faz "regateio salarial". Como é que interpreta a declaração?
Por vezes há expressões infelizes, como foi o "gostoso" que o primeiro-ministro por vezes utiliza...

Foi "saboroso".
... E, enfim, não vou comentar a adjectivação. O salário mínimo não é regateável, porque o Governo tem inscrito no seu programa um escalonamento progressivo, para que venha a atingir os 600 euros em 2019. Não havia discussão, não havia negociação. O Governo o que tem feito é trazer aos parceiros a confirmação, é um facto consumado. Aquilo que estávamos a tentar obter, nós parceiros patronais, era o cumprimento de um acordo assinado em Janeiro, em que o Governo se comprometeu a um conjunto de critérios que até agora não foram cumpridos: o Fundo de Compensação de Trabalho e a sua reformulação... o Governo ainda não traz uma proposta concreta. E no Pagamento Especial por Conta a mesma coisa.... não foi de dimensão semelhante ao que seria a redução da TSU [chumbada no Parlamento]. E a manutenção das relações laborais... é evidente que estamos a pensar na não reversão de algumas leis laborais que, em sede parlamentar, os partidos que apoiam o actual Governo - PCP e Bloco....

Mas que medo tem? Do ponto de vista de leis laborais, o que é que está em cima da mesa que temem que o Governo acabe por aceitar?
As iniciativas que PCP e BE já têm em "pipeline": a redução das horas extra, a retoma do pagamento do valor das indemnizações, a caducidade dos contratos de trabalho, o banco de horas individual, a segmentação dos contratos de trabalho. Enfim, há aqui um conjunto de medidas. Se, até agora, não é pela legislação laboral que a actividade económica tem constrangimentos, mas pelos custos de contexto e pelas reformas que é preciso fazer (reforma do Estado, da Segurança Social), focalizar na legislação laboral é estarmos a repisar um tema que não é prioritário. Estamos contra qualquer retorno ao pré-troika.

Estamos contra qualquer retorno ao pré-troika

Tem medo que o Governo não resista à pressão da esquerda?
Temos algum receio nesse sentido, até agora temo-lo conseguido evitar em concertação social. Aquilo que desejaríamos era que em 2018 houvesse essa tranquilidade e razoabilidade nas relações de trabalho.

Alguns dos pontos que disse recear que fossem revistos constam também do compromisso assinado com PCP e BE. Banco de horas individual, por exemplo. Que consequências teriam essas medidas?
Depende da vontade do PS. E o que está no programa do Governo não é todo este conjunto de medidas que a esquerda quer revistas, apenas duas: o banco de horas individual; e a penalização dos contratos a termo (beneficiando em sede de TSU contratos sem termo)...

Já está a ser feito...
Está ser negociado com o BE. Se a economia está a demonstrar que a maioria dos contratos que estão a ser feitos são sem termo, então não vamos introduzir perturbação. O banco de horas individual é fundamental numa economia mais moderna e competitiva.

Mas é pouco usada pelas empresas, segundo os dados que o Governo tem dado.
Eu permito-me duvidar dos dados do Governo. As empresas fazem-nos chegar que essa é uma vantagem que têm para organizar os seus horários de trabalho. Hoje estamos numa economia globalizada, relacionados com horários diferentes, com necessidades de trabalho diferentes. Temos necessidades de adaptar, dentro de determinadas regras. Então, porquê penalizar ainda mais as empresas, tirando esta vantagem que as empresas hoje têm? É um absurdo.

A "geringonça" está a revelar-se um travão à economia?
Não poderia adjectivar dessa forma. Reconheço que, nalgumas matérias, o excessivo peso que o BE e PCP têm no actual Governo - porque a actual maioria está muito refém dessa maioria das esquerdas -, tem limitado algumas reformas, algumas medidas que gostaríamos de já ter visto implementadas. Mas é verdade que os indicadores económicos são francamente positivos, por isso a "geringonça" que inicialmente foi vista com receio por parte dos investidores, isso esmoreceu ao longo destes dois anos. Defendemos é a estabilidade política e social, dizemos que o que se deve é preservar a estabilidade da legislatura e que ela dure até ao fim - e que o PS se consiga libertar (até agora tem estado muito preso, muito refém da esquerda) e seja mais ousado nas reformas e políticas.

O excessivo peso que o BE e PCP têm no actual Governo - porque a actual maioria está muito refém dessa maioria das esquerdas -, tem limitado algumas reformas, algumas medidas que gostaríamos de já ter visto implementadas

Libertar do PCP e BE?
Que se consiga libertar do peso excessivo que PCP e BE têm tido no actual Governo.

Está a pensar nas legislativas de 2019?
Estou a pensar que, no futuro quadro eleitoral, o PS - se fizer o que tem que ser feito, se continuar a dar estabilidade a estes indicadores, se ousar fazer algumas reformas -, tem condições únicas para depender menos num futuro próximo do que depende hoje dos dois partidos de esquerda (...). Sou defensor de estabilidade política e social, para que o investimento continue a desenvolver-se e que as Autoeuropas não repensem esses investimentos. Em termos de atractividade do investimento directo estrangeiro, o país tem que se colocar numa situação de atractividade...

Falando da Autoeuropa: acha que pode reverter o investimento?
Casos como o da Autoeuropa não se podem manter por muito tempo, sob pena de darmos sinais contrários à atractividade do investimento.

Casos como o da Autoeuropa não se podem manter por muito tempo, sob pena de darmos sinais contrários ao investimento

O Governo está a fazer, no caso da Autoeuropa, o que pode? Ou podia fazer mais?
Acho que sim, a Autoeuropa é uma entidade privada, o Governo está a fazer de mediador naquele conflito e tem feito o que está ao seu alcance. É no diálogo construtivo entre a administração e a comissão de trabalhadores - porque é ela que representa todos os trabalhadores -, que se deve encontrar a solução.

Se fosse administrador da Autoeuropa, o que é que estava a pensar fazer agora?
Em salvar a empresa, em retomar a estabilidade social que se perdeu. E tentaria chamar à razão aquele universo de trabalhadores, porque receio que haja ali algum descontrolo até das forças sindicais na empresa. A comissão de trabalhadores está enfraquecida, perdeu uma liderança forte e a coesão. E esta comissão com geometria variável não tem tido a força suficiente para levar avante o acordo. Mas teria que haver uma aproximação das partes.

O que é que acha que o Governo deve fazer para manter a economia em bom ritmo?
Podia tentar promover a atractividade fiscal, dando-lhe previsibilidade e uma menor carga fiscal - ao contrário do que aconteceu neste Orçamento. E depois promover um melhor financiamento das empresas. O crédito malparado é uma bomba-relógio que continuamos a ter debaixo dos pés. Enquanto não for resolvido, a banca não está em condições de ceder, a banca não corre hoje nenhum risco e deve ser um parceiro de algum risco - não de todo, como no passado.

O crédito malparado é uma bomba-relógio que continuamos a ter debaixo dos pés

Nem a CGD?
A começar pelo banco público, exactamente. Bem sei que os critérios de supervisão são mais apertados. Mas o problema do malparado arrasta-se, o banco de fomento nunca resolveu nenhum desses problemas, a CGD não tem dado provas - até porque o Governo não lhe deu nenhuma carta de missão com esse objectivo - também não tem sido um parceiro de risco. E as empresas precisam de novos mecanismos de financiamento e uma reestruturação da estrutura de capitalização das empresas - os fundos de investimento para recapitalização das empresas ficaram na gaveta, esperemos que em 2018 isso possa ver a luz do dia.

E o que é que espera - se é que espera - da nova liderança do PSD?
Acho que o país ganharia se o actual Governo tivesse na sua direita parlamentar algum apoio diferente, mais construtivo, mais assertivo, do que aquele que tem tido. O actual PSD tem sido ausente e errático na sua política. A nova liderança do PSD poderia trazer, em termos parlamentares, em geometria variável nesta ou naquela medida, um apoio a medidas que este Governo possa lançar. Se nesta ou naquela solução tivesse o apoio de uma direita assertiva e construtiva, ao libertar-se dessa enorme dependência que tem da esquerda, todos ganharíamos. Se o PSD desse esse apoio a um conjunto de medidas para a atractividade do investimento, num diálogo construtivo que deveria existir ao nível dos dois grupos parlamentares…

Acho que o país ganharia se o actual Governo tivesse na sua direita parlamentar algum apoio diferente, mais construtivo, mais assertivo, do que aquele que tem tido

Está a dizer que o PSD deve ajudar a libertar o Governo da esquerda?
Estou a dizer que é necessária uma ampla maioria parlamentar para as reformas de que o país necessita. E que, sendo certo que precisamos de maiorias de dois terços dos deputados para algumas dessas reformas, se não as conseguirmos nesta legislatura, que se dêem passos de maioridade política para que, numa futura legislatura, independentemente do quadro que saia da próxima eleição, se construa...

Não um Bloco Central?
Não necessariamente um Bloco Central, mas um apoio parlamentar que permita que o país se liberte de algumas grilhetas e que se façam as reformas que, até agora, lamentavelmente, não foram possíveis.

“Não percebo o que quer dizer com sociedade civil”

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por Bruno Santos

A deputada Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista, não há-de ter em grande conta a inteligência dos portugueses, visto de perto e ouvido com atenção o esclarecimento supersónico que ofereceu em conferência de imprensa sobre a lei do financiamento dos partidos, aprovada às escondidas numa arrecadação da Assembleia da República, enquanto o país fazia rabanadas. Mas uma coisa podemos ter como certa: sabe ler.

Embora se reconheça que é mais fácil encomendar artigos de imprensa a desancar camaradas de partido - longe de mim sugerir que algum dia a secretária-geral adjunta tenha feito tal coisa -, o talento de Ana Catarina Mendes para explicar o inexplicável ficou muito aquém do que se exige a alguém com as suas responsabilidades, que se limitou a procurar confundir alhos com bugalhos, baralhar, dar de novo e criar premeditadamente a confusão. Tudo isto feito com o ar sério, enfadado e até um pouco arrogante, de quem acha que não tem que dar grandes explicações a jornalistas e menos ainda aos cidadãos da República.

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ANTIGAS ORDENS MILITARES

As Antigas Ordens Militares são o testemunho da tradição secular de que são herdeiras as Ordens Honoríficas Portuguesas. Muito embora conservem a antiga nomenclatura de ‘Ordem Militar’, trata-se hoje em dia de uma designação que pretende destacar o carácter histórico que lhes está associado.

As ordens monástico-militares que lhes deram origem foram criadas na Idade Média, com a aprovação do Papa e com a protecção régia, visando tomar parte activa na Reconquista, à qual deram um contributo decisivo.

As ordens monástico-militares criadas em Portugal (Ordens Militares Nosso Senhor Jesus Cristo, de São Bento de Avis e de Sant’Iago da Espada) e nos restantes reinos da Península Ibérica (Ordens Militares de Santiago, Calatrava, Montesa e Alcântara) inspiraram-se, por seu turno, nas ordens militares criadas no Reino de Jerusalém no século XI para defesa da Terra Santa – a Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém e a Ordem dos Templários.

Com o fim da Reconquista no território português, as ordens militares sofreram igualmente uma evolução que passou pelo relaxamento dos primitivos votos de pobreza e castidade e pela perda da sua autonomia no século XVI, com a entrega da sua administração à Coroa.

Este processo conduziu também à sua transformação em ordens que visavam recompensar serviços ou a fidelidade ao Soberano.

A Rainha D. Maria I quis restaurar o prestígio das Ordens, considerando no preâmbulo da Carta de Lei de 1789 que a “não auxiliar com Providencias próprias e accommodadas a tanta desordem, e relaxação, se chegaria por fim ao ponto extremo dellas não serem nem consideradas, nem estimadas, como Insígnias de honra e dignidade” (MELO, Olímpio de; Ordens Militares Portuguesas e outras Condecorações, Imprensa Nacional, Lisboa, 1922, p. 31).

Embora a extinção formal das ordens religiosas e a transferência dos seus bens para a Coroa tenha tido lugar apenas no reinado de D. Maria II, a reforma de 1789 conduziu à sua transformação em ordens de mérito assentes no mérito individual, laicas e puramente honoríficas.

Em 1910, logo após a Revolução Republicana, algumas das ordens vigentes sob o deposto regime monárquico foram extintas, mantendo-se apenas a Ordem Militar da Torre e Espada.

Em 1917 foi reformulada e restabelecida a Ordem Militar de Avis. Em 1918, no final da Guerra Mundial, foram restabelecidas a Ordem Militar de Cristo e a Ordem Militar de Sant’Iago da Espada como Ordens Honoríficas, sendo a função de Grão-Mestre atribuída ao Presidente da República.

Desde 1918 são quatro as Antigas Ordens Militares:

A cada uma das Antigas Ordens Militares correspondem finalidades e insígnias específicas, consagradas na Lei das Ordens Honoríficas.