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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Lei Maria da Penha completa 12 anos

08/08/2018 by Sotero

O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo em  defesa dos direitos das mulheres. Sancionada em agosto de 2006, pelo ex-presidente Lula, a Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, foi um importante marco para combate à violência contra a mulher.

Os dados porém revelam que nos últimos anos (principalmente após o Golpe que possui forte caráter machista e misógino)  as altas taxas de feminicídio do país colocam o Brasil como o quinto país em numero de mortes de mulheres.   São 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres. Em 2017, foram registrados 4.473 homicídios dolosos de mulheres (Agência Patrícia Galvão). O número pode ser maior uma vez falta padronização e registros, o que atrapalha o monitoramento desse tipo de violência no país.

Na noite dessa terça, 07, mulheres protestaram em Minas Gerais em razão de 433 casos de feminicídio registrados no estado.

Ativistas temem que com avanço de forças políticas conservadoras e machistas cujos representantes incentivam a violência contra mulheres, o número de assassinatos de mulheres aumentem no país após as eleições. Vários casos recentes de assassinatos brutais de mulheres no Brasil, tiveram como autores seguidores e eleitores dessas correntes políticas fascistas.

CP: como destruir um serviço público para vender a preço de saldo

08/08/2018 by João Mendes

Imagem: Público via Maquinistas.org

A situação actual em que se encontra a CP é vergonhosa e indigna de um país desenvolvido da Europa Ocidental. Num momento em que os nossos parceiros europeus investem na ferrovia, em Portugal assistimos à degradação de infraestruturas e equipamentos, às constantes supressões de comboios, atrasos e avarias, enquanto a imprensa afiliada aos interesses privados trata de doutrinar a opinião pública, estendendo a passadeira vermelha para a “inevitável” privatização.

As grandes empresas ferroviárias europeias, claro, estão já com os olhos postos em Portugal. Porque o negócio da ferrovia nacional é atractivo e, bem gerido – não confundir com a gestão medíocre de boys partidários – será seguramente um negócio lucrativo. Para não falar nos subsídios públicos que virão indexados ao negócio. E nas cativações do Dr. Centeno, que deixarão de dar o ar da sua graça. É que já estamos em Agosto, e dos 44 milhões de euros (quase nada) previstos no OE18 para investimentos da CP, pouco mais de 10% foi executado. Assim é fácil destruir um serviço público.

O climatologista

  por estatuadesal

(Dieter Dellinger, 07/08/2018)

climatologista

O climatologista, Carlos da Câmara

Este climatologista da Faculdade de Ciências de Lisboa, Carlos da Câmara, disse que o fogo de Monchique era uma desastre anunciado por causa da imensa massa verde ou combustível ali existente.

Mas ao Observador não explicou como se acende uma massa verde grande ou pequena, pois o calor no Algarve e, em particular, na Serra do Monchique não foi superior ao verificado em todo o Portugal.

Porque não ardeu o Parque do Monsanto, algo anunciado na Assembleia da República pelo Curto no passado inverno?

É evidente que o climatologista não diz três coisas: 1) Como se acende a massa verde; 2) porque não arderam as muitas massas verdes e serras existentes por todo o Portugal; porque razão no ano passado ardeu Pedrógão Grande, Pinhal de Leiria, Sertã, registaram-se 16.450 incêndios no País e não ardeu Monchique com as mesmas temperaturas.

É óbvio que o Carlos da Câmara e o Observador (pasquim do PSD) querem politizar um incêndio sem explicarem quem o ateou.

Toda a gente sabe que o fogo só aparece por via de uma chama de uns 800ºC e nunca pela temperatura de 40ºC e é uma vergonha que um professor ou investigador da Faculdade de Ciências não saiba isso. Eu frequentei essa Faculdade, mas já sabia isso da temperatura do fogo do laboratório de química e física do Colégio Moderno.

Qualquer que fosse as massa verde existente na Serra do Monchique e nas outras serras do país só há fogo se alguém chegar uma chama violenta a uma parte da massa verde.

Os estúpidos do Observador julgam que o povo português acredita que um incêndio aparece por falta de ordenamento da floresta e salientam o caso dos eucaliptais das celulósicas que não ardem.

Claro, não ardem porque quem paga aos INCENDIÁRIOS não lhes deu ordens para isso.

Basta ver as estatísticas: em 2016 arderam cerca de 66 mil hectares; em 2017 foram 563 mil hectares queimados por INCENDIÁRIOS motivados pelo PSD e Magistrados que não levaram ninguém a tribunal para que Rui Rio possa dizer que com os fogos o Governo terá de ser demitido e o Rio passar a Primeiro Ministro com apoio do PS??????.

António Costa sabe que Rui Rio tem tanto conhecimento de incêndios e até de política como um drogado arrumador de carros e parece que o homem da Faculdade de Ciências deve estar ao mesmo nível.

Leva essa tralha medíocre contigo, Santana!

08/08/2018 by João Mendes

Fotografia: Luís Barra@Expresso

À terceira é de vez: Pedro Santana Lopes abandonou mesmo o seu partido de sempre, o PPD-PSD, e vai criar um novo partido, cujo nome, expectavelmente, será PPD-qualquer coisa. Isto acontece seis meses após ter declarado o seu amor eterno ao mesmo PPD-PSD, sob o mote “Unir o partido, Ganhar o país“. Estou certo que os seus mais acérrimos apoiantes estão muito orgulhosos da sua decisão, até porque os spin doctors do esgoto passista já decidiram que a decisão é boa.

Sim, estamos na silly season. E se é para ser silly, o momento é agora. Porém, estamos perante um político que se dizia totalmente comprometido com o seu partido de sempre (apesar de ter já ameaçado, por duas vezes, com os papéis do divórcio), e que pediu aos seus companheiros “união” para “ganhar o país”. Durou pouco, a união santanista-passista.

Já agora, será que os passistas que convenceram Santana a ser sua barriga de aluguer se juntarão à debandada? Afinal de contas, eles odeiam a social-democracia, o sector público e o Estado Social, odeiam e não perdem uma oportunidade de fazer a vida negra a Rui Rio e vão, pelo menos os mais rebeldes, perder o lugar elegível para as Legislativas de 2019. Se não estão lá a fazer nada, porque não arriscar a sua sorte junto daquele que escolheram para seu líder, há meio ano atrás?

Simples: porque o partido de Santana será um flop e os carreiristas que quiseram fazer de Santana fantoche do seu laboratório neoliberal sabem que precisam do dinheiro do PSD para regressar a cargos de poder. Porque esses carreiristas, formados na mediocridade das jotas, sabem que, globalmente, não valem um tostão furado. Para não falar nos boys e girls que gravitam em torno destes carreiristas, mentecaptos e inúteis, que precisam dos tachos e avenças que resultarão da chegada dos seus padrinhos aos lugares de poder. E sem PSD não há cargos de poder, tachos, avenças ou negócios ilegais com empresas de publicidade. E os tipos têm que viver de alguma coisa, não é?

Debater as cinzas

Opinião

Pedro Ivo Carvalho

Hoje às 00:05

ÚLTIMAS DESTE AUTOR

Se o combate aos incêndios em Portugal fosse um filme de série B, podíamos resumi-lo assim: "Chamas infernais, descoordenação no terreno, bombeiros às cabeçadas, investigação do Ministério Público, audições parlamentares e comissão de inquérito" (as duas últimas fatalidades deverão estar por dias). Só não há uma ardente história de amor porque o tema presta-se pouco ao romance e muito à incompetência. Chega a ser penoso assistir ao drama de Monchique e ver expostas as fraquezas do costume. São os próprios bombeiros a personificar a estupefação coletiva: como é que mais de mil homens e 17 meios aéreos não foram capazes de controlar, ou apenas mitigar, durante quase uma semana, o mar de chamas que exauriu o pulmão verde do Algarve? A manchete de hoje do JN pode ajudar a explicar parte do problema (os helicópteros alugados à pressa não estão equipados com espuma antifogo, recurso determinante em fogos de grandes dimensões), mas há, na cronologia sumária deste incêndio, sinais evidentes de atrapalhação, de ausência de estratégia, de omissão de comando. A Proteção Civil sai, mais uma vez, chamuscada. Veremos se irremediavelmente.

Queríamos aprender tanto tão depressa que não aprendemos nada. Ao esforço financeiro do Estado para montar uma máquina eficaz de combate e à bem intencionada tentativa de sensibilizar os portugueses para a limpeza dos terrenos (onde isso já vai...), não correspondeu, depois, uma lógica funcional e integrada das estruturas de cúpula, obrigadas por definição a prever cedo e a agir depressa. Monchique, ainda assim, não é uma lição tão dolorosa quanto as infligidas há um ano, mas é um retrato em carne viva do que nos espera nos próximos anos. Continuaremos a fugir de uma casa a arder. Enredados num debate circular sobre meios e fins e longe, muito longe, do princípio de tudo. Debatendo as árvores. Não as cinzas.

SUBDIRETOR