Com o alto patrocínio da diplomacia nacional-trumpista, o director educativo municipal de Díli divulgou uma mensagem onde defende a proibição de mini-saias e roupas transparentes nas escolas de Timor-Leste, como forma de combater a violência de género. Já para as crianças e adolescentes do sexo masculino, a proibição fica-se pelo consumo de álcool e drogas no recinto escolar. Parece-me equilibrado: Introdução à Sharia para as meninas, Detox para os meninos. Pelo menos no interior das escolas. Cá fora podem beber e fumar o que lhes apetecer. Já as meninas, caso decidam seguir o caminho do pecado, é porque estão a pedi-las. Ler mais deste artigo
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terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Que ganhe o Santana Lopes
(In Blog O Jumento, 12/12/2017)
O candidato não é grande coisa, já se sabe que vamos ter dois anos de circo itinerante, mas o sistema político português tem mais a ganhar com Santana Lopes do que com Rio. Santana assume-se claramente como sendo de direita, apoia claramente as políticas adotadas por Passos Coelho. Rui Rio não sabe bem se é de esquerda ou de direita, em vez de projetos políticos claros fala num 25 de Abril que ninguém percebeu o que era.
É bom que a direita deixe de andar armada em social-democrata, como se existisse uma social-democracia de esquerda ou uma democracia nascida da direita em vez de ser uma abordagem do marxismo. É bom que existe direita e esquerda e que tanto de um lado como do outro lado haja confronto entre projetos diferentes. É bom que o PCP e o BE não se confundam ou se armem em "PS". É mau que o CDS se assuma como apêndice do PSD ou que a única diferença entre os seus dirigentes e os do PSD seja o número de vezes que vão à missa.
Uma das piores heranças deixadas por Sá Carneiro foi esta capacidade da direita andar armada em esquerda, consequência dos tempos em que o PSD era um firme apoiante do MFA e grande defensor do socialismo. O PPD, depois PPD/PSD, é um caso de contrafação política, a ala liberal de um regime totalitário, para se disfarçar em democracia apropriou-se da designação de uma das grandes correntes do marxismo.
Santana Lopes é um dos poucos herdeiros da versão de direita e não travestida de Sá Carneiro, fazendo todo o sentido o regresso à designação de PPD, porque o seu partido nunca foi marxista, a não ser por mera conveniência cobarde, sempre foi de direita e populista.
Rui Rio e muitos dos que o apoiam nada têm de social-democratas, como é o caso de personalidades como Pinto Balsemão ou Morais Sarmento que são tão de direita quanto Passos Coelho ou Pedro Santana Lopes, mas insistem num falso discurso político.
Há toda a vantagem em que se clarifique qual a diferença entre o CDS e o PSD e se for caso disso levar à extinção de um partido; o CDS foi um clã ao serviço da ambição política de Paulo Portas, sendo hoje uma frente de apoio aos negócios que o seu líder anda fazendo em paragens e em empresas especializadas na corrupção que grassa nalguns países.
É tempo de acabar com a farsa do centro e dos blocos centrais e de uma direita que por não se afirmar ideologicamente se organiza em torno de políticos que atuam como velhos senhores da guerra. Uma liderança do PPD por Rui Rio significa a continuação desta farsa que há décadas apodrece a vida política portuguesa. O país e o PPD têm mais a ganhar com esta clarificação e não vale a pena sugerir que com este ou com aquele candidato o PPD ganha ou perde eleições. Rui Rio é um candidato tão fraco quanto Pedro Santana Lopes e não é por ser uma marioneta do Balsemão ou de Manuela Ferreira Leite que irá mais longe.
CGD: Passos só despachou relatórios a 15 dias das eleições
Pareceres da Inspecção-Geral das Finanças que mostravam aumento das imparidades estiveram guardados durante seis meses. Os documentos só foram despachados a duas semanas da ida às urnas.
12 de Dezembro de 2016, 6:55
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O controlo insuficiente da Caixa pelo anterior Governo, já revelado pelo Tribunal de Contas, tem confirmação no atraso de despachos MIGUEL MANSO
Durante seis meses, o Ministério das Finanças liderado por Maria Luís Albuquerque teve na gaveta pelo menos dois pareceres da Inspecção-Geral das Finanças relativos a relatórios trimestrais da Comissão de Auditoria da Caixa Geral de Depósitos de 2014 que mostravam um agravamento das imparidades do banco público. De acordo com os documentos a que o PÚBLICO teve acesso, estes pareceres estiveram guardados de Março a Setembro e só foram despachados pelo secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, quinze dias antes das eleições legislativas de 2015.
Em causa estão os pareceres habituais da Inspecção-Geral das Finanças aos relatórios do terceiro e do quarto trimestres de 2014 da Comissão de Auditoria da Caixa Geral de Depósitos. Os documentos, que como é logo dito na informação de despacho, não constituem "uma opinião de auditoria”, mas sim o evidenciar dos “aspectos mais relevantes” do relatório da comissão de auditoria, chegaram ao gabinete de Manuel Rodrigues em Março de 2015 (o do terceiro trimestre a 12 de Março e o do quarto a 20 de Março), mas só foram despachados pelo governante para a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças seis meses depois. Esta informação mais detalhada sobre os caminhos dos documentos vai ao encontro do que foi referido no relatório do Tribunal de Contas divulgado na semana passada, que revelou a existência de um insuficiente "controlo [da CGD] pelo Estado” entre 2013 e 2015.
PS acusa Governo de Passos de seguir “padrão” e esconder problemas antes das eleições
Os relatórios trimestrais são ainda mais relevantes por se referirem ao período em que foi efectivada a recapitaliza-ção da Caixa Geral de Depósitos decidida por Vítor Gaspar em 2012 e posta em prática já por Maria Luís Albuquerque, na sequência da qual se deu uma injecção de capital no valor de quase 1500 milhões de euros.
No que diz respeito ao terceiro e quarto trimestres de 2014, os relatórios da comissão de auditoria já mostravam um acréscimo das imparidades registadas pelo banco. Estes documentos foram dos poucos a chegar ao Parlamento, no âmbito da comissão de inquérito ao banco público, mas não chegaram inteiros. A maior parte da informação foi rasurada ou apagada. Ainda assim, é possível ler que houve um “incremento” das imparidades face ao trimestre anterior (no caso do 3.º trimestre), ou um “acréscimo” dos valores (na terminologia utilizada no relatório sobre o quarto trimestre).
Tendo em conta as informações disponibilizadas, não é possível determinar o valor desse aumento trimestral, mas é certo que, apesar de o Governo saber da degradação da situação das imparidades, não ordenou qualquer auditoria ao banco. No final de 2015, o valor total acumulado apurado fixou-se em 1,5 mil milhões de euros em imparidades e em 4,5 mil milhões de exposição.
Isso mesmo é referido pelo Tribunal de Contas (TC) no relatório que foi conhecido a 7 de Dezembro. O TC revelava que “os relatórios da comissão de auditoria desta empresa financeira referem a sua exposição a matérias de especial risco. No entanto, não foram obtidas evidências de o accionista ter solicitado à Inspecção-Geral de Finanças acções de fiscalização e a aprovação dos documentos de prestação de contas foi efectuada com base em informação incompleta”. E é a própria Inspecção-Geral das Finanças que admite tratar-se de pareceres e não de “opinião de auditoria”.
“A presente informação foi elaborada com base no relatório supracitado, não tendo esta Inspecção-Geral efectuado um trabalho de auditoria. Acresce que não foram efectuadas verificações junto da CGD, tendo apenas sido solicitados alguns esclarecimentos que nos foram remetidos por correio electrónico.” Aliás, no relatório do TC sobre o sector empresarial do Estado, já era referido que só “em 2016” tinham sido “colocados no sistema de informação pelo qual se efectua o reporte das empresas públicas ao Ministério das Finanças o conjunto dos relatórios trimestrais de 2015”, o que significa que foram introduzidos pelo actual Governo. Os documentos que chegaram à Assembleia da República mostram que o mesmo acontecia desde 2014.
O PÚBLICO tentou contactar o antigo secretário de Estado das Finanças nos últimos dias, mas não foi possível até à hora de edição desta notícia.
Líder da IURD acusado de raptar crianças em Portugal
Angola é muito pequena para quatro operadoras de telefonia, diz Isabel dos Santos
Angola é muito pequena para quatro operadoras de telefonia, diz Isabel dos Santos
Dez. 11, 2017
Published inSociedade
O plano do governo angolano que vai permitir que uma quarta empresa de telecomunicações entrar no mercado, tornará difícil para as operadoras existentes, de acordo com Isabel dos Santos, a mulher mais rica de África é acionista da operadora da Unitel SA .
"Quatro licenças em um mercado de 24 milhões de pessoas é um cenário não sustentável", disse Isabel dos Santos, a filha mais velha do ex-presidente angolano, em uma entrevista durante uma conferência no resort egípcio de Sharm El-Sheikh em 8 de dezembro. "Provavelmente levará fusões de algumas operadoras no final de um período de cinco ou seis anos" segundo Isabel dos Santos.
Governo angolano anunciou planos no início deste mês para licenciar e vender uma participação minoritária de operadora estatal de telecomunicações Angola Telecom.
Isabel dos Santos possui uma participação de 25% na Unitel. A empresa com sede em Luanda concorre com a empresa estatal Angola Telecom e a empresa móvel Movicel Telecomunicacoes Lda em Angola, que está lutando para atrair o investimento estrangeiro em uma tentativa de superar uma crise econômica relacionada à queda do preço do petróleo. O petróleo representa mais de 90% das exportações do país.
Alguns órgãos de comunicação do país indicam que a operadora internacional Vodafone respondeu afirmativamente ao pedido das autoridades angolanas para operar no mercado angolano, actualmente confinado à Unitel e Movicel.
Para além da redução de preços, alguns analistas pensam que a entrada da companhia irá também provocar concorrência pela contratação de especialistas e aumentar o número de empregos no sector.