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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Este é o meu Mundial, o Mundo tal como eu o desejo

  por estatuadesal

(Abílio Hernandez, 28/06/2018)

racismo1.PNG

E este é um País que recuso aceitar e que combaterei sempre.

Poucos dias depois do gesto trocado entre um jogador polaco e um jogador senegalês, um outro homem, português e segurança dos transportes coletivos do Porto, berrava para uma jovem colombiana, enquanto a agredia violentamente com o ódio incontido que sempre extravasa do peito dos racistas e dos xenófobos (Ver notícia aqui):

“Tu aqui não entras, preta de merda, queres apanhar um autocarro, apanhas no teu país.”

Depois, com a mão manchada pelo sangue da vítima, fumou tranquilamente um cigarro na companhia dos agentes policiais que “tomaram conta da ocorrência”.
3 dias depois, quando os jornais e as redes sociais já tinham denunciado o ato, a PSP lembrou-se de elaborar o respetivo auto.

Mais uma pincelada – a sangue – no retrato de um país de brandos costumes.

Eles odeiam o Facebook e todas as redes sociais.

  por estatuadesal

(Dieter Dellinger, 28/06/2018)

judiciaria

A PJ disse que foi inspecionar a Concelhia de Lisboa do PS, (Ver notícia aqui). Sucede que não existem instalações deste organismo e na FAUL não há nada que justifique qualquer negócio. A haver documentos que provem corrupção seria nos escritórios de empresas ou nas casas de pessoas envolvidas e nunca em organismos do PS que não dispõem de qualquer poder e só têm pessoas maioritariamente sem cargos políticos relevantes e, por ventura, um ou outro presidente de Câmara que nunca está nas instalações do PS, mas sim da respetiva autarquia.

Tudo o que a PJ e Ministério Público faz assim no geral sem especificar é apenas PROPAGANDA POLÍTICA e CRIME DE DIFAMAÇÃO para anular os DIREITOS dos CIDADÃOS.

O Ministério Publico pode pegar num papel escrito à mão a acusar qualquer pessoa e vai a casa dessa pessoa, anunciando o facto na comunicação social. Com isso cria logo a impressão que a pessoa está envolvida em algo corrupto ou criminoso.

Qualquer filho da puta pode escrever num papel que eu fiz não sei o quê e a PJ, às ordens do Ministério Público que se submeteu a uma denúncia de um FdP, vai a minha casa e até pode levar os computadores, deixando-me calado ou obrigado a comprar um novo. Eles nunca vão com um disco para gravarem o que está num computador, levam-no que é uma forma tipo China Comunista para calar bloggers e facebookers.

Eles odeiam o Facebook e todas as redes sociais.

Ronaldo, Sobral e o nacional-parolismo

Novo artigo em Aventar


por João Mendes

Por estes dias, as redes sociais crucificaram o Salvador Sobral, pagador de impostos, por declarações que ele NÃO fez sobre os impostos que o Cristiano Ronaldo não queria pagar, algo que resultou de uma mistura de manipulação de informação, incompetência jornalística e ódio colectivo do rebanho digital, que engole tudo sem questionar. E isto é estúpido por vários motivos. Pela situação em si, pela forma como nos deixamos enganar e, entre outras coisas, pelo ridículo que é o endeusamento do Cristiano, como se só se pudesse falar do homem para o elogiar. É o nacional-parolismo em todo o seu esplendor.

Associação dos Antigos Alunos da Escola Oliveira Lopes/MEOL premeia alunos finalistas

No passado dia 22 de junho de 2018, o Centro Escolar da Regedoura e a Escola Básica de Paçô encerraram as atividades do ano letivo 2018/18. A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Oliveira Lopes (A.A.A.E.O.L.)/Museu Escolar Oliveira Lopes (MEOL) não deixou de marcar presença neste momento marcante e emocionante, fazendo-se representar por Augusto Pinho. A A.A.A.E.O.L./MEOL atribuiu o prémio de bom aproveitamento “Lopes Alves Pereira Herdeiro” aos melhores alunos finalistas das duas escolas. Este ano letivo, a Direção da agremiação decidiu contemplar 11 estudantes, atendendo ao elevado mérito académico alcançado.

Os discentes galardoados do Centro Escolar da Regedoura foram os seguintes:

· Jónatas Isaías R. Pereira;

· Leonor Barge Tavares;

· Letícia Carvalho Adriano;

· Martim Vieira Almeida;

· Rodrigo Leonardo J. Nunes;

· Simão Rodrigues Costa;

· Xavier Manuel Silva Valente;

· Hugo Miguel Duarte Dias;

· Paulo José Dias Pires.

Da Escola Básica de Paçô, foram distinguidos os seguintes alunos:

· Micael Ricardo Gomes;

· Mónica Rodrigues Pinho.

O prémio consistiu na oferta de um Dicionário Moderno da Língua Portuguesa. A todos os alunos do 4.º ano foram ofertadas caixas de lápis de cor (gravadas com o símbolo da agremiação e também as respetivas fotografias das três turmas finalistas.

Na sua intervenção, Augusto Pinho felicitou, sobretudo, os alunos finalistas por terem terminado esta primeira etapa com sucesso, desejando as maiores felicidades para as suas vidas futuras.

Para onde vai a Constituição americana?

Opinião

Pedro Carlos Bacelar De Vasconcelos

Hoje às 00:14

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ÚLTIMAS DESTE AUTOR

Esta semana, os juízes do Supremo Tribunal dos EUA aprovaram, por maioria de um voto, várias decisões reclamadas pela Direita mais conservadora. Permitiram a exclusão administrativa de eleitores inscritos nos cadernos eleitorais. Legitimaram a prática antidemocrática da "delimitação arbitrária dos círculos eleitorais" (Gerrymandering) - um expediente usado para minimizar a representação das minorias, repetidamente praticado no Texas com o intuito de retalhar as áreas de residência de eleitores afrodescendentes e latino-americanos e assim dispersar os seus votos por diferentes círculos. Limitaram a contratação coletiva e o papel dos sindicatos. Reconheceram, em nome da segurança do estado, os poderes do Presidente Donald Trump para, com os argumentos xenófobos e racistas que invocou, proibir cidadãos oriundos de sete países de maioria muçulmana de entrar nos EUA. Todas as deliberações foram tomadas por uma maioria tangencial de cinco juízes num total de nove! O quinto juiz - aquele que dita, por maioria, a vontade do Supremo! - é um homem da confiança de Trump. O seu lugar Supremo ficou "congelado" pela maioria republicana no Congresso, durante mais de um ano, até à tomada de posse do triste sucessor de Barack Obama que o nomeou. A intensa partidarização do órgão máximo do poder judicial americano é um sinal funesto. Trump exultou de alegria com estas vitórias. Contudo, outros casos continuarão a chegar ao Tribunal: um tribunal federal da Califórnia acaba de proibir o Governo de Trump de separar as crianças das famílias dos imigrantes e candidatos a asilo presos na fronteira com o México e dá trinta dias ao Governo para devolver os filhos aos seus pais. As instituições e os cidadãos não desistem dos valores e dos princípios que inspiraram a primeira Constituição escrita da era contemporânea. O princípio da separação dos poderes, que traduzido para inglês dos EUA, dá pelo nome de "cheks and balances", garante uma ampla abertura à iniciativa da sociedade civil e à participação democrática. Tem sido, até hoje, uma preciosa ferramenta para a defesa da democracia e da liberdade.

Quando tomei a decisão, há 30 anos, de elaborar a minha dissertação de mestrado sobre um tema de Direito Constitucional americano - a constitucionalidade do veto parlamentar dos atos do poder executivo, então chefiado pelo Presidente Ronald Reagan (1981/1989) - deparei com um imenso vazio: não encontrei qualquer livro ou artigo sobre o constitucionalismo americano publicado em Portugal, desde os anos vinte do século passado! Claro que tomei tão longo interregno, com mais de meio século, como um estímulo. E o projeto teve desde logo o apoio do antigo Presidente do Tribunal Constitucional, o conselheiro José Manuel Cardoso da Costa, meu professor de Direito Constitucional na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e do meu orientador do mestrado - e, mais tarde, do doutoramento - o saudoso doutor Rogério Ehrhardt Soares. O que mais me atraía na Constituição americana era a flexibilidade do funcionamento do princípio da separação dos poderes num regime federal presidencialista e, sobretudo, a circunstância extraordinária de a fiscalização da constitucionalidade das leis pelos juízes ter sido uma invenção do Supremo Tribunal dos EUA que apenas cem anos mais tarde começaria a ser adotada pelas constituições de outras democracias, na Europa e no Mundo. Há por isso boas razões para manter a esperança na capacidade da democracia americana resistir ao programa ultraconservador promovido pelo atual presidente. Lá como cá, são precisas outras políticas que saibam dar resposta aos receios e apreensões dos cidadãos e que possam restaurar a esperança na construção de um Mundo melhor, mais livre, pacífico e solidário.

* DEPUTADO E PROFESSOR DE DIREITO CONSTITUCIONAL